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dom, 26 de jul 2026

Ponte da Amizade terá interdição parcial para obras de recuperação neste domingo

EPR Iguaçu realiza reparos no pavimento da faixa de caminhões e na área da Aduana entre 13h e 20h.

A EPR Iguaçu, concessionária responsável por 662 quilômetros de rodovias no Oeste e Sudoeste do Paraná, programou para o próximo domingo (5) a recuperação do pavimento em um trecho da faixa de caminhões e da Aduana da Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu.

Interdição programada

Os serviços de fresagem e recomposição do asfalto exigem a interdição temporária da pista, já que os equipamentos utilizados são de grande porte e operam em movimento. Por questões de segurança, o tráfego será desviado para as outras faixas.

As obras ocorrerão das 13h às 20h, período escolhido por registrar menor fluxo de veículos na fronteira. Nesse intervalo, caminhões serão direcionados para a faixa da esquerda, enquanto a sinalização será reforçada para orientar os motoristas.

Em caso de chuvas ou condições climáticas adversas, a concessionária informou que a operação poderá ser reprogramada.

Melhorias estruturais na Ponte

De acordo com o diretor-executivo da EPR Iguaçu, Silvio Caldas, a intervenção faz parte de um conjunto de melhorias já realizadas na Ponte Internacional da Amizade.

“A fronteira com o Paraguai é um dos locais de maior fluxo de veículos de todo o trecho concedido. Atuamos em diversas frentes para garantir mais fluidez e segurança. Já revitalizamos parte da sinalização, além de executar reparos no pavimento e nas juntas de dilatação. Esses trabalhos oferecem uma experiência de mobilidade mais confortável para todos”, destacou.

Planejamento conjunto

O plano de interdição e execução das obras foi validado por todos os órgãos responsáveis pela operação da Ponte, tanto no Brasil quanto no Paraguai. Durante os trabalhos, equipes da concessionária estarão posicionadas em pontos estratégicos para orientar os condutores.

A EPR Iguaçu recomenda que motoristas redobrem a atenção, respeitem os limites de velocidade e sigam as orientações de sinalização ao trafegar pelas áreas em obras.

Atendimento ao usuário

Quem precisar de suporte durante o período de intervenção pode acionar os serviços gratuitos de atendimento médico e mecânico pelo telefone 0800 277 0163, que também funciona como WhatsApp.

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Um antigo debate que promete resolver o gargalo no fluxo de visitantes entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú voltou ao centro das atenções na Argentina. A senadora nacional Patricia Bullrich defendeu novamente o deslocamento do posto de controle migratório e aduaneiro da Ponte Internacional Tancredo Neves para a altura do posto da Gendarmería Nacional, nas proximidades do aeroporto argentino.

A proposta busca eliminar as filas quilométricas na aduana argentina, que desestimulam brasileiros e paraguaios a cruzarem a fronteira para passear, jantar ou consumir no comércio de Puerto Iguazú.

Apesar de a ideia ser antiga, o cenário político e estrutural argentino mudou drasticamente — o que reabre a pergunta na Tríplice Fronteira: será que, desta vez, a mudança finalmente acontece?

O fim da trava burocrática no governo argentino

Patricia Bullrich. Foto: Arquivo das redes sociais.

Na primeira vez em que tentou implementar a medida enquanto era ministra da Segurança, Bullrich esbarrou em uma divisão de poderes: o Centro de Fronteiras e a Direção Nacional de Migrações eram controlados pelo Ministério do Interior, o que travava o alinhamento com as forças policiais.

Agora, o caminho está livre. Com a criação da Agência Nacional de Migrações, o controle de entradas e saídas do país passou a ser centralizado diretamente sob a coordenação do Ministério da Segurança. A mudança estrutural unificou a gestão migratória com forças como a Gendarmería e a Polícia Federal Argentina, eliminando a barreira ministerial que antes impedia a reorganização do posto.

Além disso, a medida já havia recebido respaldo regional. O Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Turístico da Tríplice Fronteira (Codetri) — que reúne lideranças de Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú, Ciudad del Este e Presidente Franco — já manifestou apoio público à alteração da aduana, destacando que a desburocratização é vital para a economia e a integração da fronteira.

