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qua, 29 de jul 2026

O Hexa vem? Coincidências históricas alimentam o sonho do Brasil na Copa 2026

Análise demográfica revela que quase 70 milhões de brasileiros nunca viram a Seleção erguer a taça; saiba onde assistir à estreia solidária em Foz.

Em 30 de junho de 2002, o Brasil acordava cedo para testemunhar uma das finais mais marcantes da história do futebol. Com dois gols de Ronaldo Fenômeno contra a Alemanha, a Seleção conquistava o pentacampeonato e se isolava como a maior vencedora das Copas. Logo depois, Cafu subia no púlpito e recebia a taça das mãos de Pelé. Aquela cena virou o símbolo de uma geração acostumada a vencer, que já havia comemorado o tetra em 1994 e um vice-campeonato em 1998.

Cafú levantando a taça da Copa do Mundo de 2002. Foto: Divulgação/FIFA.

 

De lá para cá, o torcedor acumulou 24 anos de frustrações. O jejum criou um impacto geracional inédito na nossa população. Quando o capitão Cafu ergueu a taça em 2002, o Brasil tinha 174,6 milhões de habitantes. Hoje, em 2026, esse número saltou para 213,4 milhões. Se olharmos apenas para esse saldo positivo de 38 milhões de novos cidadãos, já seria um dado expressivo, mas a realidade matemática é ainda mais surpreendente.

A matemática do jejum: a geração que nunca gritou “É Campeão!”

Com base na série histórica de nascimentos do IBGE e do Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 61 a 64 milhões de pessoas tenham nascido no Brasil entre o título de 2002 e meados de 2026. Esse cálculo acompanha a transição demográfica do país, que registrava uma média superior a 3 milhões de partos por ano no início dos anos 2000 e estabilizou na faixa de 2,3 a 2,5 milhões de registros anuais recentemente.

Na prática, isso significa que quase 70 milhões de brasileiros nunca viram a Seleção Brasileira ser campeã mundial ou sequer chegar perto de uma final de Copa do Mundo.

Para piorar o trauma recente, as estatísticas apontam que pelo menos 50% de toda essa nova geração de torcedores sequer viu o Brasil disputar uma semifinal de Copa — o que, ironicamente, alguns consideram um alívio, já que quem assistiu à última semifinal em 2014 ainda tenta esquecer o traumático 7 a 1 contra a Alemanha em plena “terra brasilis”. Agora, sob o comando do técnico italiano Carlo Ancelotti, essa imensa massa de jovens torcedores se prepara para viver pela primeira vez a verdadeira esperança de quebrar essa sina.

Motivos para acreditar: as superstições estão do nosso lado!

Embora a equipe de 2026 ainda busque o seu futebol ideal, uma série de coincidências históricas reascendeu a chama da torcida:

  • O tabu dos 24 anos e o solo americano: O hiato entre o tricampeonato (1970) e o tetra (1994) foi exatamente de 24 anos, com a consagração ocorrendo nos Estados Unidos. Em 2026, o jejum completa os mesmos 24 anos e a grande final retorna ao solo norte-americano.
  • A profecia dos anos pares: O Brasil foi bicampeão em 1962 (ano terminado em 2) e tetra em 1994 (terminado em 4). Seguindo a lógica, 2026 surge como o ano do número 6.
  • O Grupo C e a data de estreia: A Seleção caiu no Grupo C, a mesma chave do título de 2002. Além disso, a Argentina (2022) e a França (2018) foram campeãs saindo justamente desse grupo. A estreia acontece no dia 13 de junho, o número da sorte do mestre Zagallo.
  • O corte da Roma: Em 2002, o volante Emerson, da Roma, foi cortado na véspera do Mundial. Em 2026, o lateral Wesley, que também atua na Roma, ficou de fora da lista final.
  • O placar do Panamá: Na preparação para o penta, o Brasil goleou o Panamá por 5 a 0. Nos amistosos para este Mundial, a Seleção enfrentou os panamenhos novamente e aplicou um sonoro 6 a 2.
  • A novela do craque: Em 1994, Romário quase ficou de fora por desavenças, sendo integrado na reta final. Em 2026, Neymar Jr. viveu o mesmo drama e só teve seu nome incluído na última convocação de Ancelotti.
  • Até o basquete ajuda: Todas as vezes em que o New York Knicks chegou às finais da NBA em ano de Copa do Mundo, o Brasil foi campeão. Em 2026, a equipe de Nova York voltou à decisão da liga.
Foto: Rafael Ribeiro/Divulgação CBF.

