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seg, 04 de maio 2026

Começam a valer penas maiores para furto, roubo e receptação

Nova legislação amplia punições para crimes virtuais e furto de celulares; penas para latrocínio também ficaram mais rígidas.

A partir desta segunda-feira (4), entra em vigor a Lei 15.397/2026, que endurece as punições para crimes contra o patrimônio no Brasil. Publicada no Diário Oficial da União, a nova norma eleva o tempo de reclusão para modalidades comuns de crimes, como furto e receptação, e foca com rigor em delitos modernos, como os golpes virtuais e o roubo de dispositivos móveis.

A mudança legislativa busca desestimular a prática de crimes que impactam diretamente a segurança pública e a economia. Com a nova lei, crimes que antes eram tratados com penas mais brandas passam a ter um tempo de permanência no sistema prisional significativamente maior.

Novas penas estabelecidas

O texto aprovado altera o Código Penal e define novos patamares para a reclusão. Confira as principais mudanças:

  • Furto simples: A pena máxima subiu de quatro para seis anos.
  • Furto de celular: Agora possui tipificação própria, com pena de quatro a dez anos (antes era tratado como furto simples).
  • Furto por meio eletrônico: A punição máxima saltou para dez anos.
  • Receptação: Quem adquire produto roubado agora enfrenta de dois a seis anos de prisão (antes era de um a quatro anos).
  • Roubo seguido de morte (Latrocínio): A pena mínima foi elevada de 20 para 24 anos.
  • Estelionato: Reclusão de um a cinco anos, além de multa.

Telecomunicações e serviços essenciais

A nova lei também endurece o cerco contra o vandalismo e a interrupção de serviços de comunicação — modalidade que aqui em Foz do Iguaçu, já causou muito prejuízo à moradores e empresas. A pena para quem interromper serviço telefônico ou radiotelegráfico passou de detenção para reclusão de dois a quatro anos.

Além disso, a punição será aplicada em dobro caso o crime ocorra durante períodos de calamidade pública ou envolva a destruição de equipamentos instalados em torres de telecomunicação, visando proteger a infraestrutura crítica do país.

 

 

Foto em destaque: Fernando Frazão/Agência Brasil

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O Foz do Iguaçu SAF iniciou nesta semana a campanha “Aquece Foz”, uma mobilização solidária focada na arrecadação de roupas e cobertores. A iniciativa visa amparar famílias em situação de vulnerabilidade social com a chegada das baixas temperaturas, reforçando o papel do clube como um agente de transformação social na fronteira.

As doações devem ser entregues na sede do clube, localizada na Rua Almirante Barroso, 2152, no Centro. A organização solicita itens em bom estado de conservação, como casacos, blusas, mantas e calçados, que serão destinados a entidades assistenciais da cidade.

Futebol e compromisso social

O vice-presidente do clube, Radamés Nobile Neto, destaca que a ação é uma continuidade do trabalho comunitário da equipe. “O Aquece Foz nasce com o propósito de mobilizar nossa torcida para levar conforto e dignidade a quem precisa. No ano passado, já vimos o impacto positivo dessas ações e queremos ampliar essa rede de solidariedade”, afirma.

O Foz do Iguaçu SAF tem se destacado por uma atuação intensa fora das quatro linhas. Recentemente, o clube promoveu a arrecadação de alimentos para o Lar dos Velhinhos e para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Além disso, protagonizou ações de impacto local, como o projeto “Adote um Mascote”, em parceria com a Diba, levando cães para o campo durante o Campeonato Paranaense.

Como colaborar

A campanha segue por tempo indeterminado e conta com o apoio de parceiros e patrocinadores do “Azulão da Fronteira”. A população em geral é convidada a participar, transformando a sede do clube em um grande ponto de coleta de solidariedade.

Serviço:

Local de doação: Sede do Foz do Iguaçu SAF
Endereço: Rua Almirante Barroso, 2152 – Centro
O que doar: Casacos, cobertores, blusas e roupas de inverno em geral.

