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sáb, 25 de jul 2026

Afiliados da Shopee terão que emitir uma nota fiscal para cada marca a partir de agosto

Mudança no modelo de comissão extra exige emissão individual de NFS-e por vendedor e impacta criadores de conteúdo e perfis de achadinhos em Foz do Iguaçu.

A partir de 1º de agosto de 2026, quem trabalha como afiliado da Shopee com CNPJ terá uma rotina fiscal bem diferente da atual. No novo modelo de comissão extra, o afiliado deixa de emitir uma única nota mensal para a plataforma e passa a emitir uma NFS-e separada para cada marca (vendedor) que pagou comissão no período.

Na prática, quem divulga produtos de 30, 50 ou 200 lojistas diferentes precisará emitir esse mesmo número de notas fiscais de serviço todo mês — uma a uma, com o CNPJ, a razão social e o valor de cada vendedor.

A mudança atinge diretamente um público que cresceu muito em Foz do Iguaçu e na região da Tríplice Fronteira: criadores de conteúdo, perfis de achadinhos, canais de tecnologia e importados e pequenas agências que vivem da divulgação de produtos em marketplaces. Muitos começaram a atividade como renda complementar e hoje faturam com dezenas de parcerias simultâneas.

O que muda na prática

Hoje o modelo é simples: a comissão padrão é paga pela própria Shopee, e o afiliado emite uma nota mensal tendo a plataforma como tomadora do serviço.

Com a comissão extra, o pagamento passa a ser atribuído a cada vendedor participante. Como o tomador do serviço muda, muda também a nota: cada marca precisa receber o seu documento fiscal.

A Shopee disponibiliza, todo mês, um relatório de NF/RPA na Central do Afiliado. É nesse arquivo que estão os dados necessários para emissão — CNPJ, razão social, endereço e valor da comissão de cada vendedor. O documento é o ponto de partida obrigatório de quem precisa se regularizar.

O gargalo é o volume, não a nota

Emitir uma NFS-e não é difícil. Emitir cem, todo mês, é outra história.

Quem tenta resolver pelo portal da prefeitura enfrenta três problemas recorrentes: o sistema municipal emite uma nota por vez, exige digitação manual dos dados de cada tomador e não oferece nenhum controle consolidado do que já foi emitido. Um CNPJ digitado errado gera nota rejeitada, retrabalho com o contador e, em alguns casos, atraso no repasse do ciclo de pagamento.

Por isso, a alternativa que tem sido adotada por quem trabalha com muitas parcerias é a emissão em lote: em vez de digitar nota por nota, o afiliado importa o relatório mensal da Shopee em um sistema emissor, que monta automaticamente uma NFS-e para cada marca e envia todas de uma vez ao sistema da prefeitura. Plataformas de gestão fiscal como o Actana NFS já oferecem a emissão de nota fiscal de afiliado Shopee em lote, com importação do relatório e geração das notas por vendedor.

Atenção: afiliado não pode ser MEI

Um ponto que costuma pegar quem está começando: a atividade de afiliado é enquadrada como intermediação e agenciamento de negócios (CNAE 7490-1/04) e não é permitida no MEI.

O enquadramento correto é o Simples Nacional, como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP). Quem opera como MEI está irregular e pode ser desenquadrado pela Receita Federal, com cobrança retroativa de tributos. Antes de agosto, vale conferir o CNAE junto ao contador.

Checklist para se preparar até 1º de agosto

  • Confirme o enquadramento da empresa (ME ou EPP no Simples Nacional, com o CNAE de agenciamento)
  • Verifique se possui certificado digital A1 válido — exigido pela maioria dos municípios para assinar a NFS-e
  • Confira a alíquota de ISS e o código de serviço aplicável à intermediação no seu município
  • Baixe o relatório mensal de NF/RPA na Central do Afiliado e confira os dados dos vendedores
  • Defina como emitirá o volume: manualmente pelo portal ou por um sistema com emissão em lote
  • Organize o arquivamento dos XMLs — o contador vai precisar deles na apuração e em eventual fiscalização

 

Prazo curto

Com a virada marcada para o início de agosto, sobra pouco tempo para quem ainda não regularizou o CNPJ ou não testou o processo de emissão. A recomendação de contadores que atendem o setor é fazer uma emissão de teste com o relatório do mês anterior, para identificar erros de cadastro antes que eles apareçam no fechamento do primeiro ciclo sob as novas regras.

 

 

Foto em destaque: Pressfoto/Freepik

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR), em operação conjunta com o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), apreendeu R$ 754.715,00 em espécie na última sexta-feira (24), em Foz do Iguaçu. A abordagem resultou no encaminhamento de três pessoas à Delegacia da Polícia Federal.

A ação teve início durante o monitoramento de um homem investigado por suposta fraude documental em diplomas. As equipes policiais acompanharam o suspeito no momento em que ele saía de uma agência bancária carregando uma mochila de grande porte.

O indivíduo seguiu até um estacionamento próximo, onde foi flagrado repassando volumes de dinheiro aos ocupantes de um segundo automóvel.

Abordagem e localização dos valores

Diante da atitude suspeita, as equipes policiais realizaram a abordagem simultânea dos dois veículos, ambos com placas paraguaias:

  • Primeiro veículo (caminhonete): Localizada a quantia de R$ 354.715,00.
  • Segundo veículo (ocupado por um casal): Localizados R$ 400.000,00 em espécie.

 

Ao serem questionados pelos agentes, os ocupantes do segundo automóvel admitiram que moram no Paraguai e que tinham como destino o país vizinho transportando o dinheiro.

Encaminhamento à Polícia Federal

Os três envolvidos, os veículos e o total de R$ 754,7 mil apreendidos foram levados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. As investigações buscam esclarecer a origem dos recursos e apurar o envolvimento dos suspeitos nos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A FICCO/PR é uma força de segurança composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar do Paraná (PMPR) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).

As Cataratas do Iguaçu mantêm um volume impressionante d’água na manhã deste sábado, 25 de julho. A vazão do Rio Iguaçu está registrada em 8 milhões e 330 mil litros por segundo, garantindo um cenário de cheia espetacular para os visitantes que percorrem a unidade de conservação no fim de semana.

Diferente das oscilações registradas nos últimos dias, o Parque Nacional do Iguaçu opera com fluxo e passeios totalmente liberados.

Passarela da Garganta do Diabo e trilhas com funcionamento normal

A passarela principal que leva ao mirante da Garganta do Diabo, assim como toda a extensão da Trilha das Cataratas, segue aberta para a visitação de brasileiros e estrangeiros. Os turistas podem realizar o circuito completo de contemplação com segurança.

A equipe técnica da concessionária Urbia+Cataratas e do ICMBio mantém o monitoramento contínuo da vazão do rio ao longo do dia.

 

 

 

Foto em destaque: Eagle Eye Company/Urbia+Cataratas - Parque Nacional do Iguaçu

O turismo em Foz do Iguaçu vive uma fase de forte expansão em 2026, e a preferência pelo transporte terrestre tem sido um dos grandes motores desse crescimento. Um levantamento realizado por uma das maiores plataformas digitais brasileiras de comercialização de passagens rodoviárias revela que a busca por bilhetes de ônibus para a cidade teve um salto de 84% no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2025 — o maior crescimento registrado entre os destinos nacionais.

O avanço na intenção de compra refletiu diretamente no terminal da cidade. A Rodoviária Internacional de Foz do Iguaçu contabilizou uma alta de 19,8% no fluxo de passageiros no primeiro semestre.

Economia e alta das passagens aéreas explicam o fenômeno

Além do apelo turístico do destino, fatores econômicos têm pesado na escolha das viagens sobre rodas. Dados do Índice do Setor Rodoviário, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostram que as tarifas aéreas subiram 23,2% nos últimos 12 meses, enquanto as passagens rodoviárias tiveram reajuste de apenas 7,5%. A diferença de custos torna o ônibus uma opção altamente competitiva, especialmente para famílias e grupos.

Para Eloíso Nunes, gerente da Rodoviária Internacional de Foz do Iguaçu — administrada pela Tarobá Terminais —, o resultado vem de uma soma de fatores favoráveis, incluindo a forte movimentação em feriados como Carnaval e Páscoa, que exigiram frotas extras.

“Entendemos, portanto, que o resultado é consequência da combinação entre o aquecimento do turismo, o crescimento da procura por viagens rodoviárias e a evolução da estrutura e da operação do terminal”, destaca o gestor.

