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dom, 05 de abr 2026

Lideranças cobram diálogo e protestam contra medidas unilaterais que prejudicam a região trinacional

Entidades do turismo, logística e comércio reivindicam agenda com o governo federal e alertam para impactos nas Três Fronteiras entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Lideranças da sociedade civil e do setor empresarial de Foz do Iguaçu formalizaram um documento conjunto ao governo federal reivindicando diálogo institucional e protestando contra medidas unilaterais que vêm prejudicando a cidade e a região trinacional formada por Brasil, Paraguai e Argentina.

O posicionamento reúne entidades ligadas ao turismo, à logística e ao comércio, que defendem a criação de uma agenda permanente de diálogo para evitar decisões verticais consideradas equivocadas e desconectadas da realidade local.

A deliberação ocorreu durante reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Trinacional do Iguaçu (Codetri), realizada na sexta-feira (16). O documento é endereçado à ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, além de ministérios de áreas afins e instâncias parlamentares e diplomáticas.

Medidas sem diálogo preocupam lideranças

O texto aponta exemplos de decisões estabelecidas por órgãos federais sem consulta prévia aos representantes da região fronteiriça. Um deles é a alteração na circulação de ônibus turísticos entre os países, anunciada para entrar em vigor sem planejamento e organização, e suspensa temporariamente após questionamentos.

Outro ponto citado é a falta de diálogo com a comunidade na abertura da Perimetral Leste e da Ponte Internacional da Integração. Segundo as entidades, a ausência de alinhamento levou à formação de filas e transtornos urbanos, agravados pelo atraso na conclusão da Rodovia das Cataratas.

As lideranças também mencionam o fechamento do acesso à área comercial e residencial do Jardim Jupira, na BR-277, realizado sem entendimentos prévios com os atores locais. A carta ainda alerta para problemas que se anunciam, como a necessidade de construção de acesso ao novo Porto Seco de forma integrada às obras do terminal, evitando um colapso no trânsito na entrada de Foz do Iguaçu.

Região vive momento histórico

Para o presidente do Codetri, Roni Temp, decisões sobre a região estão sendo tomadas por quem não conhece a realidade da fronteira. “Quem está decidindo sobre a nossa realidade são pessoas que não a conhecem e, muitas vezes, sequer vivem o dia a dia da fronteira”, afirmou.

Segundo ele, o documento expressa a posição conjunta das entidades e dos principais setores que impulsionam o desenvolvimento regional. “Esse documento integra a posição dos segmentos que alavancam o desenvolvimento da região, que são o turismo, a logística e o comércio”, destacou.

Roni ressaltou ainda que as Três Fronteiras atravessam um momento histórico, com obras estruturantes, fortalecimento do comércio internacional e fronteiriço e grandes investimentos em hotéis, atrativos turísticos e gastronomia. “Não podemos deixar que decisões burocráticas coloquem essas conquistas em risco. Estamos unidos na defesa de uma região trinacional próspera e integrada”, concluiu.

Representatividade e posicionamentos

Entidades do turismo, logística e comércio reivindicam agenda de diálogo. Foto: Assessoria.

Durante a reunião, dirigentes reforçaram que a ausência de interlocução compromete decisões estratégicas. O presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), Diogo Marcel Araújo, afirmou que a região não pode aceitar decisões impostas de cima para baixo.

O presidente do Conselho de Desenvolvimento de Foz do Iguaçu (Codefoz), Marcelo Brito, destacou a união da sociedade civil e empresarial. Já o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI), Danilo Vendruscolo, apontou a importância econômica da região para os três países vizinhos.

O presidente do Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur), Fernando Martin, afirmou que medidas unilaterais têm sido recorrentes e que, muitas vezes, os setores afetados tomam conhecimento das mudanças apenas pela imprensa.

Filas na BR-277 e impacto regional

Representando a Prefeitura de Santa Terezinha de Itaipu, o procurador-geral Osli Machado cobrou solução para as filas na BR-277, no limite com Foz do Iguaçu. Segundo ele, o represamento afeta diretamente a conexão entre os dois municípios, que compartilham atividades laborais, econômicas e serviços.

A chefe da Polícia Rodoviária Federal em Foz do Iguaçu, Andressa Regene, afirmou que o órgão mantém as portas abertas para o diálogo sobre demandas relacionadas à instituição.

Direito de decidir sobre o território

Pela Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC), Paulo Angeli ressaltou que o destino tem o direito de decidir sobre sua forma de organização. Representando a Associação Brasileira de Agências de Viagens de São Paulo (ABAV-SP), Felipe Gonzalez afirmou que decisões desencontradas afetam o turismo em nível nacional, dada a relevância estratégica da região.

