A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, a comercialização e o uso do T36, medicamento à base de tirzepatida sem registro sanitário no Brasil. A determinação foi publicada nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, no Diário Oficial da União e abrange todos os lotes do produto. As informações foram divulgadas pelo Atlas Público.
A medida consta da Resolução-RE nº 3.626, de 14 de setembro de 2026. Além de impedir a entrada do medicamento no país, a decisão proíbe armazenamento, distribuição, exportação, transporte e propaganda.
Para quem atravessa a fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este para fazer compras, o alerta é direto: o T36 está incluído na proibição de importação. A restrição alcança pessoas físicas e jurídicas, conforme as informações publicadas sobre a resolução. Confira o alcance da medida.
O motivo apontado para a decisão é a ausência de registro sanitário. Segundo a cobertura da resolução, a empresa responsável pelo produto aparece no documento como não identificada. A proibição é específica para o T36 e não representa uma suspensão de todos os medicamentos que utilizam tirzepatida. Leia mais sobre a decisão.
A Anvisa recomenda dar preferência a produtos registrados no Brasil, que passam por avaliação de qualidade, segurança e eficácia. Essa regularização também permite estabelecer a responsabilidade legal do fabricante. A orientação integra as regras da agência para importação de produtos destinados a tratamentos de saúde.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 59 celulares da marca Apple, modelo iPhone 16, sem o devido desembaraço aduaneiro no início da noite de terça-feira (15). A apreensão ocorreu no quilômetro 611 da BR-277, no município de Santa Tereza do Oeste (PR). Toda a mercadoria de procedência estrangeira era transportada oculta nos compartimentos de bagagem de uma motoneta.
Durante a abordagem na rodovia, os agentes inspecionaram os porta-objetos e a parte inferior do assento do veículo, onde localizaram os aparelhos escondidos.
Transporte entre cidades e prisão por descaminho
Ao ser questionado pela equipe, o condutor informou que havia partido da cidade de Céu Azul (PR) com destino a Cascavel (PR). Ele confessou que receberia R$ 500,00 para realizar o frete e a entrega dos eletrônicos na cidade vizinha.
Diante do flagrante pelo crime de descaminho, o homem recebeu voz de prisão no local.
A motoneta foi recolhida por um guincho e encaminhada à sede da Receita Federal do Brasil (RFB) em Cascavel para a contagem e valoração oficial das mercadorias. Já o condutor detido foi levado à Delegacia da Polícia Federal em Cascavel, onde permanece à disposição da Justiça.
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.058 da Mega-Sena, realizado na noite desta terça-feira (15). Com o resultado, o prêmio principal acumulou e está estimado em R$ 102 milhões para o próximo sorteio.
No Paraná, uma aposta registrada em Ponta Grossa acertou cinco dezenas e faturou R$ 53.305,58. Em Foz do Iguaçu, oito bilhetes acertaram a quadra e garantiram premiações que chegam a R$ 3,5 mil.
Os números sorteados
As dezenas sorteadas no Concurso 3.058 foram:
14 – 23 – 53 – 56 – 57 – 60
Desempenho em Foz do Iguaçu
Na faixa de quatro acertos (quadra), 3.632 apostas foram contempladas em todo o país com o valor base de R$ 1.185,42. Em Foz do Iguaçu, oito jogos foram premiados em diferentes casas lotéricas da cidade:
Cataratas Loterias: Uma aposta simples de 7 dezenas faturou R$ 3.556,26; outro jogo simples de 6 dezenas levou R$ 1.185,42.
Brasil Loterias: Aposta simples de 6 dezenas levou R$ 1.185,42.
Itaipu Loterias: Aposta simples de 6 dezenas levou R$ 1.185,42.
Lotefoz: Aposta simples de 6 dezenas levou R$ 1.185,42.
Loteria Fortuna: Aposta simples de 6 dezenas levou R$ 1.185,42.
Lotérica Iguaçu: Aposta simples de 6 dezenas levou R$ 1.185,42.
Lotérica Porto Meira: Aposta simples de 6 dezenas levou R$ 1.185,42.
Como apostar no próximo concurso
O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na quinta-feira (17). As apostas podem ser registradas até as 20h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada ou pelos canais digitais da Caixa Econômica Federal (site e aplicativo).
O sorteio do concurso especial 3780 da Lotofácil da Independência, realizado na noite desta terça-feira (15) em São Paulo, distribuiu o prêmio estimado em R$ 300 milhões. Ao todo, 72 apostas em todo o país acertaram as 15 dezenas sorteadas e cada uma vai receber R$ 4.488.579,00.
No Paraná, três apostas cravaram a pontuação máxima: duas em Curitiba e uma no município de Santa Inês. Em Foz do Iguaçu, cinco apostadores bateram na trave ao acertar 14 dezenas, garantindo premiações que variam de R$ 2,7 mil a R$ 8,2 mil.
A faixa de 14 acertos teve 8.978 apostas contempladas em todo o Brasil, com prêmio base de R$ 2.762,74. Em Foz do Iguaçu, bilhetes registrados em diferentes lotéricas e canais digitais faturaram valores superiores devido a apostas com mais dezenas ou cotas de bolão:
Lotérica Jardim São Paulo: Bolão de 17 números (30 cotas) faturou R$ 8.288,10.
Brasil Loterias: Bolão de 16 números (15 cotas) levou R$ 5.525,40.
Uma história construída em encontros, conversas e redes voluntárias de aprendizagem de idiomas ganha, pela primeira vez, um registro coletivo em livro. A obra “História do Movimento Poliglota no Brasil e no Sul Global” será lançada no sábado, 19 de setembro, às 17h20, durante a 11ª Conferência Poliglotar de Idiomas e Cultura, no Hotel Foz do Iguaçu. Aberto ao público, o lançamento convida moradores, estudantes, professores, pesquisadores e interessados em cultura e idiomas a conhecer um movimento que aproxima pessoas para além das fronteiras linguísticas e geográficas.
Organizada pelo Instituto Yglota de Poliglotismo e Integração, a publicação reúne 55 coautores ligados a 32 clubes de idiomas de diferentes regiões do Brasil e também apresenta iniciativas da América Latina e de países africanos, como Quênia, Tanzânia e Moçambique. Mais do que compilar datas e instituições, o livro preserva a memória de um movimento social formado por pessoas que criam espaços democráticos e gratuitos para praticar línguas, compartilhar repertórios e promover convivência intercultural.
O registro alcança uma rede estimada pelo Instituto Yglota em milhares de participantes. Ao documentar experiências até então dispersas, a obra reconhece a aprendizagem de idiomas como prática cultural e comunitária: um caminho para a circulação de conhecimento, para a cooperação entre povos e para a ampliação das possibilidades de pacificação.
Foz do Iguaçu como território do encontro
A escolha de Foz do Iguaçu para o lançamento reforça a dimensão simbólica do projeto. O Movimento Poliglota começou em Foz do Iguaçu em 30 de maio de 2009, com a primeira reunião do Clube Poliglota Foz, ativo até hoje.
Na região trinacional, o português, espanhol, guarani e dezenas de outras línguas convivem no cotidiano de moradores, visitantes e comunidades migrantes. Segundo o 1º Relatório Yglota de Nacionalidades e Etnias da Região Trinacional do Iguaçu, publicado pelo instituto em 2024, a região concentra 95 nacionalidades e 29 etnias.
Otto Mendonça. Foto: Divulgação Assessoria.
É nesse território multicultural que o livro será apresentado ao público, durante a primeira edição do Poliglotar sediada em Foz. O presidente e fundador do Instituto Yglota, organizador e coautor da publicação, Otto Mendonça destaca que em uma região trinacional, onde diferentes línguas, culturas e identidades se encontram todos os dias, lançar este livro é reafirmar que o poliglotismo tem um valor que vai muito além do domínio de idiomas.
“Ele nos ensina a escutar o outro, a compreender diferentes visões de mundo e a construir relações baseadas no respeito: fundamentos indispensáveis para uma cultura de paz. Ao unificar e registrar a história desse movimento, preservamos uma memória coletiva e mostramos que aprender línguas também pode ser uma forma concreta de aproximar povos e superar fronteiras”, afirma Mendonça.
O legado de Carlos Amaral Freire
A obra dedica um capítulo especial e inédito a Carlos Amaral Freire, hiperpoliglota gaúcho e patrono do movimento poliglota brasileiro. Reconhecido internacionalmente pela dedicação extraordinária ao estudo de línguas, Freire manteve por mais de seis décadas uma rotina sistemática de aprendizagem, com a proposta de estudar duas novas línguas por ano, e teve contato com dezenas de idiomas e culturas ao longo da vida. Ao recuperar sua trajetória, o livro não apresenta apenas uma referência individual do multilinguismo. Situa seu legado como inspiração para a formação dos clubes, para a curiosidade intelectual e para uma visão dos idiomas como portas de acesso a diferentes modos de pensar, narrar e compreender o mundo.
Poliglotar reúne idiomas, cultura e ampla programação
O lançamento encerra a programação do primeiro dia da 11ª Conferência Poliglotar de Idiomas e Cultura, que será realizada entre 19 e 20 de setembro. A organização preparou duas salas que recebem palestras, rodas de conversação e atividades em português, espanhol, inglês e francês, reunindo pesquisadores, professores, intérpretes e representantes de instituições e iniciativas culturais do Brasil e do exterior.
A programação começa conectada à identidade da região trinacional. Hugo Benjamín López aborda o alcance e a permanência da língua guarani na região do Iguaçu, enquanto Graciela Moreira-Pará Ychapy e Oscar Benítez apresentam aspectos da cultura, da cosmovisão e do modo de vida do povo Mbyá Guarani, com destaque para a comunidade Jasy Porã, de Puerto Iguazú, na Argentina. Isis Ribeiro Berger, professora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), compartilha vivências e projetos acadêmicos voltados à promoção do multilinguismo.
A dimensão internacional do encontro também aparece na participação de Ewa Waśniewska Carpes, profissional da Agência Espacial Europeia, em Paris, que discutirá o papel das línguas estrangeiras na diplomacia, na cooperação e no cotidiano das organizações internacionais. Guilherme Silveira, fundador do projeto Vida Poliglota, apresentará uma introdução ao finlandês e às línguas urálicas. Já Rafael Maury, formado em Letras e Literatura Japonesa pela Universidade de Brasília e fundador da escola Pensando o Japão, abordará as relações entre expressões idiomáticas, tradução e emoções no japonês e no português.
Educação, inclusão e novas tecnologias atravessam diferentes atividades. Ana Carolina Barros falará sobre neurodivergência e aprendizagem de idiomas; Sabrícia Andrade conduzirá uma reflexão prática sobre inteligência artificial para professores e estudantes; e Priscila Araujo apresentará a produção de videoguias bilíngues em Libras e português simples como instrumento de acesso à informação e ao Direito para a comunidade surda. William Messias Pereira Secco discutirá as possibilidades e os desafios do Português para Falantes de Outras Línguas.
A programação inclui ainda a apresentação de Nara Oliveira, coordenadora da Holoteca, e Luziânia Medeiros, coordenadora do Projeto Megacentro Cultural Holoteca, vinculado ao Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC), sobre um acervo formado por mais de um milhão de itens dedicados à preservação e à circulação do conhecimento. Alexandre Barbosa abordará o papel dos embaixadores do turismo na conexão entre pessoas, culturas e destinos. O Visit Iguassu Convention Bureau marcará, igualmente, presença no evento.
Também participam da conferência Francinaldo Lima da Costa, com uma abordagem sobre fonética e fonologia do inglês no ensino de adultos; Thiago Ribeiro, com uma apresentação sobre a língua e os sistemas de escrita do Egito Antigo; Eduardo Dobay, que relacionará música, linguagem e performance; e Maíra Machado, que compartilhará experiências da atuação profissional como intérprete de conferências. A agenda reserva ainda momentos de networking linguístico e salas de conversação, ampliando a experiência para além das exposições formais.
Para Juliano Timbó, fundador do Poliglotar, receber o lançamento do livro dentro da conferência traduz o propósito do próprio evento: reunir a comunidade que constrói e mantém o movimento poliglota. “O lançamento deste livro no Poliglotar não poderia fazer mais sentido. Aqui reunimos membros e representantes de clubes poliglotas de todo o Brasil, além de representantes internacionais, e essa obra reconhece e valoriza o trabalho coletivo que sustenta esse movimento no país.”
Serviço
Lançamento do livro “História do Movimento Poliglota no Brasil e no Sul Global”
Data: 19 de setembro de 2026, sábado Horário: das 17h20 às 18h20 Evento: 11ª Conferência Poliglotar de Idiomas e Cultura Local: Hotel Foz do Iguaçu Endereço: Avenida Brasil, 97, Centro, Foz do Iguaçu (PR) Programação completa e inscrições: www.poliglotar.com
Sobre o Instituto Yglota
Fundado e sediado em Foz do Iguaçu desde 2023, o Instituto Yglota de Poliglotismo e Integração é uma associação sem fins lucrativos dedicada à promoção do multilinguismo, à pesquisa sobre diversidade cultural e à realização de eventos e publicações voltados à integração internacional por meio dos idiomas. Já promoveu atividades no Brasil, na Argentina e em Moçambique. Entre suas publicações estão o “Relatório Yglota de Nacionalidades e Etnias da Região Trinacional do Iguaçu” e “¡Qué picha’o!”, apresentado pelo instituto como o primeiro dicionário bilíngue da região da tríplice fronteira, de autoria de um historiador de Puerto Iguazú que colabora com a instituição.