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dom, 26 de jul 2026

Parque Tecnológico Itaipu agora é Itaipu Parquetec: nova marca traz modernidade aos 20 anos de experiência em inovação da instituição  

Nova marca simboliza um momento em que a instituição busca potencializar conexões e transformar conhecimento e inovação em bem-estar social.

O Parque Tecnológico Itaipu – PTI, a partir de julho deste ano, passa a ser Itaipu Parquetec. Muito além da nomenclatura, a alteração na marca evidencia um novo momento da instituição, que completou 20 anos em 2023 com uma ampla bagagem de conhecimento e agora se consolida como o parque mais completo em soluções sustentáveis para transição energética e tecnologias do futuro.

Com duas décadas de experiências como um ecossistema onde a colaboração entre universidades, empresas, poder público e sociedade transforma-se em novas tecnologias e novos negócios e como uma instituição de ciência e tecnologia onde a pesquisa científica e a educação resultam em conhecimento à disposição da sociedade, o Itaipu Parquetec reúne toda essa capacitação em novos projetos que terão ainda maior envolvimento com pessoas e territórios.

“Em duas décadas de história, foram centenas de projetos em parceria com instituições de ensino, empresas, instituições governamentais e outras parcerias estratégicas que construíram um legado de conhecimento e inovação”, afirma o diretor superintendente do Itaipu Parquetec, Professor Irineu Colombo.

“Consolidamos uma série de competências em áreas como energias renováveis, inteligência e gestão territorial, tecnologias aplicadas, segurança cibernética, entre outras, que agora, como Itaipu Parquetec, se intensificam em entregas pelo bem-estar da sociedade. Estamos cada vez mais abertos para novas parcerias para o desenvolvimento de soluções para mudar o nosso território e o mundo”, complementa Colombo.  

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, destacou a importância do momento para a Itaipu. “A usina, que nasceu de um projeto de engenharia que rompeu a barreira do conhecimento e de um acordo diplomático igualmente de vanguarda, tem em seu DNA a inovação. Este momento é muito mais do que o lançamento de uma nova marca para o Parque Tecnológico; representa a celebração do compromisso da Itaipu com o conhecimento e a inovação”, disse.  

“A nova identidade exalta as origens do Parque Tecnológico e fortalece a inclinação da Itaipu em direção ao futuro, na medida em que aprofunda o compromisso da binacional em pesquisas e projetos voltados para a transição energética e o desenvolvimento de soluções tecnológicas, negócios e oportunidades que tenham impacto positivo na sociedade”, complementou.  

Transição energética acessível

Um dos projetos em que as equipes do Itaipu Parquetec têm se debruçado é o Sistema de Segurança Energética Modular, que utiliza baterias oriundas de veículos elétricos para armazenar e fornecer energia captada por placas fotovoltaicas. O sistema já está em funcionamento na comunidade indígena Baniwa, na fronteira do Brasil com a Colômbia, beneficiando mais de 600 pessoas que não tinham acesso à energia elétrica.

Agora, o objetivo é ampliar o atendimento a outras comunidades isoladas. A próxima instalação será na Ilha da Trindade, no Espírito Santo. E o projeto tem potencial para levar energia a mais de 270 regiões isoladas do país que não fazem parte do Sistema Interligado Nacional – um grande passo rumo a uma transição energética justa e acessível.

Soluções para a descarbonização

Ainda no campo da transição energética, o Itaipu Parquetec tem mais de uma década de experiência com a pesquisa e a aplicação do hidrogênio, considerado o combustível do futuro. No ambiente do parque, existe uma planta de produção de hidrogênio, onde estão em andamento projetos voltados ao abastecimento de veículos pesados e também ao armazenamento do elemento “em pó”, que demanda menos espaço e garante maior segurança energética.

Recentemente, foi firmada uma nova parceria com a usina de Itaipu, o Centro Internacional de Energias Renováveis – CIBiogás e o projeto H2Brasil, que instalou uma Unidade de Produção de Hidrocarbonetos Renováveis. É a primeira planta-piloto para a produção de petróleo sintético a partir de uma mistura de biogás e hidrogênio verde para servir de combustível sustentável para a aviação (Sustainable Aviation Fuel – SAF).

