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ter, 19 de maio 2026

Foz do Iguaçu ganha rota aérea direta com Fortaleza a partir deste sábado

Nova conexão semanal da Gol facilita o deslocamento entre o Nordeste e a Região Trinacional.

Foz do Iguaçu está prestes a receber uma nova ligação aérea direta com Fortaleza. A Gol Linhas Aéreas apresentou a rota na última terça-feira (25), durante encontro com autoridades e representantes do trade turístico local. O voo estreia neste sábado, 29 de novembro de 2025, e terá frequência semanal.

A apresentação contou com a participação do secretário-executivo de Turismo do Ceará, Gustavo Montenegro, e de Marcos Tognato, especialista em Relações Institucionais da Gol, além de empresários e lideranças municipais.

Nova rota já movimenta o setor de turismo

As passagens começaram a ser vendidas ainda na primeira semana de novembro. Assim, a nova operação promete encurtar distâncias e facilitar a vida de turistas nordestinos que desejam conhecer a Região Trinacional. Além disso, beneficia iguaçuenses que buscam viajar ao Nordeste com mais rapidez e comodidade.

O voo será semanal, sempre aos sábados, sem escalas. A aeronave parte de Fortaleza às 18h20 e pousa em Foz do Iguaçu às 22h40. O retorno está marcado para as 19h25, com chegada na capital cearense às 23h25. A Gol utilizará aeronaves Boeing 737, incluindo o modelo 737 MAX 8, com capacidade para 186 passageiros.

Benefícios para turistas e moradores

Para os visitantes do Nordeste, a rota oferece acesso facilitado aos principais atrativos da cidade, como as Cataratas do Iguaçu, o Parque das Aves, a usina de Itaipu e toda a diversidade cultural e turística da fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Já para quem vive na Região Trinacional, a viagem até o Ceará — com suas praias, gastronomia e cidades históricas — ficará mais prática e confortável.

Lideranças destacam impacto positivo

Jin Petrycoski, Secretário de Turísmo de Foz do Iguaçu.

O secretário de Turismo de Foz do Iguaçu, Jin Petrycoski, destacou que a nova operação reforça a posição da cidade como destino estratégico:

“É uma conquista importante que reforça nossa posição como destino turístico. Essa nova rota é resultado de um trabalho conjunto, liderado pelo prefeito General Silva e Luna, que tem se dedicado intensamente e contribuído de forma decisiva para o crescimento do turismo em Foz do Iguaçu. Estamos motivados e confiantes nos resultados que essa conexão trará para a cidade.”

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Debrito, reforçou os benefícios econômicos:

“Cada nova rota fortalece nossa economia e amplia as oportunidades para moradores e visitantes. Foz segue crescendo com responsabilidade e visão de futuro.”

Gustavo Montenegro, Secretário de Turísmo do Ceará.

O secretário de Turismo do Ceará, Gustavo Montenegro, também celebrou a novidade:

“Fortaleza e Foz do Iguaçu são dois destinos de enorme relevância para o turismo brasileiro. Estamos muito satisfeitos com essa ampliação da malha aérea, que aproxima regiões, fortalece o fluxo de visitantes e gera novas oportunidades para ambos os estados.”

Representando a Gol, Marcos Tognato afirmou:

“É uma satisfação conectar dois destinos estratégicos. Essa operação amplia as opções dos passageiros e reforça o compromisso da Gol com a expansão sustentável de sua malha.”

Foz consolida posição entre os principais destinos do país

Com mais uma ampliação da malha aérea, Foz do Iguaçu segue fortalecendo sua competitividade no turismo brasileiro. Assim, a expectativa é de crescimento no fluxo de visitantes, geração de empregos e novas oportunidades para o setor.

 

Fotos: Divulgação/Agência Municipal de Notícias - AMN

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Após promover alteração na rota dos caminhões com carga que saem do Brasil com destino à Argentina, no início deste mês, agora a Alfândega da Receita Federal do Brasil em Foz do Iguaçu anunciou uma nova alteração, temporária e obrigatória, no fluxo de caminhões que entram no país vindos da Argentina. 

Entre os dias 19 e 21 de maio de 2026 (de terça a quinta-feira), os veículos de carga em regime de importação com destino ao Porto Seco de Foz do Iguaçu (PSFI) deverão utilizar uma nova rota oficial.

A iniciativa possui caráter experimental. O objetivo do órgão é avaliar os impactos logísticos, a fluidez do tráfego e a segurança viária no perímetro urbano do município antes de adotar qualquer mudança permanente.

Rota e tempo limite de deslocamento

Durante os três dias de teste, os motoristas que cruzarem a fronteira deverão seguir o itinerário planejado, deixando de circular por vias centrais tradicionais:

  • Origem: Ponte Internacional Tancredo Neves (PTN)
  • Percurso obrigatório: PTN $\rightarrow$ Rodovia Perimetral Leste $\rightarrow$ BR-277
  • Destino: Porto Seco de Foz do Iguaçu (PSFI)
  • Tempo limite: O prazo máximo estabelecido para a conclusão de todo o deslocamento entre a ponte e o Porto Seco é de 60 minutos.