 

Vista a camisa: junte-se à torcida solidária pelo Brasil em Foz

Para empurrar a Seleção rumo ao Hexa, os moradores de Foz do Iguaçu e da região trinacional terão um ponto de encontro oficial. O Festival 10.6 – O Dia de Foz, organizado pela Loumar Turismo na semana de aniversário da cidade, vai montar uma megaestrutura de rua em parceria com a Rede Massa (SBT). Um telão gigante será instalado em frente à sede da Loumar para transmitir o jogo com a narração de Galvão Bueno e comentários de Tiago Leifert.

O evento tem entrada totalmente gratuita, mas carrega uma missão social muito importante. A festa é 100% solidária e apoia diretamente a associação Um Chute Para o Futuro, projeto que atende mais de 900 crianças em situação de vulnerabilidade no município.

Camiseta verde e amarela da campanha e ajude o projeto Um Chute Para o Futuro.

 

Para fazer a diferença, você pode vestir a camisa da torcida adquirindo antecipadamente a camiseta oficial da campanha “Apaixonados por Foz” na loja Ailabiu Iguassu ou direto no local. Todo o valor arrecadado com as vendas será revertido para a instituição. É a sua chance de se unir à comunidade, encher o peito de esperança e jogar junto com o Brasil!

O espaço contará também com praça de alimentação com food trucks e show com banda ao vivo antes e discotecagem com DJ depois da partida.

Serviço: Transmissão da Estreia da Seleção – Brasil x Marrocos

Local: Em frente à sede da Loumar Turismo
Endereço: Rua Patrulheiro Venanti Otremba, 772 – Centro (ao lado do Hotel Bella Italia)
Horário: Concentração a partir das 15h | Início do jogo às 19h
Entrada: Gratuita (com incentivo ao uso da camiseta da campanha solidária)
Camiseta Antecipada: Adquira aqui pelo WhatsApp da Ailabiu

 

 

 

Imagem em destaque: Produzida com auxílio de inteligência artificial (I.A)

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“Nunca me achei um gênio dos negócios. Sou apenas um homem disciplinado, persistente e disposto a encontrar um caminho quando ele parece não existir. Foi assim que transformei a minha história.” Jorbel Jacson Griebeler

Filho de carpinteiro e manicure, Jorbel Jacson Griebeler começou o negócio com uma agenda de contatos, uma sala comercial e um computador. Hoje lidera um grupo com 1.200 colaboradores, expande operações no Paraguai e prepara a entrada definitiva no mercado brasileiro.

A história empresarial de Jorbel Jacson Griebeler, 48, começou muito antes da inauguração da primeira loja da Cellshop. Ela nasceu em Planalto, no sudoeste do Paraná, onde o filho de um carpinteiro e de uma manicure cresceu em uma família de origem simples, acostumada a transformar esforço em oportunidade.

Ainda jovem, mudou-se para a região de fronteira em busca de trabalho. Aos 17 anos ingressou no comércio de Ciudad del Este e, durante aproximadamente uma década, construiu carreira como vendedor em empresas do setor de importados. Aprendeu a negociar, conheceu fornecedores, conquistou clientes e passou a compreender a dinâmica de um dos maiores polos comerciais da América do Sul.

A mudança de rumo aconteceu há 21 anos, quando perdeu o emprego pela terceira vez. Sem perspectivas de recolocação e sem capital para investir, decidiu transformar a própria experiência em negócio. Seu único capital era uma agenda de contatos telefônicos. 

Alugou uma pequena sala comercial, instalou um computador e passou a vender carregadores, baterias e acessórios para celulares utilizando apenas a agenda telefônica construída durante os anos em que trabalhou no comércio.

O retorno veio rapidamente. Os antigos clientes voltaram a comprar, indicaram novos consumidores e deram origem a um crescimento que nunca mais foi interrompido.

Apesar dos resultados alcançados, Jorbel evita tratar sua trajetória como um caso extraordinário.

“Existem centenas de histórias inspiradoras na nossa região. A minha é apenas uma delas. Há empresários que se tornaram referências nacionais e outros que mudaram o mundo. Eu tenho orgulho de dizer que construí um case regional.”

De pequena sala comercial a um grupo empresarial

Pouco mais de duas décadas depois, a empresa criada com um computador transformou-se em um grupo que emprega cerca de 1.200 pessoas no Paraguai e no Brasil e figura entre os maiores contribuintes do fisco paraguaio.

