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ter, 28 de jul 2026

Iniciada em 2022, duplicação da Rodovia das Cataratas alcança 42,4% sem entregar nenhum trecho

A duplicação da rodovia, iniciada em setembro de 2022 com previsão de entrega para março de 2024, avançou pouco mais de 17% no último ano. Caso a taxa de avanço anual se mantenha, a cidade pode ter que esperar mais 3 anos pela conclusão da obra.

A duplicação da Rodovia das Cataratas (BR-469), que começou em setembro de 2022 com um prazo de execução de 18 meses, atinge agora, em janeiro de 2025, 42,49% de execução. A medição mais recente foi divulgada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), evidenciando um atraso significativo na entrega.

Um sonho de 40 anos

A duplicação da rodovia, que conecta o centro de Foz do Iguaçu ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu ao setor hoteleiro e ao Parque Nacional do Iguaçu, é uma demanda antiga da população local e dos turistas.

As primeiras promessas de duplicação remontam a 1985, durante o governo de José Richa (1934–2003). Naquele ano, a rodovia tinha pouco mais de 23 quilômetros de extensão, ligando o centro da cidade às Cataratas. Com a construção da Ponte da Fraternidade, que conecta o Brasil à Argentina, o então prefeito Perci Lima convenceu o ministro dos Transportes, Affonso Camargo, a iniciar a duplicação do trecho entre o centro e o trevo de acesso à ponte.

Em 1985, foi entregue um trecho de 4,3 quilômetros, hoje conhecido como Avenida das Cataratas. Contudo, o segmento de 8,7 quilômetros entre o trevo de acesso à Argentina e o portal do Parque Nacional do Iguaçu só começou a ganhar viabilidade em 2020, com a assinatura de um convênio entre Itaipu Binacional, o Governo Federal e o Governo do Paraná.

Lançamento da pedra fundamental. Foto: Divulgação AEN.

Em 27 de agosto de 2020, durante uma solenidade na rodovia, o então presidente Jair Bolsonaro lançou a pedra fundamental da duplicação. As obras estavam previstas para começar em abril de 2021, com conclusão em 36 meses. No entanto, os trabalhos só tiveram início em setembro de 2022.

O andamento das obras

Obra do viaduto de acesso ao Aeroporto Internacional de Foz. Foto: Divulgação DER/PR.
Obra do viaduto de acesso ao Aeroporto Internacional de Foz. Foto: Divulgação DER/PR.

Segundo informe do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), emitido no início desta semana, atualmente, o viaduto no acesso ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, que recentemente recebeu R$ 396 milhões em melhorias, está em fase de escavação, com tráfego desviado para acessos provisórios. Nos outros três viadutos e na nova ponte sobre o Rio Tamanduá, as atividades avançam na superestrutura, com vigas longarinas instaladas e concretagem em andamento.

A terraplanagem segue no alargamento da pista central, na cabeceira da ponte e no espaço destinado à futura ciclovia. O aterro utiliza material pétreo em substituição à argila, permitindo maior celeridade, mesmo em períodos chuvosos.

Obras de duplicação da Rodovia das Cataratas. Foto: Divulgação DER/PR.
Obras de duplicação da Rodovia das Cataratas. Foto: Divulgação DER/PR.

A pavimentação inclui fresagem do pavimento existente, regularização do subleito, base em brita e imprimação com emulsão asfáltica. Estão sendo construídos muros de contenção, passa-faunas e sistemas de drenagem.

A duplicação prevê duas novas faixas por sentido, com barreiras de concreto, acostamentos internos e externos, vias marginais, passeios e ciclovias bidirecionais.

Avanço lento e transtornos

Apesar dos avanços, a percepção geral é de lentidão. Muitos moradores relatam que a obra carece de mão de obra suficiente. Quem trafega diariamente pela rodovia nota máquinas paradas e poucos trabalhadores em atividade.