Retorno ao modelo anterior

A Receita Federal reforça que, logo após o encerramento do período de testes na quinta-feira (21), o fluxo de caminhões voltará a seguir o modelo antigo.

Com isso, os motoristas deverão utilizar novamente a rota prevista na Portaria DRF/FOZ nº 225/2017, que direciona o tráfego pesado por meio da Avenida Paraná, até que uma nova alteração normativa seja publicada de forma definitiva pelas autoridades aduaneiras.

A festa junina mais tradicional de Foz do Iguaçu já tem data para acontecer. O Arraiá do Padroeiro, em homenagem a São João Batista, será realizado entre os dias 19 e 21 de junho. Promovido pela paróquia matriz da cidade, o evento promete reunir fiéis e visitantes em uma celebração que une religiosidade, cultura e gastronomia típica.

A programação conta com barraquinhas de comidas tradicionais de festa junina, jogos e apresentações culturais para toda a comunidade iguaçuense. O ponto alto do encerramento será a tradicional feijoada comemorativa, servida no domingo (21).

Os convites para o almoço já estão à venda por R$ 60 e podem ser adquiridos na secretaria paroquial ou com os representantes das comunidades locais.

Novena das Talhas de Caná

Antecedendo os dias de festa, a matriz realiza de 13 a 20 de junho a Novena das Talhas de Caná. As celebrações diárias trarão momentos de oração voltados à reflexão sobre as necessidades das famílias e a transformação interior por meio da fé.

Na tradição cristã, as Talhas de Caná fazem referência ao primeiro milagre de Jesus Cristo, quando transformou água em vinho durante um casamento na Galileia, após a intercessão de Maria. O episódio simboliza a transição para a nova aliança, trazendo mensagens de abundância, alegria e a presença atuante de Deus na vida cotidiana e nas celebrações humanas.

Atendimento para venda dos convites

A secretaria da Matriz São João Batista funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Aos sábados, o atendimento ao público ocorre das 8h ao meio-dia. O pároco, Padre Willian Alves de Paiva, reforça o convite a todos os moradores da fronteira: “É uma celebração de muita fé e irmandade. A presença de todos é bem-vinda”.

 

 

Fotos: Divulgação/Assessoria

A movimentação estratégica das grandes indústrias calçadistas está redesenhando o mapa produtivo do Mercosul. O Grupo Dass — gigante de capital brasileiro responsável pela manufatura de marcas globais como Nike, Fila, Umbro e ASICS — iniciou um processo acentuado de desinvestimento na Argentina. De acordo com informações da imprensa de Misiones e portais de economia da região, a companhia está transferindo grande parte de sua estrutura fabril da Argentina para o Paraguai.

A decisão ocorre meses após o anúncio, realizado no início deste ano, da criação da Dasstex — uma aliança estratégica com o Grupo Texcin paraguaio projetando investimentos de US$ 40 milhões. O que parecia ser apenas uma expansão regional revelou-se um plano de reestruturação: maquinários da fábrica fechada em Coronel Suárez (província de Buenos Aires) já foram migrados para o Paraguai, que hoje absorve a produção de artigos de alta performance.

Crise e retiros voluntários na vizinha Misiones

O impacto mais próximo da Região Trinacional ocorre na unidade da Dass em Eldorado, na província argentina de Misiones (a cerca de 100 quilômetros de Foz do Iguaçu). A fábrica, que chegou a registrar o auge de 1.650 operários em 2015, encerrou nesta semana um plano de demissão voluntária que desligou mais 50 trabalhadores, passando a contar agora com um quadro de apenas 170 funcionários.

Entidades sindicais locais e analistas econômicos apontam que a combinação entre a forte queda do consumo no mercado interno argentino e a abertura acentuada para calçados importados inviabilizou a manutenção das linhas de montagem no país vizinho após 15 anos de atuação.

O “Fator Paraguai” atrai marcas esportivas

Enquanto a planta de Eldorado enfrenta uma situação crítica, a operação no Paraguai segue em ritmo acelerado de expansão, contando atualmente com cerca de 600 operários. As vantagens competitivas da legislação tributária paraguaia, aliadas à segurança jurídica da aliança local, pesaram na balança para que o Grupo Dass concentrasse no Paraguai o hub de atendimento para as marcas internacionais na América do Sul.

Embora o cenário gere forte preocupação social e sindical na Argentina e principalmente na província de Misiones, a consolidação da Dasstex no Paraguai posiciona a região de fronteira como um polo têxtil e calçadista em crescimento.

 

 

 

 

Com informações: Misiones Online e La Nación

Por Enio Verri*

Quando Brasil e Paraguai assinaram o Tratado de Itaipu, in 1973, o mundo enfrentava uma das maiores crises energéticas do século XX. A alta abrupta do petróleo expôs a dependência dos combustíveis fósseis e deixou uma lição ainda atual: energia é soberania, desenvolvimento e segurança. Em meio àquele cenário de instabilidade, em 17 de maio de 1974, nascia oficialmente a Itaipu Binacional.