Na manhã desta segunda-feira (4), servidores da Receita Federal realizaram uma apreensão expressiva durante fiscalização de rotina na Ponte Internacional da Amizade. Um caminhão que ingressava no Brasil foi flagrado transportando uma carga de cigarros eletrônicos avaliada em R$ 500 mil.

A abordagem ocorreu após os fiscais darem sinal de parada ao veículo. O motorista chegou a estacionar o caminhão, mas, no momento em que foi solicitado que retirasse a lona para a inspeção da carga, ele abandonou o veículo, abriu a porta e fugiu a pé em direção ao território paraguaio, não sendo localizado.

Carga oculta em fundo falso

Durante a vistoria minuciosa, os servidores descobriram um fundo falso na estrutura do caminhão. No local, estavam escondidas aproximadamente 10 mil unidades de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, cuja comercialização é proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O caminhão e a mercadoria foram encaminhados ao pátio da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu para a lavratura dos autos de apreensão e os procedimentos legais cabíveis.

Combate aos crimes transfronteiriços

A Receita Federal reforçou, em nota, a importância da vigilância constante na região de fronteira para proteger a economia nacional e a saúde pública. A entrada irregular desses dispositivos representa não apenas um crime de contrabando, mas um risco aos consumidores devido à falta de controle sanitário.

A população pode colaborar com as autoridades realizando denúncias anônimas de crimes de contrabando e descaminho pelos números (45) 9 9134-0100 e (45) 9 9152-2036.

 

 

 

Com informações: Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu
Fotos: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu

A Agência do Trabalhador Itinerante promove, nesta quarta-feira (6), um grande mutirão de empregos na região de Três Lagoas. A iniciativa acontece no salão comunitário da Capela Santa Rita, das 8h30 às 12h, facilitando o acesso da comunidade local a centenas de vagas disponíveis no mercado de trabalho iguaçuense.

Ao todo, cerca de 800 oportunidades estarão em destaque. Além das vagas listadas no sistema geral da Agência do Trabalhador, sete grandes empresas de diferentes setores estarão presentes para realizar entrevistas diretamente com os candidatos no local.

Empresas participantes

A força-tarefa conta com a parceria de organizações de peso, abrangendo desde o setor hoteleiro e construção civil até a indústria e o comércio:

  • Hotel Recanto Cataratas
  • Construtora Temon (Obra Unila)
  • Frigorífico Lar
  • Frigorífico Frimesa
  • Sandro Paver (Obra Eadi)
  • Hozz Acessórios
  • Supermercados Muffato

Encaminhamento imediato

A diretora de Desenvolvimento Socioeconômico, Cátia Fritzen, explica que a meta é garantir que ninguém saia do mutirão sem uma perspectiva. Caso o perfil do trabalhador não se enquadre nas vagas das empresas presentes no salão, ele poderá ser encaminhado para outras posições abertas no banco de dados da Agência. “O objetivo é que todos os participantes saiam do mutirão encaminhados para uma vaga de emprego”, destaca.

Como participar

Os interessados devem comparecer ao local munidos de documento pessoal com foto, Carteira de Trabalho (física ou digital) e comprovante de residência. Para trabalhadores estrangeiros, é indispensável apresentar o protocolo ou o Registro Nacional Migratório (RNM).

Serviço:

Local: Rua Oscar Alfredo Franco, nº 266, bairro Santa Rita (Capela Santa Rita).
Horário: Das 8h30 às 12h.
Mais informações: (45) 3545-5450.

Quem vive ou visita Foz do Iguaçu conhece a realidade: basta atravessar a Ponte da Amizade para encontrar uma oferta vasta de medicamentos que, no Brasil, exigem controle rigoroso. Entre os itens mais procurados atualmente estão as “canetas emagrecedoras“. Embora sejam ferramentas legítimas no combate à obesidade quando prescritas por médicos, o uso desses fármacos por conta própria, movido por padrões estéticos, revela um fenômeno social perigoso e silencioso.

