A Terra das Cataratas poderá estar em evidência na maior premiação de cinema do mundo – o Oscar. O filme “Salve Geral – o dia em que São Paulo parou”, dirigido por Sergio Rezende e que tem Andréa Beltrão como protagonista, será o representante brasileiro a concorrer a uma das cinco vagas na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2010. A Secretaria do Audiovisual (vinculada ao Ministério da Cultura) anunciou a escolha nesta sexta-feira (18).
Com orçamento de R$ 9 milhões, o filme mostra os ataques comandados pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no final de semana do Dia das Mães, no ano de 2006. Em São Paulo, o dia ficou marcado pelos ônibus incendiados e ataques a bancos, metrô e residências, com um saldo de pelo menos 152 mortos. A revolta foi motivada pela situação degradante dos presídios no Estado.
Foz do Iguaçu – Apesar da tônica de violência do filme, as cenas gravadas em Foz do Iguaçu retratam momentos de lazer e alegria da protagonista. A atriz Andréa Beltrão, que interpreta uma mulher que vê seu filho de 17 anos ir preso e passa a conviver com um submundo desconhecido pela maioria dos cidadãos, vem a Foz do Iguaçu com uma amiga para se desligar daquela triste realidade. A equipe de “Salve Geral” gravou cenas nas Cataratas do Iguaçu, no aeroporto e no centro de Foz, além de takes de compras em Ciudad del Este (Paraguai), em fevereiro de 2009.
Oscar – “Besouro”, de João Daniel Tikhomiroff, “Síndrome de Pinnochio – refluxo”, de Thiago Moyses, “Jean Charles”, de Henrique Goldman, “Feliz natal”, de Selton Mello, “A festa da menina morta”, de Matheus Nachtergaele, “O menino da porteira”, de Jeremias Moreira, “Se nada mais der certo”, de José Eduardo Belmonte, “Budapeste”, de Walter Carvalho e “O contador de histórias”, de Luiz Villaça, eram os concorrentes que disputavam com “Salve Geral” a vaga para ir à próxima etapa e, quem sabe, ser um dos indicados ao Oscar 2010.
O filme de Sergio Rezende levou a melhor nesse primeiro momento. Contudo, a confirmação dos cinco indicados que concorrerão a estatueta de melhor filme estrangeiro somente será anunciada em janeiro de 2010, dois meses antes da cerimônia do Oscar, prevista para 7 de março, em Los Angeles.
O AquaFoz recebe, a partir desta terça-feira, 6 de outubro, a Hello Kitty Parade, exposição inédita em Foz do Iguaçu que reúne 15 esculturas da icônica personagem. Para celebrar o Mês das Crianças, o atrativo ganha um colorido especial pelo caminho, convidando os visitantes a descobrirem as obras espalhadas entre peixes, tanques e cenários aquáticos. Customizadas por diferentes artistas plásticos, as peças criam um diálogo direto entre a arte urbana e os ambientes do local.
Além do percurso expositivo, a programação especial conta com atividades interativas. Entre os dias 10 e 12 de outubro, a Galeria Amazônica, localizada no primeiro piso, abrigará um espaço temático dedicado às crianças. O público infantil poderá se divertir com brincadeiras como twister, amarelinha e caracol, além de participar de uma oficina de quadrinhos em palitos de picolé.
Arte e biodiversidade em três andares
A presença da Hello Kitty Parade acrescenta uma dinâmica diferente à experiência de visitação. Conhecida internacionalmente pelo laço vermelho e traços marcantes, a personagem passa a conviver com o universo das águas em um percurso de três andares que soma 28 recintos e 3,3 milhões de litros de água.
Ao longo do passeio, os visitantes acompanham a fauna dos rios Iguaçu e Paraná, além de espécies marinhas como tubarões e raias, encontrando as intervenções artísticas integradas aos ecossistemas representados no atrativo.
A ação é promovida em parceria com a Sanrio, marca global criadora da Hello Kitty (1974) e de outros personagens conhecidos mundialmente, mantendo o conceito do slogan “One World, Connecting Smiles”.
Serviço: Hello Kitty Parade no AquaFoz
Data de estreia: A partir de hoje, 6 de outubro de 2026 Programação infantil especial: De 10 a 12 de outubro (Galeria Amazônica) Endereço: Av. das Cataratas – BR, KM 18, Foz do Iguaçu (PR) Horário de funcionamento: Todos os dias, das 9h às 17h (última entrada) Ingressos e informações: aquafoz.com.br
Nostalgia e tecnologia nem sempre parecem combinar, mas quem costuma acompanhar o mercado de smartphones sente um saudosismo inevitável de um passado não muito distante: o dos preços acessíveis. Na última década, o setor passou por uma transformação profunda. Se entre 2016 e 2026 as telas ganharam taxa de atualização impressionante, as câmeras atingiram patamares profissionais e os chips integraram inteligência artificial nativa, a etiqueta de preço acompanhou esse ritmo — e até o segmento de entrada ficou significativamente mais caro.
A guinada reflete custos de produção mais altos, aumento no valor de memórias e processadores com suporte a IA, além de uma mudança clara de posicionamento. Fabricantes como Samsung, Apple, Xiaomi e Motorola distanciaram-se da era dos “smartphones bons e baratos” para apostar no mercado premium.
Samsung: do modelo popular de entrada aos dobráveis de luxo
Samsung Galaxy S7. Imagem: Reprodução.
A trajetória da sul-coreana em dez anos ilustra com clareza o salto geral da indústria. Em 2016, a linha principal da marca começava com o Galaxy S7 e o S7 Edge, vendidos na época por cerca de US$ 650 e US$ 750 — valores que já representavam o topo de linha do mercado. Em 2026, a série Galaxy S26 parte dos US$ 900 e alcança US$ 1.300 na versão Ultra.
A alta fica ainda mais evidente na gama intermediária e de entrada. Há dez anos, a linha Galaxy A e J (como o A3, A5 e J3) custava entre US$ 110 e US$ 399. Hoje, os sucessores diretos — Galaxy A17 5G, A37 5G e A57 5G — chegam custando US$ 250, US$ 450 e US$ 550, respectivamente. O modelo mais básico atual custa mais que o dobro do modelo de entrada de 2016.
Já a faixa mais sofisticada da marca, ocupada em 2016 pelo Galaxy Note 7 (US$ 834) — sim, aquele mesmo com um “problema crônico” de bateria, foi substituída pelos dobráveis de alto padrão. Os novos Galaxy Z Flip8, Fold8 e Fold8 Ultra alcançam marcas entre US$ 1.200 e US$ 2.100.
Xiaomi: de “matadora de topos de linha” ao luxo do mercado premium
Xiaomi Mi 5. Imagem: Reprodução.
Em 2016, a chinesa Xiaomi surpreendia o mundo ao lançar o Mi 5, um topo de linha com processador Snapdragon 820 e design em vidro e metal custando entre US$ 306 e US$ 413. A estratégia agressiva de preços conquistou uma legião de consumidores que buscavam desempenho de ponta sem pagar os valores cobrados por Apple e Samsung.
Uma década depois, a estratégia mudou drasticamente. Os novos Xiaomi 18 Pro e 18 Pro Max chegaram ao mercado com preços iniciais de 5.999 yuans (cerca de US$ 845,00), ultrapassando os US$ 1.400,00 em edições especiais. Equipados com o chip Snapdragon 8 Elite Gen 6, conjunto duplo de câmeras Leica de 200 MP e tela traseira integrada, a marca abandonou o título de “flagship killer” para disputar diretamente a preferência dos consumidores do segmento mais caro da indústria.
Apple e Motorola: fim dos subsídios e inflação no segmento intermediário
A Apple, pioneira no mercado de smartphones, também registrou um aumento contínuo. Em 2007, o iPhone original desembarcou por US$ 499. Durante anos, políticas de subsídios de operadoras mantiveram aparelhos como o iPhone 3G na faixa dos US$ 199 acoplados a contratos. Com o fim dessa prática a partir do iPhone 7 (2016), os preços subiram progressivamente.
Se nos últimos anos o preço base das versões tradicionais ficou em US$ 799, as edições mais avançadas não pararam de subir. Em 2026, o iPhone 18 Pro parte de US$ 1.199, enquanto o iPhone 18 Pro Max começa em US$ 1.299 nos Estados Unidos, com variações ainda maiores nas versões de maior armazenamento.
A Motorola, por sua vez, enfrenta pressão semelhante no segmento intermediário. Após assumir o controle sob a gestão da Lenovo — que em 2016 vendia o Moto G4 por US$ 220 —, a empresa reajustou em 2026 toda a linha Moto G. Aparelhos como o Moto G Play subiram para US$ 249, enquanto o Moto G Power alcançou US$ 399, encostando nos valores da linha Stylus (US$ 499).
Por que os celulares ficaram tão caros?
A explicação para a subida geral de preços vai além do lucro das empresas. O suporte estendido de software — com marcas prometendo até sete anos de atualizações —, a elevação nos custos de fabricação de memórias RAM e armazenamentos NAND, somados aos processadores específicos para processamento de inteligência artificial no próprio aparelho, deixaram a montagem final mais dispendiosa. Um custo que, inevitavelmente, acabou repassado para a ponta final da cadeia: o bolso do consumidor.
Você se recorda de qual era o seu smartphone preferido em 2016, qual era o seu sonho de consumo quando o assunto era um novíssimo e tecnológico celular? Conta aqui pra gente!
