Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas no último sábado: 15 – 18 – 28 – 31 – 52 – 58. Com isso, o prêmio saltou para um dos maiores valores do ano. Ao todo, 48 apostas em todo o Brasil acertaram cinco números e garantiram R$ 55.256,40 cada.
No Paraná, a quina premiou três apostas nas cidades de Cambé e Imbaú.
Ganhadores em Foz do Iguaçu
Na faixa de quatro acertos, a Mega-Sena registrou 3.695 ganhadores em todo o país, que receberão o prêmio individual de R$ 1.183,20.
Em Foz do Iguaçu, sete apostas foram contempladas. Veja onde foram feitas as apostas premiadas na cidade:
Itaipu Loterias: Três apostas premiadas (uma simples e dois bolões);
Lotefoz: Uma aposta simples;
Lotérica Vitória: Uma aposta simples;
Canais Eletrônicos: Duas apostas digitais simples.
Como apostar para o prêmio de R$ 70 milhões
O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na quinta-feira (23) e as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do concurso.
O interessado pode registrar seu jogo em qualquer casa lotérica física da cidade ou utilizar o site oficial e o aplicativo Loterias Caixa.
A aposta mínima, com seis dezenas marcadas, custa R$ 6,00. Vale lembrar que os bolões são uma excelente estratégia para aumentar as probabilidades de vitória e dividir os custos da aposta.
O sistema logístico do Paraná vive um momento de forte expansão. Embora o Porto de Paranaguá continue sendo a principal porta de saída do estado, os portos secos de Foz do Iguaçu e Guaíra ganharam relevância no cenário nacional. Juntas, as duas estruturas ultrapassaram a marca de 2,1 milhões de toneladas de mercadorias exportadas em 2025.
Em Foz do Iguaçu, o crescimento foi de 21,2% em comparação a 2018, saltando de 1,66 milhão para 2 milhões de toneladas movimentadas no último ano. Já em Guaíra, a elevação foi de 15,8%, atingindo 128,5 mil toneladas.
O que Foz e Guaíra mais exportam?
A localização privilegiada torna o Paraguai o destino preferencial das mercadorias que cruzam as fronteiras do Oeste. Confira os principais produtos:
Foz do Iguaçu: Fertilizantes, cimento e placas para pavimentação ou revestimento.
Guaíra: Placas de revestimento, cebolas, amidos e féculas modificadas.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
As estruturas não atendem apenas o Paraná. Elas são fundamentais para o escoamento de produtos vindos de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, reforçando a integração regional.
Novo Porto Seco em Foz do Iguaçu
A expectativa para 2026 é ainda mais otimista com a inauguração do novo porto seco em Foz do Iguaçu, operado pela Multilog. O projeto, que conta com apoio do Governo do Estado e da Receita Federal, prevê:
Dobrar a capacidade de cargas: Após um ano (2025) em que 215 mil caminhões passaram pelo atual terminal, a nova estrutura deve desafogar o sistema.
Melhoria no trânsito urbano: A transferência da operação para o novo local reduzirá drasticamente a circulação de veículos pesados dentro da cidade.
Tecnologia e Vistoria: O pátio terá áreas exclusivas para câmaras frias e docas com controle de temperatura, garantindo maior qualidade no armazenamento.
Para Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, esses números refletem a eficiência da malha rodoviária e a robustez da economia paranaense, que segue batendo recordes na balança comercial.
Cruzar a fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este tornou-se um desafio no início desta semana. Quem segue pela BR-277 no sentido ao Paraguai encontra o trânsito completamente parado já na altura da ELOG (Porto Seco), totalizando quase 3 quilômetros de retenção.
A situação também é crítica nas principais avenidas que dão acesso à rodovia. Quem utiliza a Avenida JK para chegar à alça de acesso da BR-277 encontra filas logo após o cruzamento com a Avenida Carlos Gomes. No sentido contrário, para quem vem pela Avenida Tancredo Neves, o congestionamento começa logo após o Trevo da Vila A.
Espera chega a 3 horas
Em média, o motorista está levando cerca de 3 horas para completar o trajeto e atravessar a aduana brasileira. O movimento intenso é atribuído à véspera do feriado de Tiradentes, que atraiu um grande número de visitantes à região trinacional interessados nas compras no país vizinho.
A orientação para quem não tem compromissos urgentes é evitar a região da Ponte da Amizade no período da manhã. Para os que precisam cruzar a fronteira, a recomendação é levar água, conferir o combustível do veículo e manter a calma diante da lentidão.
Foto em destaque: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu
Muito antes dos primeiros europeus avistarem as quedas do Rio Iguaçu, esta região já era um território vibrante, habitado por povos que viam na natureza a morada do sagrado. Foz do Iguaçu e a região trinacional guardam em suas raízes a presença dos Guarani (especialmente o subgrupo Ava-Guarani) e dos Kaingang, etnias que até hoje lutam pela preservação de suas línguas e costumes.
