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ter, 09 de jun 2026

O que acontece se o valor do Bitcoin cair durante um empréstimo com garantia?

Oscilações no valor do ativo podem levar a chamadas de margem e até liquidação automática da garantia.

O uso de criptomoedas como garantia para obtenção de crédito tem se consolidado como uma alternativa para quem busca liquidez sem vender seus ativos. No entanto, a volatilidade desses ativos levanta uma questão recorrente: o que acontece quando o valor do Bitcoin cai durante o período do empréstimo?

A resposta envolve mecanismos automáticos de proteção adotados pelas plataformas, que podem exigir ações rápidas por parte do usuário para evitar perdas.

Entenda a lógica da garantia

Nos empréstimos com garantia em criptomoedas, o usuário deposita um valor em ativos digitais superior ao montante que deseja tomar emprestado. Essa diferença é conhecida como sobrecolateralização e funciona como uma margem de segurança.

Por exemplo, para obter determinado valor em crédito, pode ser necessário depositar o equivalente a uma quantia maior em Bitcoin. Isso ocorre porque o ativo utilizado como garantia pode variar de preço ao longo do tempo.

Enquanto o contrato estiver ativo, as criptomoedas ficam bloqueadas na plataforma, seja ela centralizada ou baseada em protocolos descentralizados, muitas vezes construídos sobre redes como a Ethereum.

O impacto da queda no preço

Quando o valor do Bitcoin começa a cair, a relação entre o valor da garantia e o valor da dívida se altera. Se essa relação ultrapassar um limite pré-definido pela plataforma, o sistema aciona mecanismos de proteção.

O primeiro deles costuma ser a chamada de margem. Nesse momento, o usuário é notificado para depositar mais criptomoedas ou reduzir o valor da dívida, restaurando o equilíbrio da operação.

Caso essa ação não seja tomada dentro do prazo estipulado, a plataforma pode iniciar a liquidação automática da garantia.

Liquidação automática: como funciona?

A liquidação é um processo no qual parte ou a totalidade do ativo depositado é vendida para cobrir o valor do empréstimo. Esse procedimento é automatizado e ocorre quando o nível de risco da operação ultrapassa o limite aceitável.

Na prática, isso significa que o usuário pode perder parte dos seus Bitcoins, mesmo sem ter realizado uma venda voluntária.

Esse mecanismo protege a plataforma e os credores, garantindo que o valor emprestado seja recuperado, mesmo em cenários de forte desvalorização do mercado.

Monitoramento constante é necessário

Diante desse cenário, acompanhar o valor do ativo utilizado como garantia é parte essencial da estratégia. Como o mercado de criptomoedas pode apresentar variações significativas em curtos períodos, a situação do empréstimo em Bitcoin, por exemplo, pode mudar rapidamente.

Algumas plataformas oferecem alertas automáticos para avisar quando o nível de garantia se aproxima do limite. Ainda assim, a responsabilidade de agir costuma ser do usuário. A falta de acompanhamento pode resultar em liquidações inesperadas, especialmente em momentos de maior instabilidade.

Estratégias para reduzir riscos

Para evitar situações mais críticas, os investidores costumam adotar algumas práticas. Uma delas é manter uma margem de garantia mais ampla do que o mínimo exigido, reduzindo o impacto de oscilações.

Outra estratégia envolve o uso de apenas parte do patrimônio como colateral, preservando uma reserva para eventuais ajustes.

Também é comum escolher plataformas que ofereçam maior transparência nas regras de liquidação e nos critérios utilizados.

Volatilidade exige atenção redobrada

A possibilidade de utilizar criptomoedas como garantia para crédito amplia o uso desses ativos, mas também traz novos desafios. A volatilidade, característica marcante do mercado, pode influenciar diretamente o resultado da operação.

Quando o valor do Bitcoin cai durante um empréstimo, o impacto não se limita à desvalorização do ativo, mas pode afetar a própria manutenção do crédito contratado. Entender os mecanismos envolvidos e acompanhar de perto a operação se tornam fatores determinantes para evitar perdas e manter o controle sobre o patrimônio digital.

