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seg, 20 de abr 2026

Pesquisa aponta que Foz tem um dos maiores PIBs das áreas de fronteira do país

Foto: Rafael Guimarães

Foz do Iguaçu tem um dos maiores PIB per capita, ou seja, a divisão anual das riquezas pelo número de habitantes das áreas de fronteira do país. O PIB per capita do município em 2015, dado mais recente disponível, foi de R$ 45.493,6. O montante é quase o dobro da média das cidades gêmeas, que fica em R$ 26.035,83, e bem acima da média brasileira, de R$ 29.326,37.

O segmento da saúde reflete o favorecimento econômico. O número de internações hospitalares, que em Foz do Iguaçu foi de 47,7 para cada mil habitantes, no ano passado, fica abaixo da média nacional, que é de 51,3 internações. O índice é menor ainda se comparado à média das cidades gêmeas, que é de 56,4 para cada mil habitantes.

Os dados fazem parte do Diagnóstico do Desenvolvimento das Cidades Gêmeas do Brasil, uma radiografia das áreas limítrofes com os países vizinhos, realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF). Realizado a partir de indicadores oficiais das áreas de saúde, educação, economia e segurança, o estudo é inédito e traz dados levantados em 32 cidades gêmeas brasileiras, situadas em nove estados.

Conceituam-se como ‘cidades gêmeas’ os municípios situados na linha de fronteira, seca ou fluvial, integrados ou não por obras de infraestrutura, os quais apresentam grande potencial de integração econômica e cultural.  Do Paraná, além de Foz foram incluídas no estudo as cidades gêmeas de Barracão, Guaíra e Santo Antônio do Sudoeste.

“Foz é a cidade com mais autonomia financeira da fronteira brasileira. O grau de dependência do município de repasses federais e estaduais é de 56,28%, o menor entre as cidades gêmeas. Uma condição sustentada, principalmente, pelo desenvolvimento turístico e por Itaipu”, avalia o presidente do IDESF, Luciano Stremel Barros

Este é o segundo diagnóstico sobre o desenvolvimento das áreas fronteiriças realizados pelo IDESF. O levantamento de dados das fronteiras foi enviado pelo Instituto para todos os candidatos à presidência da República. “O objetivo do Instituto com este trabalho é ele seja utilizado como ferramenta para governos e entidades civis proporem políticas públicas de desenvolvimento para as regiões esquecidas das fronteiras”, afirmou Luciano Barros. O estudo completo pode ser acessado no site http://www.idesf.org.br

Sobre o IDESF

O IDESF é uma instituição sem fins lucrativos, com sede em Foz do Iguaçu (PR), fundada com objetivo de criar mecanismos para promoção da igualdade e da integração entre as regiões de fronteira, para o fortalecimento das relações políticas, sociais e econômicas e para o combate aos problemas próprios destas regiões, por meio de estudos, ações e projetos e através de parcerias públicas e privadas.

Acesse o estudo pelo link

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O sistema logístico do Paraná vive um momento de forte expansão. Embora o Porto de Paranaguá continue sendo a principal porta de saída do estado, os portos secos de Foz do Iguaçu e Guaíra ganharam relevância no cenário nacional. Juntas, as duas estruturas ultrapassaram a marca de 2,1 milhões de toneladas de mercadorias exportadas em 2025.

Em Foz do Iguaçu, o crescimento foi de 21,2% em comparação a 2018, saltando de 1,66 milhão para 2 milhões de toneladas movimentadas no último ano. Já em Guaíra, a elevação foi de 15,8%, atingindo 128,5 mil toneladas.

O que Foz e Guaíra mais exportam?

A localização privilegiada torna o Paraguai o destino preferencial das mercadorias que cruzam as fronteiras do Oeste. Confira os principais produtos:

  • Foz do Iguaçu: Fertilizantes, cimento e placas para pavimentação ou revestimento.
  • Guaíra: Placas de revestimento, cebolas, amidos e féculas modificadas.

 

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

As estruturas não atendem apenas o Paraná. Elas são fundamentais para o escoamento de produtos vindos de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, reforçando a integração regional.

Novo Porto Seco em Foz do Iguaçu

A expectativa para 2026 é ainda mais otimista com a inauguração do novo porto seco em Foz do Iguaçu, operado pela Multilog. O projeto, que conta com apoio do Governo do Estado e da Receita Federal, prevê:

  1. Dobrar a capacidade de cargas: Após um ano (2025) em que 215 mil caminhões passaram pelo atual terminal, a nova estrutura deve desafogar o sistema.
  2. Melhoria no trânsito urbano: A transferência da operação para o novo local reduzirá drasticamente a circulação de veículos pesados dentro da cidade.
  3. Tecnologia e Vistoria: O pátio terá áreas exclusivas para câmaras frias e docas com controle de temperatura, garantindo maior qualidade no armazenamento.

 

Para Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, esses números refletem a eficiência da malha rodoviária e a robustez da economia paranaense, que segue batendo recordes na balança comercial.

