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sáb, 18 de jul 2026

Obelisco do Marco das Três Fronteiras completa 123 anos enquanto complexo avança com nova expansão

Inaugurado em 1903, monumento histórico de Foz do Iguaçu vive nova fase com obras de revitalização do Espaço das Américas previstas para serem concluídas ainda em 2026.

No próximo dia 20 de julho, o obelisco do Marco das Três Fronteiras completa 123 anos de história. Inaugurado em 1903 para estabelecer oficialmente os limites territoriais entre Brasil, Argentina e Paraguai, o monumento de pedra pintado com as cores nacionais tornou-se um dos maiores símbolos de Foz do Iguaçu e da integração latino-americana.

O aniversário do obelisco ocorre em meio a um momento de forte expansão do complexo turístico. O Grupo Cataratas, concessionária responsável pela gestão do atrativo desde 2015, está investindo R$ 40 milhões na revitalização e reconstrução do icônico Espaço das Américas. A grandiosa obra estrutural tem previsão de entrega para o segundo semestre de 2026.

O novo Espaço das Américas

O projeto arquitetônico de revitalização foi desenhado para integrar a estrutura histórica à exuberante paisagem natural do encontro dos rios Iguaçu e Paraná. Quando reaberto ao público, o Espaço das Américas passará a fazer parte do circuito oficial de visitação do Marco, oferecendo:

  • Novos mirantes de contemplação e passarelas integradas à natureza;
  • Galerias expositivas dedicadas à história e à cultura regional;
  • Espaços gastronômicos e áreas de convivência;
  • Rampas de acessibilidade e modernos elevadores panorâmicos.

 

Sucesso de público e reconhecimento internacional

Desde que o Grupo Cataratas assumiu a gestão do local em 2015, o atrativo passou por uma transformação profunda. A instalação de praças de alimentação ambientadas, cenografia que remete às antigas missões jesuíticas e a criação de shows de dança folclórica ao ar livre impulsionaram o turismo na região do Porto Meira.

A visitação anual do atrativo saltou mais de 315% no período da concessão, quebrando a barreira histórica de meio milhão de visitantes em 2025. O reflexo desse cuidado com o patrimônio e com o atendimento resultou na conquista do selo mundial Travelers’ Choice, do TripAdvisor, em 2025, posicionando o atrativo de Foz do Iguaçu no seleto grupo das experiências turísticas mais bem avaliadas do planeta.

Mais de um século após o lançamento de sua pedra fundamental, o Marco das Três Fronteiras inicia um novo capítulo, consolidando-se como um ponto onde o respeito à memória histórica e o investimento em infraestrutura moderna caminham lado a lado.

Serviço

O quê: Comemoração dos 123 anos do Obelisco do Marco das Três Fronteiras
Data histórica: Segunda-feira, 20 de julho de 2026
Funcionamento do atrativo: Terça a domingo, das 13h30 às 21h (apresentações culturais a partir das 18h30)
Local: Rua Marco Três Fronteiras, s/n – Jardim das Flores (Porto Meira)

 

 

Foto em destaque: Kaká Souza/Portal Clickfoz

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As fortes rajadas de vento que atingem a região Oeste do Paraná desde sexta-feira (17) começaram a impactar as operações no Aeroporto Internacional Cataratas, em Foz do Iguaçu. De acordo com informações da Motiva Aeroportos, concessionária que administra o terminal iguaçuense, o mau tempo já resultou no cancelamento e no desvio de voos comerciais entre ontem e o início da tarde deste sábado (18).

O balanço operacional do aeroporto aponta que, na sexta-feira, dois voos foram cancelados (uma chegada e uma partida). Já neste sábado, o vento forte forçou a alternância de rota de três aeronaves que pousariam na cidade, além do cancelamento de mais uma decolagem.

A instabilidade atinge todo o Sul do país devido a um aviso laranja de perigo para vendaval emitido pelos institutos de meteorologia, válido para o oeste paranaense, Santa Catarina e Rio Grande do Sul durante todo o fim de semana.