O Amor que moldou o abismo: A Lenda das Cataratas
A espiritualidade indígena está impregnada na paisagem de Foz do Iguaçu. A “Lenda das Cataratas”, um dos relatos mais contados aos visitantes do Parque Nacional do Iguaçu, é um testemunho da tradição Kaingang.
A história narra o amor proibido entre a bela Naipi, filha do cacique Igobi, e o jovem guerreiro Tarobá. Naipi estava destinada a ser sacrificada em honra a Mboi, um deus em forma de serpente. No dia da cerimônia, os jovens fugiram em uma canoa pelo Rio Iguaçu. Furioso, Mboi retorceu seu corpo sob o leito do rio, criando uma fenda gigantesca: as Cataratas.
Diz a lenda que Naipi foi transformada em uma rocha central das quedas, eternamente fustigada pelas águas, enquanto Tarobá virou uma palmeira à beira do abismo, curvado sobre o rio. Mboi permanece vigilante em uma gruta, observando o casal que, embora separado, permanece unido na paisagem.
Arte Urbana: Onde encontrar a Lenda das Cataratas em Foz
Dois murais monumentais no Centro da cidade mantêm viva a história de Naipi e Tarobá; conheça as obras e seus artistas
A história de amor que explica o surgimento das nossas quedas não vive apenas no imaginário popular; ela está gravada no concreto de nossas praças. Se você caminha pelo Centro de Foz, existem dois pontos obrigatórios para apreciar essa narrativa sob o olhar de grandes artistas.
A Renovada Praça Naipi
A “recém revitalizada” Praça Naipi, em Foz do Iguaçu. Foto: Kaká Souza.
Localizada em uma área nobre por onde circulam milhares de turistas mensalmente, a Praça Naipi foi inaugurada em 13 de junho de 1998, durante a gestão do prefeito Harry Daijó, como parte das celebrações dos 84 anos de Foz do Iguaçu.
A fúria do “deus-cobra” Mboi, na obra do artista Pas Schaefer. Foto: Kaká Souza.
Originalmente, o local abrigava uma fonte iluminada e um mural etrusco de 55 metros quadrados, obra do artista Claudius Mattos. Com o passar do tempo, a ação do clima e o mau uso levaram ao aterramento da fonte e à degradação do mural original. No entanto, em 2025, a praça passou por uma revitalização completa. Como o mural antigo era impossível de restaurar, o artista Pas Schaefer foi convidado para criar uma nova interpretação da lenda, devolvendo cor e cultura ao espaço.
O Monumento Neoguarani na Praça da Paz
Mural “A Lenda das Cataratas”, do artista Miguel Hachen, em Foz do Iguaçu. Foto: Kaká Souza.
Mais adiante, na Praça da Paz, encontra-se uma das obras mais imponentes da região: o mural “A Lenda das Cataratas”. Inaugurado no final de 2018, o painel possui impressionantes 170 metros quadrados e foi moldado pelas mãos do artista Miguel Héctor Hachen.
Foto: Kaká Souza.
Hachen utilizou seu estilo próprio, o Neoguarani, para criar uma alegoria fantástica que une a história de Naipi e Tarobá ao deus-serpente M’Boi. A obra é um mosaico cultural que envolve os personagens principais em uma explosão de cores representando a fauna e a flora regional, sendo hoje um dos principais cartões-postais artísticos do centro da cidade.
Palavras que habitam o nosso dia a dia
A presença dos povos originários não está apenas nas lendas, mas na própria língua que falamos. O Tupi antigo e o Guarani batizam nossas cidades e instituições. Você sabia o que significam estes nomes?
Nome
Origem provável
Significado
Iguassu (Iguaçu)
Tupi-Guarani
Y (água) + Guaçu (grande). “Água Grande”.
Paraná
Tupi
Pará (mar) + Anã (semelhante). “Semelhante ao mar”.
Itaipu
Tupi-Guarani
Ita (pedra) + Ipu (que canta/soa). “A pedra que canta”.
Itau
Tupi
Ita (pedra) + U (preta). “Pedra preta”.
Butantã
Tupi
Ibi (terra) + Atantã (muito dura). “Terra dura”.
Tamandaré: O Patrono da Marinha e a conexão Tupi
Busto do “Almirante Tamandaré” instalado na praça que recebeu o mesmo nome, em Foz do Iguaçu. Foto: Kaká Souza.
Outra praça de Foz com forte influência dos povos indígenas em seu nome é a Almirante Tamandaré, também conhecida como Praça da Marinha. Localizada em frente à Capitania dos Portos do Rio Paraná, a praça homenageia Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré (1807–1897), militar e Patrono da Marinha do Brasil.