Da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), Leonardo Quinonez destacou que o arranjo atual para o uso da Ponte da Integração não favorece o setor. O presidente do Conselho de Desenvolvimento de Presidente Franco (Codefran), Ivan Leguizamón, alertou que o tráfego pesado tem impactado a cidade.

Representando o Conselho de Desenvolvimento de Ciudad del Este (Codeleste), Linda Taiyen destacou que, no Paraguai, os órgãos governamentais mantêm diálogo constante com as representações locais da sociedade civil.

 

 

Com Informações: Assessoria de Imprensa/CODETRI
Fotos: Divulgação/Assessoria CODETRI

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Em 2015, o Marco das Três Fronteiras era pouco mais que um obelisco histórico em uma área com infraestrutura precária e baixo fluxo de visitantes. Dez anos após a concessão à iniciativa privada, os números falam por si: R$ 483 milhões movimentados, recordes de público e uma revitalização que transformou toda a região Sul de Foz do Iguaçu.

Diante desse cenário de sucesso consolidado, surge a pergunta inevitável para o planejamento urbano da nossa cidade: Será que esse mesmo modelo de gestão não é a solução que falta para o Bosque Guarani?

Do Zoológico ao Abandono: O cenário do Bosque

Cenário de espera: O Bosque Guarani permanece sem data oficial para reabertura após consulta pública finalizada em 2025. Foto: Kaká Souza.

Localizado em um ponto nevrálgico do Centro — ao lado do terminal de ônibus e de hotéis estratégicos — o Bosque Guarani vive um limbo desde o fechamento do seu antigo zoológico em 2021. Embora tenha se tornado uma Unidade de Conservação (Parque Natural Municipal) em 2023, o espaço ainda carece de uma ocupação que combine preservação ambiental com lazer seguro e atrativo para o iguaçuense.

Atualmente, o município finaliza o Plano de Manejo do local. Este documento é o “divisor de águas”. Sem ele, nada acontece. Com ele aprovado, a Prefeitura terá em mãos o mapa jurídico para decidir: manter a gestão direta (com custos elevados de manutenção) ou buscar uma parceria como a que deu vida nova ao Marco.

Ocupação irregular na lateral do Bosque Guarani evidencia o impacto social do abandono da área central de Foz. Foto: Kaká Souza.

Por que o modelo “Marco” faz sentido aqui?

Se olharmos para o que aconteceu no Marco das Três Fronteiras, os paralelos com o potencial do Bosque são evidentes:

  • Segurança e Convivência: Onde antes havia isolamento, o Marco trouxe monitoramento e iluminação. No Bosque, isso significaria devolver o espaço às famílias, afastando a sensação de insegurança que muitas vezes ronda o centro à noite.
  • Investimento Sem Custo Público: No modelo de concessão, a concessionária assume o risco e o investimento em infraestrutura (como os novos acessos e o Espaço das Américas no Marco), enquanto o município recebe outorga e impostos.
  • Turismo de Centro: Imagine o turista que hoje se hospeda no centro ter um “Parque Natural” moderno a poucos passos, com café, trilhas educativas e acessibilidade. Isso retém o visitante por mais tempo no comércio local.

O Desafio da Sustentabilidade

É claro que o Bosque Guarani tem suas particularidades. É uma área de mata nativa densa e proteção rigorosa. Mas a experiência do Marco prova que é possível aliar soberania, história e proteção ambiental com uma operação comercial eficiente.

O Plano de Manejo, que encerrou sua fase de consulta pública ainda em 2025, prevê o zoneamento do parque. É este zoneamento que dirá onde pode haver uma lanchonete, onde deve ser preservação integral e onde podem ser instaladas passarelas de educação ambiental.

A palavra está com você, leitor

A Prefeitura deu o passo técnico com o Plano de Manejo. Agora, cabe a Foz do Iguaçu decidir se quer manter o Bosque como um “quadrado verde” cercado por grades no centro ou se está pronta para transformá-lo em um novo marco de desenvolvimento sustentável, seguindo o exemplo de sucesso que já temos em casa.

Você concorda que a concessão é o melhor caminho para o Bosque Guarani ou o espaço deve seguir sob gestão exclusiva da Prefeitura?

 

Nota da Redação: O Portal Clickfoz tentou contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente solicitando atualizações sobre o cronograma de aprovação do Plano de Manejo — cuja consulta pública foi encerrada em março de 2025 — e a previsão de reabertura do Bosque Guarani. Até o fechamento desta edição, não houve retorno aos nossos questionamentos. O espaço permanece aberto para que a secretaria envie seu posicionamento, que será prontamente atualizado nesta reportagem.

 

 

Fotos: Kaká Souza/Portal Clickfoz

O cenário teatral da Tríplice Fronteira ganha uma oportunidade de formação gratuita na próxima semana. Os projetos de extensão Cote’Coi – Coletivo Teatral e o Grupo de Teatro Universitário, que atuam na região desde 2015, convidam artistas e interessados em geral para a oficina “O corpo, a palavra e a cena”.

Com foco na poética da atuação e na experimentação de diferentes linguagens cênicas, o treinamento é voltado para atrizes, atores, diretores e qualquer pessoa da comunidade que deseje explorar a expressão corporal e a construção da cena.

Programação e Datas

As oficinas serão realizadas de forma presencial em três encontros na próxima semana:

  • Segunda-feira (06/04): das 14h às 18h
  • Quarta-feira (08/04): das 14h às 18h
  • Sexta-feira (10/04): das 14h às 18h

Como participar

As atividades são totalmente gratuitas. Para garantir uma vaga, os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponível na internet. A iniciativa reforça o papel dos projetos de extensão universitária na democratização do acesso à cultura e na formação de novos talentos locais.

Inscrições: Clique aqui para acessar o formulário oficial

Sobre o Cote’Coi

O coletivo é uma referência na região trinacional (Brasil, Paraguai e Argentina) há mais de uma década, desenvolvendo pesquisas contínuas sobre o fazer teatral e promovendo a integração entre a universidade e a comunidade externa por meio das artes cênicas.

O calendário eleitoral de 2026 entra em uma fase decisiva neste mês de abril. Para o cidadão que deseja votar nas eleições gerais de outubro — quando serão escolhidos presidente, governadores, senadores e deputados —, restam pouco mais de 30 dias para regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral. O prazo final é o dia 6 de maio.

A data limite vale para quem precisa tirar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral ou alterar o local de votação.

Como regularizar em Foz do Iguaçu

O eleitor iguaçuense pode resolver suas pendências de duas formas:

  1. Presencial: Procurando o Cartório Eleitoral de Foz do Iguaçu.
  2. Digital: Através do portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no serviço de autoatendimento do eleitor.

 

Vale lembrar que o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos. Jovens que completam 16 anos até a data da eleição já podem solicitar o documento, mesmo que ainda tenham 15 anos no momento do pedido.

“Dança das Cadeiras” na Política

Além do prazo para o cidadão, este fim de semana marca duas datas cruciais para quem pretende se candidatar:

  • Janela Partidária: Encerrou-se nesta sexta-feira (3) o prazo para que políticos mudem de partido sem perder o mandato por infidelidade partidária.
  • Desincompatibilização: Termina neste sábado (4) o prazo para que ocupantes de cargos públicos (como ministros, secretários e diretores) deixem suas funções caso pretendam disputar as eleições. A medida visa evitar o uso da máquina pública para fins eleitorais.

Por que não deixar para a última hora?

Historicamente, os últimos dias do prazo (próximos a 6 de maio) registram longas filas e instabilidade nos sistemas online do TSE devido ao alto volume de acessos. A recomendação da Justiça Eleitoral é que o eleitor aproveite o feriado de Páscoa para conferir sua situação no site oficial e realizar as alterações necessárias o quanto antes.

 

 

 

Foto em destaque: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Sábado de Aleluia (4) pode terminar com um novo milionário no Brasil. A Mega-Sena sorteia hoje o prêmio principal do concurso 2.992, que está acumulado em R$ 10 milhões. O valor, anteriormente estimado em R$ 7,5 milhões, subiu devido ao volume de apostas e ao último sorteio sem ganhadores na faixa principal.

As seis dezenas serão reveladas a partir das 21h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo direto do Espaço da Sorte, em São Paulo, pelos canais oficiais da Caixa no YouTube e Facebook.

Como apostar em Foz do Iguaçu

Para quem quer tentar a sorte na fronteira, as regras são simples:

  • Prazo: As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília).
  • Onde: Em qualquer casa lotérica credenciada, pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo oficial.
  • Custo: A aposta simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

Chance de ganhar

Quem faz a aposta mínima de seis números tem uma probabilidade de acerto de uma em 50.063.860. Já para quem opta pelo limite máximo de 20 números (ao custo de mais de R$ 232 mil), a chance sobe para uma em 1.292.

Além do prêmio principal, a Mega-Sena também premia acertadores da Quina (cinco números) e da Quadra (quatro números), cujos valores variam conforme o total arrecadado.

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