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sex, 03 de abr 2026

Passagem Aérea: Tá caro para o paranaense e mais caro ainda para o iguaçuense

Brasileiros de todas as regiões do país vêm enfrentando dificuldades para comprar passagens aéreas desde a pandemia da covid-19, mas o paranaense, e mais especificamente os iguaçuenses, tem pagado bem mais caro.

Que os brasileiros de todas as regiões do país estão enfrentando dificuldades para comprar passagens aéreas desde a pandemia da covid-19, não é novidade. A situação degringolou no segundo semestre de 2020 e nunca mais voltou a ser como antes. 

Da diminuição da oferta de voos até o encarecimento do custo médio das passagens aéreas, parece que nada colabora para que o brasileiro possa usufruir deste meio de transporte sem ter que deixar um rim empenhado como parte de pagamento. 

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre janeiro de 2023 e janeiro de 2024, as tarifas que já eram altas sofreram um aumento de 47,24%. Apenas em dezembro de 2023, a alta correspondeu a 8,87%.

Vale lembrar que a metodologia adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apenas verifica o preço ofertado das passagens em sites das companhias aéreas, sem levar em consideração os bilhetes realmente vendidos.

Para o iguaçuense “médio”, a coisa ainda fica pior pois, muitas vezes, pagamos o preço de viver em uma cidade turística quando precisamos adquirir uma passagem aérea, mesmo que seja apenas para deslocamento, sem intenções turísticas. Além do encarecimento do preço médio das passagens aéreas, o iguaçuense sofre com a diminuição das ofertas de voos e também com o encerramento de rotas que anteriormente existiam no aeroporto de Foz do Iguaçu.

Algumas rotas, aliás, não foram exatamente encerradas, embora, tecnicamente seja esse o nome dado, mas sim, realocadas em outro terminal aeroportuário. Um dos exemplos é o do Aeroporto de Cascavel, antes limitado a pouquíssimas ofertas de voos regionais e que agora opera com três grandes companhias aéreas – Latam, Gol e Azul, além da recente chegada da companhia Voepass – oferecendo voos para diversos destinos, incluindo Curitiba, Campinas, Guarulhos e Congonhas. 

Durante a alta temporada, essas mesmas companhias vem oferecendo opções de rotas para as paradisíacas praias do nordeste brasileiro e outros destinos turísticos, voos que normalmente eram alocados no terminal de Foz do Iguaçu. 

Para além da oferta extra de voos, partindo de Cascavel para alguns dos principais destinos buscados pelo morador da região oeste do Paraná, o aeroporto de Cascavel vem também oferecendo preços mais vantajosos que os encontrados no aeroporto de Foz do Iguaçu. 

Foz do Iguaçu Vs Cascavel

Utilizando a mesma metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), decidimos cotar na manhã de hoje, uma passagem de ida e volta para a cidade de São Paulo, um dos destinos oferecidos tanto no aeroporto de Foz do Iguaçu, quanto no aeroporto de Cascavel. Escolhemos um voo na mesma companhia aérea, sem escalas e com as mesmas datas de ida e de volta.

No aeroporto de Foz do Iguaçu, uma passagem aérea emitida pela companhia Latam, saindo no dia 01 de maio e retornando no dia 05 de maio, ambos os voos diretos, sem escalas ou conexões, e ambos os voos tendo como destino de ida e embarque de volta o aeroporto de Guarulhos, custava para o iguaçuense R$ 2.413,00.

No aeroporto de Cascavel, uma passagem aérea emitida pela companhia Latam, saindo no dia 01 de maio e retornando no dia 05 de maio, ambos os voos diretos, sem escalas ou conexões, e ambos os voos tendo como destino de ida e embarque de volta o aeroporto de Guarulhos, custava para o iguaçuense R$ 1.564,00.

Ambos os aeroportos apresentam um valor absurdo – para dizer o mínimo – para uma passagem aérea ida e volta para São Paulo. Mas vale lembrar que essa foi uma consulta feita através da internet, que pode não representar o valor real, oferecido por empresas terceiras, agências e sites de passagem aérea. De qualquer forma, esse é o valor oficial disponibilizado pela companhia aérea, e essa metodologia é muito usada por viajantes – não contumazes – quando decidem buscar uma passagem aérea. 

Vale a pena optar por Cascavel?

A diferença de preço entre o aeroporto de Foz do Iguaçu e o de Cascavel é de cerca de 54.28%, o que representa um valor considerável para um viajante, e quando trata-se de uma viagem em família então, essa diferença se torna decisiva. 

A distância aproximada de Cascavel para Foz do Iguaçu é 142 km e percorrer essa distância demora aproximadamente 1 hora e 45 minutos de carro. Levando em consideração uma média de consumo de 10 km por litro de combustível, o viajante que sai de Foz do Iguaçu e vai à Cascavel gastaria algo em torno de  R$ 150,00 de combustível – ida e volta – e levando em consideração os pedágios, o custo para o viajante seria de pouco mais de R$ 200,00 para ir e voltar de Cascavel, um custo muito menor do que os 54,28% que ele vai economizar embarcando no aeroporto de Cascavel. 

Por que tamanha diferença?

Existem muitas razões para a passagem aérea custar tão caro no Paraná, mas essa diferença entre Foz do Iguaçu e Cascavel  possui duas principais principais: A alta procura (demanda por voos) em Foz do Iguaçu, que é uma cidade turística, em contraste com a baixa oferta de voos, faz com que os preços das passagens aéreas fiquem mais caro para o iguaçuense do que para o cascavelense. As taxas aeroportuárias também podem influenciar no preço final da passagem aérea. Em Foz do Iguaçu, o aeroporto é administrado pela empresa CCR Aeroportos, desde 2022. Em Cascavel, o aeroporto é municipal e recentemente passou a ser “co-administrado” pela Infraero, antiga responsável pela administração do aeroporto de Foz.

O combustível representa cerca de 30% dos custos da operação de uma companhia aérea, por isso, os custos de operação podem variar de um estado para outro, principalmente por conta da alíquota de ICMS cobrada sobre o querosene de aviação.

Antes da pandemia de Covid-19, a alíquota de ICMS do Querosene de Aviação (QAV) em São Paulo era de 25%. Como medida de alívio ao setor, um dos mais afetados pela parada das atividades, o percentual do imposto no estado foi reduzido, e hoje é de 12%. No Paraná, em fevereiro de 2019, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o querosene de aviação sofreu uma redução de 18% para 12%. Segundo a CCR Aeroportos, que também administra o aeroporto de Curitiba – Afonso Pena – desde 2022, o número de destinos para a capital paranaense superou os ofertados em 2019, graças ao incentivo oferecido pelo Governo do Estado para fortalecer a aviação civil no Paraná.

Tratamento diferenciado e obscuro…

Estado e Azul ampliam campanha turística e anunciam rota Pato Branco-Campinas
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Atualmente, não é possível afirmar qual é a alíquota que incide sobre o querosene de aviação já que, por intermediação da Invest Paraná, agência de promoção de investimentos do Estado, as companhias aéreas recebem um tratamento diferenciado no recolhimento do ICMS que incide sobre o querosene de aviação civil. A Secretaria de Estado da Fazenda estabelece, em termos contratuais, uma alíquota reduzida, que pode ser reduzida a até 1,5%. Em contrapartida, as empresas devem cumprir uma série de requisitos – que não são claramente divulgados – em prol do fortalecimento da aviação civil no Estado.

Neste “fortalecimento da aviação civil no Estado”, aparentemente a Azul Linhas Aéreas vem desempenhando um papel importante. Recentemente a empresa anunciou nova rota internacional Curitiba-Montevidéu, partindo do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em um voo operado por uma aeronave Embraer E2 da Azul, que leva adesivado em sua fuselagem a mensagem “Visite o Paraná”. No último dia 08 de abril a Azul Linha Aéreas apresentou a segunda aeronave da companhia adesivada com o selo “Visite o Paraná”. No evento, também foi anunciada a ampliação da malha aeroviária do Estado, com uma nova rota operada pela Azul entre Pato Branco, na região Sudoeste, e Campinas, em São Paulo.

O E195-E2 com a adesivagem especial. Imagem: Reprodução/Canal Plane Spotter HD Curitiba

Os “requisitos” estipulados pelo Estado, seja para a Azul Linhas Aéreas ou para outras companhias, não estão disponíveis, mas aparentemente, eles não incluem uma maior oferta de voos no aeroporto de Foz do Iguaçu. 

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O modelo de preenchimento manual do Imposto de Renda (IR) pode estar com os dias contados. O Ministério da Fazenda apresentou, nesta semana, uma proposta estrutural para que a Receita Federal automatize completamente o processo. A ideia é que o cidadão não precise mais “declarar”, mas sim apenas conferir e validar as informações já reunidas pelo fisco.

O anúncio foi feito pelo secretário-executivo do ministério, Dario Durigan, durante reunião ministerial com o presidente Lula. Segundo Durigan, o objetivo é aproveitar a alta digitalização do Brasil para eliminar a necessidade de inserir dados um a um no programa da Receita.

