Um homem de nacionalidade argentina foi preso em flagrante pela Polícia Militar no início da noite deste domingo (19) acusado de praticar crime de injúria racial dentro de um hotel no bairro Yolanda, em Foz do Iguaçu.
A confusão começou por volta das 19h em um estabelecimento nas dependências do hotel, onde hóspedes acompanhavam a transmissão da final da Copa do Mundo. Durante o tumulto gerado entre os torcedores, o cidadão argentino se dirigiu a um brasileiro, um policial civil de outro estado, que também estava hospedado no hotel, e proferiu ofensas de cunho discriminatório e racial.
Equipes do 14º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas para conter o tumulto e colher os relatos da vítima e de testemunhas. O suspeito se apresentou aos policiais durante o atendimento no local. Devido à agitação dos demais presentes e para conter novos desentendimentos, a equipe solicitou apoio do Oficial do Comando de Policiamento da Unidade (CPU) para garantir a segurança da operação.
Diante dos fatos e do reconhecimento da vítima, o homem recebeu voz de prisão, teve seus direitos constitucionais informados e foi conduzido à Central de Flagrantes da Polícia Civil, acompanhado da vítima e de testemunhas, onde foram adotados os procedimentos de polícia judiciária.
Infelizmente, casos envolvendo turistas argentinos e crime de injúria racial tem se tornado cada vez mais comuns no Brasil.
O crime de injúria racial ocorre quando a honra de uma pessoa específica é ofendida com base em sua raça, cor, etnia, religião ou origem. Desde 2023, com a Lei 14.532, a injúria racial passou a ser enquadrada como crime de racismo. Com isso, o delito tornou-se inafiançável e imprescritível, com pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.
Foto em destaque: PMPR/Arquivo