Maior aproximação com Foz do Iguaçu

Neste novo momento do Itaipu Parquetec, a instituição pretende fortalecer o vínculo com o território onde está instalada, a cidade de Foz do Iguaçu. Isso será feito por meio de novos projetos para o município, como é o caso da construção de 254 casas populares para famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio do convênio “Moradia”, em andamento com a Itaipu. Será utilizada uma tecnologia chamada wood frame, com uso de madeira de reflorestamento certificada, que atende às diretrizes do Governo Federal sobre descarbonização e sustentabilidade aplicada à construção civil.

Outra entrega para a cidade é o Mercado Público Barrageiro, obra muito aguardada pela população e que será um novo atrativo turístico para a cidade. A construção já está pronta e a entrega do espaço deve ocorrer nos próximos meses.

Além de fortalecer a atividade turística, com opções de gastronomia, cultura e lazer, a expectativa é que o mercado gere mais de 450 empregos diretos e indiretos, contribuindo com a geração de renda e o desenvolvimento econômico.

Outra novidade do Itaipu Parquetec em relação a Foz do Iguaçu é a abertura de um portal próprio, aumentando a proximidade da instituição com os moradores. O objetivo é que nos próximos meses seja facilitada a entrada de visitantes, que poderão conhecer a estrutura e as iniciativas desenvolvidas no parque.

Outras competências 

Em duas décadas de atuação, com centenas de projetos realizados, o Itaipu Parquetec consolidou competências nas áreas de automação e simulação de sistemas elétricos, energias renováveis, inteligência e gestão territorial, tecnologias aplicadas, estruturas de barragens, segurança cibernética, arquitetura e engenharia, ciência e educação, e turismo sustentável. Mais informações pelo site: www.itaipuparquetec.org.br.

Fotos: Divulgação/Itaipu Parquetec

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Um antigo debate que promete resolver o gargalo no fluxo de visitantes entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú voltou ao centro das atenções na Argentina. A senadora nacional Patricia Bullrich defendeu novamente o deslocamento do posto de controle migratório e aduaneiro da Ponte Internacional Tancredo Neves para a altura do posto da Gendarmería Nacional, nas proximidades do aeroporto argentino.

A proposta busca eliminar as filas quilométricas na aduana argentina, que desestimulam brasileiros e paraguaios a cruzarem a fronteira para passear, jantar ou consumir no comércio de Puerto Iguazú.

Apesar de a ideia ser antiga, o cenário político e estrutural argentino mudou drasticamente — o que reabre a pergunta na Tríplice Fronteira: será que, desta vez, a mudança finalmente acontece?

O fim da trava burocrática no governo argentino

Patricia Bullrich. Foto: Arquivo das redes sociais.

Na primeira vez em que tentou implementar a medida enquanto era ministra da Segurança, Bullrich esbarrou em uma divisão de poderes: o Centro de Fronteiras e a Direção Nacional de Migrações eram controlados pelo Ministério do Interior, o que travava o alinhamento com as forças policiais.

Agora, o caminho está livre. Com a criação da Agência Nacional de Migrações, o controle de entradas e saídas do país passou a ser centralizado diretamente sob a coordenação do Ministério da Segurança. A mudança estrutural unificou a gestão migratória com forças como a Gendarmería e a Polícia Federal Argentina, eliminando a barreira ministerial que antes impedia a reorganização do posto.

Além disso, a medida já havia recebido respaldo regional. O Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Turístico da Tríplice Fronteira (Codetri) — que reúne lideranças de Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú, Ciudad del Este e Presidente Franco — já manifestou apoio público à alteração da aduana, destacando que a desburocratização é vital para a economia e a integração da fronteira.

Como funcionaria a mudança na prática?

Pela proposta defendida pela parlamentar, a travessia pela ponte passaria a ter fluxo livre até a área urbana de Puerto Iguazú. O visitante que atravessar a fronteira para aproveitar a gastronomia ou o comércio local não precisaria parar no guichê imigratório da ponte.