Por que o vento forte impede pousos e decolagens?

O vento forte afeta diretamente a aerodinâmica das aeronaves em baixas altitudes, período em que o avião voa em menor velocidade e o piloto possui margem de erro reduzida. Os comandantes operam sob limites estritos de segurança estabelecidos pelos fabricantes e pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Os principais fenômenos que causam cancelamento de pouso e/ou decolagem no aeroporto são:

  • Vento Cruzado (Crosswind): Ocorre quando o vento sopra lateralmente à pista, empurrando a aeronave para fora do eixo central de pouso. Cada avião tem um limite máximo de tolerância para essa força lateral; se ultrapassado, a operação é proibida.
  • Cisalhamento do Vento (Wind Shear): Uma mudança brusca e repentina na direção ou velocidade do vento em um espaço curto. Pode fazer com que o avião perca sustentação e altitude de forma rápida e descontrolada perto do solo.
  • Turbulência na Aproximação: As rajadas constantes desestabilizam o voo, dificultando o alinhamento e o nivelamento corretos da aeronave com a pista.

 

A concessionária alerta que a programação para o restante do sábado segue em estado de atenção. Como a normalização das operações depende diretamente da diminuição na velocidade das rajadas de vento, outros voos previstos para o fim da tarde e noite de hoje ainda podem sofrer atrasos, cancelamentos ou novos desvios para aeroportos alternativos da região.

A recomendação aos passageiros que possuem viagens agendadas para este fim de semana é consultar o status do voo diretamente com as companhias aéreas antes de se deslocarem ao terminal de Foz do Iguaçu.

Vento traz calor de 28°C no domingo

Apesar dos transtornos na aviação, as rajadas — que são oriundas do norte do continente e transportadas por Jatos de Baixa Nível (JBN) — trouxeram um alívio temporário para o frio intenso. As temperaturas mínimas em torno de 10°C ficaram restritas às áreas de serra da Região Sul.

Em Foz do Iguaçu, a previsão do tempo para este domingo (19) é de clima abafado, com os termômetros marcando máxima de até 28°C. O calor permanece na segunda-feira (20), data em que o aviso laranja de vendaval começa a perder força no Paraná e a velocidade dos ventos na fronteira finalmente deve começar a diminuir.

 

 

 

Foto em destaque: Kaká Souza/Portal Clickfoz

Um susto no início da tarde de sexta-feira (17) fez muitos motoristas e pedestres questionarem a segurança da Ponte Internacional da Amizade. Uma densa fumaça vinda das galerias subterrâneas de cabos forçou o bloqueio momentâneo da principal ligação entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. O incidente, somado a uma percepção de oscilação da pista acima do normal, gerou debates nas redes sociais sobre as condições reais da estrutura de 61 anos. A resposta curta e direta das autoridades e especialistas é: sim, a ponte é segura.

A fumaça que gerou pânico foi causada por um curto-circuito isolado no sistema de fiação subterrânea que abriga a infraestrutura de fibra óptica e cabos elétricos. De acordo com a EPR Iguaçu, concessionária responsável pela administração do trecho, as equipes de Conservação, Tecnologia e Automação agiram rápido, desligando o sistema preventivamente com o apoio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Motoristas registram fumaça saindo da parte interna. Imagem: reprodução/arquivos das redes sociais.

Em nota atualizada na manhã deste sábado (18) ao Portal Clickfoz, a concessionária garantiu que o incêndio ficou restrito aos dutos e não causou nenhum dano estrutural à passarela. O tráfego já flui normalmente nos dois sentidos da fronteira.

Por que a ponte balança tanto?

O balanço que assustou os usuários nesta semana tem explicações físicas perfeitamente normais. Pontes de grande porte, especialmente as feitas de concreto armado como a da Amizade, são projetadas para serem flexíveis. Se elas fossem totalmente rígidas, a força dos ventos e o peso dos veículos quebrariam a estrutura.

