Cotação do Dólar:

sáb, 25 de jul 2026

Mudar a aduana em Puerto Iguazú: Patricia Bullrich insiste na proposta, mas será que desta vez sai do papel?

Com a recente criação da Agência Nacional de Migrações sob o Ministério da Segurança, obstáculo burocrático caiu. Proposta apoiada pelo Codetri ganha força para destravar a Ponte Tancredo Neves.

Um antigo debate que promete resolver o gargalo no fluxo de visitantes entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú voltou ao centro das atenções na Argentina. A senadora nacional Patricia Bullrich defendeu novamente o deslocamento do posto de controle migratório e aduaneiro da Ponte Internacional Tancredo Neves para a altura do posto da Gendarmería Nacional, nas proximidades do aeroporto argentino.

A proposta busca eliminar as filas quilométricas na aduana argentina, que desestimulam brasileiros e paraguaios a cruzarem a fronteira para passear, jantar ou consumir no comércio de Puerto Iguazú.

Apesar de a ideia ser antiga, o cenário político e estrutural argentino mudou drasticamente — o que reabre a pergunta na Tríplice Fronteira: será que, desta vez, a mudança finalmente acontece?

O fim da trava burocrática no governo argentino

Patricia Bullrich. Foto: Arquivo das redes sociais.

Na primeira vez em que tentou implementar a medida enquanto era ministra da Segurança, Bullrich esbarrou em uma divisão de poderes: o Centro de Fronteiras e a Direção Nacional de Migrações eram controlados pelo Ministério do Interior, o que travava o alinhamento com as forças policiais.

Agora, o caminho está livre. Com a criação da Agência Nacional de Migrações, o controle de entradas e saídas do país passou a ser centralizado diretamente sob a coordenação do Ministério da Segurança. A mudança estrutural unificou a gestão migratória com forças como a Gendarmería e a Polícia Federal Argentina, eliminando a barreira ministerial que antes impedia a reorganização do posto.

Além disso, a medida já havia recebido respaldo regional. O Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Turístico da Tríplice Fronteira (Codetri) — que reúne lideranças de Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú, Ciudad del Este e Presidente Franco — já manifestou apoio público à alteração da aduana, destacando que a desburocratização é vital para a economia e a integração da fronteira.

Como funcionaria a mudança na prática?

Pela proposta defendida pela parlamentar, a travessia pela ponte passaria a ter fluxo livre até a área urbana de Puerto Iguazú. O visitante que atravessar a fronteira para aproveitar a gastronomia ou o comércio local não precisaria parar no guichê imigratório da ponte.

O controle formal seria transferido para a rodovia, antes do acesso ao aeroporto e à rota que segue para o interior da província de Misiones. Quem desejasse viajar para destinos mais distantes, como San Ignacio, faria o procedimento migratório normalmente nesse novo ponto.

Entre a oportunidade e a expectativa

Com a gestão de fronteiras concentrada no Ministério da Segurança e o apoio escancarado do setor produtivo dos três países, a proposta de Patricia Bullrich nunca esteve tão perto de uma viabilidade real.

Resta saber se o governo argentino transformará a nova estrutura administrativa em ação prática na pista — para que a livre circulação na Tríplice Fronteira deixe de ser uma promessa e se torne realidade.

 

Conteúdo Patrocinado

Acordar neste sábado (25) com a notícia do grave acidente na Avenida Felipe Wandscheer trouxe um nó na garganta de toda a população iguaçuense. Duas jovens, de 17 e 18 anos, tiveram suas histórias interrompidas de forma trágica e precoce. Outros seis jovens ficaram feridos.

Neste momento, a única atitude cabível com relação às famílias que choram a perda de suas filhas é o respeito absoluto e o acolhimento. A dor de um pai e de uma mãe que veem o ciclo natural da vida se inverter é incomensurável. Não há julgamento de valor, não há busca por culpados na dor alheia. A perícia técnica fará o seu papel para esclarecer a dinâmica do fato.

No entanto, como comunidade, nos deparamos com uma pergunta desconfortável, mas urgente: quando será a hora de conversar abertamente sobre como evitar que tragédias assim continuem se repetindo?

Culpa não, prevenção: o diálogo que precisa acontecer em casa

Estamos perdendo jovens no trânsito de Foz do Iguaçu com uma frequência assustadora. Muitas vezes, pela imprudência ao volante; em outras, por estarem no lugar errado, vítimas de escolhas alheias.