Como funcionaria a mudança na prática?

Pela proposta defendida pela parlamentar, a travessia pela ponte passaria a ter fluxo livre até a área urbana de Puerto Iguazú. O visitante que atravessar a fronteira para aproveitar a gastronomia ou o comércio local não precisaria parar no guichê imigratório da ponte.

O controle formal seria transferido para a rodovia, antes do acesso ao aeroporto e à rota que segue para o interior da província de Misiones. Quem desejasse viajar para destinos mais distantes, como San Ignacio, faria o procedimento migratório normalmente nesse novo ponto.

Entre a oportunidade e a expectativa

Com a gestão de fronteiras concentrada no Ministério da Segurança e o apoio escancarado do setor produtivo dos três países, a proposta de Patricia Bullrich nunca esteve tão perto de uma viabilidade real.

Resta saber se o governo argentino transformará a nova estrutura administrativa em ação prática na pista — para que a livre circulação na Tríplice Fronteira deixe de ser uma promessa e se torne realidade.

 

Acordar neste sábado (25) com a notícia do grave acidente na Avenida Felipe Wandscheer trouxe um nó na garganta de toda a população iguaçuense. Duas jovens, de 17 e 18 anos, tiveram suas histórias interrompidas de forma trágica e precoce. Outros seis jovens ficaram feridos.

Neste momento, a única atitude cabível com relação às famílias que choram a perda de suas filhas é o respeito absoluto e o acolhimento. A dor de um pai e de uma mãe que veem o ciclo natural da vida se inverter é incomensurável. Não há julgamento de valor, não há busca por culpados na dor alheia. A perícia técnica fará o seu papel para esclarecer a dinâmica do fato.

No entanto, como comunidade, nos deparamos com uma pergunta desconfortável, mas urgente: quando será a hora de conversar abertamente sobre como evitar que tragédias assim continuem se repetindo?

Culpa não, prevenção: o diálogo que precisa acontecer em casa

Estamos perdendo jovens no trânsito de Foz do Iguaçu com uma frequência assustadora. Muitas vezes, pela imprudência ao volante; em outras, por estarem no lugar errado, vítimas de escolhas alheias.

As redes sociais têm empurrado os adolescentes cada vez mais cedo para a vida noturna. Um ambiente de independência aparente que, muitas vezes, atropela a maturidade. 

Nas redes sociais, a noite é vendida apenas com filtros, luzes e glamour. A regra mais difundida nas redes sociais atualmente é só quem se arrisca merece viver o extraordinário”, e geralmente, ela vem acompanhada de diversas provas sociais onde, correr o risco deu resultado positivo.

O feed não mostra o risco, a imprudência ou as consequências de uma escolha errada, e como essa geração já não consome os noticiários tradicionais, o “lado B” da vida real torna-se invisível para eles — até que seja tarde demais. 

Parece que saiu de moda ver os pais esperando na saída da balada. Hoje, acompanhar a rotina dos filhos mais de perto é visto como ‘sufocamento’ ou distorcido como falta de confiança. Nós, pais, somos levados a sentir culpa por proteger — e é aí que muitos acabam cedendo. 

Recentemente, ao ouvir de um amigo a frase “a gente cria os filhos para o mundo”, o questionamento que fica é simples: o mundo está preparado para proteger os nossos filhos? A resposta, dolorosa e cotidiana, é não.

Criar com zelo não é prender. É entender que a adolescência é, por natureza, uma fase de imaturidade neurológica e emocional. O jovem tende a subestimar riscos e a superestimar sua própria capacidade de controle. Por isso, a presença e o limite estabelecido pelos pais não são intromissão — são proteção.

Um carro não é um brinquedo, é uma responsabilidade gigantesca

Girar a chave de um veículo exige uma compreensão que vai muito além de saber acelerar e passar marchas. Um automóvel, quando conduzido sem a devida prudência, acima da velocidade permitida ou com a capacidade de lotação excedida, perde sua função de transporte e ganha o potencial de uma arma.