Dois fatores coincidiram nesta semana de julho para tornar essa oscilação mais perceptível:

  1. Rajadas de vento de 60 km/h: Foz do Iguaçu enfrenta dias de ventos fortes, o que naturalmente faz a estrutura reagir e se movimentar para dissipar a energia.
  2. Férias escolares e trânsito parado: Com o aumento do fluxo turístico de julho, o trânsito sobre a ponte fica lento. Quando o motorista fica parado no congestionamento em cima da pista, ele sente o balanço oscilar de forma muito mais nítida do que se estivesse cruzando o trecho em velocidade normal.

 

Estrutura sexagenária e o desafio do tráfego pesado

Inaugurada oficialmente em 1965, a Ponte da Amizade passou por duas grandes reformas estruturais e de revitalização: uma em 2002 e outra em 2015, quando ganhou a cobertura para pedestres.

O desafio atual é o gigantismo do fluxo. Em 2015, a Câmara de Comércio de Ciudad del Este estimava o movimento em 4 milhões de pessoas ao ano. Hoje, dados da Receita Federal apontam que a ponte recebe cerca de 100 mil pessoas e 45 mil veículos diariamente, o que representa mais de 36,5 milhões de pessoas por ano — um salto impressionante de 812,5% de crescimento no fluxo em 11 anos.

Esse crescimento explosivo preocupa o setor produtivo. Recentemente, a Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este apresentou uma proposta técnica para restringir a passagem de caminhões pesados de carga apenas para o horário das 17h às 6h da manhã. O objetivo é liberar o tráfego diurno para vans, ônibus e carros de turismo e, principalmente, evitar que carretas fiquem paradas por horas sobre a pista devido às filas aduaneiras, o que gera uma sobrecarga física contínua na estrutura.

Carta aberta emitida pela Câma da Comércio e Serviços de CDE. Imagem: Reprodução.

A associação paraguaia defende que engenheiros executem avaliações técnicas e estruturais periódicas na passarela.

Enquanto novos modelos de ordenamento de tráfego são discutidos pelas autoridades dos dois países, a EPR Iguaçu reforça que mantém o monitoramento constante do local para garantir a operação segura do segmento. Em caso de dúvidas ou emergências na pista, os usuários podem acionar o atendimento 24 horas da concessionária pelo telefone 0800 277 0163.

 

 

 

Foto em destaque: Divulgação/Ministério dos Transportes do Brasil

Foz do Iguaçu vai sediar, no próximo dia 30 de julho, o XII Seminário de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. O evento será realizado das 8h30 às 17h30, no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, localizado na Avenida Costa e Silva. O encontro é totalmente aberto ao público e as inscrições para participação devem ser feitas de forma online.

Com o tema “Pontes de proteção: articulação e cooperação no enfrentamento ao tráfico de pessoas”, o seminário tem como objetivo principal promover a troca de experiências profissionais e o alinhamento de ações integradas no combate a essa modalidade de crime. O debate ganha ainda mais relevância pela localização geográfica da cidade na Tríplice Fronteira.

O encontro vai reunir representantes de diversos órgãos públicos, instituições de segurança, profissionais da área jurídica e social, além de membros da sociedade civil organizada. A pauta central das discussões envolve o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção, identificação de rotas e o fortalecimento das redes de acolhimento e garantia dos direitos humanos das vítimas.

Ações do Julho Coração Azul

A realização do XII Seminário de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas conta com o apoio direto da Secretaria Municipal de Segurança Pública de Foz do Iguaçu, por meio da Câmara Técnica de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CTETP/GGIM-FI).

O evento faz parte do calendário oficial de ações alusivas à campanha internacional do Julho Coração Azul e marca o Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, instituído e celebrado globalmente no dia 30 de julho.

