Paraguai apreende US$ 300 mil não declarados na cabeceira da Ponte da Amizade
Dinheiro estava escondido no compartimento porta-estepe (compartimento da roda sobressalente) de um veículo paraguaio conduzido por um brasileiro residente no país.
As autoridades paraguaias apreenderam, na manhã desta quarta-feira (12), cerca de R$ 1,6 milhão(equivalentes a aproximadamente US$ 300 mil) que não haviam sido declarados durante uma fiscalização na cabeceira da Ponte Internacional da Amizade, em Ciudad del Este.
A apreensão foi realizada por agentes da Direção Nacional de Ingressos Tributários (DNIT), com o apoio da Marinha Paraguaia, em operação de rotina voltada ao controle do transporte de valores entre o Paraguai e o Brasil.
Dinheiro estava escondido em compartimento do veículo
De acordo com a DNIT, o montante foi encontrado oculto dentro do compartimento porta-estepe de um carro com placas paraguaias, conduzido por um cidadão brasileiro residente no Paraguai.
O homem teria demonstrado comportamento suspeito durante a abordagem, o que motivou uma inspeção detalhada do veículo. Ao ser descoberto, o dinheiro foi apreendido imediatamente, e o caso encaminhado às autoridades competentes.
Apreensão segue normas de controle transfronteiriço
Em nota, a Direção Nacional de Ingressos Tributários informou que a operação seguiu os protocolos legais de fiscalização sobre transporte de valores mobiliários entre fronteiras. O Ministério Público do Paraguai já foi acionado para acompanhar o caso.
O motorista permanece detido e está à disposição da Justiça paraguaia. As investigações devem esclarecer a origem e o destino do dinheiro apreendido.
Nesta semana, a redação do Portal Clickfoz foi procurada pela assessoria de imprensa da Riachuelo (Grupo Guararapes). O motivo: um pedido de correção em nossas matérias sobre investimentos brasileiros no Paraguai. Segundo a nota extra-oficial enviada, a Riachuelo — e sua controladora, a Guararapes — não possuem e nunca possuíram operações fabris no Paraguai, mantendo apenas “negócios pontuais” com a empresa paraguaia Texcin.
Atendemos prontamente ao pedido de errata, prezando pelo espaço da empresa. No entanto, o “apagão” logístico sugerido pela assessoria esbarra em um arquivo histórico robusto, fartamente documentado pela imprensa nacional e pelo próprio Governo do Paraguai.
O “Made in Paraguai” que virou manchete
Em 10 de outubro de 2015, o jornal O Globo (republicado pelo portal do Senado Federal) estampava: “Made in Paraguai: Empresas brasileiras aproveitam benefício fiscal e custo menor do trabalho para abrir fábricas no país”.
Na foto principal da reportagem, um registro difícil de ignorar: o então presidente do Paraguai, Horácio Cartes, aparece ao lado de Flávio Rocha, então presidente do Grupo Guararapes (e atual Presidente do Conselho de Administração). A legenda era clara: “Parceria. O presidente do Paraguai e Flávio Rocha inauguram nova fábrica”.
Publicação de “O Globo” era ilustrada por foto onde o então presidente do Paraguai, Horácio Cartes, e o então CEO do Grupo Guararapes, Flávio Rocha, inauguravam fábrica da Texcin. Foto: Reprodução/Agência O GLOBO.
Naquela ocasião, o próprio Flávio Rocha foi enfático ao descrever a operação ao jornal:
“Mandamos para lá parte do maquinário da fábrica de Fortaleza. Enviamos tecidos e moldes. Nosso parceiro costura as roupas e fornece para nossas lojas no Brasil. O Paraguai tem o custo chinês, com o transit time de Santa Catarina”, afirmou Rocha em 2015.
Jornal paraguaio HOY também repercutiu matéria publicada em “O Globo”. Foto: Reprodução.
US$ 5 milhões e o “Custo Chinês” na fronteira
A ligação entre o grupo brasileiro e a Texcin não nasceu de um contrato casual. A planta começou a operar em agosto de 2015 com um investimento divulgado de US$ 5 milhões vinculado ao grupo brasileiro, 150 trabalhadores iniciais e uma meta de produção de 65 mil peças por mês.
Na época, o cenário era de “febre” pelas maquiladoras. O Paraguai oferecia (e ainda oferece) energia 65% mais barata, imposto de apenas 1% na exportação e custo de mão de obra 50% menor que o brasileiro. Era a estratégia perfeita para enfrentar a concorrência asiática.
Mudança de estratégia ou de discurso?
Funcionários do Grupo Texcin, posam pra foto na frente da planta fabril na cidade de Mariano Roque Alonso. Foto: Arquivo das redes sociais.
Atualmente, o Grupo Guararapes é liderado pelo CEO André Farber, que foca na digitalização e novas estratégias de mercado, incluindo a recente mudança na nomenclatura de pregão e ticker na B3, deixando Guararapes Confecções (GUAR3) e passando a se chamar Riachuelo sob o código RIAA3. Contudo, a tentativa de classificar a relação com a Texcin como meramente “pontual” soa contraditória para quem, há menos de uma década, inaugurava a planta com pompa oficial e transferia maquinário pesado do Ceará para solo paraguaio.
A Riachuelo pode não ter o título de propriedade do imóvel onde funciona a Texcin, mas o investimento, a transferência de tecnologia e a dependência logística narrada pelo seu principal porta-voz em 2015 desenham um cenário muito mais profundo do que uma simples compra de estoque.
