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qua, 16 de set 2026

Passarela da Garganta do Diabo é reaberta nas Cataratas do Iguaçu nesta terça-feira (15)

Estrutura passa por vistoria técnica e volta a receber visitantes após vazão do Rio Iguaçu recuar para níveis seguros; monitoramento segue contínuo pela Urbia+Cataratas.

A Passarela das Cataratas que leva ao mirante da Garganta do Diabo, principal queda d’água do Parque Nacional do Iguaçu, será reaberta para visitação pública nesta terça-feira (15). A liberação da estrutura ocorre após vistoria realizada pelas equipes técnicas na tarde desta segunda-feira (14), confirmando a segurança do trecho depois da elevação do volume de água registrada no fim de semana.

A interdição preventiva havia sido adotada na última sexta-feira (11), quando a vazão do Rio Iguaçu alcançou a marca de 8,5 milhões de litros por segundo (m³/s). O pico do volume de água foi atingido entre a madrugada e o início da manhã de sábado (12), com marcação de 10,1 milhões de litros por segundo. Nesta segunda-feira (14), o fluxo apresentou queda sustentada, estabilizando-se em 6,7 milhões de litros por segundo.

Protocolos de segurança e monitoramento contínuo

A concessionária Urbia+Cataratas, responsável pela gestão do atendimento turístico da unidade de conservação, informou que mantém rígidos protocolos de segurança para acompanhar as oscilações do rio. Pelos critérios operacionais vigentes, a interdição preventiva do acesso à passarela volta a ser avaliada caso a vazão volte a atingir a marca de 8 milhões de litros por segundo com tendência de alta.

Apesar da interdição temporária da passarela durante o fim de semana, as demais trilhas, mirantes panorâmicos e atrações do Parque Nacional do Iguaçu permaneceram operando normalmente para o público.

Serviço para visitantes

Funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 9h às 16h; sábados e domingos, das 8h30 às 16h.

Ingressos: A concessionária recomenda a compra antecipada de ingressos. Passeios especiais (como Amanhecer nas Cataratas, Pôr do Sol e Noite nas Cataratas) possuem vagas limitadas por sessão.

 

 

Fotos: Eagle Eye Company/Divulgação Urbia+Cataratas

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Uma história construída em encontros, conversas e redes voluntárias de aprendizagem de idiomas ganha, pela primeira vez, um registro coletivo em livro. A obra “História do Movimento Poliglota no Brasil e no Sul Global” será lançada no sábado, 19 de setembro, às 17h20, durante a 11ª Conferência Poliglotar de Idiomas e Cultura, no Hotel Foz do Iguaçu. Aberto ao público, o lançamento convida moradores, estudantes, professores, pesquisadores e interessados em cultura e idiomas a conhecer um movimento que aproxima pessoas para além das fronteiras linguísticas e geográficas.

Organizada pelo Instituto Yglota de Poliglotismo e Integração, a publicação reúne 55 coautores ligados a 32 clubes de idiomas de diferentes regiões do Brasil e também apresenta iniciativas da América Latina e de países africanos, como Quênia, Tanzânia e Moçambique. Mais do que compilar datas e instituições, o livro preserva a memória de um movimento social formado por pessoas que criam espaços democráticos e gratuitos para praticar línguas, compartilhar repertórios e promover convivência intercultural.

O registro alcança uma rede estimada pelo Instituto Yglota em milhares de  participantes. Ao documentar experiências até então dispersas, a obra reconhece a aprendizagem de idiomas como prática cultural e comunitária: um caminho para a circulação de conhecimento, para a cooperação entre povos e para a ampliação das possibilidades de pacificação.

Foz do Iguaçu como território do encontro

A escolha de Foz do Iguaçu para o lançamento reforça a dimensão simbólica do projeto. O Movimento Poliglota começou em Foz do Iguaçu em 30 de maio de 2009, com a primeira reunião do Clube Poliglota Foz, ativo até hoje.

 Na região trinacional, o português, espanhol, guarani e dezenas de outras línguas convivem no cotidiano de moradores, visitantes e comunidades migrantes. Segundo o 1º Relatório Yglota de Nacionalidades e Etnias da Região Trinacional do Iguaçu, publicado pelo instituto em 2024, a região concentra 95 nacionalidades e 29 etnias. 

Otto Mendonça. Foto: Divulgação Assessoria.

É nesse território multicultural que o livro será apresentado ao público, durante a primeira edição do Poliglotar sediada em Foz. O presidente e fundador do Instituto Yglota, organizador e coautor da publicação, Otto Mendonça destaca que em uma região trinacional, onde diferentes línguas, culturas e identidades se encontram todos os dias, lançar este livro é reafirmar que o poliglotismo tem um valor que vai muito além do domínio de idiomas. 

“Ele nos ensina a escutar o outro, a compreender diferentes visões de mundo e a construir relações baseadas no respeito: fundamentos indispensáveis para uma cultura de paz. Ao unificar e registrar a história desse movimento, preservamos uma memória coletiva e mostramos que aprender línguas também pode ser uma forma concreta de aproximar povos e superar fronteiras”, afirma Mendonça.

O legado de Carlos Amaral Freire

A obra dedica um capítulo especial e inédito a Carlos Amaral Freire, hiperpoliglota gaúcho e patrono do movimento poliglota brasileiro. Reconhecido internacionalmente pela dedicação extraordinária ao estudo de línguas, Freire manteve por mais de seis décadas uma rotina sistemática de aprendizagem, com a proposta de estudar duas novas línguas por ano, e teve contato com dezenas de idiomas e culturas ao longo da vida. Ao recuperar sua trajetória, o livro não apresenta apenas uma referência individual do multilinguismo. Situa seu legado como inspiração para a formação dos clubes, para a curiosidade intelectual e para uma visão dos idiomas como portas de acesso a diferentes modos de pensar, narrar e compreender o mundo.

Poliglotar reúne idiomas, cultura e ampla programação

O lançamento encerra a programação do primeiro dia da 11ª Conferência Poliglotar de Idiomas e Cultura, que será realizada entre 19 e 20 de setembro. A organização preparou duas salas que recebem palestras, rodas de conversação e atividades em português, espanhol, inglês e francês, reunindo pesquisadores, professores, intérpretes e representantes de instituições e iniciativas culturais do Brasil e do exterior.

A programação começa conectada à identidade da região trinacional. Hugo Benjamín López aborda o alcance e a permanência da língua guarani na região do Iguaçu, enquanto Graciela Moreira-Pará Ychapy e Oscar Benítez apresentam aspectos da cultura, da cosmovisão e do modo de vida do povo Mbyá Guarani, com destaque para a comunidade Jasy Porã, de Puerto Iguazú, na Argentina. Isis Ribeiro Berger, professora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), compartilha vivências e projetos acadêmicos voltados à promoção do multilinguismo.

A dimensão internacional do encontro também aparece na participação de Ewa Waśniewska Carpes, profissional da Agência Espacial Europeia, em Paris, que discutirá o papel das línguas estrangeiras na diplomacia, na cooperação e no cotidiano das organizações internacionais. Guilherme Silveira, fundador do projeto Vida Poliglota, apresentará uma introdução ao finlandês e às línguas urálicas. Já Rafael Maury, formado em Letras e Literatura Japonesa pela Universidade de Brasília e fundador da escola Pensando o Japão, abordará as relações entre expressões idiomáticas, tradução e emoções no japonês e no português.

Educação, inclusão e novas tecnologias atravessam diferentes atividades. Ana Carolina Barros falará sobre neurodivergência e aprendizagem de idiomas; Sabrícia Andrade conduzirá uma reflexão prática sobre inteligência artificial para professores e estudantes; e Priscila Araujo apresentará a produção de videoguias bilíngues em Libras e português simples como instrumento de acesso à informação e ao Direito para a comunidade surda. William Messias Pereira Secco discutirá as possibilidades e os desafios do Português para Falantes de Outras Línguas.

A programação inclui ainda a apresentação de Nara Oliveira, coordenadora da Holoteca, e Luziânia Medeiros, coordenadora do Projeto Megacentro Cultural Holoteca, vinculado ao Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC), sobre um acervo formado por mais de um milhão de itens dedicados à preservação e à circulação do conhecimento. Alexandre Barbosa abordará o papel dos embaixadores do turismo na conexão entre pessoas, culturas e destinos. O Visit Iguassu Convention Bureau marcará, igualmente, presença no evento.

