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ter, 19 de maio 2026

Arraiá do Padroeiro movimenta Foz do Iguaçu em junho com fé e tradição

Festa de São João Batista terá novena, comidas típicas e feijoada comemorativa de 19 a 21 de junho.

A festa junina mais tradicional de Foz do Iguaçu já tem data para acontecer. O Arraiá do Padroeiro, em homenagem a São João Batista, será realizado entre os dias 19 e 21 de junho. Promovido pela paróquia matriz da cidade, o evento promete reunir fiéis e visitantes em uma celebração que une religiosidade, cultura e gastronomia típica.

A programação conta com barraquinhas de comidas tradicionais de festa junina, jogos e apresentações culturais para toda a comunidade iguaçuense. O ponto alto do encerramento será a tradicional feijoada comemorativa, servida no domingo (21).

Os convites para o almoço já estão à venda por R$ 60 e podem ser adquiridos na secretaria paroquial ou com os representantes das comunidades locais.

Novena das Talhas de Caná

Antecedendo os dias de festa, a matriz realiza de 13 a 20 de junho a Novena das Talhas de Caná. As celebrações diárias trarão momentos de oração voltados à reflexão sobre as necessidades das famílias e a transformação interior por meio da fé.

Na tradição cristã, as Talhas de Caná fazem referência ao primeiro milagre de Jesus Cristo, quando transformou água em vinho durante um casamento na Galileia, após a intercessão de Maria. O episódio simboliza a transição para a nova aliança, trazendo mensagens de abundância, alegria e a presença atuante de Deus na vida cotidiana e nas celebrações humanas.

Atendimento para venda dos convites

A secretaria da Matriz São João Batista funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Aos sábados, o atendimento ao público ocorre das 8h ao meio-dia. O pároco, Padre Willian Alves de Paiva, reforça o convite a todos os moradores da fronteira: “É uma celebração de muita fé e irmandade. A presença de todos é bem-vinda”.

 

 

Fotos: Divulgação/Assessoria

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Após promover alteração na rota dos caminhões com carga que saem do Brasil com destino à Argentina, no início deste mês, agora a Alfândega da Receita Federal do Brasil em Foz do Iguaçu anunciou uma nova alteração, temporária e obrigatória, no fluxo de caminhões que entram no país vindos da Argentina. 

Entre os dias 19 e 21 de maio de 2026 (de terça a quinta-feira), os veículos de carga em regime de importação com destino ao Porto Seco de Foz do Iguaçu (PSFI) deverão utilizar uma nova rota oficial.

A iniciativa possui caráter experimental. O objetivo do órgão é avaliar os impactos logísticos, a fluidez do tráfego e a segurança viária no perímetro urbano do município antes de adotar qualquer mudança permanente.

Rota e tempo limite de deslocamento

Durante os três dias de teste, os motoristas que cruzarem a fronteira deverão seguir o itinerário planejado, deixando de circular por vias centrais tradicionais:

  • Origem: Ponte Internacional Tancredo Neves (PTN)
  • Percurso obrigatório: PTN $\rightarrow$ Rodovia Perimetral Leste $\rightarrow$ BR-277
  • Destino: Porto Seco de Foz do Iguaçu (PSFI)
  • Tempo limite: O prazo máximo estabelecido para a conclusão de todo o deslocamento entre a ponte e o Porto Seco é de 60 minutos.

Retorno ao modelo anterior

A Receita Federal reforça que, logo após o encerramento do período de testes na quinta-feira (21), o fluxo de caminhões voltará a seguir o modelo antigo.

Com isso, os motoristas deverão utilizar novamente a rota prevista na Portaria DRF/FOZ nº 225/2017, que direciona o tráfego pesado por meio da Avenida Paraná, até que uma nova alteração normativa seja publicada de forma definitiva pelas autoridades aduaneiras.

A movimentação estratégica das grandes indústrias calçadistas está redesenhando o mapa produtivo do Mercosul. O Grupo Dass — gigante de capital brasileiro responsável pela manufatura de marcas globais como Nike, Fila, Umbro e ASICS — iniciou um processo acentuado de desinvestimento na Argentina. De acordo com informações da imprensa de Misiones e portais de economia da região, a companhia está transferindo grande parte de sua estrutura fabril da Argentina para o Paraguai.

A decisão ocorre meses após o anúncio, realizado no início deste ano, da criação da Dasstex — uma aliança estratégica com o Grupo Texcin paraguaio projetando investimentos de US$ 40 milhões. O que parecia ser apenas uma expansão regional revelou-se um plano de reestruturação: maquinários da fábrica fechada em Coronel Suárez (província de Buenos Aires) já foram migrados para o Paraguai, que hoje absorve a produção de artigos de alta performance.