Praça Almirante Tamandaré, em Foz do Iguaçu. Foto: Kaká Souza.
O que muita gente não sabe é que Tamandaré é uma palavra de origem Tupi. As interpretações para o nome variam entre “tamanduá diferente” (tamandûaré) e “o repovoador” (tab-moi-inda-ré). Esta última versão está ligada à mitologia de um ancestral tupi que teria sobrevivido a um grande dilúvio ao abrigar-se no topo de uma palmeira, sendo o responsável por repovoar a terra — uma figura de recomeço que ecoa a importância da preservação das histórias originais deste solo.
Mais nomes de origem indígena no nosso cotidiano
Nome
Origem provável
Significado
M’Boicy
Guarani
Mboi (cobra) + Sy (mãe). “Mãe das Cobras”.
Ybytu
Guarani
Ybytu (vento / ar em movimento). “Vento”.
Arara
Tupi
A’rara (aves de muitas cores). “Cores vivas”.
Capivara
Tupi
Kapi’wara (comedor de capim). “Senhor das ervas”.
Carioca
Tupi
Kara’i (homem branco) + Oka (casa). “Casa do homem branco”.
Pindaíba
Tupi
Pinda (anzol) + Iba (árvore). “Vara de pescar” (hoje usada para falta de dinheiro).
Anhanguera*
Tupi
Anhangüera (espírito antigo / diabo velho). “Diabo Velho”.
Ipanema
Tupi
Y (água) + Panema (imprestável / azarada). “Água ruim para pescar”.
Tijuca
Tupi
Ty (água) + Iuk (podre). “Água podre” ou “Brejo/Lamaçal”.
Pacaembu
Tupi
Paka (paca) + Hembu (atoleiro). “Atoleiro das pacas”.
*Anhanguera foi o nome dado pelos indígenas a Bartolomeu Bueno da Silva (Diabo Velho), bandeirante paulista que liderou expedições violentas pelo interior do Brasil, fundando vilas e marcando a colonização da região central com a exploração de minas e escravização indígena.
Respeito e Visibilidade
Celebrar o Dia dos Povos Indígenas é reconhecer que a cultura Ava-Guarani e Kaingang, tão enraizada em nosso cotidiano, não pertence ao passado, mas ao agora. Sua presença, seu artesanato e sua visão de mundo são partes fundamentais do que chamamos de identidade brasileira. Ao visitar as Cataratas ou caminhar pelas ruas de Foz, lembre-se: este solo não nos pertence, nos foi emprestado por quem já estava aqui, desde que, literalmente, tudo isso “era mato”.
O Salão Social da Paróquia do Espírito Santo e N. Sra. Aparecida, no Porto Meira, tornou-se o ponto de encontro oficial para quem busca qualidade de vida. Através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Esporte, Lazer, Juventude e Melhor Idade e a Igreja Católica, o grupo de pilates solo oferece sessões gratuitas que trabalham o corpo e a mente de forma adaptada.
Com aulas às segundas, quartas e sextas-feiras, às 10h, o projeto atende uma demanda crescente de idosos que buscam tratamento para condições como artrose e fibromialgia, ou apenas desejam sair do sedentarismo.
Resultados que mudam vidas
Apesar de recente — as atividades começaram há cerca de um mês — os alunos já sentem os benefícios na prática. A aposentada Suzimari Janetti Pereira, que sofre de artrose nos joelhos, destaca que os exercícios ajudam a fortalecer a musculatura e até a melhorar a respiração.
Para a professora aposentada Assunção Benito Zappino, o pilates foi a solução para a rigidez causada pela fibromialgia. “Sinto uma melhora na elasticidade do corpo”, relata. Já o aluno Pedro Simões reforça o convite aos vizinhos: “Aproveitem, é uma coisa que você não gasta nada e é bom para a saúde”.
Como funcionam as aulas?
A professora Damares Misturini da Silva conduz os treinos focando em movimentos funcionais, alongamentos e relaxamento. Segundo ela, o objetivo é respeitar os limites individuais enquanto promove a evolução física e o convívio social. “É um momento de sair de casa e perceber que é possível evoluir dentro das próprias limitações”, explica.
Como participar
Devido ao sucesso do projeto, cada turma comporta até 20 pessoas e há previsão de abertura de um novo horário, às 11h. Para se inscrever, os interessados devem comparecer ao local das aulas com documento com foto e comprovante de residência.
Serviço
Onde: Salão Social da Paróquia do Espírito Santo (Porto Meira) Quando: Segundas, quartas e sextas, às 10h Custo: Gratuito Informações: (45) 99942-9853 (WhatsApp – Centro de Convivência do Idoso)