A Itaipu Binacional emitiu um alerta preventivo sobre a possibilidade de alagamentos na região baixa de Ciudad del Este, no Paraguai, em decorrência da elevação do nível do Rio Paraná. De acordo com as projeções da Comissão Especial de Cheias (CEC) da usina, a cota do rio na altura da Ponte Internacional da Amizade pode ultrapassar 108 metros acima do nível do mar nos próximos dias.
A medição na Estação Hidrométrica da Ponte da Amizade já superou a marca dos 107 metros acima do nível do mar, registrando uma subida gradual do leito.
Simulações elaboradas pela Divisão de Estudos Hidrológicos da Diretoria Técnica de Itaipu apontam que, ao cruzar a marca dos 108 metros, a água pode causar os primeiros impactos na infraestrutura do bairro San Rafael, afetando inicialmente a passarela de pedestres e o campo de futebol da comunidade.
Chuvas na bacia e operação do vertedouro
A elevação do nível do Rio Paraná está diretamente associada ao volume contínuo de chuvas registrado sobre o reservatório da usina, nas bacias dos seus rios afluentes e também na bacia do Rio Iguaçu.
Por ser uma usina hidrelétrica a fio d’água — estrutura sem grande capacidade de armazenamento —, a Itaipu iniciou a operação do seu vertedouro. A manobra visa amortecer o pico da cheia e reduzir, dentro dos limites operacionais, os impactos do fluxo de água sobre as comunidades e infraestruturas situadas a jusante (abaixo) da barragem.
Monitoramento e assistência aos moradores
A CEC ressalta que as projeções se baseiam nos dados hidrológicos atuais e passam por atualizações diárias. Por isso, a recomendação aos moradores do bairro San Rafael e de áreas suscetíveis na faixa de fronteira é acompanhar o Boletim Hidrológico oficial emitido pela binacional (disponível em http://www.itaipu.gov.br).
Por meio da Assessoria de Responsabilidade Social da Margem Direita (Paraguai), a Itaipu permanece mobilizada para prestar suporte logístico, assistência comunitária e realizar a remoção preventiva de famílias que venham a ser afetadas pelo avanço da água.
O Banco Central do Paraguai (BCP) apresentou nesta segunda-feira (5) os novos modelos que formarão a renovada família de cédulas do guarani. A revelação foi feita no dia em que a moeda paraguaia — uma das mais antigas e estáveis da América Latina — celebra 83 anos de criação. A entrada em circulação oficial das novas notas ocorrerá de forma gradual a partir do primeiro trimestre de 2027.
A reformulação mantém as homenagens a heróis nacionais, figuras históricas e à biodiversidade do país, mas introduz um visual modernizado, maior durabilidade, novos recursos ópticos de segurança e padrões táctiles avançados de acessibilidade para pessoas com deficiência visual.
O que muda na nova família de cédulas
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A nova série manterá o mesmo corte de valores atual: G. 2.000, G. 5.000, G. 10.000, G. 20.000, G. 50.000 e G. 100.000. No entanto, o formato físico e o material de fabricação passam por evoluções importantes:
Largura fixa e comprimento progressivo: Todas as notas terão a mesma largura (6,7 cm) para facilitar o manuseio e o encaixe nas carteiras, mas o comprimento será variado. A cédula de G. 2.000 será a menor (12,5 cm de comprimento), aumentando proporcionalmente até a de G. 100.000.
Formato Misto (Polímero e Algodão): As cédulas de menor valor nominal (G. 2.000 e G. 5.000) serão produzidas em polímero (plástico de alta resistência), o que multiplicará sua vida útil e reduzirá o desgaste no manuseio diário. As notas de média e alta denominação continuarão em papel de algodão.
Acessibilidade reforçada: Cada nota contará com relevos táticos e marcas exclusivas na borda. A nota de G. 100.000, por exemplo, terá nove linhas laterais em alto relevo para identificação por deficientes visuais.
Elementos de segurança e ecorregiões: As notas trazem tintas dinâmicas que alteram de cor ao serem inclinadas. O anverso homenageia personagens históricos e a cultura imaterial, enquanto o reverso destaca as ecorregiões do Paraguai. O bilhete de G. 100.000 celebra o Bosque Paranaense (Alto Paraná), estampando o pássaro-campana (guyrá campana), a borboleta-branca (panambi morotĩ) e o ipê (tajy).
O que acontece com as notas atuais?
Quem possui guaranis em mãos ou atua no comércio de fronteira não precisa se preocupar: as notas atuais não perderão o valor nem o poder de compra de forma imediata.
O Banco Central do Paraguai informou que haverá um período prolongado de convivência entre as duas famílias de cédulas. O recolhimento da série antiga será feito de maneira gradual pelo sistema bancário, à medida que os papéis desgastados forem naturalmente substituídos pelas novas emissões a partir de 2027.
Imagem em destaque: Reprodução/Arquivo do Banco Central do Paraguay (BCP)