O controle formal seria transferido para a rodovia, antes do acesso ao aeroporto e à rota que segue para o interior da província de Misiones. Quem desejasse viajar para destinos mais distantes, como San Ignacio, faria o procedimento migratório normalmente nesse novo ponto.

Entre a oportunidade e a expectativa

Com a gestão de fronteiras concentrada no Ministério da Segurança e o apoio escancarado do setor produtivo dos três países, a proposta de Patricia Bullrich nunca esteve tão perto de uma viabilidade real.

Resta saber se o governo argentino transformará a nova estrutura administrativa em ação prática na pista — para que a livre circulação na Tríplice Fronteira deixe de ser uma promessa e se torne realidade.

 

Acordar neste sábado (25) com a notícia do grave acidente na Avenida Felipe Wandscheer trouxe um nó na garganta de toda a população iguaçuense. Duas jovens, de 17 e 18 anos, tiveram suas histórias interrompidas de forma trágica e precoce. Outros seis jovens ficaram feridos.

Neste momento, a única atitude cabível com relação às famílias que choram a perda de suas filhas é o respeito absoluto e o acolhimento. A dor de um pai e de uma mãe que veem o ciclo natural da vida se inverter é incomensurável. Não há julgamento de valor, não há busca por culpados na dor alheia. A perícia técnica fará o seu papel para esclarecer a dinâmica do fato.

No entanto, como comunidade, nos deparamos com uma pergunta desconfortável, mas urgente: quando será a hora de conversar abertamente sobre como evitar que tragédias assim continuem se repetindo?

Culpa não, prevenção: o diálogo que precisa acontecer em casa

Estamos perdendo jovens no trânsito de Foz do Iguaçu com uma frequência assustadora. Muitas vezes, pela imprudência ao volante; em outras, por estarem no lugar errado, vítimas de escolhas alheias.

As redes sociais têm empurrado os adolescentes cada vez mais cedo para a vida noturna. Um ambiente de independência aparente que, muitas vezes, atropela a maturidade. 

Nas redes sociais, a noite é vendida apenas com filtros, luzes e glamour. A regra mais difundida nas redes sociais atualmente é só quem se arrisca merece viver o extraordinário”, e geralmente, ela vem acompanhada de diversas provas sociais onde, correr o risco deu resultado positivo.

O feed não mostra o risco, a imprudência ou as consequências de uma escolha errada, e como essa geração já não consome os noticiários tradicionais, o “lado B” da vida real torna-se invisível para eles — até que seja tarde demais. 

Parece que saiu de moda ver os pais esperando na saída da balada. Hoje, acompanhar a rotina dos filhos mais de perto é visto como ‘sufocamento’ ou distorcido como falta de confiança. Nós, pais, somos levados a sentir culpa por proteger — e é aí que muitos acabam cedendo. 

Recentemente, ao ouvir de um amigo a frase “a gente cria os filhos para o mundo”, o questionamento que fica é simples: o mundo está preparado para proteger os nossos filhos? A resposta, dolorosa e cotidiana, é não.

Criar com zelo não é prender. É entender que a adolescência é, por natureza, uma fase de imaturidade neurológica e emocional. O jovem tende a subestimar riscos e a superestimar sua própria capacidade de controle. Por isso, a presença e o limite estabelecido pelos pais não são intromissão — são proteção.

Um carro não é um brinquedo, é uma responsabilidade gigantesca

Girar a chave de um veículo exige uma compreensão que vai muito além de saber acelerar e passar marchas. Um automóvel, quando conduzido sem a devida prudência, acima da velocidade permitida ou com a capacidade de lotação excedida, perde sua função de transporte e ganha o potencial de uma arma.