As redes sociais têm empurrado os adolescentes cada vez mais cedo para a vida noturna. Um ambiente de independência aparente que, muitas vezes, atropela a maturidade. 

Nas redes sociais, a noite é vendida apenas com filtros, luzes e glamour. A regra mais difundida nas redes sociais atualmente é só quem se arrisca merece viver o extraordinário”, e geralmente, ela vem acompanhada de diversas provas sociais onde, correr o risco deu resultado positivo.

O feed não mostra o risco, a imprudência ou as consequências de uma escolha errada, e como essa geração já não consome os noticiários tradicionais, o “lado B” da vida real torna-se invisível para eles — até que seja tarde demais. 

Parece que saiu de moda ver os pais esperando na saída da balada. Hoje, acompanhar a rotina dos filhos mais de perto é visto como ‘sufocamento’ ou distorcido como falta de confiança. Nós, pais, somos levados a sentir culpa por proteger — e é aí que muitos acabam cedendo. 

Recentemente, ao ouvir de um amigo a frase “a gente cria os filhos para o mundo”, o questionamento que fica é simples: o mundo está preparado para proteger os nossos filhos? A resposta, dolorosa e cotidiana, é não.

Criar com zelo não é prender. É entender que a adolescência é, por natureza, uma fase de imaturidade neurológica e emocional. O jovem tende a subestimar riscos e a superestimar sua própria capacidade de controle. Por isso, a presença e o limite estabelecido pelos pais não são intromissão — são proteção.

Um carro não é um brinquedo, é uma responsabilidade gigantesca

Girar a chave de um veículo exige uma compreensão que vai muito além de saber acelerar e passar marchas. Um automóvel, quando conduzido sem a devida prudência, acima da velocidade permitida ou com a capacidade de lotação excedida, perde sua função de transporte e ganha o potencial de uma arma.

E a conversa entre pais e filhos precisa ser direta, clara e sem meias palavras:

  1. A responsabilidade de quem dirige: Conduzir um veículo significa responder pela própria vida, pela vida de cada passageiro que aceita carona e pela vida de estranhos que cruzam o mesmo caminho. Saber dizer “não” para um carro superlotado ou para um excesso de velocidade não é covardia, é maturidade.
  2. O limite de quem pega carona: Ensinar os filhos a avaliarem o estado de quem está ao volante. Se o condutor bebeu, se está eufórico, cansado ou demonstrando pilotagem arriscada, a orientação deve ser uma só: não embarque.
  3. O resgate sem julgamento: Os filhos precisam ter a certeza de que, independentemente da hora, do local ou do contexto, podem ligar para os pais pedindo carona sem o medo do sermão imediato. A prioridade absoluta é chegar em casa em segurança.

 

O zelo nunca sairá de moda

Proteger quem amamos pode gerar piadas entre amigos ou resistência por parte dos próprios adolescentes. O “excesso de cuidado” pode parecer exagero para quem olha de fora. Mas entre a inconveniência de uma viagem de madrugada para buscar um filho e a dor irreparável de uma tragédia, a escolha não exige pensamento.

Que o dia de hoje, marcado por uma tristeza profunda em Foz do Iguaçu, sirva para que outras famílias sentem à mesa e conversem. Sem apontar dedos para a tragédia que já aconteceu, mas garantindo que o cuidado, a presença e a responsabilidade continuem sendo a maior demonstração de amor que podemos oferecer aos nossos filhos.

 

Aos pais que estão se despedindo de suas filhas na tarde deste sábado, a minha mais sincera e dolorosa solidariedade: como pai, sei que jamais estaremos preparados para ver um filho partir antes de nós — que a memória delas seja abraçada com amor e que vocês encontrem forças para atravessar essa dor imensurável.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR), em operação conjunta com o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), apreendeu R$ 754.715,00 em espécie na última sexta-feira (24), em Foz do Iguaçu. A abordagem resultou no encaminhamento de três pessoas à Delegacia da Polícia Federal.

A ação teve início durante o monitoramento de um homem investigado por suposta fraude documental em diplomas. As equipes policiais acompanharam o suspeito no momento em que ele saía de uma agência bancária carregando uma mochila de grande porte.

