Cotação do Dólar:

seg, 06 de abr 2026

Plano de Atualização Tecnológica de Itaipu ganha impulso em 2023

Maior e mais complexo projeto já executado pela Itaipu Binacional, desde a construção da usina hidrelétrica, o Plano de Atualização Tecnológica começou a ser executado em 2022 e tem uma série de atividades programadas para 2023. Os esforços serão concentrados na elaboração dos projetos executivos dos geradores a diesel (os primeiros equipamentos a serem substituídos); do Scada, o sistema de supervisão, controle e aquisição de dados da usina; e da Rede de Tecnologia da Automação (RTA), a rede de dados e comunicação interna da Área Industrial da usina hidrelétrica de Itaipu.

Também em 2023, devem avançar as obras dos novos almoxarifados e dos Centros de Integração de Sistemas e Capacitação, que fazem parte do objeto 2 do contrato e serão realizadas por empresas paraguaias. Espera-se, ainda, a conclusão das especificações técnicas, o início do processo de licitação da Atualização Tecnológica da Subestação da Margem Direita e a contratação dos serviços de apoio de engenharia.

“O maior desafio para Itaipu é promover uma gestão coordenada dos diversos contratos, gerando o menor impacto possível na operação e na manutenção e mantendo os elevados níveis de confiabilidade da usina”, afirmou o diretor técnico executivo, David Krug. Segundo ele, será necessário um grande esforço de coordenação para absorver as atividades previstas no Plano de Atualização Tecnológica em meio à atual rotina de trabalho dos profissionais da Itaipu.

O Plano de Atualização Tecnológica de Itaipu deu seus primeiros passos em 2022, com a assinatura do contrato com o Consórcio Modernização de Itaipu (CMI) e a elaboração dos planos de gerenciamento que compõem o planejamento executivo do projeto. Apenas nesse contrato, que corresponde à atualização tecnológica da usina, serão investidos US$ 649 milhões distribuídos ao longo dos 14 anos do empreendimento.

Para se chegar à assinatura do contrato e ao início dos trabalhos, foram vários anos de planejamento, incluindo a identificação das necessidades, o levantamento das condições operacionais de todos os equipamentos e sistemas da usina, a prospecção de mercados, a elaboração do projeto básico e das especificações técnicas e a definição de modelos de licitação e gestão.

Formado por duas empresas brasileiras do Grupo GE (GE Energias Renováveis e Grid Solutions Transmissão de Energia) e duas paraguaias (Tecnoedil e CIE), o CMI será responsável pela execução da atualização da usina, que é o primeiro de quatro objetos previstos. As contratações levam em consideração necessidade de utilizar de forma equitativa, na medida do possível, a mão de obra, os equipamentos e os materiais de disponíveis no Brasil e no Paraguai.

Em maio de 2022, logo no início dos trabalhos, o CMI promoveu um workshop para integrar as equipes e estabelecer as diretrizes de trabalho. Depois de dois encontros, em Taubaté (SP) e Foz do Iguaçu (PR), o consórcio fez uma apresentação à Itaipu mostrando os “Dez Mandamentos da nossa equipe”, entre eles transparência (“valor inegociável”), prazo (“cumprimos com os prazos e nos antecipamos aos possíveis desvios”) e segurança (“prevenção vem em primeiro lugar”).

Outra atividade iniciada nos primeiros meses de contrato foi o escaneamento a laser de todas as instalações da usina afetadas pela Atualização Tecnológica. Assim, o consórcio obterá os modelos tridimensionais da usina que serão a base para a elaboração dos projetos executivos, utilizando a tecnologia Building Information Modeling (BIM). As atividades devem ser concluídas em 2023.

Alto desempenho

Passadas quase quatro décadas de produção ininterrupta, a usina hidrelétrica de Itaipu continua a apresentar indicadores excepcionais, batendo recordes de produtividade e mantendo a disponibilidade de suas unidades geradoras acima das referências de mercado. Isso se deve ao nível de excelência das atividades de engenharia durante o projeto e construção da usina e à cada vez mais eficiente gestão dos ativos de produção de energia.

Mas manter esses índices tem se tornado cada vez mais complexo. Sistemas e equipamentos elétricos e eletrônicos, projetados para durar 30 anos, já operam há quase 40. Por isso, para assegurar a continuidade de seu alto desempenho, Itaipu deu início à atualização tecnológica, que contempla a substituição de todos os cabos de força e controle e dos sistemas do controle centralizado, das unidades geradoras, da subestação isolada a gás, dos serviços auxiliares, do vertedouro e de medição e faturamento.

Também será modernizada a Subestação da Margem Direita, que conecta Itaipu ao sistema elétrico paraguaio e ao sistema de corrente contínua de Furnas. Fazem parte da atualização ainda: a construção de novos almoxarifados e de centros de integração de sistemas; a aquisição de novas ferramentas de gestão; e a contratação de serviços de apoio e consultoria para atividades de projetos, inspeção, fiscalização e comissionamento.

Conteúdo Patrocinado

Em 2015, o Marco das Três Fronteiras era pouco mais que um obelisco histórico em uma área com infraestrutura precária e baixo fluxo de visitantes. Dez anos após a concessão à iniciativa privada, os números falam por si: R$ 483 milhões movimentados, recordes de público e uma revitalização que transformou toda a região Sul de Foz do Iguaçu.

Diante desse cenário de sucesso consolidado, surge a pergunta inevitável para o planejamento urbano da nossa cidade: Será que esse mesmo modelo de gestão não é a solução que falta para o Bosque Guarani?

Do Zoológico ao Abandono: O cenário do Bosque

Cenário de espera: O Bosque Guarani permanece sem data oficial para reabertura após consulta pública finalizada em 2025. Foto: Kaká Souza.

Localizado em um ponto nevrálgico do Centro — ao lado do terminal de ônibus e de hotéis estratégicos — o Bosque Guarani vive um limbo desde o fechamento do seu antigo zoológico em 2021. Embora tenha se tornado uma Unidade de Conservação (Parque Natural Municipal) em 2023, o espaço ainda carece de uma ocupação que combine preservação ambiental com lazer seguro e atrativo para o iguaçuense.

Atualmente, o município finaliza o Plano de Manejo do local. Este documento é o “divisor de águas”. Sem ele, nada acontece. Com ele aprovado, a Prefeitura terá em mãos o mapa jurídico para decidir: manter a gestão direta (com custos elevados de manutenção) ou buscar uma parceria como a que deu vida nova ao Marco.

Ocupação irregular na lateral do Bosque Guarani evidencia o impacto social do abandono da área central de Foz. Foto: Kaká Souza.

Por que o modelo “Marco” faz sentido aqui?

Se olharmos para o que aconteceu no Marco das Três Fronteiras, os paralelos com o potencial do Bosque são evidentes:

  • Segurança e Convivência: Onde antes havia isolamento, o Marco trouxe monitoramento e iluminação. No Bosque, isso significaria devolver o espaço às famílias, afastando a sensação de insegurança que muitas vezes ronda o centro à noite.
  • Investimento Sem Custo Público: No modelo de concessão, a concessionária assume o risco e o investimento em infraestrutura (como os novos acessos e o Espaço das Américas no Marco), enquanto o município recebe outorga e impostos.
  • Turismo de Centro: Imagine o turista que hoje se hospeda no centro ter um “Parque Natural” moderno a poucos passos, com café, trilhas educativas e acessibilidade. Isso retém o visitante por mais tempo no comércio local.

O Desafio da Sustentabilidade

É claro que o Bosque Guarani tem suas particularidades. É uma área de mata nativa densa e proteção rigorosa. Mas a experiência do Marco prova que é possível aliar soberania, história e proteção ambiental com uma operação comercial eficiente.

O Plano de Manejo, que encerrou sua fase de consulta pública ainda em 2025, prevê o zoneamento do parque. É este zoneamento que dirá onde pode haver uma lanchonete, onde deve ser preservação integral e onde podem ser instaladas passarelas de educação ambiental.

A palavra está com você, leitor

A Prefeitura deu o passo técnico com o Plano de Manejo. Agora, cabe a Foz do Iguaçu decidir se quer manter o Bosque como um “quadrado verde” cercado por grades no centro ou se está pronta para transformá-lo em um novo marco de desenvolvimento sustentável, seguindo o exemplo de sucesso que já temos em casa.

Você concorda que a concessão é o melhor caminho para o Bosque Guarani ou o espaço deve seguir sob gestão exclusiva da Prefeitura?

 

Nota da Redação: O Portal Clickfoz tentou contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente solicitando atualizações sobre o cronograma de aprovação do Plano de Manejo — cuja consulta pública foi encerrada em março de 2025 — e a previsão de reabertura do Bosque Guarani. Até o fechamento desta edição, não houve retorno aos nossos questionamentos. O espaço permanece aberto para que a secretaria envie seu posicionamento, que será prontamente atualizado nesta reportagem.

 

 

Fotos: Kaká Souza/Portal Clickfoz

O cenário teatral da Tríplice Fronteira ganha uma oportunidade de formação gratuita na próxima semana. Os projetos de extensão Cote’Coi – Coletivo Teatral e o Grupo de Teatro Universitário, que atuam na região desde 2015, convidam artistas e interessados em geral para a oficina “O corpo, a palavra e a cena”.

Com foco na poética da atuação e na experimentação de diferentes linguagens cênicas, o treinamento é voltado para atrizes, atores, diretores e qualquer pessoa da comunidade que deseje explorar a expressão corporal e a construção da cena.

Programação e Datas

As oficinas serão realizadas de forma presencial em três encontros na próxima semana:

  • Segunda-feira (06/04): das 14h às 18h
  • Quarta-feira (08/04): das 14h às 18h
  • Sexta-feira (10/04): das 14h às 18h

Como participar

As atividades são totalmente gratuitas. Para garantir uma vaga, os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponível na internet. A iniciativa reforça o papel dos projetos de extensão universitária na democratização do acesso à cultura e na formação de novos talentos locais.

Inscrições: Clique aqui para acessar o formulário oficial

Sobre o Cote’Coi

O coletivo é uma referência na região trinacional (Brasil, Paraguai e Argentina) há mais de uma década, desenvolvendo pesquisas contínuas sobre o fazer teatral e promovendo a integração entre a universidade e a comunidade externa por meio das artes cênicas.

O calendário eleitoral de 2026 entra em uma fase decisiva neste mês de abril. Para o cidadão que deseja votar nas eleições gerais de outubro — quando serão escolhidos presidente, governadores, senadores e deputados —, restam pouco mais de 30 dias para regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral. O prazo final é o dia 6 de maio.

A data limite vale para quem precisa tirar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral ou alterar o local de votação.

Como regularizar em Foz do Iguaçu

O eleitor iguaçuense pode resolver suas pendências de duas formas:

  1. Presencial: Procurando o Cartório Eleitoral de Foz do Iguaçu.
  2. Digital: Através do portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no serviço de autoatendimento do eleitor.

 

Vale lembrar que o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos. Jovens que completam 16 anos até a data da eleição já podem solicitar o documento, mesmo que ainda tenham 15 anos no momento do pedido.

“Dança das Cadeiras” na Política

Além do prazo para o cidadão, este fim de semana marca duas datas cruciais para quem pretende se candidatar:

  • Janela Partidária: Encerrou-se nesta sexta-feira (3) o prazo para que políticos mudem de partido sem perder o mandato por infidelidade partidária.
  • Desincompatibilização: Termina neste sábado (4) o prazo para que ocupantes de cargos públicos (como ministros, secretários e diretores) deixem suas funções caso pretendam disputar as eleições. A medida visa evitar o uso da máquina pública para fins eleitorais.

Por que não deixar para a última hora?

Historicamente, os últimos dias do prazo (próximos a 6 de maio) registram longas filas e instabilidade nos sistemas online do TSE devido ao alto volume de acessos. A recomendação da Justiça Eleitoral é que o eleitor aproveite o feriado de Páscoa para conferir sua situação no site oficial e realizar as alterações necessárias o quanto antes.

 

 

 

Foto em destaque: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Sábado de Aleluia (4) pode terminar com um novo milionário no Brasil. A Mega-Sena sorteia hoje o prêmio principal do concurso 2.992, que está acumulado em R$ 10 milhões. O valor, anteriormente estimado em R$ 7,5 milhões, subiu devido ao volume de apostas e ao último sorteio sem ganhadores na faixa principal.

As seis dezenas serão reveladas a partir das 21h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo direto do Espaço da Sorte, em São Paulo, pelos canais oficiais da Caixa no YouTube e Facebook.

Como apostar em Foz do Iguaçu

Para quem quer tentar a sorte na fronteira, as regras são simples:

  • Prazo: As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília).
  • Onde: Em qualquer casa lotérica credenciada, pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo oficial.
  • Custo: A aposta simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

Chance de ganhar

Quem faz a aposta mínima de seis números tem uma probabilidade de acerto de uma em 50.063.860. Já para quem opta pelo limite máximo de 20 números (ao custo de mais de R$ 232 mil), a chance sobe para uma em 1.292.

Além do prêmio principal, a Mega-Sena também premia acertadores da Quina (cinco números) e da Quadra (quatro números), cujos valores variam conforme o total arrecadado.

Descubra mais sobre Clickfoz

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading