Comerciantes ambulantes do microcentro de Ciudad del Este, no Paraguai, conseguiram o fechamento de um estabelecimento comercial acusado de aplicar golpes em turistas e promover episódios de violência. A loja funcionava na avenida Camilo Recalde, uma das mais movimentadas da região comercial.
O protesto ocorreu após sucessivas denúncias de estelionato, intimidação e agressões à turistas, atribuídas ao local, conhecido entre os trabalhadores como uma “cova de pirañitas” — termo popular usado para definir comércios que são abertos com intenção de enganar turistas, especialmente estrangeiros.

Segundo os manifestantes, o estabelecimento operava inicialmente como “Samsung Shop” e, posteriormente, passou a se identificar como iPhone Importados E.A.S., mantendo o mesmo padrão de atuação.
Agressões, ameaças e denúncias reiteradas
A situação se agravou no último fim de semana. Comerciantes relataram que o proprietário identificado como Alfredo Barrios, acompanhado de funcionários, teria agredido fisicamente um trabalhador ambulante, diante dos filhos menores da vítima.
O trabalhador, Eduardo Fleitas, precisou de atendimento médico após a agressão. De acordo com relatos da esposa, o ataque aconteceu depois que o local acusado foi obrigado a devolver dinheiro a um turista enganado.
Os comerciantes também criticaram a atuação policial durante o episódio. Segundo eles, a presença de agentes no local não impediu a violência, o que ampliou o sentimento de insegurança no microcentro.
Prejuízos ao comércio e à imagem turística
Os trabalhadores afirmam que a atuação do estabelecimento causava prejuízo direto ao comércio legal. As denúncias frequentes afastavam turistas e comprometiam a imagem do microcentro, um dos principais polos de compras da fronteira.
Durante o procedimento que levou ao fechamento, uma pessoa que se apresentou como representante do proprietário discutiu com a vereadora Valeria Romero, que acompanhava a ação.
Prefeitura determina fechamento e abre processo administrativo

A Prefeitura de Ciudad del Este determinou a suspensão imediata das atividades da loja, por meio de ato administrativo publicado em 12 de janeiro de 2026. Um processo administrativo foi aberto, com audiência marcada para o dia 15 de janeiro.
Além das denúncias de golpes e violência, o estabelecimento também foi fechado por não possuir medidas mínimas de segurança contra incêndios, oferecendo risco a clientes e trabalhadores.
A vereadora Valeria Romero afirmou que o caso não é isolado e que o local já acumulava histórico de denúncias envolvendo turistas. Segundo ela, ações desse tipo são fundamentais para proteger o comércio regular e preservar a imagem de Ciudad del Este como destino de compras.
Com Informações: Jornal Diário La Clave e Municipalidad De Ciudad Del Este Fotos: Divulgação/Municipalidad De Ciudad Del Este



