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dom, 05 de abr 2026

Resolução da Receita Federal ameaça o turismo de Foz do Iguaçu e expõe desconexão com a realidade da fronteira

Medida que tenta conter ônibus de sacoleiros atinge em cheio agências de turismo e escancara falhas na gestão do fluxo fronteiriço.

A decisão da Receita Federal do Brasil (RFB) de proibir a circulação de ônibus de fretamento turístico pela Ponte Internacional da Amizade, a partir de 19 de janeiro de 2026, ameaça provocar um efeito colateral grave: atingir diretamente o turismo organizado de Foz do Iguaçu, um dos principais pilares da economia local.

A medida integra um acordo bilateral entre Brasil e Paraguai e faz parte da segunda fase da abertura progressiva para o trânsito na fronteira. No entanto, ao tratar todos os ônibus turísticos da mesma forma, a resolução ignora a dinâmica real do setor na cidade.

Veja a informação da Receita Federal na íntegra

“A Receita Federal informa que, em decorrência das tratativas entre os Governos do Brasil e do Paraguai, conduzidas pelas instituições diplomáticas de ambos os países, no âmbito da Comissão Mista Brasil–Paraguai para a construção da segunda ponte rodoviária internacional sobre o rio Paraná, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco, foi firmado acordo bilateral com novas regras sobre o tráfego de veículos na região.

Conforme o acordo, a segunda fase da abertura progressiva para o trânsito ocorrerá a partir de 19 de janeiro de 2026, ficando vedado, a partir de então, o tráfego de ônibus em fretamento eventual ou turístico pela Ponte Internacional da Amizade. Esse tipo de transporte deverá ocorrer exclusivamente pela Ponte da Integração, no período compreendido entre 19h00 e 07h00.

A Receita Federal orienta os transportadores e os demais interessados a cumprirem rigorosamente as novas disposições, garantindo a fluidez do tráfego e o adequado controle aduaneiro e migratório na região de fronteira.”

Uma medida pensada para os sacoleiros

Na prática, a resolução aparenta ter sido desenhada para conter o fluxo excessivo de ônibus de compras populares, os chamados ônibus de sacoleiros.

Em dezembro, especialmente na semana do Natal, cerca de 3 mil ônibus cruzaram diariamente a Ponte da Amizade em direção ao Paraguai, sobrecarregando a infraestrutura e os controles aduaneiros.

O problema não é o diagnóstico.
O problema é o remédio.

Receita confirma: turismo regular também está incluído

Questionada oficialmente sobre os ônibus de agências de turismo que operam em Foz do Iguaçu, a Assessoria de Comunicação da Receita Federal foi direta:

“A regra inclui todos os ônibus de turismo nas modalidades de fretamento, de qualquer cidade ou país, inclusive Foz do Iguaçu.”

Ou seja, não existe distinção entre excursões predatórias e agências legalizadas, que operam com roteiros organizados, passageiros identificados, motoristas profissionais e impacto econômico positivo para a cidade.

Tudo vai para o mesmo saco.

Uma decisão técnica… sem técnica

A resolução escancara uma atuação descoordenada e distante da realidade local, envolvendo a Comissão Mista Brasil–Paraguai e órgãos que deveriam agir de forma integrada, como Receita Federal, PRF e Polícia Federal.

Trata-se de uma solução administrativa decidida longe da fronteira, sem diálogo com o trade turístico, sem escuta das agências locais e, aparentemente, sem compreensão do funcionamento cotidiano do turismo em Foz do Iguaçu.

Na prática, a medida significa:

  • Redução drástica dos passeios de compras organizados 
  • Impacto direto sobre hotéis, guias, motoristas, agências e restaurantes 
  • Gargalos artificiais na Ponte da Integração, restrita ao período noturno 
  • Desestímulo ao turismo regional e nacional 

Tudo isso em plena alta temporada.

Turismo não é problema. É solução

O turismo em Foz do Iguaçu não é um efeito colateral do contrabando.

É uma das poucas atividades da fronteira totalmente formalizadas, rastreáveis e geradoras de emprego, renda e arrecadação.

Tratar ônibus turísticos como problema fiscal é confundir remédio com veneno.
Mais do que isso: é comprometer a imagem do destino e penalizar quem trabalha dentro da lei.

COMTUR reage e cobra diálogo

A informação da Receita foi divulgada no fim da tarde de domingo (12). Até então, não houve manifestação pública das lideranças políticas da cidade.

No entanto, na manhã desta segunda-feira, o Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) se pronunciou oficialmente, manifestando indignação com a condução do processo.

Em nota, o conselho afirma que decisões estratégicas sobre as pontes internacionais vêm sendo tomadas sem diálogo com quem vive, opera e sustenta o turismo na fronteira, desconsiderando a realidade do território e o impacto direto sobre toda a cadeia produtiva.

