A escolha do nome da futura Casa da Mulher Paranaense em Foz do Iguaçu entrou em nova fase. Após consulta pública realizada no Instagram oficial da Prefeitura, quatro nomes indicados pela população avançaram para a etapa seguinte do processo de denominação.
A Casa da Mulher Paranaense integra a política estadual voltada às mulheres, estruturada pelo Governo do Paraná com base em diretrizes normativas próprias. O programa tem como foco a promoção da autonomia econômica feminina, incentivo ao empreendedorismo, qualificação profissional e fortalecimento do protagonismo das mulheres no desenvolvimento social e econômico.
Espaço voltado à autonomia e geração de renda
Em Foz do Iguaçu, a unidade será destinada à oferta de cursos, oficinas, capacitações, orientação para acesso ao crédito e ações educativas voltadas à geração de renda e à independência financeira.
O modelo segue o padrão estabelecido pelo Estado e busca consolidar uma política pública voltada à inclusão produtiva e ao fortalecimento das mulheres no mercado de trabalho.
Consulta pública e próximos passos
A participação popular ocorreu por meio das redes sociais oficiais do Município. Segundo a Prefeitura, o engajamento foi expressivo.
Os quatro nomes mais mencionados e que avançam no processo são:
- Zarhará Hussein Tormos
- Dona Philomena Raffagnin
- Izolete Nieradka
- Mãe Marina Tunirê
Agora, os nomes seguem para avaliação técnica, observando as etapas previstas na legislação municipal e os critérios vinculados à missão do programa estadual. Concluído o processo, a denominação será formalizada por decreto do Poder Executivo.
Quem são as homenageadas
Zarhará Hussein Tormos
Estudante de Biomedicina e influenciadora digital, de 25 anos, Zarhará foi encontrada morta dentro do próprio carro, em área rural de Foz do Iguaçu, no dia 28 de fevereiro de 2025. O ex-namorado e uma amiga foram acusados do crime. O julgamento está previsto para o segundo semestre de 2026, no Fórum da cidade.
Dona Philomena Raffagnin
Dona Philomena Maria Morello Raffagnin, falecida em 2025, foi empresária e pioneira do turismo local. Fundadora do Grupo Rafain ao lado do marido, Olímpio, tornou-se referência na gastronomia e hotelaria da Tríplice Fronteira. Foi reconhecida como Cidadã Honorária do Paraná.
Izolete Nieradka
Professora falecida em 2009, Izolete teve atuação marcante no ensino superior em Foz do Iguaçu. Participou da constituição da antiga Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Foz do Iguaçu (Facisa) e, posteriormente, foi professora titular de Matemática na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), onde também exerceu cargos administrativos, incluindo a direção do campus local.
Mãe Marina Tunirê
Falecida em 2021, foi liderança religiosa de matriz africana na região da fronteira por quase três décadas. Fundadora do Afoxé Ogun Fúnmilaiyó, destacou-se pela preservação cultural e atuação comunitária.
Participação democrática
A iniciativa reafirma o compromisso da Prefeitura com a participação popular e com a valorização de mulheres que contribuíram para o desenvolvimento de Foz do Iguaçu em diferentes áreas — educação, turismo, cultura, religião e mobilização social.
A definição final dependerá das etapas legais previstas e da formalização por decreto municipal.
Imagem em destaque: Divulgação/AMN






