O governador Ratinho Junior consolidou, nesta quinta-feira (9), um robusto pacote de investimentos para Foz do Iguaçu que ultrapassa os R$ 70 milhões. O evento, marcado pela liberação de 6,8 km da duplicação da Rodovia das Cataratas, serviu de palco para o anúncio de obras aguardadas há décadas, como a conexão definitiva entre a Vila Portes e o Jardim Jupira.
“Hoje entregamos 80% da duplicação de uma obra que começamos a planejar em 2019. É uma vitória para a população”, celebrou o governador. Ao seu lado, o prefeito General Silva e Luna reforçou o impacto social: “A trincheira do Jupira é uma necessidade de 57 anos. Estamos unindo bairros que ficaram separados por décadas”.
A “Nova” BR-277: Trincheira Vila Portes/Jupira
Vista aérea da BR-277 no trecho do Jd. Jupira. Foto: Ricardo Ribeiro/AEN.
Com investimento de R$ 17,7 milhões, a nova trincheira permitirá que veículos cruzem por baixo da rodovia, eliminando um dos pontos mais críticos de mobilidade na região Oeste. O projeto, desenvolvido pelo Itaipu Parquetec, visa não apenas a segurança, mas também o fortalecimento do comércio local que circunda a Ponte da Amizade.
Educação: Mais 800 vagas e ensino integral
Projeto Mais Escolas Paraná, PPP da Educação avança para fase final. Foto: SEED
Foz ganhará duas novas unidades pelo programa Mais Escolas Paraná (PPP). As escolas serão construídas no Jardim Carimã e no bairro Don Miguel Osman (região do Copacabana). Com um aporte de R$ 28,7 milhões, as estruturas focarão em tempo integral e ensino profissionalizante.
Asfalto e Lazer nos Bairros
O governo estadual também autorizou a licitação de R$ 33 milhões para recape e pavimentação asfáltica. A meta é alcançar ruas em 19 bairros da cidade, incluindo regiões como Morumbi, Portal da Foz, Profilurb I e Jardim São Paulo. Além disso, o bairro Madre Teresa II (Três Lagoas) receberá uma unidade do projeto Meu Campinho, com foco em lazer e esporte.
Saúde: Hospital Municipal no radar
O governador aproveitou para adiantar um próximo anúncio: o repasse de R$ 6 milhões para obras no Hospital Municipal (Hospital Regional). O projeto está em fase final e Ratinho Junior garantiu retorno à cidade em 60 dias para formalizar o investimento.
A 21ª Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu – Festival Literário trará um dos nomes de maior destaque da cena pop alternativa brasileira para o seu palco principal. A banda paranaense Jovem Dionísio, conhecida nacionalmente pelo estrondoso sucesso do hit “Acorda, Pedrinho!”, fará um show gratuito no dia 5 de setembro (sexta-feira), às 20h, na Praça da Paz.
O evento, que já teve o início da montagem de sua estrutura nesta semana, ocorrerá de 3 a 6 de setembro de 2026. A cenografia deste ano prestará homenagem a uma das autoras mais emblemáticas da literatura infantojuvenil brasileira, Ruth Rocha.
Música nacional e destaque a artistas locais
A programação musical da feira também contará com o show de abertura da cantora e compositora Roberta Campos, no dia 3 de setembro, às 20h, dona de sucessos como “De janeiro a janeiro”.
Além dos grandes nomes nacionais, o festival literário tem como pilar a valorização da cultura iguaçuense. Mais de 50 artistas regionais credenciados pelo Corredor Cultural da Fundação Cultural realizarão apresentações musicais, espetáculos circenses, oficinas, contações de histórias e exposições de livros de autores locais.
Nomes da literatura e ações interativas
A programação literária reunirá mais de 80 atividades e autores renomados no cenário nacional:
Felipe Castilho: Escritor e roteirista de quadrinhos e animações (presença confirmada no dia 3).
Cléo Busatto: Autora premiada com o Jabuti e mais de 50 obras publicadas (bate-papo no dia 5).
Tino Freitas: Jornalista e mediador de leitura com apresentações interativas de música e histórias (dias 5 e 6).
Marina Hadlich: Conhecida como “A moça da máquina de escrever”, que cria poemas e contos personalizados ao vivo (dia 6).
Regras de acesso e apoio
A organização do evento ressalta que menores de até 17 anos só poderão acessar e permanecer na feira acompanhados por pais ou responsáveis legais.
A 21ª Feira Internacional do Livro conta com o apoio do Itaipu Parquetec, Marco das 3 Fronteiras e Associação Onças do Bem.
O Programa Hangar Mulheres concluiu a Trilha de Capacitação Empreendedora nesta quinta-feira (27), reunindo 94 mulheres preparadas para expandir a gestão de seus próprios negócios. A formação contou com 37 horas de aulas práticas, mentorias coletivas e a concessão de mais de R$ 50 mil em incentivos financeiros às participantes de maior desempenho.
Em sua terceira edição, o programa do Itaipu Parquetec alcançou a marca de mais de mil inscrições em 25 estados brasileiros. A iniciativa abrangeu desde negócios de modelos tradicionais até ideias inovadoras de base tecnológica.
Formação prática e fomento aos negócios
Desenvolvida em parceria com a Aliança Empreendedora, a trilha abordou temas cruciais para o ecossistema dos pequenos negócios, como gestão financeira, estratégias de vendas, comunicação, tecnologia e liderança.
Como estímulo para a aplicação dos planos de ação construídos durante as aulas, 50 empreendedoras foram contempladas com um aporte de R$ 1 mil cada, totalizando R$ 50 mil em recursos. Além disso, todas as 94 concluintes receberam uma bonificação de R$ 100 oferecida pela Aliança Empreendedora.
Para a diretora Administrativo-Financeira do Itaipu Parquetec, Clerione Herther, o fortalecimento dos negócios liderados por mulheres gera impacto direto nas comunidades. “Apoiar o empreendedorismo feminino é acreditar em uma ferramenta de transformação social e econômica. Quando esses negócios se fortalecem, eles também transformam a realidade das famílias e dos territórios onde estão inseridos”, destaca.
A cofundadora da Aliança Empreendedora, Helena Casanovas Vieira, reforça que o investimento acelera a aplicação dos aprendizados. “A capacitação ganha ainda mais sentido quando o conhecimento vira ação. Por isso, oferecemos o capital-semente para que elas coloquem em prática os projetos desenvolvidos ao longo da jornada”, afirma.
Expandindo novos horizontes
Para as empreendedoras participantes, como Ana Paula Quintiliano Lourenço dos Santos, proprietária da Feltro a Mão (RJ), a jornada redefiniu os rumos da empresa. “A experiência ampliou meu repertório e me fez acreditar ainda mais na expansão do meu projeto. Foi uma oportunidade de aprender com mulheres que transformam sonhos em realidade”, pontua.
Avanço na pauta durante o Festival Iguassu Inova 2026
O ecossistema de apoio ao empreendedorismo feminino promovido pelo Itaipu Parquetec terá continuidade na programação do Festival Iguassu Inova 2026. O evento receberá o Mundo RME, ação do Instituto Rede Mulher Empreendedora dedicada a expandir redes de conexão, capacitação e oportunidades de mercado para mulheres de todo o país.
A lista com o nome das 50 empreendedoras contempladas com o aporte financeiro foi divulgada pelo Itaipu Parquetec e está disponível para consulta oficial.
Representantes e lideranças de diferentes territórios fronteiriços do país estão reunidos até sábado (29) no encontro “Construção do Futuro nas Fronteiras”, promovido pelo Sebrae Nacional e Sebrae/PR. O evento, sediado na trifronteira que conecta Dionísio Cerqueira (SC), Barracão (PR) e Bernardo de Irigoyen (Argentina), tem como foco transformar a dinâmica de divisas internacionais em oportunidades de desenvolvimento para pequenos negócios.
Entre os palestrantes do encontro, o empresário Marcelo Valente, CEO da Loumar Turismo, compartilhou as estratégias e lições do destino iguaçuense na criação de uma cadeia turística integrada e na expansão do tempo de permanência dos visitantes.
A experiência de Foz do Iguaçu como modelo de integração
Durante o painel dedicado às oportunidades no turismo, gastronomia, serviços e comércio de fronteira, Marcelo Valente abordou como Foz do Iguaçu articulou suas atrações de forma complementar com Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina).
“Foz do Iguaçu começou a aumentar a recorrência e o tempo de permanência quando passou a pensar a região como um conjunto de experiências. Gastronomia, hotelaria, atrativos e compras passaram a se complementar”, explicou o empresário. “Há alguns anos, o visitante permanecia em média dois dias; hoje, já caminhamos para quatro dias e meio e até cinco dias, resultado dessa integração e das experiências oferecidas.”
A fala de Valente serviu de insumo para debater como outras cidades “trigêmeas” do país podem deixar de ser pontos de simples passagem e passar a reter o consumo dos viajantes. Ao destacar a trajetória e as particularidades do mercado local, Marcelo Valente reforçou que o sucesso dos negócios na região depende da vivência prática no território:
“A fronteira exige uma logística e um pensamento totalmente diferentes. É preciso viver a fronteira de forma intensa para entender como ela funciona. Por isso, a empresa que quer prosperar aqui precisa ter experiência e se antecipar aos fatos”, pontuou o empresário.
Durante sua participação no painel, Marcelo Valente ressaltou que a hiperespecialização em turismo de fronteira foi o grande motor de expansão da sua empresa na Tríplice Fronteira, permitindo competir diretamente com grandes redes do setor.
“Quanto mais específico e especialista você for na fronteira, mais sucesso vai ter. O turista que chega ao aeroporto busca liberdade para transitar entre Brasil, Paraguai e Argentina. Entender essas particularidades locais — como a exigência da Carta Verde e as regras de transporte — é o que diferencia uma operação local de gigantes nacionais”, defendeu Valente.
Além de defender a integração entre compras, gastronomia e hotelaria, Marcelo Valente relembrou o processo de amadurecimento de Foz do Iguaçu, que passou de um polo focado em compras para um dos destinos mais desejados do Brasil.
“Nós aprendemos a trabalhar na época em que era dureza, quando pouca gente falava de Foz do Iguaçu. Hoje isso mudou radicalmente: todo mundo quer conhecer a cidade. Vemos constantemente personalidades e grandes empresários descobrindo o destino pela primeira vez e se maravilhando com o que a nossa região tem a oferecer”, afirmou Valente ao público do evento.
Agenda nacional e Carta das Fronteiras
O encontro aborda ainda temas como a expansão de lojas francas (free shops), desafios regulatórios e fiscais, infraestrutura logística e cooperação transfronteiriça, reunindo representantes de regiões como Tabatinga (AM) e da fronteira com o Uruguai, além de órgãos como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Paralelamente, o município sedia o IV Festival Internacional de Turismo La Frontera, com expectativa de atração de 60 mil pessoas até domingo (30).
Ao término da programação, as deliberações do evento serão consolidadas na “Carta das Fronteiras”, documento com diretrizes de governança, economia e compromissos institucionais para o desenvolvimento dos territórios fronteiriços brasileiros.
Eram modestas as instalações que abrigaram a assembleia fundadora do Sicoob Três Fronteiras, em 30 de agosto de 2001, na antiga sede da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI). Sonho, visão, resiliência, trabalho e, acima de tudo, confiança moveram os 25 fundadores pelo compromisso de erguer uma instituição financeira do zero.
Primeira agência abriu o caminho para uma rede de atendimento completa. Foto: Sicoob Três Fronteiras/Arquivo.
Cada fundador aportou R$ 2 mil, formando um capital inicial de somente R$ 50 mil na época. Hoje, o Sicoob Três Fronteiras possui números superlativos, fazendo parte de um seleto grupo de cooperativas que movimentam mais de R$ 1 bilhão. Da cidade-sede, Foz do Iguaçu, cresceu para o Oeste do Paraná e ao Rio Grande do Sul, chegando a 21 agências de portas abertas.
São mais de 70 mil cooperados atualmente, com um plano posto em prática para alcançar cem mil. O mais importante: a instituição financeira cooperada oferece todas as soluções para pessoas físicas e empresas, em condições mais acessíveis, e, por não objetivar lucro, divide os resultados entre os associados e investe no desenvolvimento das pessoas e das cidades em que está presente.
Justiça financeira e desenvolvimento
“Ao completarmos um quarto de século, homenageamos os 25 fundadores que deram início a essa história de desafios e conquistas, como forma de realçar a importância de cada cooperado nessa jornada, pois são eles que edificam, que são a razão de ser da nossa instituição”, destaca o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Três Fronteiras, Dimas Bragagnolo. “E poder fazer a diferença nas comunidades, nas vidas das pessoas, com ações na educação, cultura, sustentabilidade, além de fomentar a prosperidade, isso tudo não tem preço”, enfatiza.
Com sentido equivalente, o diretor-superintendente do Sicoob Três Fronteiras, Dirceu Tessaro, afirma que o compromisso é trabalhar além dos números. “O mais importante é o nosso propósito de conectar pessoas para promover a justiça financeira e prosperidade. A gente tem uma missão pela frente ainda de levar essa boa-nova do cooperativismo para colaborar com as nossas comunidades e transformá-las em um mundo melhor”, sublinha.
Confiança e conquistas
Os 25 fundadores da cooperativa deram os primeiros passos para construir uma instituição financeira voltada às necessidades da comunidade. O movimento representava confiança, união e disposição para trabalhar por um objetivo comum. A proposta era criar uma alternativa ao modelo bancário tradicional, com crédito a taxas mais justas e relações baseadas na proximidade.
O propósito também estava diretamente ligado ao desenvolvimento socioeconômico da comunidade e à permanência dos recursos no território. “É uma alegria enorme, difícil de não se emocionar ao lembrar que, de uma mesa de madeira, aqui na sede da ACIFI, nasceu aquele sonho que brilhou nos olhos”, resgata o vice-presidente do Conselho de Administração, Walter Venson, que mantém 25 anos de ligação com o Sicoob Três Fronteiras.
“Será que nós vamos poder ter uma instituição financeira aos moldes de um banco nosso, suprir nossas necessidades, competir em juros, prestar serviços? Eram as nossas perguntas na época”, conta. “Principalmente, pensávamos em levantar uma instituição onde a gente pudesse entrar e dizer, como é realidade hoje: eu faço parte, eu sou um dos donos, eu sou sócio do Sicoob Três Fronteiras”, celebra o decano.
25 fundadores
Ata reflete o compromisso dos fundadores em erguer uma instituição financeira do zero. Foto: Reprodução.
A ata oficial de criação do Sicoob Três Fronteiras, de 30 de agosto de 2001, reúne os visionários e empreendedores: Alexsander Teixeira; Ali Mohamed Osman; Altino Voltolini; Arlindo Alaminni; Arnaldo Bortoli; Camilo Rorato; Cesar Cabral; Danilo Vendruscolo; Elio Fritzen; Fábio Hauagge do Prado; Fábio Teixeira; Fádua Fakih Hechem; Fouad Mohamad Fakih; Ivone Barofaldi da Silva; Jamal Ali Osman; Kamal Osman; Marcelo Valente; Márcio de Matteis Pinto; Marcos Clavaglia; Pedro Tenerello; Rodrigo Hauagge do Prado; Soraya Faouakhiri; Tibiriçá Botto Guimarães; Valentim da Silva e Wanderley Teixeira.