E a conversa entre pais e filhos precisa ser direta, clara e sem meias palavras:

  1. A responsabilidade de quem dirige: Conduzir um veículo significa responder pela própria vida, pela vida de cada passageiro que aceita carona e pela vida de estranhos que cruzam o mesmo caminho. Saber dizer “não” para um carro superlotado ou para um excesso de velocidade não é covardia, é maturidade.
  2. O limite de quem pega carona: Ensinar os filhos a avaliarem o estado de quem está ao volante. Se o condutor bebeu, se está eufórico, cansado ou demonstrando pilotagem arriscada, a orientação deve ser uma só: não embarque.
  3. O resgate sem julgamento: Os filhos precisam ter a certeza de que, independentemente da hora, do local ou do contexto, podem ligar para os pais pedindo carona sem o medo do sermão imediato. A prioridade absoluta é chegar em casa em segurança.

 

O zelo nunca sairá de moda

Proteger quem amamos pode gerar piadas entre amigos ou resistência por parte dos próprios adolescentes. O “excesso de cuidado” pode parecer exagero para quem olha de fora. Mas entre a inconveniência de uma viagem de madrugada para buscar um filho e a dor irreparável de uma tragédia, a escolha não exige pensamento.

Que o dia de hoje, marcado por uma tristeza profunda em Foz do Iguaçu, sirva para que outras famílias sentem à mesa e conversem. Sem apontar dedos para a tragédia que já aconteceu, mas garantindo que o cuidado, a presença e a responsabilidade continuem sendo a maior demonstração de amor que podemos oferecer aos nossos filhos.

 

Aos pais que estão se despedindo de suas filhas na tarde deste sábado, a minha mais sincera e dolorosa solidariedade: como pai, sei que jamais estaremos preparados para ver um filho partir antes de nós — que a memória delas seja abraçada com amor e que vocês encontrem forças para atravessar essa dor imensurável.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR), em operação conjunta com o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), apreendeu R$ 754.715,00 em espécie na última sexta-feira (24), em Foz do Iguaçu. A abordagem resultou no encaminhamento de três pessoas à Delegacia da Polícia Federal.

A ação teve início durante o monitoramento de um homem investigado por suposta fraude documental em diplomas. As equipes policiais acompanharam o suspeito no momento em que ele saía de uma agência bancária carregando uma mochila de grande porte.

O indivíduo seguiu até um estacionamento próximo, onde foi flagrado repassando volumes de dinheiro aos ocupantes de um segundo automóvel.

Abordagem e localização dos valores

Diante da atitude suspeita, as equipes policiais realizaram a abordagem simultânea dos dois veículos, ambos com placas paraguaias:

  • Primeiro veículo (caminhonete): Localizada a quantia de R$ 354.715,00.
  • Segundo veículo (ocupado por um casal): Localizados R$ 400.000,00 em espécie.

 

Ao serem questionados pelos agentes, os ocupantes do segundo automóvel admitiram que moram no Paraguai e que tinham como destino o país vizinho transportando o dinheiro.

Encaminhamento à Polícia Federal

Os três envolvidos, os veículos e o total de R$ 754,7 mil apreendidos foram levados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. As investigações buscam esclarecer a origem dos recursos e apurar o envolvimento dos suspeitos nos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A FICCO/PR é uma força de segurança composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar do Paraná (PMPR) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).

As Cataratas do Iguaçu mantêm um volume impressionante d’água na manhã deste sábado, 25 de julho. A vazão do Rio Iguaçu está registrada em 8 milhões e 330 mil litros por segundo, garantindo um cenário de cheia espetacular para os visitantes que percorrem a unidade de conservação no fim de semana.

Diferente das oscilações registradas nos últimos dias, o Parque Nacional do Iguaçu opera com fluxo e passeios totalmente liberados.

Passarela da Garganta do Diabo e trilhas com funcionamento normal

A passarela principal que leva ao mirante da Garganta do Diabo, assim como toda a extensão da Trilha das Cataratas, segue aberta para a visitação de brasileiros e estrangeiros. Os turistas podem realizar o circuito completo de contemplação com segurança.

A equipe técnica da concessionária Urbia+Cataratas e do ICMBio mantém o monitoramento contínuo da vazão do rio ao longo do dia.

 

 

 

Foto em destaque: Eagle Eye Company/Urbia+Cataratas - Parque Nacional do Iguaçu

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