A pergunta que fica é: Por que, em 2026, a gigante do varejo faz questão de se distanciar de uma operação que já foi motivo de orgulho e exemplo de eficiência logística para o mercado brasileiro? Se a Riachuelo não possui a planta, ela certamente investiu como se tivesse — e colheu os lucros dessa estratégia por anos.
Pela primeira vez na história, as Américas receberão o encontro mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) voltado à coordenação internacional de busca e resgate. O destino escolhido foi Foz do Iguaçu, que sediará o evento entre os dias 4 e 11 de julho de 2026.
O encontro reúne, a cada cinco anos, representantes dos 90 países que integram o Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (INSARAG), vinculado ao escritório da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA). A organização no Brasil ficará a cargo do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), com apoio do Itamaraty e da Defesa Civil Nacional.
A “Declaração de Foz do Iguaçu”
O evento é considerado a instância máxima de estratégia do INSARAG. O principal objetivo das delegações será redigir a Declaração de Foz do Iguaçu, documento que estabelecerá as metas e prioridades globais da rede para o quinquênio seguinte.
Os debates focarão na padronização de protocolos para desastres naturais — como terremotos e inundações — e no fortalecimento da cooperação entre nações diante do aumento de eventos climáticos extremos.
Protagonismo do Paraná
A escolha de Foz do Iguaçu é um reconhecimento ao trabalho de elite do Corpo de Bombeiros do Paraná. “Os olhos do mundo já estão voltados para o Paraná no que se refere à ajuda humanitária”, ressaltou o comandante-geral do CBMPR, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino.
O anúncio consolida um movimento que começou em 2025, quando o estado sediou a reunião regional do grupo. Atualmente, os bombeiros do Paraná, São Paulo e Minas Gerais trabalham em conjunto para formar a primeira equipe INSARAG “pesada” da América Latina, capacitada para atuar em qualquer grande catástrofe global sob a bandeira da ONU.
Histórico do Evento
Foz do Iguaçu entra para um seleto grupo de sedes mundiais. As edições anteriores do INSARAG Global Meeting ocorreram em:
2010: Kobe (Japão)
2015: Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos)
2021: Varsóvia (Polônia)
2026: Foz do Iguaçu (Brasil)
Fotos: Agência Brasileira de Cooperação/Divulgação AEN
O Governo do Paraná confirmou a adesão ao programa da União para redução da carga tributária sobre o óleo diesel. A medida, anunciada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, busca frear a volatilidade dos preços, que subiram 22,53% em todo o Brasil desde o início dos recentes conflitos no Oriente Médio, segundo dados da ANP.
O modelo proposto prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel. Esse valor será dividido igualmente: a União arca com R$ 0,60 e o Estado com outros R$ 0,60. A adesão foi oficializada após debate técnico no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Impacto nos cofres e no bolso
Como o Paraná é o terceiro maior importador de diesel do país (com média de 2 bilhões de litros ao ano), a renúncia fiscal será significativa. A Secretaria da Fazenda (Sefa) estima um impacto de R$ 77,5 milhões por mês aos cofres paranaenses, totalizando R$ 155 milhões no bimestre de vigência da medida.
“O Paraná mantém seu compromisso com a preservação da atividade econômica e proteção do povo paranaense”, afirmou o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. A ideia é garantir o abastecimento e aliviar toda a cadeia produtiva, que depende do combustível para o transporte de cargas e passageiros.
Por que a redução é urgente?
A alta do diesel impacta diretamente o bolso da população, pois encarece o frete de alimentos, produtos de consumo e o valor das passagens de ônibus. Com a redução de R$ 1,20 no litro, o governo espera estabilizar os preços nas bombas e evitar novos repasses ao consumidor final enquanto durar a instabilidade internacional.
A medida entra em vigor a partir da edição da Medida Provisória pelo Governo Federal, com validade inicial de 60 dias.
A Prefeitura de Foz do Iguaçu e a Unioeste assinaram, nesta segunda-feira (30), um convênio estratégico para fortalecer o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A parceria viabiliza a criação de uma pós-graduação em Enfermagem em Saúde Pública, que colocará 40 novos profissionais para atuar diretamente na rede municipal enquanto se especializam.
O modelo combina 30 horas semanais de atividades práticas nas 28 UBSs da cidade com aulas teóricas aos sábados. Os selecionados receberão bolsas custeadas pelo município, permitindo que enfermeiros com até três anos de formação entrem no mercado de trabalho já com foco na saúde da comunidade.
Reforço sem aumento de gastos
Para o prefeito General Silva e Luna, a cooperação é essencial para agilizar o atendimento à população. “Atende a uma necessidade crescente na atenção primária e qualifica nossos profissionais. Ganhamos todos”, afirmou.
O secretário de Saúde, Fabio de Mello, explicou que o projeto foi viabilizado por meio de um remanejamento interno de recursos, sem gerar novas despesas para os cofres públicos. “É investir melhor o dinheiro que já temos para colocar novos profissionais na rede que hoje não estão lá”, ressaltou.
Como vai funcionar a seleção:
Vagas: 40 para enfermeiros (até 3 anos de formado);
Edital: Previsão de lançamento para o início de abril;
Inscrições: Prazo de 30 dias após o lançamento do edital;
Seleção: Provas e entrevistas coordenadas pela Unioeste;
Início das atividades: Expectativa para junho de 2026;
Duração: 2 anos de especialização com supervisão acadêmica.
Para o diretor-geral da Unioeste, Sergio Moacir Fabriz, a iniciativa cumpre o papel social da universidade. Além do atendimento, os alunos desenvolverão pesquisas científicas focadas na melhoria dos processos internos das unidades básicas de Foz.