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dom, 26 de abr 2026

Temer assina autorização para a construção de duas pontes entre Brasil e Paraguai

O presidente do Brasil, Michel Temer, e do Paraguai, Mario Abdo Benítez, assinam nesta sexta-feira, 21, na fronteira entre os dois países, a autorização para a construção de duas pontes financiadas pela Itaipu Binacional. O ato protocolar será no 6º andar do Edifício da Produção, na área industrial da usina hidrelétrica.

Uma das pontes será construída no Rio Paraná, entre o bairro Porto Meira, em Foz do Iguaçu, e o município paraguaio de Puerto Franco, vizinho a Ciudad del Este, onde está localizada a Ponte Internacional da Amizade. A outra será construída sobre o Rio Paraguai, ligando o município de Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai.

O financiamento das pontes pela Itaipu Binacional foi autorizado por parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), assinado no dia 17 de dezembro. Segundo a AGU, “as duas obras fazem parte de acordos internacionais celebrados entre os dois países, mas ainda não foram realizadas em razão de restrições orçamentárias”.

Ainda de acordo com a AGU, a construção das pontes está “em consonância com os atos constitutivos da Itaipu Binacional, que admitem claramente a possibilidade de realizar projetos com vistas a desenvolver infraestruturas não diretamente relacionadas às instalações da organização, mas relacionadas ao bem-estar da comunidade local e ao desenvolvimento regional, de modo que tanto a segunda (em Foz) quanto a terceira ponte (no Mato Grosso do Sul) em questão estariam abarcadas em suas diretrizes e objetivos estratégicos”.

O parecer da AGU era o último detalhe jurídico que faltava para que os presidentes do Brasil e do Paraguai pudessem assinar a autorização para a obra. Ainda em relação ao parecer, o documento observa que a Eletrobras, holding da qual faz parte Itaipu Binacional, no lado brasileiro, “deu aval para a operação, desde que não implicasse aumento das tarifas de energia, o que já foi descartado pela binacional”, e desde que Itaipu, ainda, “não reduza os royalties que repassa à União”.

As obras não devem onerar o custo da energia comercializado pela hidrelétrica binacional, pois a tarifa de Itaipu está congelada em dólar e não há previsão de reajuste. O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Marcos Stamm, afirma que o financiamento das pontes pela usina “vai desonerar o Tesouro, sem nenhum custo adicional para o consumidor de energia”.

O custo total previsto para essas duas pontes é de US$ 270 milhões, pouco mais de R$ 1 bilhão, investidos ao longo dos próximos dois anos e meio a três anos, prazo também previsto para a conclusão das obras. Pelo que foi acordado entre os dois governos e pela diretoria de Itaipu, a parte paraguaia da usina financiará a construção da ponte no Mato Grosso do Sul e a margem brasileira entrará com recursos para a ponte em Foz do Iguaçu. Agora, os projetos devem ficar a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit). Os procedimentos para a construção devem ser iniciados já a partir do ano que vem.

Para Marcos Stamm, “com a construção das pontes, a usina de Itaipu estará investindo em duas importantes obras de infraestrutura, consideradas fundamentais e estruturantes para os países vizinhos, o que virá facilitar o comércio e a segurança na região de fronteira”. Ele lembra que “Itaipu tem um compromisso histórico com a região, principalmente em relação à área alagada”.

Segunda ponte

A segunda ponte entre Foz do Iguaçu e o Paraguai irá aliviar o trânsito de veículos pesados da Ponte Internacional da Amizade. Inaugurada em 1965, ela é hoje o principal corredor logístico socioeconômico entre Brasil e o Paraguai. Sua localização estratégica desempenha papel fundamental no desenvolvimento da região, impulsionando o comércio exportador e importador. Graças a esta antiga ligação, também, Ciudad del Este tornou-se a terceira maior zona franca do mundo, atrás apenas de Miami e Hong Kong.  Pela ponte circulam carros, caminhões, motos e pedestres. O tráfego está saturado. O fluxo diário de pessoas chega a 39 mil.

