Cotação do Dólar:

qua, 18 de mar 2026

Com ‘feriadão’ na Argentina, Tríplice Fronteira espera movimentação no turismo

Período entre 21 e 24 de março deve aumentar o fluxo de visitantes em atrativos e aduanas da fronteira
turismo na Tríplice Fronteira

O calendário argentino reserva um feriado prolongado para a próxima terça-feira, 24 de março (Dia da Memória pela Verdade e a Justiça). Com a emenda da segunda-feira (23) no país vizinho, o turismo na Tríplice Fronteira se prepara para um aumento no fluxo de visitantes durante o fim de semana.

Historicamente, os feriados nacionais da Argentina representam um incremento importante na visitação do Parque Nacional do Iguaçu e de outros pontos turísticos da região. Dessa forma, quem planeja cruzar a fronteira pela Ponte da Fraternidade deve redobrar a atenção com os horários de pico. O movimento de entrada de veículos deve se intensificar no sábado (21), com o retorno à normalidade previsto para a tarde de terça-feira (24).

O impacto regional do turismo na Tríplice Fronteira

O aumento no fluxo de visitantes em Puerto Iguazú reflete diretamente em toda a economia trinacional. É o chamado “efeito cascata”: o turista que se hospeda no lado argentino atravessa a fronteira para conhecer as Cataratas brasileiras e, quase invariavelmente, reserva um dia para compras em Ciudad del Este, no Paraguai. Nesse sentido, esse intercâmbio de visitantes é o que sustenta o otimismo de hotéis, restaurantes e lojistas de Foz para este feriado.

Além disso, vale lembrar que o turismo na Tríplice Fronteira é movido pela facilidade de acesso entre os três países. Portanto, para evitar filas demoradas na aduana argentina, a recomendação é utilizar horários alternativos, como o início da manhã ou o final da noite.

Próximos feriados

O movimento de março é apenas o aquecimento para um abril ainda mais intenso. O calendário argentino reserva um “feriadão” logo no início do próximo mês: o Dia do Veterano (2 de abril) coincide com a Quinta-feira Santa, emendando com a Sexta-feira Santa (3 de abril). A combinação dessas datas deve gerar um dos maiores picos de visitação do semestre na fronteira.

Conteúdo Patrocinado

A integração econômica entre Brasil e Paraguai atingiu um novo patamar em 2026. Segundo dados oficiais do Ministerio de Indústria e Comércio do Paraguai, divulgados pelo jornal ABC Color, o Brasil lidera isoladamente a lista de países que mais negociam com as indústrias paraguaias beneficiadas pela Lei de Maquila. O fluxo de mercadorias que cruza a fronteira em direção ao mercado brasileiro é, hoje, o principal motor desse modelo industrial no país vizinho.

Setores como autopeças, têxteis e plásticos são os protagonistas dessa relação comercial, aproveitando a logística facilitada pela proximidade geográfica com os grandes centros de consumo do Sul e Sudeste do Brasil.

Entenda: O que é a Lei de Maquila?

Para o leitor que vê o termo nas notícias, mas não sabe como funciona, a Lei de Maquila (Lei nº 1.064/97) é um regime de incentivo à exportação que transforma o Paraguai em uma plataforma produtiva global. Funciona assim:

  • Tributo Único: As empresas pagam apenas 1% de imposto sobre o valor agregado ou sobre a fatura de exportação.
  • Isenção de Impostos: Há isenção total de impostos para a importação de máquinas, matérias-primas e insumos necessários para a produção.
  • Foco na Exportação: Para usufruir do benefício, a empresa deve exportar a produção, podendo vender apenas uma parcela mínima no mercado interno paraguaio sob condições específicas.
  • Origem do Produto: O produto final ganha o selo “Made in Paraguay”, o que facilita a entrada em outros países do Mercosul com tarifas reduzidas.