O COMTUR ressalta que o turismo é uma atividade econômica estruturante, geradora de emprego, renda, visibilidade internacional e integração entre países, e não um detalhe operacional.

O conselho também defende a necessidade de diálogo integrado entre turismo, transporte e logística, reforçando que ignorar os agentes locais fragiliza a governança, cria insegurança operacional e compromete a imagem de Foz do Iguaçu no mercado nacional e internacional.

E as lideranças políticas, onde estão?

Apesar da gravidade do tema, não houve até o momento posicionamento público firme nem articulação visível por parte dos representantes políticos da cidade.

O resultado é previsível: uma cidade inteira refém de decisões tomadas longe da fronteira, por quem não vive o fluxo, não sente o impacto e não responde às consequências.

Sem diálogo, o caos é a regra

Se a medida for mantida nos termos atuais, Foz do Iguaçu corre o risco de transformar o turismo — seu maior ativo econômico — em vítima de burocracia cega e gestão desconectada da realidade local.

Regular é necessário.
Organizar, também.

Mas governar sem ouvir quem sustenta a economia da cidade é a receita perfeita… para o caos.

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Em 2015, o Marco das Três Fronteiras era pouco mais que um obelisco histórico em uma área com infraestrutura precária e baixo fluxo de visitantes. Dez anos após a concessão à iniciativa privada, os números falam por si: R$ 483 milhões movimentados, recordes de público e uma revitalização que transformou toda a região Sul de Foz do Iguaçu.

Diante desse cenário de sucesso consolidado, surge a pergunta inevitável para o planejamento urbano da nossa cidade: Será que esse mesmo modelo de gestão não é a solução que falta para o Bosque Guarani?

Do Zoológico ao Abandono: O cenário do Bosque

Cenário de espera: O Bosque Guarani permanece sem data oficial para reabertura após consulta pública finalizada em 2025. Foto: Kaká Souza.

Localizado em um ponto nevrálgico do Centro — ao lado do terminal de ônibus e de hotéis estratégicos — o Bosque Guarani vive um limbo desde o fechamento do seu antigo zoológico em 2021. Embora tenha se tornado uma Unidade de Conservação (Parque Natural Municipal) em 2023, o espaço ainda carece de uma ocupação que combine preservação ambiental com lazer seguro e atrativo para o iguaçuense.

Atualmente, o município finaliza o Plano de Manejo do local. Este documento é o “divisor de águas”. Sem ele, nada acontece. Com ele aprovado, a Prefeitura terá em mãos o mapa jurídico para decidir: manter a gestão direta (com custos elevados de manutenção) ou buscar uma parceria como a que deu vida nova ao Marco.

Ocupação irregular na lateral do Bosque Guarani evidencia o impacto social do abandono da área central de Foz. Foto: Kaká Souza.

Por que o modelo “Marco” faz sentido aqui?

Se olharmos para o que aconteceu no Marco das Três Fronteiras, os paralelos com o potencial do Bosque são evidentes:

  • Segurança e Convivência: Onde antes havia isolamento, o Marco trouxe monitoramento e iluminação. No Bosque, isso significaria devolver o espaço às famílias, afastando a sensação de insegurança que muitas vezes ronda o centro à noite.
  • Investimento Sem Custo Público: No modelo de concessão, a concessionária assume o risco e o investimento em infraestrutura (como os novos acessos e o Espaço das Américas no Marco), enquanto o município recebe outorga e impostos.
  • Turismo de Centro: Imagine o turista que hoje se hospeda no centro ter um “Parque Natural” moderno a poucos passos, com café, trilhas educativas e acessibilidade. Isso retém o visitante por mais tempo no comércio local.

O Desafio da Sustentabilidade

É claro que o Bosque Guarani tem suas particularidades. É uma área de mata nativa densa e proteção rigorosa. Mas a experiência do Marco prova que é possível aliar soberania, história e proteção ambiental com uma operação comercial eficiente.

O Plano de Manejo, que encerrou sua fase de consulta pública ainda em 2025, prevê o zoneamento do parque. É este zoneamento que dirá onde pode haver uma lanchonete, onde deve ser preservação integral e onde podem ser instaladas passarelas de educação ambiental.

A palavra está com você, leitor

A Prefeitura deu o passo técnico com o Plano de Manejo. Agora, cabe a Foz do Iguaçu decidir se quer manter o Bosque como um “quadrado verde” cercado por grades no centro ou se está pronta para transformá-lo em um novo marco de desenvolvimento sustentável, seguindo o exemplo de sucesso que já temos em casa.

Você concorda que a concessão é o melhor caminho para o Bosque Guarani ou o espaço deve seguir sob gestão exclusiva da Prefeitura?