O principal símbolo dessa expansão está em Ciudad del Este. A Cellshop prepara a transferência de suas operações para um shopping próprio de aproximadamente 60 mil metros quadrados, atualmente em construção. O empreendimento reunirá 20 mil metros quadrados de área de vendas, estacionamento coberto, praça gastronômica e uma arena multiuso para eventos e apresentações com capacidade para cerca de 1.500 pessoas.

A estratégia de crescimento também avança por outras regiões do Paraguai

Em Pedro Juan Caballero, a unidade inaugurada recentemente passa por obras para dobrar sua área comercial. Em Assunção, o grupo opera uma loja de eletrônicos, administra o Holiday Inn e prepara a inauguração da primeira loja física da Caminos del Vino, empresa especializada na importação e distribuição de vinhos e bebidas premium.

Ao mesmo tempo, Jorbel investe na consolidação de marcas próprias. A Joog, voltada ao segmento de tecnologia, lidera o plano de expansão para o mercado brasileiro. Já as marcas Hydrant, Choice e Vigne atendem segmentos como moda masculina, perfumaria, cosméticos, utilidades domésticas e decoração.

Uma nova forma de fazer comércio na fronteira

O crescimento da Cellshop acompanhou outra transformação: a profissionalização do comércio de Ciudad del Este.  Durante muitos anos, parte do setor conviveu com práticas informais de comissionamento a guias e motoristas, elevando o custo dos produtos e comprometendo a imagem do destino.

Para enfrentar esse cenário, a empresa criou um departamento exclusivo de turismo e implantou um sistema digital que registra grupos de visitantes, controla o relacionamento com parceiros e automatiza o cálculo das comissões de forma transparente.

A iniciativa aproximou o setor turístico do varejo e ajudou a fortalecer a confiança do consumidor.

“Todo grande centro comercial do mundo convive com empresas sérias e com operações irregulares. Isso acontece em São Paulo, Dubai, Nova York ou qualquer outra cidade. O que faz diferença é saber onde comprar. Hoje o Paraguai vive um novo momento.”

A marca ganhou um rosto

Enquanto boa parte dos empresários da fronteira permanecia distante dos holofotes, Jorbel tomou uma decisão incomum: passou a aparecer. Desde 2022, utiliza as redes sociais para mostrar os bastidores da empresa, conversar com consumidores e compartilhar parte da rotina empresarial. A estratégia recebeu críticas no início, mas acabou se transformando em um dos principais ativos da marca.

“Muita gente dizia que eu estava aparecendo demais. Nunca tive medo. Não tenho nada para esconder. Vendemos produtos e ajudamos as pessoas a realizar sonhos.”

A aproximação com o público abriu espaço para o relacionamento com artistas, atletas e influenciadores digitais. A partir da visita do humorista Tirullipa, outras personalidades passaram a incluir a Cellshop em seus roteiros pela fronteira. Mais do que receber esses convidados, Jorbel faz questão de apresentar o principal cartão-postal da região.

Sempre que possível, acompanha pessoalmente as visitas às Cataratas do Iguaçu, transformando cada experiência em divulgação espontânea do Destino Iguaçu.

Cultura empresarial

O crescimento dos negócios também veio acompanhado da preocupação com o ambiente interno. A Cellshop figura entre as melhores empresas para trabalhar no Paraguai, segundo o Great Place to Work, e mantém programas voltados ao desenvolvimento profissional de jovens e mulheres.

Paralelamente, o grupo desenvolve ações permanentes de responsabilidade social, com doações de alimentos, produtos e equipamentos para instituições de acolhimento, lares de idosos e organizações beneficentes.

Para Jorbel, entretanto, nenhum desses resultados nasceu de fórmulas prontas. “Foi disciplina, persistência e coragem para continuar quando tudo dizia para desistir.”

 

 

Fotos: Divulgação/Assessoria

A Receita Federal, em ação conjunta com a Força Nacional, apreendeu 1.280 ampolas de medicamentos emagrecedores na noite de terça-feira (28). A fiscalização de rotina ocorreu na Aduana da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este.

A carga, dividida em 320 caixas, estava sendo transportada no interior de um veículo particular ocupado por um casal de brasileiros. Durante a vistoria, os servidores localizaram os insumos ocultos dentro da bagagem do passageiro, dissimulados no interior de caixas de perfumes para tentar burlar a fiscalização.

Destino da carga e prisão

Ao ser questionado pelos agentes, o passageiro confessou que foi contratado para realizar o transporte das substâncias a partir do Paraguai até a cidade de São Paulo (SP), informando que receberia R$ 1.000 pelo serviço de frete ilegal.