 

 

Imagem em destaque: Freepik

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Foz do Iguaçu recebe nesta quarta-feira, dia 10 de junho, a 3ª Reunião Ordinária do Comitê Interinstitucional de Turismo Religioso do Paraná de 2026. A atividade será realizada das 15h30 às 17h, no Rafain Palace Hotel & Convention. O encontro vai debater temas como as candidaturas das cidades para sediar o 9° Fórum Paranaense de Turismo Religioso e as demandas específicas de cada município.

O comitê, que é vinculado à Secretaria de Estado do Turismo (Setu-PR), atua na coordenação de políticas públicas, promoção de rotas de fé e profissionalização do segmento. Atualmente, o Paraná possui quase 500 atrativos religiosos mapeados. A última edição do fórum estadual ocorreu no início de abril, na cidade de Jacarezinho.

De acordo com o coordenador do comitê, Eliseu Rocha, o diálogo inter-religioso no Paraná tornou-se uma referência para o Brasil, consolidando o modelo de turismo focado na espiritualidade como motor de desenvolvimento econômico e geração de renda nas comunidades.

Integração com a programação do FITCataratas

A reunião do comitê antecede a abertura oficial da edição 2026 do FITCataratas (Festival Internacional de Turismo Cataratas), marcada para as 19h do mesmo dia. O festival, que se estende até o dia 12 de junho, reservou espaços exclusivos para que diferentes grupos religiosos apresentem suas tradições e práticas de fé.

A programação voltada ao turismo religioso no FITCataratas inclui:

  • Ordem do Caminho de Santiago: Realização do 38º Capítulo Extraordinário da entidade espanhola, com debates entre especialistas da América do Sul e da Europa sobre rotas de peregrinação.
  • Mesquita Omar Ibn Al-Khattab: O atrativo de Foz do Iguaçu, considerado a segunda maior mesquita da América Latina, contará com um estande próprio na feira.
  • Terreiro Asè Afin Lógunède: Espaço dedicado a representar a umbanda, exibindo elementos culturais, indumentárias e objetos litúrgicos dos saberes afro-brasileiros.

 

Potencial de geração de negócios na fronteira

Encontro em Foz do Iguaçu vai debater demandas municipais do turismo religioso. Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN.

 

O FITCataratas consolida-se como um dos eventos mais completos do setor de turismo e negócios na América Latina. Como referência, a edição de 2025 mobilizou mais de 12 mil participantes, 1.300 marcas expostas e atraiu 43 caravanas nacionais e internacionais.

Simultaneamente ao festival principal, o público poderá acompanhar uma série de atividades complementares. Entre os destaques estão a Feira de Turismo e Negócios, as Rodadas de Negócios, o Salão do Vinho Argentino, o Hackatour Cataratas e o Fórum Internacional de Turismo do Iguassu.

 

 

Foto em destaque: Gilson Abreu/Arquivo AEN

Uma audiência pública vai apresentar para a comunidade de Foz do Iguaçu a proposta técnica do projeto do Viaduto do Trevo do Charrua. O encontro está marcado para a próxima terça-feira, dia 16 de junho de 2026, às 19h. O debate acontecerá no Auditório do Corpo de Bombeiros da Vila A, localizado na Avenida Paraná.

O Trevo do Charrua é considerado um dos pontos mais estratégicos para a mobilidade urbana do município. No passado, o local funcionava como uma importante ligação viária entre a região Central e a região Norte de Foz do Iguaçu.

O fechamento definitivo do trevo, realizado no fim de 2019, provocou impactos significativos na circulação de veículos e alterou a rotina dos motoristas. Atualmente, o intenso tráfego de caminhões pesados que circulam pela BR-277 agrava o problema na região, comprometendo a fluidez do trânsito e a segurança viária de motoristas e pedestres.

Espaço para debate e sugestões dos moradores

Durante a realização da audiência pública, a equipe técnica responsável pela obra detalhará a solução viária prevista para o local e abrirá espaço para esclarecer as dúvidas da população.