 

Nota da Redação: O Portal Clickfoz tentou contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente solicitando atualizações sobre o cronograma de aprovação do Plano de Manejo — cuja consulta pública foi encerrada em março de 2025 — e a previsão de reabertura do Bosque Guarani. Até o fechamento desta edição, não houve retorno aos nossos questionamentos. O espaço permanece aberto para que a secretaria envie seu posicionamento, que será prontamente atualizado nesta reportagem.

 

 

Fotos: Kaká Souza/Portal Clickfoz

O cenário teatral da Tríplice Fronteira ganha uma oportunidade de formação gratuita na próxima semana. Os projetos de extensão Cote’Coi – Coletivo Teatral e o Grupo de Teatro Universitário, que atuam na região desde 2015, convidam artistas e interessados em geral para a oficina “O corpo, a palavra e a cena”.

Com foco na poética da atuação e na experimentação de diferentes linguagens cênicas, o treinamento é voltado para atrizes, atores, diretores e qualquer pessoa da comunidade que deseje explorar a expressão corporal e a construção da cena.

Programação e Datas

As oficinas serão realizadas de forma presencial em três encontros na próxima semana:

  • Segunda-feira (06/04): das 14h às 18h
  • Quarta-feira (08/04): das 14h às 18h
  • Sexta-feira (10/04): das 14h às 18h

Como participar

As atividades são totalmente gratuitas. Para garantir uma vaga, os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponível na internet. A iniciativa reforça o papel dos projetos de extensão universitária na democratização do acesso à cultura e na formação de novos talentos locais.

Inscrições: Clique aqui para acessar o formulário oficial

Sobre o Cote’Coi

O coletivo é uma referência na região trinacional (Brasil, Paraguai e Argentina) há mais de uma década, desenvolvendo pesquisas contínuas sobre o fazer teatral e promovendo a integração entre a universidade e a comunidade externa por meio das artes cênicas.

O calendário eleitoral de 2026 entra em uma fase decisiva neste mês de abril. Para o cidadão que deseja votar nas eleições gerais de outubro — quando serão escolhidos presidente, governadores, senadores e deputados —, restam pouco mais de 30 dias para regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral. O prazo final é o dia 6 de maio.

A data limite vale para quem precisa tirar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral ou alterar o local de votação.

Como regularizar em Foz do Iguaçu

O eleitor iguaçuense pode resolver suas pendências de duas formas:

  1. Presencial: Procurando o Cartório Eleitoral de Foz do Iguaçu.
  2. Digital: Através do portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no serviço de autoatendimento do eleitor.

 

Vale lembrar que o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos. Jovens que completam 16 anos até a data da eleição já podem solicitar o documento, mesmo que ainda tenham 15 anos no momento do pedido.

“Dança das Cadeiras” na Política

Além do prazo para o cidadão, este fim de semana marca duas datas cruciais para quem pretende se candidatar:

  • Janela Partidária: Encerrou-se nesta sexta-feira (3) o prazo para que políticos mudem de partido sem perder o mandato por infidelidade partidária.
  • Desincompatibilização: Termina neste sábado (4) o prazo para que ocupantes de cargos públicos (como ministros, secretários e diretores) deixem suas funções caso pretendam disputar as eleições. A medida visa evitar o uso da máquina pública para fins eleitorais.

Por que não deixar para a última hora?

Historicamente, os últimos dias do prazo (próximos a 6 de maio) registram longas filas e instabilidade nos sistemas online do TSE devido ao alto volume de acessos. A recomendação da Justiça Eleitoral é que o eleitor aproveite o feriado de Páscoa para conferir sua situação no site oficial e realizar as alterações necessárias o quanto antes.

 

 

 

Foto em destaque: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Sábado de Aleluia (4) pode terminar com um novo milionário no Brasil. A Mega-Sena sorteia hoje o prêmio principal do concurso 2.992, que está acumulado em R$ 10 milhões. O valor, anteriormente estimado em R$ 7,5 milhões, subiu devido ao volume de apostas e ao último sorteio sem ganhadores na faixa principal.

As seis dezenas serão reveladas a partir das 21h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo direto do Espaço da Sorte, em São Paulo, pelos canais oficiais da Caixa no YouTube e Facebook.

Como apostar em Foz do Iguaçu

Para quem quer tentar a sorte na fronteira, as regras são simples:

  • Prazo: As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília).
  • Onde: Em qualquer casa lotérica credenciada, pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo oficial.
  • Custo: A aposta simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

Chance de ganhar

Quem faz a aposta mínima de seis números tem uma probabilidade de acerto de uma em 50.063.860. Já para quem opta pelo limite máximo de 20 números (ao custo de mais de R$ 232 mil), a chance sobe para uma em 1.292.

Além do prêmio principal, a Mega-Sena também premia acertadores da Quina (cinco números) e da Quadra (quatro números), cujos valores variam conforme o total arrecadado.

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