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qui, 13 de ago 2026

Obra histórica: Restauração da Catedral San Blas em Ciudad del Este deve começar na próxima semana

Templo atingido por incêndio em fevereiro passará por reforma completa e previsão é reinaugurar a estrutura no aniversário do município, em fevereiro de 2027.

A reconstrução da Catedral San Blas, um dos maiores marcos históricos, religiosos e culturais de Ciudad del Este, tem data para começar. As obras de restauração do templo devem ser iniciadas até o dia 20 de agosto, com a autorização oficial para o início dos trabalhos prevista para ser assinada na próxima segunda-feira (17). O objetivo principal da comissão responsável é entregar a igreja totalmente reformada no dia 3 de fevereiro de 2027, data em que se celebra o aniversário da cidade e o dia do padroeiro San Blas.

A definição do cronograma ocorre após avanços nas tratativas entre a comissão de reforma — formada por representantes da Universidade Católica (UCA), Municipalidade de Ciudad del Este e Governo do Alto Paraná — e a Itaipu Binacional, que apoia o projeto de recuperação.

Recuperação total e preservação do design original

As intervenções vão abranger toda a estrutura da catedral, incluindo áreas que não foram diretamente atingidas pelas chamas, mas que sofreram danos decorrentes do calor e da fumaça. Todo o mobiliário destruído, o telhado, as vigas de madeira e o sistema de iluminação serão totalmente substituídos.

 

Apesar da magnitude da remodelação e de ajustes pontuais em partes da fachada, o projeto arquitetônico original será mantido. Inaugurada em 1964, a Catedral San Blas se destaca pelo formato que remete à uma arca, com estrutura em pedras, vigas em madeira ipê (lapacho) e vitrais artísticos. Segundo a comissão, o ritmo dos trabalhos dependerá também das condições climáticas ao longo dos próximos meses para garantir o cumprimento do prazo final.

Relembre o incêndio

No dia 9 de fevereiro deste ano, um curto-circuito na fiação elétrica, próximo ao forro do teto, deu início a um incêndio de grandes proporções que tomou conta de parte da catedral. A emergência mobilizou bombeiros voluntários de Ciudad del Este, Presidente Franco e Minga Guazú, além do suporte operacional e de suprimentos da prefeitura local.

Durante o combate ao fogo, moradores e fiéis se uniram em um esforço comunitário para salvar o patrimônio histórico do interior do templo. A mobilização permitiu retirar bancos, objetos litúrgicos e a imagem principal de San Blas, preservando símbolos fundamentais da fé e da história do município paraguaio.

 

 

Fotos: Municipalidad de Ciudad Del Este/Arquivo

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O Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira (12), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que reduz tributos federais sobre gasolina, óleo diesel, biodiesel, etanol e querosene de aviação. A medida, aprovada por 61 votos a 2, segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A votação ocorreu em ritmo acelerado após acordo entre o Governo Federal e as lideranças do Congresso Nacional durante o período de esforço concentrado antes do recesso eleitoral. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados no mesmo dia.

Foco na contenção de altas

A nova legislação busca amortecer o impacto da escalada de preços do petróleo no mercado internacional, provocada pelos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. O bloqueio de rotas estratégicas na região pressionou a cotação do barril, gerando forte instabilidade na cadeia de suprimentos.

Para compensar a perda de arrecadação gerada pelo corte de impostos nos combustíveis, a União utilizará o excesso de receita obtido com os royalties do próprio petróleo. Entre janeiro e março deste ano, a arrecadação federal com o setor alcançou R$ 28 bilhões, salto expressivo na comparação com os R$ 9 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

Estímulo ao etanol e ao agronegócio

Além dos combustíveis fósseis, a proposta assegura a competitividade dos biocombustíveis. Para garantir que o etanol hidratado mantenha vantagem econômica frente à gasolina, a lei prevê a redução da tributação ao nível zero caso as alíquotas da gasolina sofram queda igual ou superior a 30%. O texto prevê ainda R$ 1,2 bilhão em subvenção aos produtores do setor.

O pacote aprovado também incluiu incentivos ao setor produtivo e agrícola, como autorização de até R$ 5 bilhões em créditos fiscais para a indústria de fertilizantes entre 2027 e 2031, isenção de adicionais de frete marítimo e facilidades tributárias para produtores rurais.

