A Receita Federal do Brasil recuou e suspendeu temporariamente a implementação da segunda fase da operação da Ponte da Integração, que previa o início da circulação de ônibus fretados e de turismo pela Ponte da Integração e a restrição à circulação de ônibus fretados na Ponte Internacional da Amizade — medida que havia gerado forte preocupação no setor turístico de Foz do Iguaçu.
A suspensão foi comunicada na noite desta terça-feira (13), em nova informação oficial à imprensa, assinada pela Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu.
Segundo o comunicado, o recuo ocorre em razão de solicitação da Delegação do Paraguai, que pediu a realização de uma nova reunião bilateral para deliberar sobre as modalidades de trânsito na ponte recém-inaugurada.
Vale ressaltar que a A Receita Federal do Brasil (RFB) não cria leis, ela apenas atua para que as leis criadas sejam cumpridas.
Reunião bilateral vai reavaliar regras
De acordo com a Receita Federal, a reunião será realizada na próxima semana, sob convocação dos órgãos diplomáticos do Brasil e do Paraguai, no âmbito da Comissão Mista Brasil–Paraguai, responsável pelos temas relacionados à abertura e operação da Ponte da Integração, que liga Foz do Iguaçu a Presidente Franco.
Enquanto não houver uma nova deliberação conjunta entre os dois países, fica suspensa a aplicação da restrição ao tráfego de ônibus fretados, que entraria em vigor a partir de 19 de janeiro.
Na prática, isso significa que ônibus de turismo e fretamento continuam autorizados a circular na Ponte Internacional da Amizade, mantendo o modelo atual de operação — ao menos por enquanto.
Alívio temporário para o turismo de Foz
A decisão representa um alívio imediato para o setor turístico de Foz do Iguaçu, que havia reagido com apreensão à medida anunciada na noite de segunda-feira (12). Agências de turismo, empresas de transporte e operadores do turismo de compras alertavam para impactos diretos na economia local, na geração de empregos e na dinâmica diária da fronteira.
Apesar do recuo, o clima ainda é de cautela. O próprio comunicado da Receita deixa claro que a suspensão é temporária e condicionada ao resultado da reunião bilateral.
Ou seja: a ameaça saiu do campo imediato, mas não foi definitivamente descartada.
Expectativa agora é por diálogo e bom senso
A próxima rodada de discussões será decisiva. O setor turístico de Foz espera que, desta vez, o debate considere a realidade do turismo fronteiriço, a logística já consolidada na região e o papel estratégico da atividade para a economia da cidade.
O desfecho da reunião pode definir não apenas o futuro das operações na Ponte da Integração e Ponte da Amizade, mas também o grau de alinhamento das decisões federais com a vida real da fronteira.
Com Informações: Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu
Foto em Destaque: Kaká Souza/Portal Clickfoz