Entre 2023 e 2024, o Parque Nacional do Iguaçu recebeu 2.952.988 visitantes, que precisaram passar pelo canteiro de obras. Nesse período, três Maratonas Internacionais de Foz do Iguaçu ocorreram, com os atletas enfrentando calor, poeira e obras nos 8,7 quilômetros da rodovia.

A questão que fica é: não seria mais eficiente dividir a duplicação em trechos entregues gradativamente, em vez de transformar toda a extensão em um único canteiro de obras?

Quando essa obra será finalizada?

Em janeiro de 2024, o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) informou que o avanço das obras de duplicação da Rodovia das Cataratas era de 24,76%. Doze meses depois, em janeiro de 2025, o progresso atingiu 42,49%, resultando em uma taxa de avanço anual de apenas 17,73%.

Se essa taxa permanecer constante — um cenário que seria o pior pesadelo dos iguaçuenses —, o tempo necessário para concluir os 100% da obra pode ultrapassar três anos, considerando o ponto de partida em janeiro de 2025.

Para uma população que já aguarda essa duplicação há mais de 40 anos, surge a pergunta inevitável: será possível esperar mais três anos para, finalmente, ver a conclusão desta obra tão aguardada?

Com Informações: Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR).

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O Wonder Park Foz amplia sua estrutura de lazer com a inauguração do Wonder Games, a quinta experiência oficial do complexo. A novidade traz para a fronteira um conceito de fliperama imersivo, no qual os participantes dispensam os joysticks tradicionais e usam o próprio corpo para comandar as partidas.

A atração conta com duas salas tecnológicas equipadas com painéis de LED que reagem em tempo real aos movimentos. A proposta combina atividade física, agilidade, raciocínio rápido e trabalho em equipe, atendendo desde crianças até adultos e grupos corporativos.

Como funciona o Wonder Games

Os grupos, formados por 2 a 12 participantes, podem reservar as salas por períodos mínimos de 40 minutos. Antes de começar, os jogadores escolhem a modalidade do desafio e o nível de dificuldade, tornando o jogo personalizado.

  • Sala Parede de LED: Toda a interação e os alvos do jogo ocorrem no painel vertical, exigindo reflexos rápidos e precisão.
  • Sala Piso de LED: Os desafios acontecem sobre o chão interativo, exigindo que os jogadores se movimentem, saltem e desviem de obstáculos no piso.

 

O objetivo principal em ambas as modalidades é cumprir missões no menor tempo possível, desviar de áreas de risco e acumular a maior pontuação em grupo.

Reforço no ecossistema de entretenimento

Com o lançamento, o Wonder Games passa a compor o portfólio de atrações do parque, que já reúne o Movie Cars, o Show das Águas, o Lumina Park e a Big Land, além da hamburgueria temática Bonnie’s Burger, inspirada nos lanchonetes americanas dos anos 1950.

Segundo a direção do complexo, a nova estrutura visa ampliar o tempo de permanência dos turistas em Foz do Iguaçu e oferecer mais uma alternativa de lazer indoor para moradores da região, focando em atividades interativas para todas as idades.

 

 

 

Fotos: Divulgação/Wonder Park

Uma ação conjunta entre a Receita Federal e o Exército Brasileiro resultou na apreensão de uma pistola de fabricação italiana na pista de motocicletas da Ponte Internacional da Amizade, na aduana que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este. A ocorrência foi registrada durante os trabalhos de fiscalização da Operação Ágata nesta segunda-feira (27/07).

Durante a abordagem de rotina a uma motocicleta com placas do Paraguai, ocupada por um condutor paraguaio e uma passageira brasileira na garupa, as equipes decidiram vistoriar o baú do veículo.

Pistola Beretta e perfumes apreendidos

No compartimento de carga da moto, os fiscais encontraram cinco frascos de perfumes e uma pochete. Dentro da bolsa estava escondida uma pistola modelo Beretta APX, calibre 9 mm, que estava desmuniciada, acompanhada por dois carregadores vazios.