Turismo em alta em todos os modais

A alta na procura por viagens rodoviárias acompanha outros indicadores aquecidos do destino. Foz do Iguaçu registrou aumento de 42% nas buscas para as férias de julho nos principais sites de reserva com acesso global, e teve crescimento de 23,6% no movimento de passageiros no Aeroporto Internacional no primeiro quadrimestre do ano.

Com a consolidação da compra digital de bilhetes e a facilidade de conexão com cidades do interior que não possuem aeroportos, o transporte rodoviário reafirma sua relevância na atração de novos visitantes para a Tríplice Fronteira.

 

 

 

Fotos: Kaká Souza/Portal Clickfoz

A Reforma Tributária deixou de ser uma discussão futura para se tornar uma pauta urgente na rotina das empresas brasileiras. Embora o cronograma completo de implementação siga de forma gradual até 2033, diversas obrigações e escolhas decisivas começam a produzir efeitos ainda em 2026, exigindo a revisão de processos, sistemas e planejamento fiscal.

Para orientar o setor produtivo de Foz do Iguaçu e região, a De Paula Contadores promoveu uma série de oficinas gratuitas voltadas para empresários e gestores. Os encontros foram conduzidos pela CEO da empresa e especialista em tributação fiscal, Elizangela de Paula Kuhn, e pelo especialista tributário Maicon Lucas dos Santos Peixoto.

Escolha pelo Simples Nacional Híbrido exige planejamento

Um dos pontos centrais debatidos nas capacitações foi a definição sobre a opção pelo Simples Nacional Híbrido. A decisão, que deverá ser tomada pelas empresas até setembro de 2026, impactará diretamente a competitividade a partir de 2027.

Segundo Elizangela de Paula Kuhn, cada negócio precisará analisar individualmente sua cadeia de suprimentos e perfil de clientes antes de tomar uma decisão.

“A Reforma Tributária exige decisões que impactam diretamente a gestão das empresas. Não existe uma fórmula única para todos os negócios. A escolha pelo melhor regime dependerá da realidade de cada empresa, dos seus fornecedores, dos clientes e da capacidade de aproveitar os créditos tributários. Por isso defendemos que essas decisões sejam tomadas com base em dados, planejamento e informação, nunca por suposição”, destaca a especialista.

Nova lógica no aproveitamento de créditos tributários

Outra grande mudança apresentada durante os encontros é o novo modelo de aproveitamento de créditos da CBS e do IBS. A sistemática atual dá lugar a uma regra mais abrangente, permitindo o aproveitamento de créditos sobre diversas despesas operacionais da empresa, como serviços contábeis, marketing, aluguel e transporte.

Por outro lado, a folha de pagamento permanece fora do rol de geradores de crédito, o que deve motivar uma reorganização no modelo de gestão de pessoal das companhias. Os especialistas alertam ainda que cadastros fiscais incorretos ou erros na emissão de documentos podem resultar na perda definitiva do crédito tributário.

Setor produtivo da cidade já adapta processos

Empresas locais de tradição no município já estão ajustando suas estruturas para adequação às novas normas. É o caso da Churrascaria Búfalo Branco, que antecipou os investimentos em tecnologia e capacitação de pessoal.

“Nós começamos essa preparação ainda no ano passado. Estamos revisando sistemas, atualizando cadastros, mantendo contato permanente com os fornecedores de software e participando de todas as atualizações possíveis”, relata o sócio-proprietário Laercio Welter Machado. “Precisamos estar 100% preparados, porque nessa reforma não haverá mais espaço para o velho discurso de ‘dar um jeitinho’. É fundamental contar com uma assessoria especializada.”

Desafios do período de transição

Os especialistas apontam que, durante o período de transição, as regras atuais e novas conviverão simultaneamente. Essa dualidade exigirá das empresas controles paralelos e softwares de gestão (ERPs) devidamente atualizados, além do treinamento constante das equipes financeiras e de compras.

A recomendação para os líderes empresariais é buscar orientação técnica qualificada o quanto antes para mapear os riscos e identificar as oportunidades trazidas pelo novo sistema.

Serviço

De Paula Contadores
Site: depaulacontadores.com.br
Instagram: @depaulacontadores
Contato: (45) 2105-2000

 

 

 

Foto em destaque: Divulgação/De Paula Contadores

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