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ter, 21 de jul 2026

SEMV: quando a eficiência sai do papel e chega ao asfalto

Nova secretaria extraordinária, criada em janeiro, já apresenta resultados visíveis na malha viária de Foz do Iguaçu.

Criada em janeiro de 2026 e vinculada diretamente ao Gabinete do Prefeito, a Secretaria Extraordinária de Manutenção Viária (SEMV) começa a mostrar, em poucas semanas, algo que a população cobra há anos — anos que jamais caberiam em um único mandato, diga-se  — da administração pública: resultado concreto, visível e mensurável.

Na manhã desta sexta-feira, 6, a equipe do Portal Clickfoz esteve na Avenida Mário Filho, na região leste de Foz do Iguaçu, e constatou in loco o avanço da obra de pavimentação iniciada ainda na metade de janeiro, quando o local serviu de teste prático para a nova estrutura administrativa.

Avenida Mário Filho, na zona leste de Foz. Foto: Osamah Shehadeh.

O cenário observado nesta sexta-feira é direto ao ponto. No sentido BR–Bairro, a pavimentação está praticamente concluída. Já no sentido Bairro–BR 277, cerca de 20% da pista recebeu nova camada asfáltica, indicando ritmo de execução contínuo e planejamento técnico.

Pode parecer simples. Mas, em Foz do Iguaçu, não é.

Uma mudança que começa na caneta

A SEMV nasceu de uma decisão política clara do prefeito Silva e Luna, que optou por retirar atribuições centrais da Secretaria Municipal de Obras e criar uma nova pasta focada exclusivamente na manutenção viária.

A medida foi oficializada por decreto, estabelecendo uma secretaria com atuação concentrada em ações como tapa-buracos, recapeamento, patrolamento, cascalhamento e drenagem superficial, tanto na área urbana quanto rural — justamente os pontos que vinham acumulando reclamações recorrentes da população.

Na prática, a administração reconheceu algo óbvio, mas raramente admitido: a malha viária exige atenção permanente, estrutura própria e capacidade de resposta rápida. Misturar tudo em uma única secretaria, como ocorreu por anos, simplesmente não funcionou.

Eficiência não é discurso, é rotina

Segundo o texto do decreto que criou a SEMV, o objetivo era dar mais racionalidade, celeridade e qualidade à prestação dos serviços públicos, em consonância com o princípio constitucional da eficiência.

Até aqui, o que se vê na Avenida Mário Filho sugere que a promessa saiu do papel. O trabalho começou com testes técnicos, avançou para execução e agora se aproxima da conclusão em um dos sentidos da via — algo que, até pouco tempo atrás, parecia improvável em prazos tão curtos.

Não se trata apenas de asfalto novo, mas de mudança de método.

Reforma administrativa no calor do asfalto

A criação da SEMV não ocorreu isoladamente. Na tarde de quinta-feira, 5 de fevereiro, o prefeito Silva e Luna deu sequência à sua reforma administrativa, prometida desde o final de 2025.

Em uma única decisão, foram exoneradas:

  • A secretária de Obras, Thais Escobar;

  • A secretária de Mobilidade Urbana, Aline Maicrovicz, que também respondia pelo Foztrans;

  • O procurador-geral do Município, Rafael Germano Arguello.

Para recompor a estrutura, o prefeito nomeou:

  • Priscila Ozório Ramundo para responder cumulativa e interinamente pela Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana;

  • Maxwell Lucena de Moraes como Diretor Superintendente do Foztrans;

  • Ivatan Batista dos Reis, atual diretor-superintendente do Fozhabita e que também comandava interinamente a SEMV , para exercer interinamente a Secretaria Municipal de Obras.

É uma reorganização profunda, que não costuma acontecer sem desgaste político. Mas, goste-se ou não do método, o fato é que a engrenagem começou a girar.

O legado imediato da SEMV

Informações preliminares indicam que a Secretaria Extraordinária de Serviços Urbanos deve ser extinta, até porque, o atual responsável pela pasta agora irá comandar interinamente a Secretaria Municipal de Obras. Ainda assim, a SEMV já deixa um legado inicial perceptível, que esperamos que tenha continuidade na Secretaria Municipal de Obras: frequência, presença e agilidade nos serviços viários.

Algo que, para quem enfrenta buracos, lama e desgaste diário nas ruas da cidade, não é detalhe técnico — é qualidade de vida.

Se o ritmo observado na Avenida Mário Filho se repetir em outras regiões, a SEMV que agora deve voltar a fazer parte da Secretaria Municipal de Obras pode se tornar um raro exemplo de que boa gestão pública não precisa de muito tempo para aparecer — precisa de decisão.

Neste caso, ela veio. E o asfalto está aí para provar.

Parabéns ao prefeito.

