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sáb, 18 de jul 2026

“Copa pode não ser nossa, mas as Malvinas são”: Reino Unido exige que Fifa investigue a Argentina após provocação no gramado

Governo britânico classifica ato dos jogadores argentinos como "totalmente inapropriado" e pressiona por sanções; polêmica estoura às vésperas da grande final do Mundial de 2026.

A dramática vitória da Argentina sobre a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2026, em Atlanta, migrou definitivamente dos gramados para o campo da diplomacia internacional. O governo do Reino Unido solicitou formalmente nesta quinta-feira (16) que a Fifa abra uma investigação minuciosa contra a Associação de Futebol Argentino (AFA), após jogadores da Albiceleste exibirem uma bandeira com a frase “As Malvinas são argentinas” durante a comemoração no gramado.

O secretário de Negócios e Comércio britânico, Peter Kyle, classificou a atitude dos atletas como “totalmente inapropriada” e exigiu posicionamento da entidade máxima do futebol. “De fato, um dos princípios fundamentais da Copa do Mundo é que a política seja mantida separada do esporte. Agora, este é um assunto que cabe à Fifa resolver. Eu certamente acho que eles deveriam investigar isso. Absolutamente”, declarou o ministro em entrevista à BBC.

Em tom firme, o porta-voz oficial do primeiro-ministro Keir Starmer endossou a cobrança do ministro e mandou um recado direto aos rivais sul-americanos:

“A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as Ilhas Falklands [Malvinas] certamente são. Nossa posição permanece inalterada e o nosso compromisso com os habitantes das ilhas é inabalável”.

Fifa proíbe mensagens políticas e estuda punição

O Código de Conduta e as diretrizes de segurança da Fifa são extremamente rígidos quanto à exibição de slogans, imagens ou mensagens de teor político ou ideológico em campo. O órgão máximo do futebol mundial estuda quais procedimentos adotar diante da representação formal britânica.

Caso a infração seja punida, a AFA deve receber sanções financeiras. O regulamento prevê multas que variam de 5.000 a 20.000 francos suíços. O precedente mais marcante ocorreu na Copa do Mundo de 2022, no Catar, quando a Federação de Futebol da Sérvia foi multada em 20.000 francos suíços após exibir no vestiário uma bandeira que integrava o território de Kosovo à Sérvia, acompanhada de mensagens nacionalistas.

Fronteira em festa e alheia à polêmica da Fifa

Torcida argentina lotou Sete Bocas em Puerto Iguazú. Foto: Osamah Shehadeh/Portal Clickfoz.

Enquanto o debate político fervilha nos gabinetes de Londres, a realidade na Tríplice Fronteira foi de pura euforia popular. Minutos após as 18h de ontem, logo após o apito final que decretou o triunfo argentino, milhares de moradores de Puerto Iguazú tomaram as ruas da cidade vizinha a Foz do Iguaçu para festejar a classificação histórica.

A concentração principal ocorreu no icônico cruzamento das 7 Bocas, ponto onde três vias principais se encontram com a movimentada Avenida Brasil, na área central de Puerto Iguazú. Os bares e restaurantes do entorno ficaram completamente lotados, arrastando uma multidão que ocupou três quarteirões da avenida. Em meio à festa, rojões e cantorias, quase nenhum torcedor local notou a polêmica da bandeira em campo, que só ganhou repercussão horas depois nos portais de notícias.

Final de domingo deve travar o turismo na cidade vizinha

A euforia com a vaga na grande decisão já começou a impactar o planejamento turístico na região. Para o próximo domingo, dia da final do Mundial contra a Espanha, agências de turismo de Foz do Iguaçu já começaram a cancelar e reorganizar parte dos passeios programados para o lado argentino.

A previsão é que uma onda massiva de torcedores volte a ocupar as ruas de Puerto Iguazú desde o pré-jogo, inviabilizando por completo o trânsito de ônibus e vans de turismo. O bloqueio natural das vias deve dificultar o acesso de brasileiros e estrangeiros aos tradicionais restaurantes da região e à famosa Feirinha de Puerto Iguazú.

Diplomacia na torcida pela final

A controvérsia geopolítica esquenta ainda mais o clima para a grande decisão do torneio, que acontece no próximo domingo, em Nova Jersey, onde a Argentina enfrentará a Espanha.