 

 

Foto em destaque: Ari Dias/AEN

Cruzar a fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este tornou-se um desafio no início desta semana. Quem segue pela BR-277 no sentido ao Paraguai encontra o trânsito completamente parado já na altura da ELOG (Porto Seco), totalizando quase 3 quilômetros de retenção.

A situação também é crítica nas principais avenidas que dão acesso à rodovia. Quem utiliza a Avenida JK para chegar à alça de acesso da BR-277 encontra filas logo após o cruzamento com a Avenida Carlos Gomes. No sentido contrário, para quem vem pela Avenida Tancredo Neves, o congestionamento começa logo após o Trevo da Vila A.

Espera chega a 3 horas

Em média, o motorista está levando cerca de 3 horas para completar o trajeto e atravessar a aduana brasileira. O movimento intenso é atribuído à véspera do feriado de Tiradentes, que atraiu um grande número de visitantes à região trinacional interessados nas compras no país vizinho.

A orientação para quem não tem compromissos urgentes é evitar a região da Ponte da Amizade no período da manhã. Para os que precisam cruzar a fronteira, a recomendação é levar água, conferir o combustível do veículo e manter a calma diante da lentidão.

 

Foto em destaque: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu

Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas no último sábado: 15 – 18 – 28 – 31 – 52 – 58. Com isso, o prêmio saltou para um dos maiores valores do ano. Ao todo, 48 apostas em todo o Brasil acertaram cinco números e garantiram R$ 55.256,40 cada. 

No Paraná, a quina premiou três apostas nas cidades de Cambé e Imbaú.

Ganhadores em Foz do Iguaçu

Na faixa de quatro acertos, a Mega-Sena registrou 3.695 ganhadores em todo o país, que receberão o prêmio individual de R$ 1.183,20. 

Em Foz do Iguaçu, sete apostas foram contempladas. Veja onde foram feitas as apostas premiadas na cidade:

  • Itaipu Loterias: Três apostas premiadas (uma simples e dois bolões);
  • Lotefoz: Uma aposta simples;
  • Lotérica Vitória: Uma aposta simples;
  • Canais Eletrônicos: Duas apostas digitais simples.

Como apostar para o prêmio de R$ 70 milhões

O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na quinta-feira (23) e as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do concurso. 

O interessado pode registrar seu jogo em qualquer casa lotérica física da cidade ou utilizar o site oficial e o aplicativo Loterias Caixa. 

A aposta mínima, com seis dezenas marcadas, custa R$ 6,00. Vale lembrar que os bolões são uma excelente estratégia para aumentar as probabilidades de vitória e dividir os custos da aposta.

Muito antes dos primeiros europeus avistarem as quedas do Rio Iguaçu, esta região já era um território vibrante, habitado por povos que viam na natureza a morada do sagrado. Foz do Iguaçu e a região trinacional guardam em suas raízes a presença dos Guarani (especialmente o subgrupo Ava-Guarani) e dos Kaingang, etnias que até hoje lutam pela preservação de suas línguas e costumes.

O Amor que moldou o abismo: A Lenda das Cataratas

A espiritualidade indígena está impregnada na paisagem de Foz do Iguaçu. A “Lenda das Cataratas”, um dos relatos mais contados aos visitantes do Parque Nacional do Iguaçu, é um testemunho da tradição Kaingang.

A história narra o amor proibido entre a bela Naipi, filha do cacique Igobi, e o jovem guerreiro Tarobá. Naipi estava destinada a ser sacrificada em honra a Mboi, um deus em forma de serpente. No dia da cerimônia, os jovens fugiram em uma canoa pelo Rio Iguaçu. Furioso, Mboi retorceu seu corpo sob o leito do rio, criando uma fenda gigantesca: as Cataratas.

Diz a lenda que Naipi foi transformada em uma rocha central das quedas, eternamente fustigada pelas águas, enquanto Tarobá virou uma palmeira à beira do abismo, curvado sobre o rio. Mboi permanece vigilante em uma gruta, observando o casal que, embora separado, permanece unido na paisagem.

Arte Urbana: Onde encontrar a Lenda das Cataratas em Foz

Dois murais monumentais no Centro da cidade mantêm viva a história de Naipi e Tarobá; conheça as obras e seus artistas

A história de amor que explica o surgimento das nossas quedas não vive apenas no imaginário popular; ela está gravada no concreto de nossas praças. Se você caminha pelo Centro de Foz, existem dois pontos obrigatórios para apreciar essa narrativa sob o olhar de grandes artistas.

A Renovada Praça Naipi

A “recém revitalizada” Praça Naipi, em Foz do Iguaçu. Foto: Kaká Souza.

Localizada em uma área nobre por onde circulam milhares de turistas mensalmente, a Praça Naipi foi inaugurada em 13 de junho de 1998, durante a gestão do prefeito Harry Daijó, como parte das celebrações dos 84 anos de Foz do Iguaçu.

A fúria do “deus-cobra” Mboi, na obra do artista Pas Schaefer. Foto: Kaká Souza.

Originalmente, o local abrigava uma fonte iluminada e um mural etrusco de 55 metros quadrados, obra do artista Claudius Mattos. Com o passar do tempo, a ação do clima e o mau uso levaram ao aterramento da fonte e à degradação do mural original. No entanto, em 2025, a praça passou por uma revitalização completa. Como o mural antigo era impossível de restaurar, o artista Pas Schaefer foi convidado para criar uma nova interpretação da lenda, devolvendo cor e cultura ao espaço.

O Monumento Neoguarani na Praça da Paz

Mural “A Lenda das Cataratas”, do artista Miguel Hachen, em Foz do Iguaçu. Foto: Kaká Souza.

Mais adiante, na Praça da Paz, encontra-se uma das obras mais imponentes da região: o mural “A Lenda das Cataratas”. Inaugurado no final de 2018, o painel possui impressionantes 170 metros quadrados e foi moldado pelas mãos do artista Miguel Héctor Hachen.

Foto: Kaká Souza.

 

Hachen utilizou seu estilo próprio, o Neoguarani, para criar uma alegoria fantástica que une a história de Naipi e Tarobá ao deus-serpente M’Boi. A obra é um mosaico cultural que envolve os personagens principais em uma explosão de cores representando a fauna e a flora regional, sendo hoje um dos principais cartões-postais artísticos do centro da cidade.

Palavras que habitam o nosso dia a dia

A presença dos povos originários não está apenas nas lendas, mas na própria língua que falamos. O Tupi antigo e o Guarani batizam nossas cidades e instituições. Você sabia o que significam estes nomes?

Nome Origem provável Significado
Iguassu (Iguaçu) Tupi-Guarani Y (água) + Guaçu (grande). “Água Grande”.
Paraná Tupi Pará (mar) + Anã (semelhante). “Semelhante ao mar”.
Itaipu Tupi-Guarani Ita (pedra) + Ipu (que canta/soa). “A pedra que canta”.
Itau Tupi Ita (pedra) + U (preta). “Pedra preta”.
Butantã Tupi Ibi (terra) + Atantã (muito dura). “Terra dura”.

Tamandaré: O Patrono da Marinha e a conexão Tupi

Busto do “Almirante Tamandaré” instalado na praça que recebeu o mesmo nome, em Foz do Iguaçu. Foto: Kaká Souza.

Outra praça de Foz com forte influência dos povos indígenas em seu nome é a Almirante Tamandaré, também conhecida como Praça da Marinha. Localizada em frente à Capitania dos Portos do Rio Paraná, a praça homenageia Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré (1807–1897), militar e Patrono da Marinha do Brasil.

Praça Almirante Tamandaré, em Foz do Iguaçu. Foto: Kaká Souza.

O que muita gente não sabe é que Tamandaré é uma palavra de origem Tupi. As interpretações para o nome variam entre “tamanduá diferente” (tamandûaré) e “o repovoador” (tab-moi-inda-ré). Esta última versão está ligada à mitologia de um ancestral tupi que teria sobrevivido a um grande dilúvio ao abrigar-se no topo de uma palmeira, sendo o responsável por repovoar a terra — uma figura de recomeço que ecoa a importância da preservação das histórias originais deste solo.

Mais nomes de origem indígena no nosso cotidiano

Nome Origem provável Significado
M’Boicy Guarani Mboi (cobra) + Sy (mãe). “Mãe das Cobras”.
Ybytu Guarani Ybytu (vento / ar em movimento). “Vento”.
Arara Tupi A’rara (aves de muitas cores). “Cores vivas”.
Capivara Tupi Kapi’wara (comedor de capim). “Senhor das ervas”.
Carioca Tupi Kara’i (homem branco) + Oka (casa). “Casa do homem branco”.
Pindaíba Tupi Pinda (anzol) + Iba (árvore). “Vara de pescar” (hoje usada para falta de dinheiro).
Anhanguera* Tupi Anhangüera (espírito antigo / diabo velho). “Diabo Velho”.
Ipanema Tupi Y (água) + Panema (imprestável / azarada). “Água ruim para pescar”.
Tijuca Tupi Ty (água) + Iuk (podre). “Água podre” ou “Brejo/Lamaçal”.
Pacaembu Tupi Paka (paca) + Hembu (atoleiro). “Atoleiro das pacas”.

*Anhanguera foi o nome dado pelos indígenas a Bartolomeu Bueno da Silva (Diabo Velho), bandeirante paulista que liderou expedições violentas pelo interior do Brasil, fundando vilas e marcando a colonização da região central com a exploração de minas e escravização indígena.

Respeito e Visibilidade

Celebrar o Dia dos Povos Indígenas é reconhecer que a cultura Ava-Guarani e Kaingang, tão enraizada em nosso cotidiano, não pertence ao passado, mas ao agora. Sua presença, seu artesanato e sua visão de mundo são partes fundamentais do que chamamos de identidade brasileira. Ao visitar as Cataratas ou caminhar pelas ruas de Foz, lembre-se: este solo não nos pertence, nos foi emprestado por quem já estava aqui, desde que, literalmente, tudo isso “era mato”.

 

 

Fotos: Kaká Souza/Portal Clickfoz

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