 

Brasil, o maior cliente…

O relatório do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai aponta que 81% das exportações de maquila tiveram como destino os países do Mercosul. Neste cenário, o Brasil se consolida como o principal mercado, absorvendo 67% dos envios, seguido pela Argentina, com 13%. Além dos parceiros regionais, os produtos também foram exportados para destinos internacionais como Estados Unidos, Países Baixos, Bolívia, Chile e Uruguai, entre outros mercados.

Por que o Brasil é o parceiro ideal?

De acordo com o levantamento do ministerio, a “maquila” paraguaia funciona, na prática, como uma extensão das fábricas brasileiras. De cada dez indústrias maquiladoras no país vizinho, sete têm origem no Brasil. Esse movimento de buscar custos mais baixos se intensificou na última década, atraindo marcas icônicas como Estrela (brinquedos), Buddemeyer (cama e banho), Koumei (lâmpadas) e o grupo de moda Lunelli.

Para enfrentar a concorrência agressiva de gigantes chinesas como a Shein, a indústria têxtil brasileira encontrou no Paraguai uma forma de igualar as condições de produção. Um exemplo sólido é o Grupo Texcin S.A., que em parceria com a Riachuelo, investiu US$ 5 milhões, ainda em 2017, em uma planta industrial voltada para a produção de vestuário feminino, com foco nas consumidoras brasileiras.

Mais recentemente, a Lupo seguiu o caminho, injetando R$ 25 milhões em sua filial em Ciudad del Este.

A “onda” brasileira não para por aí. A Kidy Calçados, com fábricas em MS e SP, já prepara as malas para cruzar a fronteira. Outro movimento de peso foi a recente visita do Vice-ministro de Indústria e Comércio, Marco Riquelme, às instalações da DASSTEX. O projeto é uma aliança entre o Grupo Texcin e o Grupo Dass (maior gestor de marcas esportivas das Américas). Com investimento projetado de US$ 40 milhões, a nova planta focará em artigos de alta performance para marcas globais como Nike, Fila, Umbro, ASICS e Champion.

Essa dinâmica consolida a nossa fronteira como um hub logístico e industrial. A dependência positiva do mercado brasileiro mostra que o crescimento da indústria paraguaia está diretamente ligado à saúde econômica do Brasil, fortalecendo o comércio bilateral na Ponte da Amizade.

 

 

Com Informações: Jornal ABC Color e Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai
Fotos: Divulgação/Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai

A disputa bilionária pelos recursos gerados pelo Parque Nacional do Iguaçu — travada entre o Governo do Estado do Paraná e a União — ganhou um novo capítulo no Legislativo Iguaçuense. Após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmar que uma área estratégica de 1.085 hectares nas Cataratas pertence ao Estado do Paraná e não à União, ainda em outubro de 2025, a Câmara Municipal aprovou o Requerimento nº 187/2026. O documento cobra do Governo Ratinho Júnior definições sobre a partilha desses recursos com a cidade.

O que o município quer saber?

O autor da proposta, vereador Bosco Foz (PL), questiona quais providências o Estado já tomou para regulamentar essa nova receita. O foco é garantir que Foz do Iguaçu, como cidade hospedeira do patrimônio, receba uma fatia direta para investimentos em mobilidade urbana, segurança e infraestrutura turística. “É justo que parte dessa riqueza ajude a estruturar a cidade que acolhe o mundo”, defende o parlamentar.

Entenda o caso: De Jesus Val ao STF

A disputa judicial começou em 2018, quando a União tentou cancelar o registro imobiliário da área em nome do Paraná, alegando que, por estar na faixa de fronteira, seriam “terras devolutas” (terras públicas sem destinação). Em 2020, o município chegou a perder a causa em primeira instância.

No entanto, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-PR) resgatou documentos históricos que mudaram o rumo do processo:

Próximos passos

Apesar da vitória unânime na 12ª Turma do TRF4 no fim do ano passado, a batalha ainda não terminou. A União e o ICMBio já sinalizaram que devem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto isso, Foz do Iguaçu se mobiliza politicamente para que, caso a decisão seja mantida, os lucros do turismo não fiquem restritos ao caixa de Curitiba.

