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sáb, 25 de jul 2026

Passarela de pedestres da Ponte da Amizade passa por manutenção neste domingo

Trabalhos de conservação acontecem entre 8h e 17h. Circulação de pedestres na fronteira ficará concentrada em apenas um lado da estrutura.

O trecho destinado à circulação de pedestres na Ponte Internacional da Amizade passará por obras de manutenção programada neste domingo (26). Os serviços serão realizados pela concessionária EPR Iguaçu no período das 8h às 17h, como parte do plano permanente de conservação da estrutura que liga o Brasil ao Paraguai.

Durante o horário de execução dos trabalhos, o trânsito de pedestres sofrerá alterações temporárias e a circulação ocorrerá por apenas um dos lados da ponte.

Reorganização do fluxo e orientação na fronteira

Para garantir a fluidez e a segurança dos pedestres que cruzam a fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, equipes de apoio e sinalização reforçada estarão posicionadas ao longo do trecho para orientar o público.

A concessionária pede que os usuários fiquem atentos à sinalização e sigam as instruções dos operadores de tráfego presentes no local. A intervenção visa oferecer mais conforto e segurança a quem utiliza a passagem diariamente.

A empresa informou ainda que, em caso de chuvas intensas ou condições climáticas desfavoráveis, as atividades de conservação poderão ser suspensas e remarcadas.

Atendimento ao usuário

Em caso de dúvidas ou ocorrências na via, os usuários da Ponte da Amizade podem entrar em contato com o atendimento da concessionária EPR Iguaçu pelo telefone 0800 277 0163.

 

 

 

Foto: Divulgação/Minustério dos Transportes - Arquivo

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Acordar neste sábado (25) com a notícia do grave acidente na Avenida Felipe Wandscheer trouxe um nó na garganta de toda a população iguaçuense. Duas jovens, de 17 e 18 anos, tiveram suas histórias interrompidas de forma trágica e precoce. Outros seis jovens ficaram feridos.

Neste momento, a única atitude cabível com relação às famílias que choram a perda de suas filhas é o respeito absoluto e o acolhimento. A dor de um pai e de uma mãe que veem o ciclo natural da vida se inverter é incomensurável. Não há julgamento de valor, não há busca por culpados na dor alheia. A perícia técnica fará o seu papel para esclarecer a dinâmica do fato.

No entanto, como comunidade, nos deparamos com uma pergunta desconfortável, mas urgente: quando será a hora de conversar abertamente sobre como evitar que tragédias assim continuem se repetindo?

Culpa não, prevenção: o diálogo que precisa acontecer em casa

Estamos perdendo jovens no trânsito de Foz do Iguaçu com uma frequência assustadora. Muitas vezes, pela imprudência ao volante; em outras, por estarem no lugar errado, vítimas de escolhas alheias.

As redes sociais têm empurrado os adolescentes cada vez mais cedo para a vida noturna. Um ambiente de independência aparente que, muitas vezes, atropela a maturidade. 

Nas redes sociais, a noite é vendida apenas com filtros, luzes e glamour. A regra mais difundida nas redes sociais atualmente é só quem se arrisca merece viver o extraordinário”, e geralmente, ela vem acompanhada de diversas provas sociais onde, correr o risco deu resultado positivo.

O feed não mostra o risco, a imprudência ou as consequências de uma escolha errada, e como essa geração já não consome os noticiários tradicionais, o “lado B” da vida real torna-se invisível para eles — até que seja tarde demais. 

Parece que saiu de moda ver os pais esperando na saída da balada. Hoje, acompanhar a rotina dos filhos mais de perto é visto como ‘sufocamento’ ou distorcido como falta de confiança. Nós, pais, somos levados a sentir culpa por proteger — e é aí que muitos acabam cedendo. 

Recentemente, ao ouvir de um amigo a frase “a gente cria os filhos para o mundo”, o questionamento que fica é simples: o mundo está preparado para proteger os nossos filhos? A resposta, dolorosa e cotidiana, é não.

Criar com zelo não é prender. É entender que a adolescência é, por natureza, uma fase de imaturidade neurológica e emocional. O jovem tende a subestimar riscos e a superestimar sua própria capacidade de controle. Por isso, a presença e o limite estabelecido pelos pais não são intromissão — são proteção.

Um carro não é um brinquedo, é uma responsabilidade gigantesca

Girar a chave de um veículo exige uma compreensão que vai muito além de saber acelerar e passar marchas. Um automóvel, quando conduzido sem a devida prudência, acima da velocidade permitida ou com a capacidade de lotação excedida, perde sua função de transporte e ganha o potencial de uma arma.

E a conversa entre pais e filhos precisa ser direta, clara e sem meias palavras:

  1. A responsabilidade de quem dirige: Conduzir um veículo significa responder pela própria vida, pela vida de cada passageiro que aceita carona e pela vida de estranhos que cruzam o mesmo caminho. Saber dizer “não” para um carro superlotado ou para um excesso de velocidade não é covardia, é maturidade.
  2. O limite de quem pega carona: Ensinar os filhos a avaliarem o estado de quem está ao volante. Se o condutor bebeu, se está eufórico, cansado ou demonstrando pilotagem arriscada, a orientação deve ser uma só: não embarque.
  3. O resgate sem julgamento: Os filhos precisam ter a certeza de que, independentemente da hora, do local ou do contexto, podem ligar para os pais pedindo carona sem o medo do sermão imediato. A prioridade absoluta é chegar em casa em segurança.

 

O zelo nunca sairá de moda

Proteger quem amamos pode gerar piadas entre amigos ou resistência por parte dos próprios adolescentes. O “excesso de cuidado” pode parecer exagero para quem olha de fora. Mas entre a inconveniência de uma viagem de madrugada para buscar um filho e a dor irreparável de uma tragédia, a escolha não exige pensamento.

Que o dia de hoje, marcado por uma tristeza profunda em Foz do Iguaçu, sirva para que outras famílias sentem à mesa e conversem. Sem apontar dedos para a tragédia que já aconteceu, mas garantindo que o cuidado, a presença e a responsabilidade continuem sendo a maior demonstração de amor que podemos oferecer aos nossos filhos.

 

Aos pais que estão se despedindo de suas filhas na tarde deste sábado, a minha mais sincera e dolorosa solidariedade: como pai, sei que jamais estaremos preparados para ver um filho partir antes de nós — que a memória delas seja abraçada com amor e que vocês encontrem forças para atravessar essa dor imensurável.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR), em operação conjunta com o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), apreendeu R$ 754.715,00 em espécie na última sexta-feira (24), em Foz do Iguaçu. A abordagem resultou no encaminhamento de três pessoas à Delegacia da Polícia Federal.

A ação teve início durante o monitoramento de um homem investigado por suposta fraude documental em diplomas. As equipes policiais acompanharam o suspeito no momento em que ele saía de uma agência bancária carregando uma mochila de grande porte.

O indivíduo seguiu até um estacionamento próximo, onde foi flagrado repassando volumes de dinheiro aos ocupantes de um segundo automóvel.

Abordagem e localização dos valores

Diante da atitude suspeita, as equipes policiais realizaram a abordagem simultânea dos dois veículos, ambos com placas paraguaias:

  • Primeiro veículo (caminhonete): Localizada a quantia de R$ 354.715,00.
  • Segundo veículo (ocupado por um casal): Localizados R$ 400.000,00 em espécie.

 

Ao serem questionados pelos agentes, os ocupantes do segundo automóvel admitiram que moram no Paraguai e que tinham como destino o país vizinho transportando o dinheiro.

Encaminhamento à Polícia Federal

Os três envolvidos, os veículos e o total de R$ 754,7 mil apreendidos foram levados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. As investigações buscam esclarecer a origem dos recursos e apurar o envolvimento dos suspeitos nos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A FICCO/PR é uma força de segurança composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar do Paraná (PMPR) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).

As Cataratas do Iguaçu mantêm um volume impressionante d’água na manhã deste sábado, 25 de julho. A vazão do Rio Iguaçu está registrada em 8 milhões e 330 mil litros por segundo, garantindo um cenário de cheia espetacular para os visitantes que percorrem a unidade de conservação no fim de semana.

Diferente das oscilações registradas nos últimos dias, o Parque Nacional do Iguaçu opera com fluxo e passeios totalmente liberados.

Passarela da Garganta do Diabo e trilhas com funcionamento normal

A passarela principal que leva ao mirante da Garganta do Diabo, assim como toda a extensão da Trilha das Cataratas, segue aberta para a visitação de brasileiros e estrangeiros. Os turistas podem realizar o circuito completo de contemplação com segurança.

A equipe técnica da concessionária Urbia+Cataratas e do ICMBio mantém o monitoramento contínuo da vazão do rio ao longo do dia.

 

 

 

Foto em destaque: Eagle Eye Company/Urbia+Cataratas - Parque Nacional do Iguaçu

O turismo em Foz do Iguaçu vive uma fase de forte expansão em 2026, e a preferência pelo transporte terrestre tem sido um dos grandes motores desse crescimento. Um levantamento realizado por uma das maiores plataformas digitais brasileiras de comercialização de passagens rodoviárias revela que a busca por bilhetes de ônibus para a cidade teve um salto de 84% no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2025 — o maior crescimento registrado entre os destinos nacionais.

O avanço na intenção de compra refletiu diretamente no terminal da cidade. A Rodoviária Internacional de Foz do Iguaçu contabilizou uma alta de 19,8% no fluxo de passageiros no primeiro semestre.

Economia e alta das passagens aéreas explicam o fenômeno

Além do apelo turístico do destino, fatores econômicos têm pesado na escolha das viagens sobre rodas. Dados do Índice do Setor Rodoviário, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostram que as tarifas aéreas subiram 23,2% nos últimos 12 meses, enquanto as passagens rodoviárias tiveram reajuste de apenas 7,5%. A diferença de custos torna o ônibus uma opção altamente competitiva, especialmente para famílias e grupos.

Para Eloíso Nunes, gerente da Rodoviária Internacional de Foz do Iguaçu — administrada pela Tarobá Terminais —, o resultado vem de uma soma de fatores favoráveis, incluindo a forte movimentação em feriados como Carnaval e Páscoa, que exigiram frotas extras.

“Entendemos, portanto, que o resultado é consequência da combinação entre o aquecimento do turismo, o crescimento da procura por viagens rodoviárias e a evolução da estrutura e da operação do terminal”, destaca o gestor.

Turismo em alta em todos os modais

A alta na procura por viagens rodoviárias acompanha outros indicadores aquecidos do destino. Foz do Iguaçu registrou aumento de 42% nas buscas para as férias de julho nos principais sites de reserva com acesso global, e teve crescimento de 23,6% no movimento de passageiros no Aeroporto Internacional no primeiro quadrimestre do ano.

Com a consolidação da compra digital de bilhetes e a facilidade de conexão com cidades do interior que não possuem aeroportos, o transporte rodoviário reafirma sua relevância na atração de novos visitantes para a Tríplice Fronteira.

 

 

 

Fotos: Kaká Souza/Portal Clickfoz

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