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qui, 30 de jul 2026

Operação Ágata Tamandataí já causou prejuízo de R$ 30 milhões ao crime na fronteira

Ação conjunta das Forças Armadas e órgãos de segurança apreendeu mais de seis toneladas de entorpecentes no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O Comando Conjunto Tamandataí, responsável pela condução da Operação Ágata Arco Sul-Sudeste 2026, apresentou em Foz do Iguaçu os resultados parciais das ações de combate aos crimes transfronteiriços. A operação, que mobiliza forças terrestres, navais e aéreas na faixa de fronteira dos três estados do Sul, já causou um prejuízo estimado de R$ 30,4 milhões ao crime organizado.

A iniciativa é coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas no âmbito do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF). O trabalho integra a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira a órgãos de fiscalização e segurança, como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Polícias Militares regionais, ICMBio e IBAMA.

Balanço das apreensões e impacto financeiro

Os dados auditados apontam a apreensão de mais de seis toneladas de drogas, além de veículos, eletrônicos e outros produtos contrabandeados. Entre as principais apreensões registradas estão:

  • Maconha: 5.912,33 kg
  • Cocaína: 16 kg
  • Haxixe: 18,8 kg
  • Skank: 3,6 kg
  • Meios de transporte: R$ 829.000,00 em veículos apreendidos
  • Eletrônicos e cigarros eletrônicos: Mais de R$ 684 mil em mercadorias retidas
  • Outros itens e mercadorias: R$ 1.091.184,00

 

A área de abrangência cobre o arco de fronteira do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, incluindo postos de controle rodoviários estratégicos, bloqueios e patrulhamento em vias fluviais e no litoral.

Histórico e origem do nome Tamandataí

Criada em 2011 pelo Governo Federal para fortalecer a presença do Estado nas regiões fronteiriças, a Operação Ágata já soma mais de 20 edições com ações de repressão a ilícitos e atividades cívico-sociais junto à população.

A edição Arco Sul-Sudeste 2026 recebeu o nome de Comando Conjunto Tamandataí em homenagem ao Vapor Tamandathay, embarcação da Marinha do Império que atuou na proteção das fronteiras fluviais do oeste brasileiro entre 1858 e 1883. A denominação simboliza o compromisso histórico das Forças Armadas com a salvaguarda e a soberania das fronteiras nacionais.

 

 

 

Fotos: Abel da Banca

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A concessionária EPR Iguaçu inicia, nesta sexta-feira (31), obras de recomposição do pavimento nas vias marginais e na alça de acesso ao viaduto do km 721 da BR-277, na região do Posto Gasparin, no perímetro urbano de Foz do Iguaçu. Para minimizar os impactos no trânsito, as intervenções serão executadas exclusivamente no período noturno, das 20h às 5h.

O cronograma de trabalhos segue até o dia 7 de agosto, com pausa nas atividades no domingo (2). Durante o período de manutenção, o tráfego de veículos no local será organizado por meio do sistema “Pare e Siga”.

Operação e sinalização de segurança

A escolha do horário noturno visa preservar a fluidez do tráfego em um dos trechos de maior circulação da rodovia na fronteira. A operação foi planejada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e com o Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu (Foztrans).

A concessionária reforçará a sinalização temporária na pista para orientar os condutores. Em caso de chuvas ou condições climáticas desfavoráveis, os serviços poderão ser reprogramados.

A orientação aos motoristas que trafegam pelo trecho urbano da BR-277 é redobrar a atenção, reduzir a velocidade ao se aproximar da área em obras e respeitar as indicações das equipes operacionais.

Canais de atendimento ao usuário

Em caso de dúvidas ou necessidade de suporte médico e mecânico na rodovia, os usuários podem acionar o atendimento gratuito da concessionária pelo telefone e WhatsApp 0800 277 0163.

 

“Nunca me achei um gênio dos negócios. Sou apenas um homem disciplinado, persistente e disposto a encontrar um caminho quando ele parece não existir. Foi assim que transformei a minha história.” Jorbel Jacson Griebeler

Filho de carpinteiro e manicure, Jorbel Jacson Griebeler começou o negócio com uma agenda de contatos, uma sala comercial e um computador. Hoje lidera um grupo com 1.200 colaboradores, expande operações no Paraguai e prepara a entrada definitiva no mercado brasileiro.

A história empresarial de Jorbel Jacson Griebeler, 48, começou muito antes da inauguração da primeira loja da Cellshop. Ela nasceu em Planalto, no sudoeste do Paraná, onde o filho de um carpinteiro e de uma manicure cresceu em uma família de origem simples, acostumada a transformar esforço em oportunidade.

Ainda jovem, mudou-se para a região de fronteira em busca de trabalho. Aos 17 anos ingressou no comércio de Ciudad del Este e, durante aproximadamente uma década, construiu carreira como vendedor em empresas do setor de importados. Aprendeu a negociar, conheceu fornecedores, conquistou clientes e passou a compreender a dinâmica de um dos maiores polos comerciais da América do Sul.

A mudança de rumo aconteceu há 21 anos, quando perdeu o emprego pela terceira vez. Sem perspectivas de recolocação e sem capital para investir, decidiu transformar a própria experiência em negócio. Seu único capital era uma agenda de contatos telefônicos. 

Alugou uma pequena sala comercial, instalou um computador e passou a vender carregadores, baterias e acessórios para celulares utilizando apenas a agenda telefônica construída durante os anos em que trabalhou no comércio.

O retorno veio rapidamente. Os antigos clientes voltaram a comprar, indicaram novos consumidores e deram origem a um crescimento que nunca mais foi interrompido.

Apesar dos resultados alcançados, Jorbel evita tratar sua trajetória como um caso extraordinário.

“Existem centenas de histórias inspiradoras na nossa região. A minha é apenas uma delas. Há empresários que se tornaram referências nacionais e outros que mudaram o mundo. Eu tenho orgulho de dizer que construí um case regional.”

De pequena sala comercial a um grupo empresarial

Pouco mais de duas décadas depois, a empresa criada com um computador transformou-se em um grupo que emprega cerca de 1.200 pessoas no Paraguai e no Brasil e figura entre os maiores contribuintes do fisco paraguaio.

O principal símbolo dessa expansão está em Ciudad del Este. A Cellshop prepara a transferência de suas operações para um shopping próprio de aproximadamente 60 mil metros quadrados, atualmente em construção. O empreendimento reunirá 20 mil metros quadrados de área de vendas, estacionamento coberto, praça gastronômica e uma arena multiuso para eventos e apresentações com capacidade para cerca de 1.500 pessoas.

A estratégia de crescimento também avança por outras regiões do Paraguai

Em Pedro Juan Caballero, a unidade inaugurada recentemente passa por obras para dobrar sua área comercial. Em Assunção, o grupo opera uma loja de eletrônicos, administra o Holiday Inn e prepara a inauguração da primeira loja física da Caminos del Vino, empresa especializada na importação e distribuição de vinhos e bebidas premium.

Ao mesmo tempo, Jorbel investe na consolidação de marcas próprias. A Joog, voltada ao segmento de tecnologia, lidera o plano de expansão para o mercado brasileiro. Já as marcas Hydrant, Choice e Vigne atendem segmentos como moda masculina, perfumaria, cosméticos, utilidades domésticas e decoração.

Uma nova forma de fazer comércio na fronteira

O crescimento da Cellshop acompanhou outra transformação: a profissionalização do comércio de Ciudad del Este.  Durante muitos anos, parte do setor conviveu com práticas informais de comissionamento a guias e motoristas, elevando o custo dos produtos e comprometendo a imagem do destino.

Para enfrentar esse cenário, a empresa criou um departamento exclusivo de turismo e implantou um sistema digital que registra grupos de visitantes, controla o relacionamento com parceiros e automatiza o cálculo das comissões de forma transparente.

A iniciativa aproximou o setor turístico do varejo e ajudou a fortalecer a confiança do consumidor.

“Todo grande centro comercial do mundo convive com empresas sérias e com operações irregulares. Isso acontece em São Paulo, Dubai, Nova York ou qualquer outra cidade. O que faz diferença é saber onde comprar. Hoje o Paraguai vive um novo momento.”

A marca ganhou um rosto

Enquanto boa parte dos empresários da fronteira permanecia distante dos holofotes, Jorbel tomou uma decisão incomum: passou a aparecer. Desde 2022, utiliza as redes sociais para mostrar os bastidores da empresa, conversar com consumidores e compartilhar parte da rotina empresarial. A estratégia recebeu críticas no início, mas acabou se transformando em um dos principais ativos da marca.