Cinco décadas depois, a geopolítica volta a pressionar o setor energético. A guerra no Oriente Médio, os ataques a estruturas estratégicas e as incertezas sobre rotas de abastecimento recolocaram o tema no centro do debate internacional. O Banco Mundial projeta alta de 24% nos preços da energia em 2026, o maior salto desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. Segundo a Energy Information Administration (EIA), o Estreito de Ormuz concentrou, em 2024, cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia, volume equivalente a 20% do consumo global.

O paralelo histórico é inevitável. A crise do petróleo demonstrou, nos anos 1970, a importância de ampliar fontes estáveis de energia. A conjuntura atual reforça a necessidade de reduzir emissões, diversificar a matriz energética e proteger a população da volatilidade internacional. Nesse contexto, Itaipu mantém sua relevância estratégica ao combinar geração de energia limpa com investimentos voltados à transição energética.

Produção recorde e eficiência técnica

A contribuição da empresa começa na atividade desempenhada diariamente: gerar energia renovável, segura e competitiva para brasileiros e paraguaios. Em 5 de maio, a usina completou 42 anos de produção. Desde a entrada em operação da primeira unidade geradora, em 1984, Itaipu já ultrapassou 3,1 bilhões de megawatts-hora produzido e segue como a usina que mais gerou energia no mundo. Somente em 2025, a hidrelétrica produziu 72,8 milhões de MWh, abastecendo cerca de 7% do mercado brasileiro e 88% do consumo paraguaio.

Tais resultados são sustentados por uma operação técnica altamente eficiente. Itaipu possui 20 unidades geradoras, 14 mil MW de potência instalada e encerrou 2025 com disponibilidade de 96,29%, acima da meta de 94%. Em um sistema elétrico com participação crescente de fontes variáveis, como solar e eólica, a hidrelétrica preserva papel decisivo ao garantir estabilidade e segurança ao fornecimento de energia.

O Brasil possui hoje uma vantagem importante nesse cenário. Segundo o Balanço Energético Nacional 2025, a matriz elétrica brasileira alcançou 88,2% de renovabilidade em 2024. Eólica e solar já representam 24% da geração de eletricidade do país. O avanço dessas fontes amplia a necessidade de integração do sistema e de energia firme para atender a população nos períodos em que não há vento ou sol. Itaipu oferece diariamente esse suporte ao sistema elétrico nacional.

Inovação e desenvolvimento sustentável

Paralelamente à geração hidrelétrica, a empresa também investe em pesquisa e desenvolvimento de novas fontes energéticas, como hidrogênio verde, combustível sustentável de aviação (SAF), energia solar, biogás e biometano.

Entre os projetos em andamento está a primeira planta piloto do Brasil para produção de petróleo sintético a partir de biogás, instalada em Itaipu em parceria com instituições nacionais e internacionais. A unidade foi projetada para produzir combustível renovável voltado à aviação.

No meio rural, os investimentos igualmente produzem resultados concretos. Biodigestores transformam resíduos orgânicos em energia e fertilizantes, reduzem emissões e geram renda para produtores rurais. O processo também melhora o manejo ambiental das propriedades e fortalece a autonomia energética no campo.

Impacto no território e tarifas competitivas

A transição energética, porém, não se limita à produção de energia. A transformação precisa alcançar o território e produzir impactos concretos na vida da população. Desde 2023, Itaipu ampliou sua atuação prioritária para 434 municípios, sendo 399 no Paraná e 35 no sul de Mato Grosso do Sul. Os investimentos beneficiam cerca de 11 milhões de pessoas em uma área de 200 mil quilômetros quadrados, com ações em saneamento ambiental, manejo de água e solo, energia renovável, infraestrutura e obras comunitárias.

A preservação ambiental integra diretamente essa estratégia. A recuperação de nascentes, a conservação da Mata Atlântica, o esgotamento sanitário e a manutenção de estradas rurais contribuem para preservar a qualidade da água e reduzir o assoreamento dos rios, fortalecendo a segurança hídrica e protegendo o reservatório da usina.

A relevância estratégica de Itaipu também se reflete na competitividade da energia produzida pela empresa. Após a quitação da dívida histórica, in 2023, a tarifa caiu 36,6%, passando de US$ 27,86 para US$ 17,66 por kW/mês no período de 2024 a 2026.

Os efeitos dessa redução alcançam diretamente o consumidor brasileiro. Em 2026, no reajuste da Enel Rio, a energia de Itaipu teve custo médio de R$ 217/MWh, abaixo das usinas cotistas da Lei nº 12.783, de R$ 236,73/MWh, e muito inferior à média de compra das distribuidoras no mercado regulado, estimada pela Aneel em R$ 342,71/MWh.

A crise do petróleo marcou o mundo em que Itaipu nasceu. A crise climática e a instabilidade energética marcam o momento em que a empresa completa 52 anos. Em ambos os períodos, a resposta exige cooperação, planejamento, ciência e energia limpa. Itaipu segue estratégica porque garante segurança energética no presente e contribui para uma matriz renovável, diversificada e integrada para o futuro.

 

*Enio Verri é diretor-geral brasileiro da Itaipu, economista, mestre em Economia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e doutor em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo (USP).

 

Fotos: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional

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