Com a ligação a Presidente Franco, a Ponte Internacional da Amizade ficará exclusiva para veículos leves e ônibus de turismo, o que vai dificultar também a entrada de contrabando nos dois lados da fronteira. Além disso, a segunda ponte permitirá a ligação entre a Rodovia das Cataratas e a BR-277 pela Perimetral Leste, por onde também trafegarão os veículos pesados que circulam entre Foz e a Argentina.

A licitação para os projetos básico e executivo dessa ponte já havia sido lançada pelo Dnit, mas foi cancelada em junho deste ano, por falta de recursos.

A Perimetral Leste evitará o tráfego de veículos pesados pelo centro da cidade, hoje um dos maiores problemas de trânsito de Foz do Iguaçu, já que a Avenida Paraná, utilizada hoje para acesso à BR-277, tem relevo considerado irregular, provocando a constante quebra de caminhões, principalmente próximo à Avenida das Cataratas (acesso à Rodovia das Cataratas), e aumentado o risco de acidentes.

Exportação e importação

A outra ponte, sobre o Rio Paraguai, que ligará o Mato Grosso do Sul ao Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, será fundamental para criar uma nova rota de exportação e importação. Para os produtores de grãos do estado, será criada uma nova logística de transporte, já que a ponte é uma das bases fundamentais para a ligação com os portos do Pacífico, depois de atravessar todo o Paraguai, que se tornará um “hub” regional de exportação e importação.

O país já está desenvolvendo obras rodoviárias para permitir o acesso de Mato Grosso do Sul aos portos chilenos, o que, para os produtores, representará uma redução nos custos de exportação para os países da Ásia, principalmente. A criação da nova rota para o Pacífico também incrementará as importações e exportações, tanto da Ásia quanto entre os países vizinhos, como o Chile, a Bolívia e a Argentina, além do próprio Paraguai.

Antiga reivindicação

A construção da segunda ponte na fronteira entre Foz do Iguaçu e o Paraguai é uma reivindicação antiga. Mas foi a posse do novo presidente do Paraguai, Mario Abdo Martinez, que trouxe novo alento à região. Foi ele quem propôs ao governo brasileiro que a Itaipu Binacional financiasse a construção, tanto da ponte Foz-Presidente Franco como a de Porto Murtinho-Carmelo Peralta, já que não havia recursos disponíveis no orçamento. O presidente Michel Temer deu o aval para o início das negociações.

O presidente Mario Abdo Benítez, em sua visita como presidente eleito ao Brasil, disse ao presidente Michel Temer que “é inaceitável que, com todo o comércio e oportunidades que temos juntos, tenhamos apenas uma ponte”, a da Amizade, construída há 53 anos.

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Foz do Iguaçu sempre foi reconhecida por visitantes como uma cidade limpa e organizada. Mas quem caminha pelos bairros e até pelo centro nos últimos anos percebe uma mudança negativa: sacos rasgados, entulho em esquinas e recicláveis espalhados. É fácil apontar o dedo para a prefeitura ou para a empresa concessionária, mas a verdade é que o sistema de limpeza pública não consegue ser efetivo se o cidadão não fizer a sua parte.

A gestão de resíduos baseia-se no princípio da responsabilidade compartilhada. O poder público deve coletar e dar o destino final, mas o sucesso dessa operação depende diretamente de como cada indivíduo descarta o que consome.

O erro começa na calçada

Lixo descartado abaixo de placa que proíbe descarte de lixo. Foto: Kaká Souza.

Em uma caminhada matinal pelo Jardim Maracanã — basicamente dentro da região central de Foz, e por onde circulam centenas de turistas diariamente — nesta sexta-feira, o problema ficou evidente. Muitas empresas e residências descartam o lixo logo cedo, mesmo sabendo que a coleta (que nesta região é feita pela UVR Jardim América) ocorre apenas no período da tarde.

O resultado é previsível: o lixo fica horas exposto à mercê de animais e pessoas em situação de rua que, ao buscarem algo, acabam rasgando os sacos. O que era um descarte ensacado vira sujeira espalhada pelo meio-fio antes mesmo do caminhão passar. Além disso, o descarte de móveis velhos e restos de construção — que são obrigação do gerador levar aos Ecopontos — acaba sendo abandonado nas calçadas, em frente a terrenos baldios.

Descarte irregular de resíduo sólido. Foto: Kaká Souza.

Agora, só imagine

Se isso ocorre em uma região cercada por hotéis, a poucos metros de distância de um shopping e perto de diversos empreendimentos comerciais, imagine o que ocorre em bairros mais afastados da região central, onde a presença do poder público é pouco notada.

Entenda a classificação do lixo:

Para ajudar na organização, é preciso saber que cada resíduo tem seu destino:

  • Domiciliar: Restos de alimentos e rejeitos (banheiro). Deve ser colocado na rua apenas próximo ao horário do caminhão.
  • Comercial: Empresas têm obrigação legal (Lei nº 12.305/2010) de separar o reciclável e gerir seus resíduos. Descartar de qualquer forma na calçada é ilegal.
  • Reciclável: Aproximadamente 40% do que produzimos pode ser reaproveitado. Se misturado ao lixo comum, perde o valor e vira sujeira.

Você está fazendo a sua parte?

A prefeitura disponibiliza em seu site e redes sociais o cronograma completo da coleta domiciliar que — acontece diariamente na região central e de forma alternada (2ª, 4ª e 6ª) ou (3ª, 5ª e sábado) nos bairros — e da seletiva (que ocorre duas vezes por semana em diversas regiões). Ignorar esse cronograma é contribuir diretamente para a degradação da imagem da nossa cidade.

Este texto não é um salvo-conduto para que o poder público deixe de investir em melhorias. É, na verdade, um apelo para que o iguaçuense entenda que a limpeza urbana começa no portão de casa. Sem a colaboração da comunidade, nenhuma frota de caminhões será suficiente para manter Foz do Iguaçu brilhando.

 

 

 

Fotos: Kaká Souza/Portal Clickfoz

Viajar com bateria extra no celular é essencial, mas os passageiros precisam estar atentos às novas normas de segurança. A Anac atualizou a regulamentação para o transporte de baterias de lítio, incorporando padrões internacionais. A principal mudança foca na capacidade dos aparelhos e na forma como devem ser guardados durante o voo.

O que é permitido?

Para quem vai viajar saindo de Foz do Iguaçu, as regras de ouro são:

  • Exclusivamente na mão: Power banks nunca devem ser despachados no porão do avião. Eles devem estar com o passageiro na cabine.
  • Quantidade: Cada viajante pode levar, no máximo, dois aparelhos.
  • Capacidade: Modelos de até 100Wh são permitidos livremente. Aparelhos entre 100Wh e 160Wh exigem autorização prévia da companhia aérea.
  • Proibição total: Carregadores com capacidade superior a 160Wh são proibidos e devem ser descartados antes do embarque.

Uso proibido a bordo

A nova portaria também veda o uso dos power banks durante o voo. É proibido carregar celulares ou outros eletrônicos utilizando esses dispositivos enquanto a aeronave estiver em operação. Além disso, o próprio power bank não pode ser recarregado nas tomadas ou entradas USB do avião.

Dicas de segurança

Para evitar curtos-circuitos, a Anac orienta que os terminais dos carregadores estejam protegidos ou que o item seja transportado em sua embalagem original. Em caso de dúvidas, a recomendação é entrar em contato com a empresa aérea antes de se deslocar para o aeroporto.

A fiscalização será rigorosa nos canais de inspeção (raio-x) e itens que não cumprirem as normas de capacidade poderão ser retidos pelas equipes de segurança aeroportuária.

A Anac orienta que passageiros entrem em contato com as empresas aéreas antes de embarcar portando power banks. 

Para mais informações sobre itens permitidos e restrições no transporte aéreo, consulte o site  da Anac

 

 

Foto em destaque: Pvproductions/Freepik

O sorteio do concurso 2.999 da Mega-Sena, realizado na noite de quinta-feira, não teve ganhadores na faixa principal. As dezenas sorteadas foram: 09 – 24 – 26 – 38 – 45 – 58. Com isso, o prêmio estimado para o sorteio de sábado (25) é de R$ 100 milhões.

Apesar de ninguém ter levado o prêmio máximo, o Paraná teve um desempenho de destaque. Quatro apostas do estado acertaram cinco números (quina). Em Curitiba e Londrina, três apostas simples levaram R$ 28.755,27 cada. Já em Guaíra, um bolão com 9 números faturou R$ 115.020,78.

Sorte em Foz do Iguaçu

Em Foz do Iguaçu, sete apostadores acertaram quatro dezenas (quadra). A maioria levou o prêmio padrão de R$ 916,43, mas uma aposta feita por canais digitais com sete números faturou R$ 2.749,29.

Confira as lotéricas onde saíram os prêmios em Foz:

  • Brasil Loterias (Vila Portes)
  • Cataratas Loterias (Vila Yolanda)
  • Loteria Fortuna (Centro)
  • Lotérica Consalter (Vila A)
  • Lotérica Vitória (Jardim São Paulo)
  • Canais Eletrônicos (Duas apostas premiadas)

Como apostar para os R$ 100 milhões

Quem quiser tentar a sorte para o próximo concurso tem até as 20h de sábado (25) para registrar o jogo.

A aposta simples (6 números) custa R$ 6,00 e podem ser feitas nas casas lotéricas físicas ou pelo site/aplicativo Loterias Caixa. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio mais cobiçado do país.

Caso um único ganhador leve os R$ 100 milhões e aplique o valor integral na poupança, o rendimento apenas no primeiro mês será de aproximadamente R$ 580 mil.

O jornalismo paranaense pode ganhar um representante de peso no cenário nacional. Estão abertas as inscrições para o projeto “Academia LED Globo – Jornalismo na Universidade”. A iniciativa selecionará estudantes do último ano de Jornalismo para participarem de um reality de reportagem sob o comando de Caco Barcellos.

Os seis selecionados passarão por um treinamento intensivo e o vencedor terá a oportunidade de acompanhar de perto o cotidiano do jornalismo da Globo. A RPC, como afiliada no estado, reforça o convite para que os universitários do Paraná enviem seus materiais e aproveitem a vitrine do Fantástico no segundo semestre de 2026.

Como funciona a seleção

Para participar, os candidatos devem produzir uma reportagem inédita sobre alguma manifestação cultural brasileira. Pode ser sobre culinária, folclore, literatura ou artesanato local. Um detalhe importante: o material pode ser gravado inteiramente pelo celular, de forma horizontal, priorizando a qualidade da narrativa e a sensibilidade da pauta.

Requisitos para inscrição:

  • Ser estudante de Jornalismo no último ano da graduação;
  • Ter mais de 18 anos;
  • Ter disponibilidade para gravações em julho de 2026 (Rio de Janeiro e São Paulo).

 

Etapas do programa

O processo contará com uma fase de entrevistas e pitching com Caco Barcellos. Os seis finalistas serão acompanhados pelas câmeras durante cinco episódios, onde cada desafio mostrará os bastidores, os imprevistos e as escolhas editoriais que fazem parte da profissão. A cada programa, um participante será eliminado com base na relevância e construção de suas histórias.

As inscrições seguem abertas até o dia 10 de maio pelo site movimentoled.com.br.

 

 

Foto em destaque: Divulgação/RPC

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