E a conversa entre pais e filhos precisa ser direta, clara e sem meias palavras:

  1. A responsabilidade de quem dirige: Conduzir um veículo significa responder pela própria vida, pela vida de cada passageiro que aceita carona e pela vida de estranhos que cruzam o mesmo caminho. Saber dizer “não” para um carro superlotado ou para um excesso de velocidade não é covardia, é maturidade.
  2. O limite de quem pega carona: Ensinar os filhos a avaliarem o estado de quem está ao volante. Se o condutor bebeu, se está eufórico, cansado ou demonstrando pilotagem arriscada, a orientação deve ser uma só: não embarque.
  3. O resgate sem julgamento: Os filhos precisam ter a certeza de que, independentemente da hora, do local ou do contexto, podem ligar para os pais pedindo carona sem o medo do sermão imediato. A prioridade absoluta é chegar em casa em segurança.

 

O zelo nunca sairá de moda

Proteger quem amamos pode gerar piadas entre amigos ou resistência por parte dos próprios adolescentes. O “excesso de cuidado” pode parecer exagero para quem olha de fora. Mas entre a inconveniência de uma viagem de madrugada para buscar um filho e a dor irreparável de uma tragédia, a escolha não exige pensamento.

Que o dia de hoje, marcado por uma tristeza profunda em Foz do Iguaçu, sirva para que outras famílias sentem à mesa e conversem. Sem apontar dedos para a tragédia que já aconteceu, mas garantindo que o cuidado, a presença e a responsabilidade continuem sendo a maior demonstração de amor que podemos oferecer aos nossos filhos.

 

Aos pais que estão se despedindo de suas filhas na tarde deste sábado, a minha mais sincera e dolorosa solidariedade: como pai, sei que jamais estaremos preparados para ver um filho partir antes de nós — que a memória delas seja abraçada com amor e que vocês encontrem forças para atravessar essa dor imensurável.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR), em operação conjunta com o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), apreendeu R$ 754.715,00 em espécie na última sexta-feira (24), em Foz do Iguaçu. A abordagem resultou no encaminhamento de três pessoas à Delegacia da Polícia Federal.

A ação teve início durante o monitoramento de um homem investigado por suposta fraude documental em diplomas. As equipes policiais acompanharam o suspeito no momento em que ele saía de uma agência bancária carregando uma mochila de grande porte.

O indivíduo seguiu até um estacionamento próximo, onde foi flagrado repassando volumes de dinheiro aos ocupantes de um segundo automóvel.

Abordagem e localização dos valores

Diante da atitude suspeita, as equipes policiais realizaram a abordagem simultânea dos dois veículos, ambos com placas paraguaias:

  • Primeiro veículo (caminhonete): Localizada a quantia de R$ 354.715,00.
  • Segundo veículo (ocupado por um casal): Localizados R$ 400.000,00 em espécie.

 

Ao serem questionados pelos agentes, os ocupantes do segundo automóvel admitiram que moram no Paraguai e que tinham como destino o país vizinho transportando o dinheiro.

Encaminhamento à Polícia Federal

Os três envolvidos, os veículos e o total de R$ 754,7 mil apreendidos foram levados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. As investigações buscam esclarecer a origem dos recursos e apurar o envolvimento dos suspeitos nos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A FICCO/PR é uma força de segurança composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar do Paraná (PMPR) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).

As Cataratas do Iguaçu mantêm um volume impressionante d’água na manhã deste sábado, 25 de julho. A vazão do Rio Iguaçu está registrada em 8 milhões e 330 mil litros por segundo, garantindo um cenário de cheia espetacular para os visitantes que percorrem a unidade de conservação no fim de semana.

Diferente das oscilações registradas nos últimos dias, o Parque Nacional do Iguaçu opera com fluxo e passeios totalmente liberados.

Passarela da Garganta do Diabo e trilhas com funcionamento normal

A passarela principal que leva ao mirante da Garganta do Diabo, assim como toda a extensão da Trilha das Cataratas, segue aberta para a visitação de brasileiros e estrangeiros. Os turistas podem realizar o circuito completo de contemplação com segurança.

A equipe técnica da concessionária Urbia+Cataratas e do ICMBio mantém o monitoramento contínuo da vazão do rio ao longo do dia.

 

 

 

Foto em destaque: Eagle Eye Company/Urbia+Cataratas - Parque Nacional do Iguaçu

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