Crise e retiros voluntários na vizinha Misiones

O impacto mais próximo da Região Trinacional ocorre na unidade da Dass em Eldorado, na província argentina de Misiones (a cerca de 100 quilômetros de Foz do Iguaçu). A fábrica, que chegou a registrar o auge de 1.650 operários em 2015, encerrou nesta semana um plano de demissão voluntária que desligou mais 50 trabalhadores, passando a contar agora com um quadro de apenas 170 funcionários.

Entidades sindicais locais e analistas econômicos apontam que a combinação entre a forte queda do consumo no mercado interno argentino e a abertura acentuada para calçados importados inviabilizou a manutenção das linhas de montagem no país vizinho após 15 anos de atuação.

O “Fator Paraguai” atrai marcas esportivas

Enquanto a planta de Eldorado enfrenta uma situação crítica, a operação no Paraguai segue em ritmo acelerado de expansão, contando atualmente com cerca de 600 operários. As vantagens competitivas da legislação tributária paraguaia, aliadas à segurança jurídica da aliança local, pesaram na balança para que o Grupo Dass concentrasse no Paraguai o hub de atendimento para as marcas internacionais na América do Sul.

Embora o cenário gere forte preocupação social e sindical na Argentina e principalmente na província de Misiones, a consolidação da Dasstex no Paraguai posiciona a região de fronteira como um polo têxtil e calçadista em crescimento.

 

 

 

 

Com informações: Misiones Online e La Nación

Por Enio Verri*

Quando Brasil e Paraguai assinaram o Tratado de Itaipu, in 1973, o mundo enfrentava uma das maiores crises energéticas do século XX. A alta abrupta do petróleo expôs a dependência dos combustíveis fósseis e deixou uma lição ainda atual: energia é soberania, desenvolvimento e segurança. Em meio àquele cenário de instabilidade, em 17 de maio de 1974, nascia oficialmente a Itaipu Binacional.

Cinco décadas depois, a geopolítica volta a pressionar o setor energético. A guerra no Oriente Médio, os ataques a estruturas estratégicas e as incertezas sobre rotas de abastecimento recolocaram o tema no centro do debate internacional. O Banco Mundial projeta alta de 24% nos preços da energia em 2026, o maior salto desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. Segundo a Energy Information Administration (EIA), o Estreito de Ormuz concentrou, em 2024, cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia, volume equivalente a 20% do consumo global.

O paralelo histórico é inevitável. A crise do petróleo demonstrou, nos anos 1970, a importância de ampliar fontes estáveis de energia. A conjuntura atual reforça a necessidade de reduzir emissões, diversificar a matriz energética e proteger a população da volatilidade internacional. Nesse contexto, Itaipu mantém sua relevância estratégica ao combinar geração de energia limpa com investimentos voltados à transição energética.

Produção recorde e eficiência técnica

A contribuição da empresa começa na atividade desempenhada diariamente: gerar energia renovável, segura e competitiva para brasileiros e paraguaios. Em 5 de maio, a usina completou 42 anos de produção. Desde a entrada em operação da primeira unidade geradora, em 1984, Itaipu já ultrapassou 3,1 bilhões de megawatts-hora produzido e segue como a usina que mais gerou energia no mundo. Somente em 2025, a hidrelétrica produziu 72,8 milhões de MWh, abastecendo cerca de 7% do mercado brasileiro e 88% do consumo paraguaio.

Tais resultados são sustentados por uma operação técnica altamente eficiente. Itaipu possui 20 unidades geradoras, 14 mil MW de potência instalada e encerrou 2025 com disponibilidade de 96,29%, acima da meta de 94%. Em um sistema elétrico com participação crescente de fontes variáveis, como solar e eólica, a hidrelétrica preserva papel decisivo ao garantir estabilidade e segurança ao fornecimento de energia.

O Brasil possui hoje uma vantagem importante nesse cenário. Segundo o Balanço Energético Nacional 2025, a matriz elétrica brasileira alcançou 88,2% de renovabilidade em 2024. Eólica e solar já representam 24% da geração de eletricidade do país. O avanço dessas fontes amplia a necessidade de integração do sistema e de energia firme para atender a população nos períodos em que não há vento ou sol. Itaipu oferece diariamente esse suporte ao sistema elétrico nacional.

Inovação e desenvolvimento sustentável

Paralelamente à geração hidrelétrica, a empresa também investe em pesquisa e desenvolvimento de novas fontes energéticas, como hidrogênio verde, combustível sustentável de aviação (SAF), energia solar, biogás e biometano.

Entre os projetos em andamento está a primeira planta piloto do Brasil para produção de petróleo sintético a partir de biogás, instalada em Itaipu em parceria com instituições nacionais e internacionais. A unidade foi projetada para produzir combustível renovável voltado à aviação.

No meio rural, os investimentos igualmente produzem resultados concretos. Biodigestores transformam resíduos orgânicos em energia e fertilizantes, reduzem emissões e geram renda para produtores rurais. O processo também melhora o manejo ambiental das propriedades e fortalece a autonomia energética no campo.

