A Câmara de Comercio y Servicios de Ciudad del Este emitiu uma carta aberta direcionada ao presidente do Paraguai, Santiago Peña, ao Ministro do Interior e a diversas lideranças ministeriais e aduaneiras do país. O documento cobra ações conjuntas e imediatas para solucionar o problema histórico das filas na Ponte Internacional da Amizade, principal ligação física e comercial entre o Paraguai e o Brasil.
A entidade empresarial argumenta que os investimentos milionários feitos na promoção do turismo, atração de marcas internacionais e modernização da infraestrutura comercial perdem a eficácia devido ao congestionamento crônico na fronteira. De acordo com o manifesto, o gargalo logístico gera a perda de oportunidades de negócios, desidrata o turismo de compras regional, eleva os custos operacionais das empresas e afeta a produtividade de milhares de trabalhadores.
Para solucionar o impasse de forma viável, a Câmara apresentou uma proposta técnica de ordenamento do fluxo. O setor produtivo considera indispensável que o trânsito de caminhões de carga pesada sobre a passarela internacional seja restrito exclusivamente ao horário compreendido entre as 17h e as 6h do dia seguinte. Com essa medida, o tráfego diurno ficaria completamente liberado para automóveis leves, vans de turismo, ônibus e pedestres.

Alerta para a segurança estrutural da ponte
Além dos severos prejuízos macroeconômicos enfrentados pelas cidades de Ciudad del Este e Foz do Iguaçu, o documento oficial acende um alerta sobre as condições físicas da própria ponte. A permanência simultânea de dezenas de veículos pesados de carga estacionados sobre a pista por longos períodos — devido à lentidão nas vistorias aduaneiras — gera sobrecarga física na pista. A associação solicita que engenheiros executem avaliações técnicas e estruturais periódicas na passarela.
O manifesto encerra com uma convocação formal para a abertura de um canal de diálogo permanente e de alto nível entre as diplomacias e autarquias federais do Paraguai e do Brasil. Para os empresários da fronteira, a resolução definitiva depende de cooperação bilateral e de vontade política com foco em restabelecer a integração regional.