O encontro busca garantir a transparência do processo com os seguintes objetivos:

  • Participação social: Abrir espaço para manifestações de moradores, entidades de classe e instituições interessadas.
  • Coleta de contribuições: Recolher sugestões que sirvam de subsídio para o aperfeiçoamento final da proposta.
  • Fortalecimento do diálogo: Aproximar o poder público da sociedade civil organizada para definir as melhorias na infraestrutura urbana.

 

A prefeitura reforça que a participação da comunidade é fundamental para o aprimoramento do projeto. Todas as sugestões apresentadas serão avaliadas antes do início das etapas seguintes da obra.

Serviço

Audiência Pública – Projeto do Viaduto do Trevo do Charrua
Data: 16 de junho de 2026 (terça-feira)
Horário: 19h
Local: Auditório do Corpo de Bombeiros da Vila A – Av. Paraná, nº 5.725, Vila A.

 

O segundo dia do “Raízes Vivas – Encontro de Culturas Populares e Tradicionais” vai celebrar o aniversário de Foz do Iguaçu com uma imersão cultural especial. A programação do evento será dedicada aos sons, cantos e danças da costa caribenha colombiana.

A festividade está marcada para acontecer nesta quarta-feira, dia 10 de junho, a partir das 20h, no Sudacas Bar. A entrada para o público é totalmente franca.

A noite vai destacar duas expressões culturais da América Latina que carregam séculos de memória e representam o encontro histórico entre matrizes indígenas, africanas e populares: a Cumbia e o Bullerengue. Enquanto o Bullerengue resgata as tradicionais rodas de canto conduzidas por mulheres, a Cumbia revela as conexões que moldaram a identidade musical da região.

Atrações e integração latina

As apresentações artísticas vão promover o intercâmbio cultural na fronteira. O público iguaçuense e os turistas poderão acompanhar as seguintes atrações:

  • Trio Raízes: Responsável por conduzir parte da apresentação musical da noite.
  • Elenco Folclórico Latino-Americano: Coletivo multicultural formado por estudantes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) vindos de diferentes países da região.

Os organizadores convidam toda a comunidade para celebrar o aniversário do município vivenciando de perto a riqueza das músicas e danças tradicionais latino-americanas.

As comemorações pelo aniversário de Foz do Iguaçu ganharam um importante reforço ambiental e social. Nesta terça-feira, dia 9 de junho, o Horto Municipal foi palco do plantio de mudas de árvores em alusão aos 112 anos de emancipação política do município. A iniciativa integrou as celebrações da cidade às ações do Mês do Meio Ambiente e à campanha Junho Violeta, que foca na Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa.

A ação foi organizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e contou com a participação direta do prefeito de Foz do Iguaçu, General Silva e Luna. Enquanto parte do lote de árvores foi plantada de forma antecipada, as últimas 15 mudas foram plantadas nesta terça-feira por um grupo especial de moradores, encerrando a atividade de forma simbólica.

O grupo responsável pelo plantio final foi composto por 11 pessoas com mais de 60 anos, incluindo cidadãos centenários. Os participantes representaram as diferentes gerações que ajudaram a construir e a desenvolver a história do município ao longo das últimas décadas.

Simbolismo e respeito à terceira idade

Durante o evento no Horto Municipal, o prefeito enfatizou o valor da atividade para conectar a história da cidade com o seu futuro sustentável. Silva e Luna destacou o papel das gerações passadas na transformação de Foz do Iguaçu e reforçou que o ato de plantar uma árvore renova o compromisso com a natureza e com o desenvolvimento ordenado da cidade.

O envolvimento dos idosos na programação trouxe os seguintes destaques:

  • Representatividade histórica: Moradores idosos e centenários foram os protagonistas do encerramento da ação.
  • Junho Violeta: Três mudas de árvores foram plantadas especificamente pelos idosos para marcar o mês de combate à violência contra a pessoa idosa.
  • Legado ambiental: O plantio totaliza o número exato de anos que o município comemora em seu aniversário de emancipação.

 

A prefeitura espera que a ação sirva de exemplo para que as futuras gerações continuem cuidando da preservação ambiental, da natureza local e do bem-estar da população idosa do município.

 

 

 

Foto em destaque: Divulgação/AMN

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