“Muita gente dizia que eu estava aparecendo demais. Nunca tive medo. Não tenho nada para esconder. Vendemos produtos e ajudamos as pessoas a realizar sonhos.”

A aproximação com o público abriu espaço para o relacionamento com artistas, atletas e influenciadores digitais. A partir da visita do humorista Tirullipa, outras personalidades passaram a incluir a Cellshop em seus roteiros pela fronteira. Mais do que receber esses convidados, Jorbel faz questão de apresentar o principal cartão-postal da região.

Sempre que possível, acompanha pessoalmente as visitas às Cataratas do Iguaçu, transformando cada experiência em divulgação espontânea do Destino Iguaçu.

Cultura empresarial

O crescimento dos negócios também veio acompanhado da preocupação com o ambiente interno. A Cellshop figura entre as melhores empresas para trabalhar no Paraguai, segundo o Great Place to Work, e mantém programas voltados ao desenvolvimento profissional de jovens e mulheres.

Paralelamente, o grupo desenvolve ações permanentes de responsabilidade social, com doações de alimentos, produtos e equipamentos para instituições de acolhimento, lares de idosos e organizações beneficentes.

Para Jorbel, entretanto, nenhum desses resultados nasceu de fórmulas prontas. “Foi disciplina, persistência e coragem para continuar quando tudo dizia para desistir.”

 

 

Fotos: Divulgação/Assessoria

A Receita Federal, em ação conjunta com a Força Nacional, apreendeu 1.280 ampolas de medicamentos emagrecedores na noite de terça-feira (28). A fiscalização de rotina ocorreu na Aduana da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este.

A carga, dividida em 320 caixas, estava sendo transportada no interior de um veículo particular ocupado por um casal de brasileiros. Durante a vistoria, os servidores localizaram os insumos ocultos dentro da bagagem do passageiro, dissimulados no interior de caixas de perfumes para tentar burlar a fiscalização.

Destino da carga e prisão

Ao ser questionado pelos agentes, o passageiro confessou que foi contratado para realizar o transporte das substâncias a partir do Paraguai até a cidade de São Paulo (SP), informando que receberia R$ 1.000 pelo serviço de frete ilegal.

O homem foi preso em flagrante e encaminhado para a Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde responderá pelos procedimentos cabíveis. A mulher que o acompanhava no veículo foi ouvida e liberada.

 

 

Com informações: Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu
Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu sediará o 1º Festival Literário da cidade entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026. A Praça da Paz será o palco do evento e receberá uma cenografia especial para transformar o espaço público em um ambiente interativo inspirado na obra da escritora Ruth Rocha, homenageada desta edição.

A iniciativa marca a evolução conceitual da antiga Feira Internacional do Livro, que completou 20 edições na fronteira. A mudança de nomenclatura e formato foi confirmada após consulta aos membros do Conselho Municipal de Cultura e do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural. O objetivo é expandir o foco do evento para além da venda de títulos, consolidando uma proposta de encontro cultural, educativo e artístico para todas as idades.

Atrações e cenografia imersiva

A organização do festival é da Prefeitura de Foz do Iguaçu em conjunto com a Fundação Cultural. O projeto visa fomentar a cultura e impulsionar o turismo local, posicionando o município no circuito dos grandes eventos de arte e literatura do Paraná.

A programação oficial detalhada será divulgada nas próximas semanas. A estrutura na Praça da Paz contará com:

  • Espaços temáticos: Ambientação imersiva voltada ao universo da literatura infanto-juvenil.
  • Atividades culturais: Contações de histórias, exposições de arte e shows musicais.
  • Economia criativa: Feira de antiguidades, brechós e opções gastronômicas.
  • Troca de conhecimento: Espaço para escambo de livros e oficinas.

 

Homenageados da edição

Além da escritora Ruth Rocha — autora de clássicos como Marcelo, Marmelo, Martelo, traduzida para 25 idiomas e com mais de 200 títulos publicados —, o festival terá um embaixador local.

O escritor, professor, servidor público da Câmara Municipal e integrante do grupo Aqualtune, Waldson Dias, receberá homenagem por sua trajetória de pioneirismo na organização das primeiras edições da feira literária no município.

 

 

Foto em destaque: Divulgação/AMN

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