Também participam da conferência Francinaldo Lima da Costa, com uma abordagem sobre fonética e fonologia do inglês no ensino de adultos; Thiago Ribeiro, com uma apresentação sobre a língua e os sistemas de escrita do Egito Antigo; Eduardo Dobay, que relacionará música, linguagem e performance; e Maíra Machado, que compartilhará experiências da atuação profissional como intérprete de conferências. A agenda reserva ainda momentos de networking linguístico e salas de conversação, ampliando a experiência para além das exposições formais.

Para Juliano Timbó, fundador do Poliglotar, receber o lançamento do livro dentro da conferência traduz o propósito do próprio evento: reunir a comunidade que constrói e mantém o movimento poliglota. “O lançamento deste livro no Poliglotar não poderia fazer mais sentido. Aqui reunimos membros e representantes de clubes poliglotas de todo o Brasil, além de representantes internacionais, e essa obra reconhece e valoriza o trabalho coletivo que sustenta esse movimento no país.”

 

Serviço

Lançamento do livro “História do Movimento Poliglota no Brasil e no Sul Global”

Data: 19 de setembro de 2026, sábado
Horário: das 17h20 às 18h20
Evento: 11ª Conferência Poliglotar de Idiomas e Cultura
Local: Hotel Foz do Iguaçu
Endereço: Avenida Brasil, 97, Centro, Foz do Iguaçu (PR)
Programação completa e inscrições: www.poliglotar.com

 

Sobre o Instituto Yglota

Fundado e sediado em Foz do Iguaçu desde 2023, o Instituto Yglota de Poliglotismo e Integração é uma associação sem fins lucrativos dedicada à promoção do multilinguismo, à pesquisa sobre diversidade cultural e à realização de eventos e publicações voltados à integração internacional por meio dos idiomas. Já promoveu atividades no Brasil, na Argentina e em Moçambique. Entre suas publicações estão o “Relatório Yglota de Nacionalidades e Etnias da Região Trinacional do Iguaçu” e “¡Qué picha’o!”, apresentado pelo instituto como o primeiro dicionário bilíngue da região da tríplice fronteira, de autoria de um historiador de Puerto Iguazú que colabora com a instituição.

Pouco antes do meio-dia desta terça-feira (15), foi registrado o histórico primeiro cruzamento de um automóvel de passeio com destino ao Paraguai pela Ponte Internacional da Integração sob o novo regime de trânsito vecinal.

Apesar de o trajeto ser no sentido Brasil–Paraguai, a travessia inaugural não foi realizada por um condutor brasileiro. A motorista responsável pelo feito foi uma estudante paraguaia da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Ela conduzia um veículo com placas do Paraguai registradas no nome de sua mãe, portando a devida autorização em cartório e a Declaração de Trânsito Vecinal Fronteiriço (DTVF).

Mais de 7 mil paraguaios já possuem a DTVF brasileira

O evento inaugural expôs um contraste expressivo na adesão ao documento entre os dois lados da fronteira. Segundo informações prestadas à imprensa paraguaia por Fabio Espinoza, representante da Dirección Nacional de Migraciones do Paraguai, cerca de 7 mil moradores de Ciudad del Este, Hernandarias e Presidente Franco já emitiram a DTVF junto à Polícia Federal no Brasil.

Por outro lado, até a manhã desta terça-feira (15), nenhum cidadão brasileiro havia concluído a emissão do documento equivalente no lado paraguaio.

O fator determinante para a desproporção permanece sendo a taxa cobrada pelo governo paraguaio, fixada em G. 264.000 (cerca de R$ 160 a R$ 200, dependendo da variação cambial), valor consideravelmente superior aos cerca de R$ 63 cobrados pelo lado brasileiro. A ausência de atrativo para o turismo de compras pela Ponte da Integração também desestimula os moradores de Foz do Iguaçu.