O homem foi preso em flagrante e encaminhado para a Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde responderá pelos procedimentos cabíveis. A mulher que o acompanhava no veículo foi ouvida e liberada.

 

 

Com informações: Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu
Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu sediará o 1º Festival Literário da cidade entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026. A Praça da Paz será o palco do evento e receberá uma cenografia especial para transformar o espaço público em um ambiente interativo inspirado na obra da escritora Ruth Rocha, homenageada desta edição.

A iniciativa marca a evolução conceitual da antiga Feira Internacional do Livro, que completou 20 edições na fronteira. A mudança de nomenclatura e formato foi confirmada após consulta aos membros do Conselho Municipal de Cultura e do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural. O objetivo é expandir o foco do evento para além da venda de títulos, consolidando uma proposta de encontro cultural, educativo e artístico para todas as idades.

Atrações e cenografia imersiva

A organização do festival é da Prefeitura de Foz do Iguaçu em conjunto com a Fundação Cultural. O projeto visa fomentar a cultura e impulsionar o turismo local, posicionando o município no circuito dos grandes eventos de arte e literatura do Paraná.

A programação oficial detalhada será divulgada nas próximas semanas. A estrutura na Praça da Paz contará com:

  • Espaços temáticos: Ambientação imersiva voltada ao universo da literatura infanto-juvenil.
  • Atividades culturais: Contações de histórias, exposições de arte e shows musicais.
  • Economia criativa: Feira de antiguidades, brechós e opções gastronômicas.
  • Troca de conhecimento: Espaço para escambo de livros e oficinas.

 

Homenageados da edição

Além da escritora Ruth Rocha — autora de clássicos como Marcelo, Marmelo, Martelo, traduzida para 25 idiomas e com mais de 200 títulos publicados —, o festival terá um embaixador local.

O escritor, professor, servidor público da Câmara Municipal e integrante do grupo Aqualtune, Waldson Dias, receberá homenagem por sua trajetória de pioneirismo na organização das primeiras edições da feira literária no município.

 

 

Foto em destaque: Divulgação/AMN

A Receita Federal disponibilizou a funcionalidade de Registro Automático da Declaração Eletrônica de Bens de Viajantes (e-DBV) para o modal aéreo. A atualização, acompanhada da publicação do ato normativo que estabelece os novos procedimentos de controle aduaneiro, promete agilizar o desembarque de passageiros que chegam ao Brasil pelo modal aéreo.

Com a mudança, boa parte das declarações enviadas pelos viajantes passa a ser processada de forma automática pelo sistema, segundo critérios de gerenciamento de risco da administração aduaneira. Nesses casos de menor risco, o passageiro pode seguir diretamente para a saída do aeroporto, sem a necessidade de passar pelo balcão de atendimento presencial de bens a declarar.

Como funciona o registro automático

A responsabilidade do viajante em preencher e enviar a e-DBV ao transportar bens sujeitos à tributação permanece a mesma. A diferença ocorre logo após o envio dos dados pelo aplicativo ou site oficial:

  • Gerenciamento de risco: O sistema analisa as informações prestadas com base em parâmetros da fiscalização.
  • Liberação direta: Se enquadrada no registro automático, a declaração é concluída sem necessidade de atendimento presencial na alfândega.
  • Atendimento presencial: As demais declarações que demandem verificação continuam sujeitas aos procedimentos tradicionais de controle, conforme instrução exibida na tela do dispositivo do usuário.

Veja como funciona a declaração do e-DBV

A Receita Federal reforça que a novidade não altera o poder de fiscalização dos agentes aduaneiros, mantendo preservadas as etapas de seleção, conferência de bagagens, revisão de valores e cobrança de impostos.

Atenção em Foz do Iguaçu: modal terrestre não teve mudanças

A nova funcionalidade aplica-se exclusivamente aos viajantes do modal aéreo — ou seja, quem embarca em aeroportos no exterior e desembarca em terminais internacionais no Brasil.

Para Foz do Iguaçu e região de fronteira, onde o fluxo principal ocorre pelo modal terrestre, a regra permanece inalterada. Turistas e moradores que realizam compras no Paraguai ou na Argentina e ultrapassam a cota de isenção terrestre, e/ou tragam consigo bens sujeitos a tributação, precisam se apresentar voluntariamente aos postos da Receita Federal — como na Ponte Internacional da Amizade ou na Ponte Tancredo Neves — para realizar a regularização presencial dos bens.

 

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