Ao ser questionado sobre para quem o primeiro-ministro britânico Keir Starmer estaria torcendo no fim de semana após a eliminação da Inglaterra, o porta-voz do governo respondeu com uma sutil alfinetada diplomática: “O primeiro-ministro deseja boa sorte a ambas as equipes na final, especialmente à Espanha”.

 

 

 

Foto em destaque: reprodução das redes sociais

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As fortes rajadas de vento que atingem a região Oeste do Paraná desde sexta-feira (17) começaram a impactar as operações no Aeroporto Internacional Cataratas, em Foz do Iguaçu. De acordo com informações da Motiva Aeroportos, concessionária que administra o terminal iguaçuense, o mau tempo já resultou no cancelamento e no desvio de voos comerciais entre ontem e o início da tarde deste sábado (18).

O balanço operacional do aeroporto aponta que, na sexta-feira, dois voos foram cancelados (uma chegada e uma partida). Já neste sábado, o vento forte forçou a alternância de rota de três aeronaves que pousariam na cidade, além do cancelamento de mais uma decolagem.

A instabilidade atinge todo o Sul do país devido a um aviso laranja de perigo para vendaval emitido pelos institutos de meteorologia, válido para o oeste paranaense, Santa Catarina e Rio Grande do Sul durante todo o fim de semana.

Por que o vento forte impede pousos e decolagens?

O vento forte afeta diretamente a aerodinâmica das aeronaves em baixas altitudes, período em que o avião voa em menor velocidade e o piloto possui margem de erro reduzida. Os comandantes operam sob limites estritos de segurança estabelecidos pelos fabricantes e pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Os principais fenômenos que causam cancelamento de pouso e/ou decolagem no aeroporto são:

  • Vento Cruzado (Crosswind): Ocorre quando o vento sopra lateralmente à pista, empurrando a aeronave para fora do eixo central de pouso. Cada avião tem um limite máximo de tolerância para essa força lateral; se ultrapassado, a operação é proibida.
  • Cisalhamento do Vento (Wind Shear): Uma mudança brusca e repentina na direção ou velocidade do vento em um espaço curto. Pode fazer com que o avião perca sustentação e altitude de forma rápida e descontrolada perto do solo.
  • Turbulência na Aproximação: As rajadas constantes desestabilizam o voo, dificultando o alinhamento e o nivelamento corretos da aeronave com a pista.

 

A concessionária alerta que a programação para o restante do sábado segue em estado de atenção. Como a normalização das operações depende diretamente da diminuição na velocidade das rajadas de vento, outros voos previstos para o fim da tarde e noite de hoje ainda podem sofrer atrasos, cancelamentos ou novos desvios para aeroportos alternativos da região.

A recomendação aos passageiros que possuem viagens agendadas para este fim de semana é consultar o status do voo diretamente com as companhias aéreas antes de se deslocarem ao terminal de Foz do Iguaçu.

Vento traz calor de 28°C no domingo

Apesar dos transtornos na aviação, as rajadas — que são oriundas do norte do continente e transportadas por Jatos de Baixa Nível (JBN) — trouxeram um alívio temporário para o frio intenso. As temperaturas mínimas em torno de 10°C ficaram restritas às áreas de serra da Região Sul.

Em Foz do Iguaçu, a previsão do tempo para este domingo (19) é de clima abafado, com os termômetros marcando máxima de até 28°C. O calor permanece na segunda-feira (20), data em que o aviso laranja de vendaval começa a perder força no Paraná e a velocidade dos ventos na fronteira finalmente deve começar a diminuir.

 

 

 

Foto em destaque: Kaká Souza/Portal Clickfoz

Um susto no início da tarde de sexta-feira (17) fez muitos motoristas e pedestres questionarem a segurança da Ponte Internacional da Amizade. Uma densa fumaça vinda das galerias subterrâneas de cabos forçou o bloqueio momentâneo da principal ligação entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. O incidente, somado a uma percepção de oscilação da pista acima do normal, gerou debates nas redes sociais sobre as condições reais da estrutura de 61 anos. A resposta curta e direta das autoridades e especialistas é: sim, a ponte é segura.

A fumaça que gerou pânico foi causada por um curto-circuito isolado no sistema de fiação subterrânea que abriga a infraestrutura de fibra óptica e cabos elétricos. De acordo com a EPR Iguaçu, concessionária responsável pela administração do trecho, as equipes de Conservação, Tecnologia e Automação agiram rápido, desligando o sistema preventivamente com o apoio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Motoristas registram fumaça saindo da parte interna. Imagem: reprodução/arquivos das redes sociais.

Em nota atualizada na manhã deste sábado (18) ao Portal Clickfoz, a concessionária garantiu que o incêndio ficou restrito aos dutos e não causou nenhum dano estrutural à passarela. O tráfego já flui normalmente nos dois sentidos da fronteira.

Por que a ponte balança tanto?

O balanço que assustou os usuários nesta semana tem explicações físicas perfeitamente normais. Pontes de grande porte, especialmente as feitas de concreto armado como a da Amizade, são projetadas para serem flexíveis. Se elas fossem totalmente rígidas, a força dos ventos e o peso dos veículos quebrariam a estrutura.

Dois fatores coincidiram nesta semana de julho para tornar essa oscilação mais perceptível:

  1. Rajadas de vento de 60 km/h: Foz do Iguaçu enfrenta dias de ventos fortes, o que naturalmente faz a estrutura reagir e se movimentar para dissipar a energia.
  2. Férias escolares e trânsito parado: Com o aumento do fluxo turístico de julho, o trânsito sobre a ponte fica lento. Quando o motorista fica parado no congestionamento em cima da pista, ele sente o balanço oscilar de forma muito mais nítida do que se estivesse cruzando o trecho em velocidade normal.

 

Estrutura sexagenária e o desafio do tráfego pesado

Inaugurada oficialmente em 1965, a Ponte da Amizade passou por duas grandes reformas estruturais e de revitalização: uma em 2002 e outra em 2015, quando ganhou a cobertura para pedestres.

O desafio atual é o gigantismo do fluxo. Em 2015, a Câmara de Comércio de Ciudad del Este estimava o movimento em 4 milhões de pessoas ao ano. Hoje, dados da Receita Federal apontam que a ponte recebe cerca de 100 mil pessoas e 45 mil veículos diariamente, o que representa mais de 36,5 milhões de pessoas por ano — um salto impressionante de 812,5% de crescimento no fluxo em 11 anos.

Esse crescimento explosivo preocupa o setor produtivo. Recentemente, a Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este apresentou uma proposta técnica para restringir a passagem de caminhões pesados de carga apenas para o horário das 17h às 6h da manhã. O objetivo é liberar o tráfego diurno para vans, ônibus e carros de turismo e, principalmente, evitar que carretas fiquem paradas por horas sobre a pista devido às filas aduaneiras, o que gera uma sobrecarga física contínua na estrutura.

Carta aberta emitida pela Câma da Comércio e Serviços de CDE. Imagem: Reprodução.

A associação paraguaia defende que engenheiros executem avaliações técnicas e estruturais periódicas na passarela.

Enquanto novos modelos de ordenamento de tráfego são discutidos pelas autoridades dos dois países, a EPR Iguaçu reforça que mantém o monitoramento constante do local para garantir a operação segura do segmento. Em caso de dúvidas ou emergências na pista, os usuários podem acionar o atendimento 24 horas da concessionária pelo telefone 0800 277 0163.

 

 

 

Foto em destaque: Divulgação/Ministério dos Transportes do Brasil

Foz do Iguaçu vai sediar, no próximo dia 30 de julho, o XII Seminário de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. O evento será realizado das 8h30 às 17h30, no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, localizado na Avenida Costa e Silva. O encontro é totalmente aberto ao público e as inscrições para participação devem ser feitas de forma online.

Com o tema “Pontes de proteção: articulação e cooperação no enfrentamento ao tráfico de pessoas”, o seminário tem como objetivo principal promover a troca de experiências profissionais e o alinhamento de ações integradas no combate a essa modalidade de crime. O debate ganha ainda mais relevância pela localização geográfica da cidade na Tríplice Fronteira.

O encontro vai reunir representantes de diversos órgãos públicos, instituições de segurança, profissionais da área jurídica e social, além de membros da sociedade civil organizada. A pauta central das discussões envolve o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção, identificação de rotas e o fortalecimento das redes de acolhimento e garantia dos direitos humanos das vítimas.

Ações do Julho Coração Azul

A realização do XII Seminário de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas conta com o apoio direto da Secretaria Municipal de Segurança Pública de Foz do Iguaçu, por meio da Câmara Técnica de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CTETP/GGIM-FI).

O evento faz parte do calendário oficial de ações alusivas à campanha internacional do Julho Coração Azul e marca o Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, instituído e celebrado globalmente no dia 30 de julho.

Serviço

Evento: XII Seminário de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas
Data: 30 de julho de 2026
Horário: Das 8h30 às 17h30
Local: Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention
Endereço: Avenida Costa e Silva, nº 3.500 – Foz do Iguaçu
Participação: Inscrições online abertas ao público

 

Chegamos àquela época do ano em que o iguaçuense com rinite ativa o modo sobrevivência e aceita que seu corpo é feito de 70% de água e 30% de Neosoro. O inverno se instala, a umidade relativa do ar despenca e, para os mais de 35% da população mundial que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sofrem com alguma doença respiratória, começa o verdadeiro calvário em vida. É o festival do nariz coçando, olhos lacrimejando e o lenço de papel virando o item mais valioso da sua bolsa.

Mas se a secura do clima já é um castigo divino, a vida do trabalhador alérgico, que vive na fronteira e/ou divide mesa com alguém que tenha acesso às lojas em Ciudad Del Este, ganha contornos de filme de terror dentro dos ambientes corporativos. Com o frio, as janelas dos escritórios são lacradas como se fôssemos sobreviver a uma era glacial. O ar para de circular. É o cenário perfeito para o surgimento do maior vilão da modernidade: o uso sem limites da perfumaria árabe.

A “Meca” do contra-ataque olfativo logo ali no Paraguai

 

Não me leve a mal, andar cheiroso é maravilhoso. O problema é que moramos ao lado de Ciudad del Este, a atual “Meca” dos perfumes árabes. O mercado foi inundado por aqueles frascos imponentes, cheios de pedrarias, que parecem saídos da lâmpada do Aladim. Eles trazem uma concentração altíssima de óleos essenciais e especiarias pesadas. São fragrâncias projetadas para durar três dias no deserto do Saara, sob um sol de 50°C, mas que as pessoas resolvem passar para ir trabalhar em uma sala de três por quatro metros.

Aquele perfume ultra-adocicado com notas de baunilha, incenso e Oud que a sua colega de mesa passa às 8h da manhã não vai sair dali. Ele ganha vida própria, cria um CNPJ e passa a flutuar pelo escritório. Para quem tem vias aéreas sensíveis, uma única borrifada a mais daquela bomba árabe equivale a levar uma chinelada de especiarias direto no meio da cara. Você entra no elevador e, antes de chegar ao terceiro andar, seu nariz já entendeu que é hora de começar o show dos sete espirros seguidos.

Não é frescura, é química pura (e agressiva)

Calma! Você não precisa entender de química. Esta imagem é meramente ilustrativa.

Se você acha que o seu colega de trabalho está de implicância com o seu bom gosto para fragrâncias exóticas, a ciência explica que o nariz dele está apenas tentando não morrer. Raramente o cheiro em si causa uma alergia real. O que acontece é uma irritação severa e física da mucosa nasal provocada pelos Compostos Orgânicos Voláteis (COVs) e fixadores que volatilizam no ar confinado.

O nariz do alérgico é agredido diretamente por substâncias bem comuns nesses vidros importados:

  • Limoneno e Linalol: Presentes em notas cítricas, oxidam no ar e viram agentes irritantes;
  • Geraniol e Citral: Base de fragrâncias florais que inflamam as vias aéreas na hora;
  • Eugenol e Cinnamal: Extraídos de cravo e canela, dão o tom dos perfumes doces e amadeirados e atacam o sistema respiratório de pessoas sensíveis como se fossem gás de pimenta.

 

Pelo amor de Deus: usem com parcimônia

Em tempos de baixa umidade, o nariz do alérgico já opera no limite da exaustão, parecendo uma lixa no deserto. Dividir a mesa com alguém que tomou um banho de perfume forte gera crises imediatas de coriza e aquela coceira que dá vontade de tirar o nariz do rosto, lavar na pia e colocar de volta.

O apelo que fica para este inverno de 2026 é um pedido de socorro e de empatia corporativa: usem seus cobiçados perfumes árabes com moderação. Duas borrifadas já são suficientes para o Paraguai inteiro sentir. Deixem as notas ultra-açucaradas para os ambientes abertos, para a balada ou para quando as janelas puderem ficar abertas. O estoque de soro fisiológico e a saúde mental dos seus colegas agradecem.

 

 

 

Imagens: Freepik, Imagens criadas com uso de inteliugência artificial (I.A) e arquivos das redes sociais

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