 

 

Foto em destaque: Christian Rizzi/Divulgação CMFI

A rede pública de saúde de Foz do Iguaçu recebe reforços importantes a partir desta terça-feira (17). Em um movimento de modernização da assistência farmacêutica, a prefeitura anunciou a inclusão de três novos medicamentos para saúde mental e o início de um projeto piloto que promete revolucionar a aplicação de insulina para idosos com mais de 80 anos.

Reforço na Saúde Mental: Novos Medicamentos Gratuitos

Com um investimento de R$ 873.381,50, a Secretaria Municipal de Saúde passa a distribuir três novos fármacos na lista oficial de oferta gratuita. São eles:

  • Escitalopram 10 mg e Fluoxetina em gotas: Podem ser retirados em qualquer uma das 12 farmácias municipais (confira a lista abaixo) com receita do SUS.
  • Naltrexona 50 mg: Destinado ao tratamento de dependência, a retirada deve ser feita exclusivamente na Farmácia do CAPS AD III, mediante prescrição da própria unidade.

Inovação no Diabetes: Insulina Glargina para Idosos

Outra novidade é o projeto piloto do Ministério da Saúde que escolheu Foz para testar a transição da insulina NPH para a insulina glargina em pacientes com diabetes tipo 2 acima de 80 anos. A grande vantagem? Apenas uma aplicação diária. Atualmente, cerca de 300 idosos nesta faixa etária são atendidos pelo SUS no município. Para garantir a segurança na transição, médicos e farmacêuticos passarão por treinamento nesta quinta-feira (19) na Adifi.

Onde retirar os medicamentos (Saúde Mental):

As farmácias municipais funcionam em horários variados para facilitar o acesso:

  • Centro (CEM): 7h às 17h
  • Cidade Nova, Morumbi II e Poliambulatório: 7h às 22h
  • Vila C, São João, Curitibano e Morumbi III: 7h às 19h
  • Vila Yolanda e Profilurb II: 8h às 18h
  • Jardim América e Jardim São Paulo I: 7h às 13h

 

 

Fotos: Divulgação/AMN

O Governo do Paraná protocolou nesta segunda-feira (16), na Assembleia Legislativa, um projeto de lei que promete baratear significativamente o processo de primeira habilitação e renovação da CNH no estado. De acordo com a proposta, será um corte de 55% nas taxas dos exames de aptidão física, mental e avaliação psicológica.

Se aprovado, o custo combinado dos dois exames cairá dos atuais R$404,74 para R$180,00.  Certamente, esta medida visa adequar o Paraná às novas diretrizes do Código de Trânsito Brasileiro e ampliar o acesso da população ao documento.

Confira a mudança nos valores:

  • Exame de Aptidão Física e Mental: De R$127,06 para R$60,00.
  • Avaliação Psicológica: De R$277,68 para R$120,00.
  • Junta Médica Especial: Mantida em R$217,02 (para condutores com deficiência ou condições limitantes).

Impacto para motoristas de Foz do Iguaçu

Nesse sentido, a redução não beneficia apenas quem está tirando a primeira carteira. O exame médico é obrigatório para todos os motoristas no momento da renovação. Além disso, a avaliação psicológica (psicotécnico) é exigida para quem Exerce Atividade Remunerada (EAR), como motoristas de aplicativo, taxistas, caminhoneiros e entregadores de logística, categoria com forte presença na região de fronteira. 

Segundo o Detran-PR, a mudança desses valores de “taxa estadual” para “preço público” permite estabelecer um teto máximo, garantindo mais estabilidade e menos custos ao cidadão. De acordo com dados do Detran-PR, mais de 164 mil paranaenses tiraram a CNH em 2025; com os novos valores, a economia estimada no bolso dos motoristas seria de R$51,3 milhões.

Confira mais matérias do Clickfoz sobre o tópico.

Foto: Reprodução/Governo 

Com informações do Detran PR.

Descubra mais sobre Clickfoz

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading