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seg, 06 de abr 2026

Prestes a serem liberados no Brasil, cassinos já são sucesso em outros países da América do Sul

A polêmica em torno da liberação das apostas territoriais e online no Brasil ainda permanece, mesmo com os avanços das tratativas dentro da Câmara dos Deputados. Uma série de projetos tramitam na casa e o interesse de grandes conglomerados do setor é crescente. O principal argumento de quem defende a liberação dos cassinos no Brasil e também de sites de apostas, é o potencial empregatício do setor, além do aumento de arrecadação de impostos para os governos de cidades, estados e da federação.

Estima-se que, de saída, mais de 300 mil empregos seriam gerados com a permissão para que cassinos se integrem a resorts em locais turísticos. Isso sem contar o impacto em toda a cadeia de fornecimento para esses estabelecimentos e o fomento ao turismo em cidades estratégicas. Para o governo, diretamente, a estimativa é de um aumento de receitas de mais de 25 bilhões de reais, vindos de impostos e outorgas.

Casino Buenos Aires é um dos maiores da Argentina – Fonte: Pixabay

Os estudos trazem números favoráveis, mas o argumento mais forte vem dos exemplos. Países vizinhos, como Colômbia, Peru, Argentina e Uruguai têm nos cassinos uma importante fonte de renda. As legislações desses países são bem construídas e o funcionamento regulamentado de cassinos não tem impactos negativos relevantes. O Brasil, acostumado a ser seguido no continente, deve seguir seus vizinhos para então, finalmente, poder figurar entre os melhores destinos para quem gosta de apostar.

Legislação colombiana é modelo
Embora a operação legal de cassinos seja mais antiga na Argentina e no Uruguai, a legislação da Colômbia para o tema é tida como a mais avançada do continente. O governo colombiano iniciou a jornada da regulamentação das apostas no país com a criação da Colijuegos, entidade estatal ligada ao Ministério da Fazenda e Crédito Público. A Colijuegos foi instituída para ser responsável pela exploração, administração, funcionamento e emissão de regulamentos e licenças para empresas exploradoras de apostas territoriais e cassinos online. Isso trouxe mais transparência às operações e mais confiança ao país.

Cinco anos depois, o governo colombiano realizou a legalização total das apostas do país. Ficou sob responsabilidade da Colijuegos a regulamentação dos cassinos colombianos, bem como de outros ativos do setor de apostas. Estima-se que hoje o país tenha mais de 60 cassinos em seu território. No continente, o número é inferior apenas ao da Argentina. Principal argumento dos defensores da legalização dos cassinos e sites de apostas no Brasil, a arrecadação de impostos na Colômbia impressiona: foram mais de 16 milhões de dólares arrecadados somente em 2019, de acordo com números da Colijuegos.

Turismo é mais forte em locais com cassinos
A América do Sul é repleta de destinos turísticos com as mais diversas potencialidades. Porém, coincidência ou não, algumas das cidades com maior arrecadação por meio do turismo são aqueles que possuem cassinos. Outro fato curioso – a maior parte da receita dessas cidades advindas do turismo são geradas por brasileiros. Estima-se que 70% da ocupação em cidades como Punta Del Este, no Uruguai, Viña Del Mar, no Chile, e na tríplice fronteira de Foz do Iguaçu, seja de brasileiros. A retenção desses recursos no país é um desafio fácil de ser cumprido para o governo.

Uma situação paradoxal é a do Uruguai. O país, que é pequeno e de economia pouco diversificada, vê no turismo de Punta Del Este uma das suas principais riquezas. Os cassinos funcionam legalmente na região já há bastante tempo e com regulamentação feita pela Diretoria Nacional de Cassinos. Estima-se que o país arrecade cerca de 70 milhões de dólares por ano com os impostos dos cassinos. Mas, ao mesmo tempo, o jogo online é proibido no Uruguai.

Na Argentina, a abordagem da lei é parecida com o que querem fazer no Brasil: os cassinos estão instalados em provinciais mais distantes dos grandes centros. Em Buenos Aires, por exemplo, a operação de cassinos físicos é ilegal, embora as apostas aconteçam em navios ancorados em Puerto Madero. Não há números consolidados da última temporada de apostas no país, mas é certo de que as comunidades locais agradecem a liberação.

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Em 2015, o Marco das Três Fronteiras era pouco mais que um obelisco histórico em uma área com infraestrutura precária e baixo fluxo de visitantes. Dez anos após a concessão à iniciativa privada, os números falam por si: R$ 483 milhões movimentados, recordes de público e uma revitalização que transformou toda a região Sul de Foz do Iguaçu.

Diante desse cenário de sucesso consolidado, surge a pergunta inevitável para o planejamento urbano da nossa cidade: Será que esse mesmo modelo de gestão não é a solução que falta para o Bosque Guarani?

Do Zoológico ao Abandono: O cenário do Bosque

Cenário de espera: O Bosque Guarani permanece sem data oficial para reabertura após consulta pública finalizada em 2025. Foto: Kaká Souza.

Localizado em um ponto nevrálgico do Centro — ao lado do terminal de ônibus e de hotéis estratégicos — o Bosque Guarani vive um limbo desde o fechamento do seu antigo zoológico em 2021. Embora tenha se tornado uma Unidade de Conservação (Parque Natural Municipal) em 2023, o espaço ainda carece de uma ocupação que combine preservação ambiental com lazer seguro e atrativo para o iguaçuense.

Atualmente, o município finaliza o Plano de Manejo do local. Este documento é o “divisor de águas”. Sem ele, nada acontece. Com ele aprovado, a Prefeitura terá em mãos o mapa jurídico para decidir: manter a gestão direta (com custos elevados de manutenção) ou buscar uma parceria como a que deu vida nova ao Marco.

Ocupação irregular na lateral do Bosque Guarani evidencia o impacto social do abandono da área central de Foz. Foto: Kaká Souza.

Por que o modelo “Marco” faz sentido aqui?

Se olharmos para o que aconteceu no Marco das Três Fronteiras, os paralelos com o potencial do Bosque são evidentes:

  • Segurança e Convivência: Onde antes havia isolamento, o Marco trouxe monitoramento e iluminação. No Bosque, isso significaria devolver o espaço às famílias, afastando a sensação de insegurança que muitas vezes ronda o centro à noite.
  • Investimento Sem Custo Público: No modelo de concessão, a concessionária assume o risco e o investimento em infraestrutura (como os novos acessos e o Espaço das Américas no Marco), enquanto o município recebe outorga e impostos.
  • Turismo de Centro: Imagine o turista que hoje se hospeda no centro ter um “Parque Natural” moderno a poucos passos, com café, trilhas educativas e acessibilidade. Isso retém o visitante por mais tempo no comércio local.

O Desafio da Sustentabilidade

É claro que o Bosque Guarani tem suas particularidades. É uma área de mata nativa densa e proteção rigorosa. Mas a experiência do Marco prova que é possível aliar soberania, história e proteção ambiental com uma operação comercial eficiente.

O Plano de Manejo, que encerrou sua fase de consulta pública ainda em 2025, prevê o zoneamento do parque. É este zoneamento que dirá onde pode haver uma lanchonete, onde deve ser preservação integral e onde podem ser instaladas passarelas de educação ambiental.

A palavra está com você, leitor

A Prefeitura deu o passo técnico com o Plano de Manejo. Agora, cabe a Foz do Iguaçu decidir se quer manter o Bosque como um “quadrado verde” cercado por grades no centro ou se está pronta para transformá-lo em um novo marco de desenvolvimento sustentável, seguindo o exemplo de sucesso que já temos em casa.

Você concorda que a concessão é o melhor caminho para o Bosque Guarani ou o espaço deve seguir sob gestão exclusiva da Prefeitura?

 

Nota da Redação: O Portal Clickfoz tentou contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente solicitando atualizações sobre o cronograma de aprovação do Plano de Manejo — cuja consulta pública foi encerrada em março de 2025 — e a previsão de reabertura do Bosque Guarani. Até o fechamento desta edição, não houve retorno aos nossos questionamentos. O espaço permanece aberto para que a secretaria envie seu posicionamento, que será prontamente atualizado nesta reportagem.

 

 

Fotos: Kaká Souza/Portal Clickfoz

O cenário teatral da Tríplice Fronteira ganha uma oportunidade de formação gratuita na próxima semana. Os projetos de extensão Cote’Coi – Coletivo Teatral e o Grupo de Teatro Universitário, que atuam na região desde 2015, convidam artistas e interessados em geral para a oficina “O corpo, a palavra e a cena”.

Com foco na poética da atuação e na experimentação de diferentes linguagens cênicas, o treinamento é voltado para atrizes, atores, diretores e qualquer pessoa da comunidade que deseje explorar a expressão corporal e a construção da cena.

Programação e Datas

As oficinas serão realizadas de forma presencial em três encontros na próxima semana:

  • Segunda-feira (06/04): das 14h às 18h
  • Quarta-feira (08/04): das 14h às 18h
  • Sexta-feira (10/04): das 14h às 18h

Como participar

As atividades são totalmente gratuitas. Para garantir uma vaga, os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponível na internet. A iniciativa reforça o papel dos projetos de extensão universitária na democratização do acesso à cultura e na formação de novos talentos locais.

Inscrições: Clique aqui para acessar o formulário oficial

Sobre o Cote’Coi

O coletivo é uma referência na região trinacional (Brasil, Paraguai e Argentina) há mais de uma década, desenvolvendo pesquisas contínuas sobre o fazer teatral e promovendo a integração entre a universidade e a comunidade externa por meio das artes cênicas.

O calendário eleitoral de 2026 entra em uma fase decisiva neste mês de abril. Para o cidadão que deseja votar nas eleições gerais de outubro — quando serão escolhidos presidente, governadores, senadores e deputados —, restam pouco mais de 30 dias para regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral. O prazo final é o dia 6 de maio.

A data limite vale para quem precisa tirar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral ou alterar o local de votação.

Como regularizar em Foz do Iguaçu

O eleitor iguaçuense pode resolver suas pendências de duas formas:

  1. Presencial: Procurando o Cartório Eleitoral de Foz do Iguaçu.
  2. Digital: Através do portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no serviço de autoatendimento do eleitor.

 

Vale lembrar que o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos. Jovens que completam 16 anos até a data da eleição já podem solicitar o documento, mesmo que ainda tenham 15 anos no momento do pedido.

“Dança das Cadeiras” na Política

Além do prazo para o cidadão, este fim de semana marca duas datas cruciais para quem pretende se candidatar:

  • Janela Partidária: Encerrou-se nesta sexta-feira (3) o prazo para que políticos mudem de partido sem perder o mandato por infidelidade partidária.
  • Desincompatibilização: Termina neste sábado (4) o prazo para que ocupantes de cargos públicos (como ministros, secretários e diretores) deixem suas funções caso pretendam disputar as eleições. A medida visa evitar o uso da máquina pública para fins eleitorais.

Por que não deixar para a última hora?

Historicamente, os últimos dias do prazo (próximos a 6 de maio) registram longas filas e instabilidade nos sistemas online do TSE devido ao alto volume de acessos. A recomendação da Justiça Eleitoral é que o eleitor aproveite o feriado de Páscoa para conferir sua situação no site oficial e realizar as alterações necessárias o quanto antes.

 

 

 

Foto em destaque: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Sábado de Aleluia (4) pode terminar com um novo milionário no Brasil. A Mega-Sena sorteia hoje o prêmio principal do concurso 2.992, que está acumulado em R$ 10 milhões. O valor, anteriormente estimado em R$ 7,5 milhões, subiu devido ao volume de apostas e ao último sorteio sem ganhadores na faixa principal.

As seis dezenas serão reveladas a partir das 21h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo direto do Espaço da Sorte, em São Paulo, pelos canais oficiais da Caixa no YouTube e Facebook.

Como apostar em Foz do Iguaçu

Para quem quer tentar a sorte na fronteira, as regras são simples:

  • Prazo: As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília).
  • Onde: Em qualquer casa lotérica credenciada, pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo oficial.
  • Custo: A aposta simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

Chance de ganhar

Quem faz a aposta mínima de seis números tem uma probabilidade de acerto de uma em 50.063.860. Já para quem opta pelo limite máximo de 20 números (ao custo de mais de R$ 232 mil), a chance sobe para uma em 1.292.

Além do prêmio principal, a Mega-Sena também premia acertadores da Quina (cinco números) e da Quadra (quatro números), cujos valores variam conforme o total arrecadado.

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