 

 

Fotos: Osamah Shehadeh/Portal Clickfoz

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O Mercado Público Barrageiro realiza, a partir desta sexta-feira (24), a primeira edição do Arraiá da Agricultura Familiar. Promovido em parceria com a Cooperativa Agroecológica da Agricultura Familiar de Foz do Iguaçu (COAAFOZ), o evento vai reunir três dias de festa julina com foco na valorização do pequeno produtor local, cultura regional, gastronomia típica e programação para toda a família.

A festa começa diariamente a partir das 17h, no espaço do Mercado Público. Os visitantes vão encontrar uma feira gastronômica recheada de receitas artesanais, como pamonha, curau, bolo de milho, sopa paraguaia, canjica, cucas artesanais, quentão, pé de moleque e maçã do amor. Todos os pratos utilizam insumos fornecidos diretamente pelos produtores da região.

Shows e circuito cultural variado

A programação musical do Circuito Cultural trará ritmos que vão do sertanejo ao forró de raiz. Na sexta-feira (24), a animação fica por conta das cantoras Susan Thaili e Valéria. No sábado (25), a dupla Eddy e Aleks comanda o baile.

Para o encerramento no domingo (26), a abertura musical será feita pela Orquestra de Viola Caipira de Foz do Iguaçu, seguida pelo show do grupo ForróDiando, vindo do Mato Grosso para fechar o arrasta-pé.

Oficinas, brincadeiras e valorização regional

Além da música e da comida boa, o Arraiá terá um espaço dedicado às brincadeiras tradicionais para as crianças — com pescaria e acerte a boca do palhaço —, contação de histórias da roça e oficinas gratuitas de confecção de pipas julinas, tranças e dança. Para os adultos, o evento oferecerá oficinas de harmonização de cafés com queijos e apresentações sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs).

A ação reforça o papel do Box COAAFOZ dentro do Mercado Barrageiro, focado em encurtar a distância entre o campo e a mesa do morador de Foz do Iguaçu. A grade completa de horários e as inscrições para as oficinas que exigem reserva de vaga estão disponíveis no perfil do Instagram (@mercadopublicobarrageiro).

Serviço

Evento: Arraiá da Agricultura Familiar
Quando: 24, 25 e 26 de julho de 2026, a partir das 17h
Onde: Mercado Público Barrageiro (Foz do Iguaçu)
Entrada: Gratuita

 

 

Foto em destaque: Kaká Souza/Portal Clickfoz

Uma fiscalização de rotina da Alfândega da Receita Federal resultou na apreensão de um ônibus de turismo clandestino carregado com cerca de R$ 800 mil em mercadorias estrangeiras sem comprovação fiscal. A abordagem aconteceu por volta do meio-dia do último sábado (18), no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-277, em Santa Terezinha de Itaipu.

O coletivo fazia o itinerário Foz do Iguaçu a São Paulo transportando apenas 10 passageiros. Ao vistoriarem o veículo, os fiscais constataram que a carga irregular ocupava não apenas os bagageiros, mas também a parte superior do ônibus, no espaço reservado às poltronas dos passageiros.

Entre os produtos retidos estavam cerca de 500 caixas de vinhos de marcas internacionais, além de grandes quantidades de eletrônicos, perfumes e artigos diversos de bazar.

Prejuízo de R$ 800 mil e denúncia ao MPF

Após a contabilização do material, as mercadorias foram encaminhadas ao depósito da Receita Federal para os trâmites administrativos de praxe. Os passageiros e os condutores do ônibus foram identificados e liberados, sem prisões em flagrante no momento da abordagem.

A Receita Federal informou que formalizará uma representação fiscal para fins penais junto ao Ministério Público Federal (MPF), que analisará a responsabilidade dos envolvidos pelos crimes de descaminho e contrabando. A ação faz parte das operações permanentes de combate aos ilícitos aduaneiros na região de fronteira para proteção da economia e do comércio legal.

 

 

 

Com informações: Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu
Fotos: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu

A final da Copa do Mundo de 2026 em Nova Jersey deixou uma mensagem cristalina para a geração que se prepara para o Mundial de 2030. Enquanto seleções como o Brasil e diversas outras potências continuam em uma busca quase obsessiva pelo “camisa 9 salvador” ou pelo “artilheiro matador”, os números do futebol moderno gritam outra realidade: quem tem a defesa mais sólida é quem se consagra campeão.

O título da Espanha, conquistado no último domingo (19) com uma vitória por 1 a 0 sobre a Argentina na prorrogação, coroou a melhor campanha defensiva da história das Copas do Mundo. A Fúria ergueu a taça sofrendo um único gol em toda a competição. O feito superou a marca de dois gols sofridos mantida pela França de 1998 (campeã contra o Brasil por 3 a 0), pela Itália de 2006 (tetracampeã diante da França) e pela própria Espanha de 2010, que conquistou seu primeiro título ao bater a Holanda na África do Sul. 

A pergunta inevitável que fica para a preparação dos próximos ciclos é: passou da hora do futebol brasileiro priorizar a construção do sistema defensivo em vez de esperar milagres do ataque?

O amasso do futebol coletivo e o brilho da retaguarda

Durante os 120 minutos no MetLife Stadium, a Espanha deu um verdadeiro “amasso” tático na Argentina. Há quem diga que a “Argentina não quis jogar”, mas eu digo: ela não conseguiu. Foram 19 finalizações dos europeus contra praticamente nenhuma dos sul-americanos até os minutos finais da prorrogação. O gol do título veio dos pés do atacante Ferran Torres — revelado pelo Valencia, ex-Manchester City e hoje no Barcelona —, mas a verdadeira engrenagem que sustentou o bicampeonato nasceu lá de trás.

Não por acaso, os prêmios individuais da Fifa refletiram essa soberania defensiva. O goleiro Unai Simón levou a Luva de Ouro após estabelecer um recorde histórico de 648 minutos sem ter a rede balançada. O jovem zagueiro Pau Cubarsí foi eleito o melhor jogador jovem, e o volante Rodri, o grande pilar do equilíbrio tático, ficou com o prêmio de melhor jogador do torneio.

Em uma Copa onde Kylian Mbappé foi o artilheiro isolado (alcançando 22 gols em Copas ao marcar na disputa do terceiro lugar) e Lionel Messi se despediu dos Mundiais com 21 gols na carreira, nenhum dos grandes goleadores do planeta ergueu o troféu. O título ficou com a equipe de melhor sistema coletivo, capaz de anular o ataque adversário e propor o jogo com paciência.

Um recado claro para o centenário das Copas em 2030

A Espanha se torna a primeira seleção da história a deter simultaneamente os títulos mundiais masculino e feminino (após a conquista das mulheres em 2023). Além disso, a Fúria chegou a 38 jogos de invencibilidade — a maior marca da história do futebol de seleções —, curiosamente iniciada em um empate por 3 a 3 contra o Brasil de Dorival Júnior, em março de 2024.

Com uma das médias de idade mais baixas do torneio (26,2 anos) e nomes como Lamine Yamal (campeão aos 19 anos), Gavi, Pedri e Nico Williams prontos para viverem o auge técnico em 2030, a Espanha chegará à Copa do Centenário — que jogará em casa, ao lado de Portugal e Marrocos — como absoluta favorita ao tri.

O futebol sul-americano, e em especial o brasileiro, precisa extrair lições urgentes do domingo em Nova Jersey. A dependência de talentos individuais na frente já não basta contra sistemas táticos tão bem estruturados. Para a geração de jogadores que sonha com o Mundial de 2030, a lição de 2026 é inequívoca: artilheiros ganham jogos, mas defesas históricas constroem dinastias.

 

 

 

Foto em destaque: Divulgação/FIFA

Um homem de nacionalidade argentina foi preso em flagrante pela Polícia Militar no início da noite deste domingo (19) acusado de praticar crime de injúria racial dentro de um hotel no bairro Yolanda, em Foz do Iguaçu.

A confusão começou por volta das 19h em um estabelecimento nas dependências do hotel, onde hóspedes acompanhavam a transmissão da final da Copa do Mundo. Durante o tumulto gerado entre os torcedores, o cidadão argentino se dirigiu a um brasileiro, um policial civil de outro estado, que também estava hospedado no hotel, e proferiu ofensas de cunho discriminatório e racial.

Equipes do 14º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas para conter o tumulto e colher os relatos da vítima e de testemunhas. O suspeito se apresentou aos policiais durante o atendimento no local. Devido à agitação dos demais presentes e para conter novos desentendimentos, a equipe solicitou apoio do Oficial do Comando de Policiamento da Unidade (CPU) para garantir a segurança da operação.

Diante dos fatos e do reconhecimento da vítima, o homem recebeu voz de prisão, teve seus direitos constitucionais informados e foi conduzido à Central de Flagrantes da Polícia Civil, acompanhado da vítima e de testemunhas, onde foram adotados os procedimentos de polícia judiciária.

Infelizmente, casos envolvendo turistas argentinos e crime de injúria racial tem se tornado cada vez mais comuns no Brasil.

O crime de injúria racial ocorre quando a honra de uma pessoa específica é ofendida com base em sua raça, cor, etnia, religião ou origem. Desde 2023, com a Lei 14.532, a injúria racial passou a ser enquadrada como crime de racismo. Com isso, o delito tornou-se inafiançável e imprescritível, com pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

 

 

Foto em destaque: PMPR/Arquivo

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