Serviço

Evento: XII Seminário de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas
Data: 30 de julho de 2026
Horário: Das 8h30 às 17h30
Local: Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention
Endereço: Avenida Costa e Silva, nº 3.500 – Foz do Iguaçu
Participação: Inscrições online abertas ao público

 

Chegamos àquela época do ano em que o iguaçuense com rinite ativa o modo sobrevivência e aceita que seu corpo é feito de 70% de água e 30% de Neosoro. O inverno se instala, a umidade relativa do ar despenca e, para os mais de 35% da população mundial que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sofrem com alguma doença respiratória, começa o verdadeiro calvário em vida. É o festival do nariz coçando, olhos lacrimejando e o lenço de papel virando o item mais valioso da sua bolsa.

Mas se a secura do clima já é um castigo divino, a vida do trabalhador alérgico, que vive na fronteira e/ou divide mesa com alguém que tenha acesso às lojas em Ciudad Del Este, ganha contornos de filme de terror dentro dos ambientes corporativos. Com o frio, as janelas dos escritórios são lacradas como se fôssemos sobreviver a uma era glacial. O ar para de circular. É o cenário perfeito para o surgimento do maior vilão da modernidade: o uso sem limites da perfumaria árabe.

A “Meca” do contra-ataque olfativo logo ali no Paraguai

 

Não me leve a mal, andar cheiroso é maravilhoso. O problema é que moramos ao lado de Ciudad del Este, a atual “Meca” dos perfumes árabes. O mercado foi inundado por aqueles frascos imponentes, cheios de pedrarias, que parecem saídos da lâmpada do Aladim. Eles trazem uma concentração altíssima de óleos essenciais e especiarias pesadas. São fragrâncias projetadas para durar três dias no deserto do Saara, sob um sol de 50°C, mas que as pessoas resolvem passar para ir trabalhar em uma sala de três por quatro metros.

Aquele perfume ultra-adocicado com notas de baunilha, incenso e Oud que a sua colega de mesa passa às 8h da manhã não vai sair dali. Ele ganha vida própria, cria um CNPJ e passa a flutuar pelo escritório. Para quem tem vias aéreas sensíveis, uma única borrifada a mais daquela bomba árabe equivale a levar uma chinelada de especiarias direto no meio da cara. Você entra no elevador e, antes de chegar ao terceiro andar, seu nariz já entendeu que é hora de começar o show dos sete espirros seguidos.

Não é frescura, é química pura (e agressiva)

Calma! Você não precisa entender de química. Esta imagem é meramente ilustrativa.

Se você acha que o seu colega de trabalho está de implicância com o seu bom gosto para fragrâncias exóticas, a ciência explica que o nariz dele está apenas tentando não morrer. Raramente o cheiro em si causa uma alergia real. O que acontece é uma irritação severa e física da mucosa nasal provocada pelos Compostos Orgânicos Voláteis (COVs) e fixadores que volatilizam no ar confinado.

O nariz do alérgico é agredido diretamente por substâncias bem comuns nesses vidros importados:

  • Limoneno e Linalol: Presentes em notas cítricas, oxidam no ar e viram agentes irritantes;
  • Geraniol e Citral: Base de fragrâncias florais que inflamam as vias aéreas na hora;
  • Eugenol e Cinnamal: Extraídos de cravo e canela, dão o tom dos perfumes doces e amadeirados e atacam o sistema respiratório de pessoas sensíveis como se fossem gás de pimenta.

 

Pelo amor de Deus: usem com parcimônia

Em tempos de baixa umidade, o nariz do alérgico já opera no limite da exaustão, parecendo uma lixa no deserto. Dividir a mesa com alguém que tomou um banho de perfume forte gera crises imediatas de coriza e aquela coceira que dá vontade de tirar o nariz do rosto, lavar na pia e colocar de volta.

O apelo que fica para este inverno de 2026 é um pedido de socorro e de empatia corporativa: usem seus cobiçados perfumes árabes com moderação. Duas borrifadas já são suficientes para o Paraguai inteiro sentir. Deixem as notas ultra-açucaradas para os ambientes abertos, para a balada ou para quando as janelas puderem ficar abertas. O estoque de soro fisiológico e a saúde mental dos seus colegas agradecem.

 

 

 

Imagens: Freepik, Imagens criadas com uso de inteliugência artificial (I.A) e arquivos das redes sociais

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