Impacto no território e tarifas competitivas

A transição energética, porém, não se limita à produção de energia. A transformação precisa alcançar o território e produzir impactos concretos na vida da população. Desde 2023, Itaipu ampliou sua atuação prioritária para 434 municípios, sendo 399 no Paraná e 35 no sul de Mato Grosso do Sul. Os investimentos beneficiam cerca de 11 milhões de pessoas em uma área de 200 mil quilômetros quadrados, com ações em saneamento ambiental, manejo de água e solo, energia renovável, infraestrutura e obras comunitárias.

A preservação ambiental integra diretamente essa estratégia. A recuperação de nascentes, a conservação da Mata Atlântica, o esgotamento sanitário e a manutenção de estradas rurais contribuem para preservar a qualidade da água e reduzir o assoreamento dos rios, fortalecendo a segurança hídrica e protegendo o reservatório da usina.

A relevância estratégica de Itaipu também se reflete na competitividade da energia produzida pela empresa. Após a quitação da dívida histórica, in 2023, a tarifa caiu 36,6%, passando de US$ 27,86 para US$ 17,66 por kW/mês no período de 2024 a 2026.

Os efeitos dessa redução alcançam diretamente o consumidor brasileiro. Em 2026, no reajuste da Enel Rio, a energia de Itaipu teve custo médio de R$ 217/MWh, abaixo das usinas cotistas da Lei nº 12.783, de R$ 236,73/MWh, e muito inferior à média de compra das distribuidoras no mercado regulado, estimada pela Aneel em R$ 342,71/MWh.

A crise do petróleo marcou o mundo em que Itaipu nasceu. A crise climática e a instabilidade energética marcam o momento em que a empresa completa 52 anos. Em ambos os períodos, a resposta exige cooperação, planejamento, ciência e energia limpa. Itaipu segue estratégica porque garante segurança energética no presente e contribui para uma matriz renovável, diversificada e integrada para o futuro.

 

*Enio Verri é diretor-geral brasileiro da Itaipu, economista, mestre em Economia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e doutor em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo (USP).

 

Fotos: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional

A 17.ª edição da Meia Maratona das Cataratas foi encerrada neste domingo (17), no Parque Nacional do Iguaçu, consolidando-se como um sucesso absoluto. Nem mesmo a chuva do início da manhã desanimou os mais de 5 mil corredores de 608 cidades e 11 países que disputaram as provas ao longo do fim de semana. O percurso, imerso na Mata Atlântica e com vista privilegiada para as Cataratas, proporcionou uma experiência única para os competidores.

A elite do atletismo africano dominou a prova principal de 21 quilômetros. Na categoria geral masculina, o queniano Alfred Kiplangat Negeno garantiu o primeiro lugar com o tempo de 1h06m34s, faturando o prêmio de R$ 10 mil.

Viola Jelagat Kosgei garante vitória nos 21k com tempo de 1h17m26s. Foto: Divulgação Urbia+Cataratas/Eagle Eye Company.

No feminino, a vitória também foi do Quênia, com Viola Jelagat Kosgei, que cruzou a linha de chegada em 1h17m26s e também levou para casa o prêmio principal.

Estreia do Desafio da Onça e Destaque Local

 

A grande novidade de 2026 foi o Desafio da Onça, modalidade que somou os tempos dos atletas que correram os 10,5 km no sábado (16) e os 21 km no domingo (17). O grande nome da categoria foi o corredor local Ryan Machado Maccari, que venceu o desafio com o tempo acumulado de 1h59m36s. No feminino, a grande campeã da modalidade foi Daniele Cristine Slivinski, com o tempo total de 2h19m27s.

Ryan Maccari também garantiu o topo do pódio na categoria Quintal de Casa (destinada aos moradores dos municípios lindeiros ao parque) na prova dos 21 km. Entre as mulheres, a moradora mais rápida foi Mirna Carmina Neuberger, com o tempo de 1h26m. Os três primeiros colocados desta categoria ganharam uma assinatura anual do Clube Quintal de Casa, garantindo acesso livre ao Parque Nacional por um ano.

Sustentabilidade na Terra das Cataratas

Além de movimentar o turismo e a economia de Foz do Iguaçu, a organização reforçou seu compromisso ambiental: a 17.ª Meia Maratona das Cataratas foi um evento carbono neutro. Toda a emissão de gases de efeito estufa gerada pela logística da corrida e pelo transporte dos atletas até o parque foi neutralizada por meio de créditos de carbono validados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O evento é uma realização da Urbia+Cataratas, Parque Nacional do Iguaçu e ICMBio, com o apoio de diversas entidades locais e patrocinadores da região. A classificação completa de todas as categorias e faixas etárias está disponível no site oficial da Chip Timing.

 

 

Fotos: Divulgação Urbia+Cataratas/Eagle Eye Company

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