A evolução da “Pré-Preenchida”

Atualmente, cerca de 60% dos contribuintes já utilizam a declaração pré-preenchida, que puxa dados de fontes como fontes pagadoras e registros de imóveis. A nova proposta da Fazenda quer ir além:

  • Integração total: Cruzamento automático de dados bancários, planos de saúde, investimentos e registros de empresas.
  • Validação simples: O contribuinte entra no sistema, revisa os valores e dá o “ok” final.
  • Menos erros: A automação reduz as chances de cair na malha fina por erros de digitação ou esquecimento de informes.

Foco na Inovação e Menos Burocracia

Para o governo, a mudança é um passo essencial para tornar o Brasil um ambiente mais favorável à inovação e menos travado por processos burocráticos. “Como temos um país informatizado, essas informações vão sendo colocadas no sistema, e a pessoa precisa validar simplesmente”, defendeu Durigan.

Mudança será gradual

Apesar do entusiasmo do Ministério da Fazenda, a transição deve ocorrer por etapas. Hoje, a Receita Federal já amplia anualmente o alcance da declaração pré-preenchida, mas ainda orienta que o contribuinte confira tudo minuciosamente, pois os dados dependem de informações enviadas por terceiros (como bancos e hospitais).

A meta é que, em um futuro próximo, o envio manual deixe de ser a regra para se tornar uma exceção absoluta.

 

 

Foto em destaque: José Cruz/Divulgação Agência Brasil

Quem pretende manter as tradições da Semana Santa em 2026 encontrará um cenário de extremos nas prateleiras de Foz do Iguaçu. O mais recente levantamento do Centro de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Cepecon), da UNILA, revela que o tradicional bacalhau em posta disparou 110,70% em comparação ao mesmo período de 2025. Em contrapartida, a tilápia surge como a grande aliada do orçamento familiar, com uma redução de 44,89%.

A pesquisa reflete o comportamento de consumo para famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos, justamente a fatia da população mais sensível às oscilações de preços.

Vilões e Alívios no Carrinho de Páscoa

Além do peixe, outros itens típicos da época apresentam variações que exigem atenção do consumidor:

  • Chocolates e Doces: O chocolate ao leite de 1 quilo disparou 58,26%, seguido pelas frutas cristalizadas (50,63%) e gotas de chocolate (26,83%). O alívio veio nas caixas de bombom, com quedas de até 16,08%, e nos ovos infantis, que subiram apenas 6,38%.
  • Azeite de Oliva: Após um longo período de altas, o item registra queda de 31,69%, tornando-se uma opção mais acessível para temperar os pratos da estação.

Cesta Básica: Inflação de 7,4% no Trimestre

Para além dos itens sazonais, o boletim do IPC-Foz traz um dado preocupante: a cesta básica acumula alta de 7,4% nos primeiros três meses de 2026.

Os tubérculos, raízes e legumes foram os grandes vilões, com variação de 39,4%. A batata-inglesa, item essencial na mesa do iguaçuense, encareceu 44,3% no trimestre. Segundo os pesquisadores, as fortes chuvas nos polos produtores do Sul do país dificultaram a colheita e reduziram a oferta no mercado. Já o grupo de leite e derivados registrou aumento de 30,7%.

O Desafio da Proteína: Carnes e Ovos

Nas carnes, o cenário é misto. Enquanto cortes nobres como contrafilé (18,9%) e coxão mole (16,4%) subiram, opções como músculo e lagarto ficaram mais baratas (14,3% e 19,6%, respectivamente).

Já os ovos de galinha, tradicional alternativa proteica para a Quaresma, subiram 16,9%. O motivo vai além da alta demanda: as temperaturas extremas no início do ano causaram estresse térmico nas aves, resultando em maior mortalidade e queda na produtividade (ovos menores e em menor quantidade), limitando a oferta justamente no pico de consumo.

Confira o Boletim Completo: Para acessar todos os dados detalhados da pesquisa e planejar suas compras, o Cepecon disponibiliza o documento na íntegra através do link: portal.unila.edu.br/boletimv10n3MAR.pdf

Dica do Clickfoz: Com a tilápia quase pela metade do preço e o azeite mais barato, o tradicional “Bacalhau à Gomes de Sá” pode dar lugar a um belo filé de tilápia assado com ervas, garantindo a tradição sem estourar o orçamento do mês.

 

 

Fotos: Arquivo de banco de imagens (Freepik)

O Parque Nacional do Iguaçu segue quebrando barreiras em 2026. Em março, a unidade de conservação recebeu 168.698 visitantes de 129 nacionalidades diferentes, consolidando-se como o melhor mês de março em toda a história do atrativo.

O feito é ainda mais relevante quando comparado a 2025: no ano passado, março contou com o impulso do feriado de Carnaval. Em 2026, mesmo sem datas prolongadas, o fluxo superou todas as expectativas. No acumulado do primeiro trimestre, o parque já soma 590.510 pessoas, um salto de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Uma Maratona Global

As Cataratas reafirmam sua força como destino internacional. Embora os brasileiros liderem o ranking (83.725 visitantes), o “pódio” de março mostra a diversidade do público:

  • 1º Brasil: 83.725
  • 2º Argentina: 25.039
  • 3º Alemanha: 7.239

 

Países como Estados Unidos, Paraguai, China e França também figuram entre os dez principais emissores, reforçando o título de uma das Sete Maravilhas Mundiais da Natureza.

Paraná e São Paulo no Topo

Entre os turistas brasileiros, o Paraná lidera com 25.707 visitantes, seguido de perto por São Paulo (19.598). Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro completam o grupo dos cinco estados que mais enviaram viajantes para a terra das cataratas no último mês.

Programação de Páscoa e Abril

Para quem planeja visitar o parque agora em abril, a Urbia+Cataratas preparou uma operação especial para o feriado de Páscoa:

  • Horário Especial: Entre os dias 3 e 5 de abril, o parque abrirá mais cedo, às 8h.
  • Amanhecer nas Cataratas: A partir deste mês, a experiência exclusiva de ver o sol nascer nas quedas tem embarque às 6h, incluindo café da manhã no Restaurante Porto Canoas.

 

Dica do Clickfoz: Para aproveitar o recorde de visitação sem estresse, compre seu ingresso antecipadamente e priorize os primeiros horários da manhã.

 

 

Fotos: Divulgação Urbia+Cataratas/Eagle Eye Company

A empresária Dalia López (55), que estava foragida da justiça paraguaia há seis anos, foi detida na manhã desta quinta-feira (2) durante uma operação policial em Assunção. Ela foi localizada em uma residência de luxo no bairro Herrera, após um intenso trabalho de inteligência do Departamento contra o Tráfico de Armas e da Direção contra o Crime Organizado.

A prisão ocorreu por volta das 11h20. Segundo o comissário Luis Benítez, a polícia montou vigilância no local durante toda a noite antes de efetuar o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Dalia não ofereceu resistência e, no momento da abordagem, estava em seu quarto preparando malas para uma possível transferência.

Apreensão de montante milionário

O que mais chamou a atenção das autoridades durante a captura foi a grande quantidade de dinheiro vivo que a empresária mantinha em sua posse. Relatos preliminares da polícia indicam que Dalia López portava:

  • USD 220.000 (aproximadamente R$ 1,1 milhão);
  • Gs. 300.000.000 (cerca de R$ 200 mil).

O Caso Ronaldinho

Dalia López é apontada pelas autoridades paraguaias como a principal responsável por fornecer documentos de conteúdo falso ao ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, em 2020. O episódio levou à prisão da dupla em solo paraguaio na época, mas Dalia conseguiu escapar e permanecia com paradeiro desconhecido desde então.

Detalhes da Operação:

  • Local: Uma residência na rua Moisés Bertoni, curiosamente ao lado de uma unidade do Ministério Público.
  • Apreensões: Telefones celulares, documentos e uma grande quantia de dinheiro em espécie (dólares e guaranis).
  • Outras detenções: No local, também foram identificados um homem de 43 anos, apontado como parceiro da empresária, um motorista e uma funcionária doméstica.

 

A defesa da empresária alegou que ela está sob tratamento médico, versão reforçada pela grande quantidade de medicamentos encontrados em seu quarto. Dalia López agora está à disposição do Ministério Público, que deve determinar o local de sua reclusão nas próximas horas.

Caso em andamento

A prisão de Dalia López era uma das mais aguardadas pela justiça paraguaia nos últimos anos, dada a repercussão mundial que o caso Ronaldinho tomou. No momento da detenção, a empresária estava acompanhada de outras três pessoas, que também estão sob custódia para averiguação.

As autoridades paraguaias seguem no local da apreensão e mais dados oficiais são aguardados ao longo do dia. Dalia deve ser transferida ainda hoje para uma unidade prisional após os trâmites do Ministério Público.

 

 

Com informações: Policia Nacional do Paraguai
Fotos: Divulgação/Policia Nacional do Paraguai

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