O motociclista, a passageira e a arma apreendida foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para a lavratura dos procedimentos legais. A motocicleta utilizada no transporte e as demais mercadorias encontradas permaneceram retidas na Aduana da Receita Federal.

 

 

Com informações: Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu
Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu

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A geopolítica na América do Sul e a convivência entre países vizinhos vivem um momento de evidente sensibilidade. Na última sexta-feira (24), uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reacendeu feridas históricas do século XIX e provocou uma dura reação do Poder Legislativo do Paraguai nesta segunda-feira (27).

Ao discursar na fábrica da Avibras, em Jacareí (SP), para defender o aumento de gastos na defesa e o fortalecimento das Forças Armadas brasileiras, Lula usou a Guerra da Tríplice Aliança como justificativa orçamentária. “Nós gostamos de paz. Mas um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil. A Guerra do Paraguai custou três orçamentos do Brasil na época. Quando você entra em guerra, não fica perguntando se tem dinheiro ou não”, declarou o presidente.

Repúdio do Congresso Paraguaio

A resposta de Assunção veio de forma rápida e oficial. O presidente do Congresso Nacional do Paraguai, Basilio “Bachi” Núñez, divulgou um comunicado cobrando “respeito e sensibilidade” do mandatário brasileiro ao tratar da memória histórica de seu país.

“Não se trata de um enojo circunstancial nem de uma diferença política do presente, mas de uma memória que atravessa gerações e forma parte essencial da identidade de nossa Nação”, rebateu Núñez. Para o parlamento paraguaio, a simplificação do conflito que devastou o país — dizimando cerca de 70% da sua população masculina — fere a soberania e a sensibilidade nacional.

O tabuleiro geopolítico atual: EUA, China e sobretaxas

O atrito verbal não acontece em um vácuo. A região enfrenta um redesenho de alianças estratégicas.

De um lado, o governo paraguaio vem se aproximando ostensivamente dos Estados Unidos, inclusive aceitando negociações para a instalação de bases e cooperação militar norte-americana em seu território. Do outro, o Brasil busca ampliar sua parceria econômica com a China para diversificar mercados e reduzir a dependência de Washington.

A equação ficou ainda mais complexa com a postura do governo de Donald Trump nos Estados Unidos, que impôs sobretaxas às importações de produtos brasileiros e fez declarações públicas sobre as eleições presidenciais no Brasil, pressionando a diplomacia em Brasília.

A história sob dois ângulos e o risco de ser peças de um jogo alheio

Historicamente, a análise do conflito de 1864 envolve complexidades que vão além de apontar apenas um agressor. Antes da invasão militar ordenada por Solano López ao Mato Grosso e ao Rio Grande do Sul, o Império do Brasil havia intervindo militarmente no Uruguai para depor o governo do Partido Blanco, aliado de Assunção, e bloqueado rotas de acesso do Paraguai ao oceano.

A reação desesperada de López desencadeou o maior conflito armado da América do Sul. Contudo, o prosseguimento da guerra promovido por Dom Pedro II, mesmo após o Paraguai estar totalmente derrotado, resultou em massacres que até hoje marcam a memória do povo vizinho.

Em um momento em que a cooperação econômica e o turismo na fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este demandam pontes, a retórica política reacende rusgas que o tempo e a diplomacia vinham tentando cicatrizar.

Mais de 160 anos depois, o cenário se desenha com contornos parecidos aos do século XIX: enquanto Washington e Pequim disputam hegemonia global, Brasil e Paraguai correm o risco de servir como mero tabuleiro de xadrez para interesses alheios. Para que a integração regional avance de fato, ambas as nações precisam da maturidade de aprender com as tragédias do passado. A verdadeira soberania sul-americana não se constrói trocando farpas por conta de pressões externas, mas sim fortalecendo a confiança e a parceria entre povos irmãos.

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