O boom dessas substâncias não é apenas uma questão de saúde pública, mas o reflexo do que especialistas chamam de “economia moral da magreza”. Nesse jogo social, o corpo magro é lido como sinônimo de virtude, disciplina e sucesso, enquanto o corpo gordo é injustamente associado ao relaxamento ou à falta de competência. É essa pressão que empurra milhares de pessoas para a automedicação, transformando um fármaco em uma espécie de “atalho” para a aceitação social.

A “vacina contra a fome” e a perda da dignidade

Em Foz do Iguaçu, a proximidade com o Paraguai cria um cenário de risco adicional. A facilidade de adquirir essas substâncias sem o devido acompanhamento ignora que a fome é um processo evolutivo vital, e não um erro a ser corrigido. Pesquisas recentes apontam que usuários chegam a apelidar esses medicamentos de “vacina contra a fome”, tratando a necessidade básica de se alimentar como algo opcional ou puramente medicalizado.

O perigo reside na desumanização do ato de comer. Quando a alimentação deixa de ser um ritual sociocultural e passa a ser vista apenas como uma “meta de nutrientes”, perdemos a nossa vitalidade. Pior ainda: há quem use os efeitos colaterais, como náuseas e vômitos, como ferramentas para “fechar a boca” de forma radical. Esse comportamento não é saúde; é violência autoinfligida para caber em um padrão que, muitas vezes, é inalcançável.

O sedativo político das dietas

A busca pela magreza extrema, agora facilitada pela farmacologia, funciona também como um “sedativo político”. Enquanto mulheres e homens se voltam obsessivamente para o tamanho de suas barrigas ou o caimento de uma roupa “tamanho zero”, a energia que deveria ser canalizada para lutas sociais, direitos e dignidade é drenada por uma indústria que lucra com a insegurança.

A medicalização de corpos saudáveis para fins estéticos é um retrocesso. Precisamos entender que a alimentação saudável é um direito humano e está ligada ao bem-estar, não à punição. Cruzar a fronteira para buscar uma solução mágica em uma caneta pode parecer um ganho imediato de “fichas” no jogo social, mas o preço pago em saúde mental e equilíbrio fisiológico costuma ser alto demais.

Onde buscar ajuda: o caminho além dos atalhos

Se a obesidade é uma doença crônica e complexa, o tratamento não pode ser simplista ou baseado em automedicação. Para quem busca saúde e qualidade de vida de forma sustentável, o primeiro passo é reconhecer a necessidade de uma abordagem multidisciplinar, envolvendo médicos, nutricionistas e psicólogos.

Confira onde encontrar suporte adequado:

1. Sistema Único de Saúde (SUS)

A porta de entrada para o tratamento gratuito é a Unidade Básica de Saúde (UBS), o “postinho”. É nela que o paciente inicia o acompanhamento e recebe os encaminhamentos necessários.

  • Acompanhamento: Consultas regulares com clínicos, nutricionistas e endocrinologistas via ambulatórios de especialidades.
  • Cirurgia Bariátrica: O procedimento é oferecido para casos graves (IMC acima de 40, ou acima de 35 com comorbidades), após avaliação rigorosa e tentativas de tratamento clínico.
  • Prevenção Digital: O aplicativo Conecte SUS possui o programa “Peso Saudável”, que oferece orientações práticas para o manejo da condição.

2. Setor Privado e Planos de Saúde

No setor particular, o tratamento deve ser liderado por especialistas que compreendam o metabolismo e o comportamento alimentar:

  • Endocrinologista: O médico principal para conduzir o tratamento metabólico.
  • Nutricionista e Nutrólogo: Essenciais para a reeducação alimentar personalizada.
  • Psicólogo: Fundamental para tratar questões de autoestima, ansiedade e possíveis compulsões alimentares.

3. Apoio e Informação Qualificada

A Associação Obesidade Brasil é uma das principais fontes de informação segura no país, oferecendo listas de serviços gratuitos de atendimento em cada estado e combatendo o estigma sobre a doença.

A obesidade exige manejo de longa duração. Resistir à tentação de “pegar um atalho” com medicamentos sem prescrição é o maior gesto de cuidado que você pode ter com o seu corpo. Procurar ajuda especializada é o único caminho seguro para uma vida equilibrada.

 

 

Foto em destaque: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu

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