Reunião bilateral pode rever custos da taxa

A diferença nos valores motivou um pedido formal das autoridades brasileiras para a redução da taxa exigida aos residentes de Foz do Iguaçu. A pauta deve entrar em discussão durante a reunião da Comissão Mixta Brasil-Paraguai agendada para esta terça-feira (15). Caso não haja acordo imediato, a taxa paraguaia segue inalterada.

A DTVF tem validade de cinco anos e exige a apresentação física obrigatória no posto migratório em toda travessia pela nova ponte.

 

 

Foto em destaque: Reprodução/Câmera Portal da Cidade

Foz do Iguaçu será o ponto de encontro do ciclismo de velocidade neste domingo (20), ao sediar a 5ª etapa do 39º Campeonato Paranaense de Bicicross Racing 2026. As baterias começam a partir das 9h30 na Pista Municipal de Bicicross Amigos, localizada no cruzamento da Rua Pavão com a Avenida Flamingo.

A expectativa da organização é reunir aproximadamente 150 pilotos inscritos, divididos em diversas categorias. A etapa promete movimentar o circuito esportivo da fronteira com disputas de alto nível técnico e muita adrenalina.

Integração internacional e pontuação no ranking

Válida pelo ranking oficial da Federação Paranaense de Bicicross (FPB) e da Federação Paranaense de Ciclismo (FPC), a prova atrairá equipes e clubes de diferentes regiões do Paraná, além de delegações convidadas do Paraguai.

O evento é promovido em parceria pela FPB, FPC e Prefeitura de Foz do Iguaçu, contando com o suporte de patrocinadores locais. Além da busca por pontos no campeonato, o objetivo principal da competição é massificar a prática do BMX Racing na Tríplice Fronteira e revelar novos talentos para a modalidade.

Serviço

Evento: 5ª etapa do 39º Campeonato Paranaense de Bicicross Racing 2026
Data: Domingo, 20 de setembro de 2026
Horário: A partir das 9h30
Local: Pista Municipal de Bicicross Amigos (Rua Pavão, esquina com Av. Flamingo – Foz do Iguaçu)
Entrada: Aberta ao público

 

O Instituto Federal do Paraná (IFPR) – Campus Foz do Iguaçu realiza, nos dias 29 e 30 de setembro, o evento “Privacidade, Segurança e Soberania Digital”. A iniciativa é gratuita, presencial e aberta a toda a comunidade interessada em aprender técnicas para combater ataques cibernéticos e garantir a proteção de informações pessoais no ambiente virtual.

A programação será realizada no Miniauditório do IFPR, localizado na Vila A, e contará com certificação para os participantes. As inscrições devem ser efetuadas até o dia 22 de setembro por meio do portal oficial do sistema do instituto.

Palestra com especialista do Itaipu Parquetec e minicurso prático

O evento reunirá especialistas da área de tecnologia para abordar os desafios contemporâneos da defesa cibernética e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Na terça-feira (29), às 19h, a abertura fica por conta da palestra “Cibersegurança”, ministrada por Rolf Gugisch, gerente de Cibersegurança em Infraestruturas Críticas do Itaipu Parquetec. Na sequência, das 20h20 às 22h, começa a primeira etapa do minicurso “Cibersegurança e LGPD”, conduzido por estudantes de Análise e Desenvolvimento de Sistemas sob orientação da professora Ana Carla Arruda de Holanda, trazendo simulações e atividades práticas.

A programação do segundo dia, quarta-feira (30), inicia às 19h com o Encontro de Egressos do campus, seguido pela etapa final do minicurso de cibersegurança e LGPD.

Ação solidária e inscrições

Embora o evento seja totalmente gratuito, a organização convida os participantes a realizarem a doação voluntária de 1 kg de alimento não perecível no local, mantimento que será repassado ao Lar dos Velhinhos de Foz do Iguaçu.

Serviço

Evento: Privacidade, Segurança e Soberania Digital
Data: 29 e 30 de setembro de 2026
Horário: Das 19h às 22h
Local: Miniauditório do IFPR Campus Foz do Iguaçu (Av. Araucária, 780 – Vila A)
Inscrições: Gratuitas até 22 de setembro pelo link suap.ifpr.edu.br ou informações no site foz.ifpr.edu.br e Instagram @semanaacademicaifprfoz.

 

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