A onça-pintada que mobilizou equipes ambientais de Foz do Iguaçu no final de junho, após ser avistada no bairro Três Lagoas, está de volta ao seu habitat natural. Batizado de Tape’ỹ, o macho foi solto no Parque Nacional do Iguaçu após passar por exames clínicos, receber alta da equipe médica e ter sua plena capacidade de sobrevivência silvestre confirmada.
A operação de soltura foi conduzida por uma força-tarefa composta por profissionais do Projeto Onças do Iguaçu, Parque Nacional do Iguaçu/ICMBio, CENAP/ICMBio, Itaipu Binacional e instituições parceiras. Para acompanhar sua adaptação, o animal recebeu um colar de monitoramento por GPS antes de ser libertado na mata.
Recuperação e monitoramento técnico

Desde a sua captura em uma ação conjunta entre órgãos do Brasil e da Argentina, Tape’ỹ ficou sob os cuidados do Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional. No local, o felino recebeu tratamento para ferimentos leves e manteve o comportamento arisco e selvagem, alimentando-se normalmente.
O caso chamou a atenção de especialistas, já que há mais de duas décadas não havia registros de onças-pintadas nas imediações do lago de Itaipu. O nome “Tape’ỹ”, de origem tupi, significa “aquele que perdeu o caminho”, em alusão ao percurso atípico até o perímetro urbano. A expectativa dos biólogos é que, equipado com o GPS, o animal se estabeleça com segurança no interior da floresta protegida.
Fotos: Divulgação/Projeto Onças do Iguaçu


