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qua, 09 de set 2026

Brasil negocia com o Paraguai redução na taxa do DTVF para a Ponte da Integração

Disparidade entre os valores cobrados nos dois países motiva articulação diplomática a poucos dias da liberação de veículos de passeio na nova ponte.

O governo brasileiro iniciou negociações com o Paraguai para pedir a redução do valor cobrado para a emissão do Documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço (DTVF). A medida ocorre às vésperas da abertura da Ponte da Integração para carros de passeio, agendada para a próxima segunda-feira, 14 de setembro.

A preocupação das autoridades locais decorre da expressiva diferença de custo entre os dois países. Enquanto a emissão do DTVF no Brasil (via Polícia Federal) custa cerca de R$ 63, a taxa cobrada pela Dirección Nacional de Migraciones do Paraguai foi fixada em 234.154 guaranis (aproximadamente R$ 160 a R$ 200, dependendo da cotação).

Como o morador de Foz do Iguaçu precisa solicitar o documento no lado paraguaio para cruzar a nova ponte em direção a Presidente Franco, o valor cobrado pelo país vizinho é considerado elevado por lideranças locais, que defendem o princípio de reciprocidade para não sobrecarregar a população fronteiriça.

De acordo com o delegado da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Marcelo Mossi, o impasse já está sendo tratado na esfera diplomática por meio do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), com o objetivo de que o Paraguai revise a taxa antes do início do fluxo regular de automóveis.

Exigência do DTVF começa dia 14 de setembro

Vista aérea da Ponte da Integração e da estrutura da nova Aduana Brasil x Paraguai. Foto: Divulgação.

A partir de 14 de setembro, o tráfego de veículos de passeio na Ponte da Integração funcionará em caráter experimental das 7h às 13h, sendo restrito a moradores cadastrados de Foz do Iguaçu, Ciudad del Este, Presidente Franco e Hernandarias.

Para utilizar a travessia nesta modalidade, o DTVF será obrigatório para todos os ocupantes do veículo (motorista e passageiros), além da apresentação de documento de identidade válido e seguro internacional do automóvel (Carta Verde).

Quem optar por não emitir o DTVF poderá continuar atravessando a fronteira normalmente pela Ponte Internacional da Amizade, seguindo os trâmites migratórios convencionais.

 

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A Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu apresentou seu ousado plano de gestão estratégica para o triênio 2026–2028. O objetivo central é transformar o município no principal laboratório nacional de inovação aduaneira terrestre do Brasil, consolidando um modelo de “Fronteira Inteligente” fundamentado em conformidade, inteligência, tecnologia avançada, integração institucional e valorização das pessoas.

A proposta foi detalhada oficialmente durante a primeira reunião ordinária do Conselho Superior da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI). O encontro reuniu dirigentes empresariais, conselheiros, diretores, associados e o prefeito Joaquim Silva e Luna, que elogiaram a visão de futuro apresentada pelo órgão federal.

A exposição foi conduzida pelo delegado da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Marcelo Mossi Vendramini, e pelo delegado-adjunto, Fabiano Diniz. Ambos destacaram que a unidade passa por um momento histórico e singular, impulsionado pela entrada em operação de novas aduanas, a consolidação do novo Porto Seco e a futura revitalização e readequação do fluxo na Ponte Internacional da Amizade.

Transição do modelo presencial para a inteligência aduaneira

A essência do plano 2026–2028 é promover uma profunda mudança de paradigma na fiscalização de fronteira terrestre. A meta é migrar do modelo tradicional — caracterizado por abordagens presenciais massivas, fiscalização física generalizada, intervenções manuais no tráfego e foco centrado em estruturas físicas — para um sistema moderno, focado em informação antecipada, inteligência artificial, fiscalização seletiva por análise de risco, automação e monitoramento remoto.

Para o delegado Marcelo Mossi Vendramini, o cumprimento desse planejamento estratégico atua diretamente como indutor do crescimento econômico regional. “Ao cumprir nossa missão, a gente estimula um ambiente de negócios capaz de produzir desenvolvimento e gerar renda no município”, destacou.

O delegado-adjunto Fabiano Diniz reforçou que a Alfândega de Foz do Iguaçu deixará de focar apenas na construção de infraestruturas físicas para liderar a transformação do modelo aduaneiro no país. “A nova visão é fundamentada em conformidade, informação antecipada, inteligência, tecnologia, gestão de riscos e facilitação dos fluxos legítimos, estabelecendo um paradigma nacional para as fronteiras do futuro”, resumiu Diniz.

Apoio institucional e cobrança do setor produtivo

Encontro teve participação de dirigentes, de conselheiros, de diretores, de associados e do prefeito Joaquim Silva e Luna. Foto: divulgação.

Durante a apresentação, o presidente do Conselho Superior da ACIFI, João Batista de Oliveira, parabenizou a instituição pela iniciativa, mas aproveitou a oportunidade para solicitar a intensificação das ações no combate ao contrabando e ao descaminho. Segundo o dirigente, a informalidade e a entrada de produtos ilícitos ainda causam prejuízos significativos ao comércio formal da região.

O prefeito de Foz do Iguaçu, Joaquim Silva e Luna, classificou o plano como uma iniciativa ousada e necessária para o contexto geopolítico local. “Estamos na mais complexa tríplice fronteira do continente. Complexa em todos os sentidos, por isso é preciso ter ousadia e coragem”, ressaltou o chefe do Executivo municipal.

Os oito eixos estratégicos da Receita Federal para 2026–2028

O plano de transformação da Alfândega de Foz do Iguaçu está estruturado em oito pilares fundamentais:

  1. Consolidação das novas aduanas e transformação dos modelos operacionais: Com a estrutura física concluída nas aduanas da Ponte da Integração e da nova Ponte Tancredo Neves, o desafio prioritário passa a ser a consolidação dos modelos de operação para transformá-los em referência nacional.
  2. Fronteira inteligente, conformidade e gestão de riscos: Implementação transversal de sistemas baseados em dados antecipados, automação, inteligência e fiscalização seletiva focada no perfil de risco.
  3. Modernização da Aduana da Ponte Internacional da Amizade: Com a migração do tráfego de caminhões de carga para a Ponte da Integração, a Ponte da Amizade será reformulada para focar no turismo, no controle de bagagens e na fiscalização inteligente, sob o conceito de “Aeroporto sem Avião”.
  4. Porto Seco e logística aduaneira: Consolidação do novo Porto Seco da cidade e aprimoramento da gestão de mercadorias apreendidas.
  5. Enfrentamento ao contrabando, descaminho e ilícitos transfronteiriços: Criação de um Centro Integrado de Enfrentamento para atuar como uma segunda camada estratégica de controle, reprimindo fluxos ilícitos que tentam burlar a fiscalização por rotas alternativas e pontos de transbordo fora dos postos formais.
  6. Pessoas, liderança e cultura organizacional: Ações voltadas ao fortalecimento do sentimento de pertencimento, valorização do corpo funcional e consolidação da confiança nos projetos da unidade.
  7. Governança patrimonial e projetos estruturantes: Reaproveitamento de imóveis desocupados da união, convertendo-os em ativos estratégicos para o desenvolvimento turístico e institucional da região fronteiriça.
  8. Conhecimento, inovação e replicabilidade nacional: Criação da Universidade Corporativa de Fronteiras e de um Laboratório Nacional de Inovação para validar soluções tecnológicas e replicá-las em outras unidades aduaneiras do Brasil.

 

A fronteira de Foz do Iguaçu em números

O volume de pessoas e cargas que circulam diariamente pela jurisdição da Alfândega de Foz do Iguaçu evidencia a complexidade da operação aduaneira no município:

  • Tráfego diário de veículos: 50 mil veículos por dia nos principais pontos de fronteira;
  • Fluxo diário de pessoas: 126 mil pedestres e passageiros por dia cruzando as pontes internacionais;
  • Passageiros no modal aéreo: 2,5 milhões de passageiros por ano no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu;
  • Transporte de cargas: 215 mil veículos de transporte internacional de carga por ano movimentados no Porto Seco;
  • Corrente de comércio: US$ 5,3 bilhões movimentados anualmente no comércio exterior sob jurisdição da unidade.

 

Fonte: Alfândega da Receita Federal de Foz do Iguaçu

 

 

Fotos: Divulgação/Assessoria

No mesmo dia — e quase na mesma hora — em que a Xiaomi anunciou o lançamento do seu Xiaomi 18 Fold, a Huawei oficializou nesta segunda-feira (7), na China, o lançamento do Mate XT 2, a segunda geração do seu smartphone com tela tripartida (tri-fold). O grande destaque da atualização é a reformulação estrutural: o modelo abandona as dobras externas da geração anterior e adota um sistema de dobra interna, protegendo o painel sensível contra riscos e impactos quando o aparelho está fechado.

O modelo estará disponível para vendas no mercado chinês a partir do próximo final de semana, entre 12 e 13 de setembro. A Huawei ainda não confirmou projeções ou datas para o lançamento da versão global em outros continentes.

Tela OLED de 10,2 polegadas e “Privacy Display”

Com a estrutura totalmente aberta, o Mate XT 2 entrega uma tela OLED de 10,2 polegadas com resolução 3K, taxa de atualização adaptativa de 1 a 120 Hz e escurecimento PWM de alta frequência. Quando dobrado, o aparelho assume o formato de um smartphone tradicional com tela externa de 6,5 polegadas.

Apesar das dimensões de tablet, o dispositivo pesa 299 gramas e apresenta espessura de apenas 3,5 mm quando aberto. Ele conta com certificações IP58 e IP59 contra poeira e respingos de água.

Outra novidade é a estreia da tecnologia privacy display em um dispositivo tripartido. A ferramenta limita os ângulos de visão da tela para que o conteúdo seja visível exclusivamente por quem está de frente para o aparelho, impedindo que pessoas ao redor visualizem informações confidenciais em espaços públicos. O recurso é exclusivo da versão com 1 TB de armazenamento.

Desempenho com Kirin 9050 Pro e módulo quad-câmera

Internamente, o Mate XT 2 estreia o processador Kirin 9050 Pro, com salto de desempenho estimado em 42% na comparação com a geração anterior. O smartphone roda o sistema operacional HarmonyOS 7 com recursos nativos de inteligência artificial e traz bateria de 5.600 mAh, compatível com carregamento rápido de 66 W via cabo e 50 W sem fios.

O conjunto de câmeras traseiras é composto por quatro sensores:

  • Sensor principal: 50 MP (com abertura variável, estabilização óptica e matriz RYYB);
  • Ultrawide: 40 MP;
  • Telefoto Periscópica: 50 MP (zoom óptico de 3,5x);
  • Câmera Multiespectral: voltada para precisão e fidelidade de cores.

 

Preços e versões

Todas as variantes do Huawei Mate XT 2 acompanham 16 GB de RAM. Os preços estipulados para o mercado chinês partem de:

  • 256 GB: 19.999 yuan (cerca de R$ 15,6 mil na conversão direta);
  • 1 TB (com Privacy Display): 24.999 yuan (aproximadamente R$ 19,5 mil);
  • 2 TB (Edição de Colecionador): 29.999 yuan (cerca de R$ 23,4 mil).

 

 

Fotos: Reprodução/Arquivo das redes sociais

A Mega-Sena sorteia nesta terça-feira (8) um prêmio estimado em R$ 70 milhões. As seis dezenas do concurso 3.055 serão reveladas a partir das 21h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo direto do Espaço da Sorte, em São Paulo.

No concurso anterior, ninguém acertou as seis dezenas sorteadas (08 – 17 – 24 – 43 – 47 – 58), fazendo o valor principal acumular.

Estatística da sorte: as dezenas mais sorteadas em 2026

Para quem costuma recorrer às estatísticas na hora de preencher o volante, levantamentos do ano mostram quais dezenas têm saído com mais frequência nos globos da Caixa ao longo de 2026.

O grande destaque do ano é o número 58, que lidera o ranking isolado com 18 aparições, seguido de perto pelas dezenas 06 e 17 (com 17 sorteios cada).

Confira o top 10 das dezenas mais sorteadas no ano:

  • 58 (18 vezes)
  • 06 e 17 (17 vezes)
  • 16 e 27 (16 vezes)
  • 15 e 42 (15 vezes)
  • 14, 30 e 60 (14 vezes)

 

Como apostar e horários limites

As apostas podem ser registradas até as 20h desta terça-feira nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal de todo o país, além dos canais digitais — site oficial das Loterias Caixa e aplicativo oficial.

A aposta mínima, com a escolha de seis números, custa R$ 6,00.

 

A Xiaomi revelou oficialmente na China o seu mais novo avanço no mercado de dispositivos móveis: o Xiaomi 18 Fold. Apresentado na segunda-feira (7) pelo CEO da marca, Lei Jun, o modelo marca a estreia da fabricante no segmento de dobráveis com formato “wide” — proporção mais larga que busca equilibrar uso compacto quando fechado e experiência de tablet quando aberto.

O lançamento antecipa a movimentação de concorrentes no setor de dobráveis e chega às lojas chinesas a partir de quinta-feira, 10 de setembro. Até o momento, a fabricante ainda não confirmou prazos para o lançamento da versão global do dispositivo nos mercados ocidentais.

Design compacto e usabilidade multitarefa

Desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, o Xiaomi 18 Fold apresenta um painel interno flexível de 7,58 polegadas e uma tela externa de 5,38 polegadas. Ambas contam com proporção de √2:1, formato apontado pela marca como ideal para a leitura natural e consumo de mídias.

Quando dobrado, o aparelho tem espessura de 10,68 mm e pesa 219 gramas, adotando dimensões semelhantes às de um passaporte para facilitar o manuseio com apenas uma mão. Desdobrado, o painel interno opera como um tablet compacto adaptado para rodar até três aplicativos simultâneos na tela, além de suporte a janelas flutuantes.

A estrutura é composta por uma liga de alumínio reforçada com vidro Xiaomi Shield Glass 3.0 e uma nova geração de dobradiças projetadas para maior durabilidade.

Especificações técnicas e conjunto de câmeras Leica

No desempenho, o Xiaomi 18 Fold estreia o novo processador XRing O3 (com arquitetura de 3 nanômetros), combinado a memórias RAM do tipo LPDDR6. O conjunto é alimentado por uma bateria de 6.000 mAh com suporte a carregamento rápido de 60 W via cabo e 50 W sem fios.

O conjunto fotográfico, assinado em parceria com a Leica, traz um módulo triplo na traseira:

  • Sensor principal: 200 MP;
  • Lente telefoto: 50 MP (com zoom óptico de 3,5x);
  • Lente ultrawide: 50 MP.

 

Preço e disponibilidade

Disponível inicialmente para o mercado chinês, os preços do Xiaomi 18 Fold partem de 10.999 yuan (cerca de R$ 8,6 mil na conversão direta) na versão de 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. A versão topo de linha, com 16 GB de RAM e 1 TB de espaço interno, chega ao mercado por 14.999 yuan (aproximadamente R$ 11,7 mil). Não foi anunciado a data em que a versão global estará disponível para o mercado do ocidente.

 

 

 

Fotos: Divulgação/Xiaomi

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