O indivíduo seguiu até um estacionamento próximo, onde foi flagrado repassando volumes de dinheiro aos ocupantes de um segundo automóvel.

Abordagem e localização dos valores

Diante da atitude suspeita, as equipes policiais realizaram a abordagem simultânea dos dois veículos, ambos com placas paraguaias:

  • Primeiro veículo (caminhonete): Localizada a quantia de R$ 354.715,00.
  • Segundo veículo (ocupado por um casal): Localizados R$ 400.000,00 em espécie.

 

Ao serem questionados pelos agentes, os ocupantes do segundo automóvel admitiram que moram no Paraguai e que tinham como destino o país vizinho transportando o dinheiro.

Encaminhamento à Polícia Federal

Os três envolvidos, os veículos e o total de R$ 754,7 mil apreendidos foram levados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. As investigações buscam esclarecer a origem dos recursos e apurar o envolvimento dos suspeitos nos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A FICCO/PR é uma força de segurança composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar do Paraná (PMPR) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).

As Cataratas do Iguaçu mantêm um volume impressionante d’água na manhã deste sábado, 25 de julho. A vazão do Rio Iguaçu está registrada em 8 milhões e 330 mil litros por segundo, garantindo um cenário de cheia espetacular para os visitantes que percorrem a unidade de conservação no fim de semana.

Diferente das oscilações registradas nos últimos dias, o Parque Nacional do Iguaçu opera com fluxo e passeios totalmente liberados.

Passarela da Garganta do Diabo e trilhas com funcionamento normal

A passarela principal que leva ao mirante da Garganta do Diabo, assim como toda a extensão da Trilha das Cataratas, segue aberta para a visitação de brasileiros e estrangeiros. Os turistas podem realizar o circuito completo de contemplação com segurança.

A equipe técnica da concessionária Urbia+Cataratas e do ICMBio mantém o monitoramento contínuo da vazão do rio ao longo do dia.

 

 

 

Foto em destaque: Eagle Eye Company/Urbia+Cataratas - Parque Nacional do Iguaçu

O turismo em Foz do Iguaçu vive uma fase de forte expansão em 2026, e a preferência pelo transporte terrestre tem sido um dos grandes motores desse crescimento. Um levantamento realizado por uma das maiores plataformas digitais brasileiras de comercialização de passagens rodoviárias revela que a busca por bilhetes de ônibus para a cidade teve um salto de 84% no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2025 — o maior crescimento registrado entre os destinos nacionais.

O avanço na intenção de compra refletiu diretamente no terminal da cidade. A Rodoviária Internacional de Foz do Iguaçu contabilizou uma alta de 19,8% no fluxo de passageiros no primeiro semestre.

Economia e alta das passagens aéreas explicam o fenômeno

Além do apelo turístico do destino, fatores econômicos têm pesado na escolha das viagens sobre rodas. Dados do Índice do Setor Rodoviário, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostram que as tarifas aéreas subiram 23,2% nos últimos 12 meses, enquanto as passagens rodoviárias tiveram reajuste de apenas 7,5%. A diferença de custos torna o ônibus uma opção altamente competitiva, especialmente para famílias e grupos.

Para Eloíso Nunes, gerente da Rodoviária Internacional de Foz do Iguaçu — administrada pela Tarobá Terminais —, o resultado vem de uma soma de fatores favoráveis, incluindo a forte movimentação em feriados como Carnaval e Páscoa, que exigiram frotas extras.

“Entendemos, portanto, que o resultado é consequência da combinação entre o aquecimento do turismo, o crescimento da procura por viagens rodoviárias e a evolução da estrutura e da operação do terminal”, destaca o gestor.

Turismo em alta em todos os modais

A alta na procura por viagens rodoviárias acompanha outros indicadores aquecidos do destino. Foz do Iguaçu registrou aumento de 42% nas buscas para as férias de julho nos principais sites de reserva com acesso global, e teve crescimento de 23,6% no movimento de passageiros no Aeroporto Internacional no primeiro quadrimestre do ano.

Com a consolidação da compra digital de bilhetes e a facilidade de conexão com cidades do interior que não possuem aeroportos, o transporte rodoviário reafirma sua relevância na atração de novos visitantes para a Tríplice Fronteira.

 

 

 

Fotos: Kaká Souza/Portal Clickfoz

Descubra mais sobre Clickfoz

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading