Essa definitivamente pode ser considerada uma excelente semana para os amantes da tecnologia. E não, não é exagero: o novo Samsung Galaxy S26 Ultra chegou e já está mexendo no tabuleiro do jogo mais disputado da última década, o Apple X Samsung — e, desta vez, a discussão não é apenas megapixel contra megapixel.
O modelo está em pré-venda no Brasil, mas desde o início da semana já pode ser encontrado nas principais lojas de tecnologia em Ciudad del Este. Para quem costuma atravessar a ponte atrás das novidades, a largada já aconteceu.
E o ponto central é claro: a Samsung não está vendendo apenas hardware. Está vendendo inteligência artificial pronta para uso — em português — desde o primeiro dia.
Enquanto isso, a Apple ainda ensaia. Mas, pra não perder o costume de falar em “megapixels”…
A câmera evoluiu — e não foi pouco
A câmera principal agora conta com abertura de F1.4. No modelo anterior, era F1.7. Parece pouco? No papel, sim. Na prática, significa cerca de 47% mais entrada de luz.
Pra quem realmente for precisar fazer uma foto ou vídeo com baixa luminosidade, isso é a diferença entre salvar o arquivo ou descartá-lo.
A Samsung sabe o que está fazendo ao aproximar o discurso do universo das lentes profissionais. E não é a única, aliás, a Xiaomi já faz isso em sua parceria com a Leica. Não, o sensor de smartphone não substitui o de uma câmera full frame. Mas a comparação com uma lente 50mm F1.4 não é jogada ao acaso — é uma mensagem que faz o criador de conteúdo, que precisa escolher onde fará seu investimento em novos equipamentos, pensar duas vezes antes de escolher uma câmera profissional.
O zoom óptico de 5x também ficou mais claro, com 50 MP e abertura F2.9, entregando mais brilho em situações de palco, eventos e baixa luz.
A ultra-wide segue com 50 MP e F1.9. Aqui, não houve salto relevante, se comparado com o modelo anterior.
Mas sabe qual é a verdade? O grande diferencial do S26 não é a câmera.
Now Nudge: a IA que se antecipa
O recurso que realmente muda o jogo e coloca a Samsung muito à frente da Apple chama-se Now Nudge.
É um agente de IA que monitora o contexto do que você está fazendo e oferece sugestões em tempo real. Alguém pede fotos da sua última viagem? Ou os arquivos daquele trabalho que você fez na semana passada? Ele identifica o período, seleciona as imagens e entrega o atalho pronto para você compartilhar.
Proativo. Direto. Fluido.
A Samsung afirma que tudo é processado localmente no dispositivo por meio do chamado Personal Data Engine. Os dados ficam criptografados no aparelho, não na nuvem — a menos que o usuário autorize.
É o tipo de promessa que o tempo testa. Por hoje, vamos acreditar que funciona assim, mas estamos de olho.
Mas o detalhe que realmente está humilhando a Apple e seus usuários no Brasil é bem mais “regional”, mas ainda assim, muito importante. Tudo isso que foi descrito acima, funciona em português. Enquanto isso, a versão PT/Br da Apple Intelligence, prometida na versão 16 e não entregue na versão 17 do smartphone da maçã, segue sem previsão para finalmente funcionar no Brasil.
A edição por texto muda o fluxo de quem cria

O Foto Inteligente agora aceita comandos em linguagem natural. Você digita “remove a pessoa do fundo” ou “deixa o céu mais dramático” e a IA executa, simples assim.
Não substitui softwares avançados. Mas resolve a vida de quem vive no fluxo foto-edita-posta.
Criadores de conteúdo economizam horas. E tempo, desde os tempos mais remotos, é dinheiro.
A Apple ainda está devendo no Brasil
Não dá para ignorar o contraste. A Apple lançou seu sistema de IA com o iPhone 16 Pro, mas a chamada Apple Intelligence ainda não opera oficialmente em português do Brasil.
Isso não é mais um simples detalhe técnico. Com o lançamento do Galaxy S26, isso fatalmente passa a ser visto pelos usuários de iPhone como uma limitação real.

Já a Samsung entrega o Galaxy AI completo em português na largada: Now Nudge, edição por texto, comandos naturais, busca contextual.
Para o consumidor brasileiro — historicamente acostumado a receber funções depois do resto do mundo — isso é uma inversão relevante.
Em números técnicos, o S26 também provoca:
- 200 MP na principal contra 48 MP
- Zoom digital até 100x
- Abertura F1.4
- Tela de Privacidade exclusiva, que escurece a visualização lateral
A Apple mantém consistência de processamento — aquele velha máxima do “não trava” — e histórico sólido de atualizações. Mas, em versatilidade técnica e agressividade em IA aplicada, a Samsung acabou de levar a conversa para outro nível.
Vale a pena trocar seu Galaxy?
Se você tem S22 Ultra ou anterior, o salto é grande.
Se tem S23 Ultra: principalmente para quem cria conteúdo, faz sentido.
Se tem S24 Ultra: depende do quanto a nova camada de IA importa para você.
Se tem S25 Ultra: um ano é pouco para justificar troca.
Para usuários brasileiros de iPhone desesperançosos, a Samsung está de braços abertos e com um argumento, que deixou de ser a câmera.
É a IA conversando com você no seu idioma.
Já disponível em Ciudad del Este
Enquanto no Brasil o aparelho está em pré-venda, nas grandes lojas de tecnologia de Ciudad del Este ele já aparece nas vitrines. Para quem acompanha o mercado da fronteira, isso já virou padrão: lançamentos globais chegam rápido ao Paraguai, muitas vezes antes da entrega oficial em território nacional.
Para o consumidor atento às novidades, especialmente criadores de conteúdo, fotógrafos móveis e entusiastas de tecnologia, o S26 não é apenas mais um ciclo anual.
É a consolidação de uma nova fase onde especificação técnica vira ferramenta prática.
A pergunta não é mais “qual tem mais megapixel, mas sim, qual realmente resolve sua vida no dia a dia?
E, neste momento, a Samsung resolveu chegar respondendo antes de ser perguntada.
Fotos: Divulgação/Samsung