Com o encerramento da votação no Congresso, a expectativa agora gira em torno da sanção presidencial e da regulamentação das medidas para que o alívio fiscal comece a se refletir nos custos operacionais das distribuidoras e no valor final repassado aos postos.

 

 

Foto em destaque: José Cruz/Agência Brasil

Dados atualizados pelo Banco Central (BC) revelam que brasileiros ainda possuem mais de R$ 5,12 bilhões retidos em instituições financeiras. Segundo o relatório do Sistema de Valores a Receber (SVR), cerca de R$ 3,76 bilhões pertencem a 22,66 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,35 bilhão está vinculado a 2 milhões de pessoas jurídicas.

Desde a criação do sistema, o BC contabilizou mais de R$ 20,93 bilhões em recursos esquecidos, dos quais R$ 15,81 bilhões já foram resgatados. A maior fatia das devoluções contempla pessoas físicas, somando R$ 11,65 bilhões distribuídos entre 38,73 milhões de beneficiários. Outros R$ 4,15 bilhões foram restituídos a 4,7 milhões de empresas.

Somente em junho, os saques atingiram a marca de R$ 340 milhões. O montante segue o ritmo dos meses anteriores, que registraram retiradas de R$ 427 milhões em maio e R$ 483 milhões em abril.

Perfil dos valores e origem dos recursos

A grande maioria das quantias disponíveis envolve valores de pequeno porte. A distribuição dos beneficiários por faixa de saldo apresenta o seguinte panorama:

  • Até R$ 10,00: 18,5 milhões de beneficiários (aproximadamente 70% do total);
  • Entre R$ 10,01 e R$ 100,00: 4,96 milhões de beneficiários (18,73% do total);
  • Acima de R$ 100,01: Cerca de 3 milhões de beneficiários (11% do total).

 

Os montantes acumulados nas instituições financeiras têm origem em diversas operações encerradas ou cobranças indevidas:

  • Contas-correntes ou poupanças encerradas com saldo remanescente;
  • Tarifas, parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
  • Recursos não procurados após o encerramento de grupos de consórcio;
  • Cotas de capital e rateio de sobras em cooperativas de crédito;
  • Saldos em contas de pagamento (pré ou pós-paga) e contas de corretoras de valores encerradas.

 

Como consultar e solicitar a devolução

A consulta de valores é pública e pode ser realizada tanto para pessoas físicas (incluindo falecidos) quanto para empresas ativas ou encerradas. Não há necessidade de login para a verificação inicial: basta informar o CPF e a data de nascimento ou o CNPJ e a data de abertura da instituição.

Para formalizar o resgate após a identificação do saldo, o cidadão deve acessar a plataforma utilizando uma conta Gov.br (nível Prata ou Ouro) com a verificação em duas etapas ativada. A devolução do dinheiro pode ser solicitada via PIX diretamente pelo sistema, por requerimento automatizado ou em contato direto com a instituição financeira responsável.

 

 

Foto em destaque: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Apesar da realização do certame público promovido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelo Ministério do Turismo nesta quarta-feira (12), o comando operacional do Passeio do Macuco permanecerá nas mãos de quem já conhece detalhadamente o atrativo. O Consórcio Novo PNI Macuco venceu o leilão de concessão realizado na sede da B3, em São Paulo, ao apresentar uma proposta de outorga fixa de R$ 79,9 milhões — o que representou um ágio expressivo de 115,02% sobre o valor mínimo estipulado no edital.

O grupo vencedor é composto pela Ilha do Sol — atual administradora das operações do Macuco Safari —, em conjunto com a Cataratas do S/A e a Construcap (controladora da Urbia Parques), concessionárias que já gerenciam os serviços de visitação e a infraestrutura do Parque Nacional do Iguaçu. Na prática, o resultado consolida a gestão unificada do turismo no parque, mantendo o controle das experiências terrestres e embarcadas sob os mesmos grupos empresariais.

A abertura da sessão foi conduzida por Guilherme Peixoto, superintendente de relacionamento e governança em licitações da B3, que cumprimentou autoridades, técnicos do governo federal e representantes do ICMBio presentes na mesa de negociações.

Disputa rápida e desistência de viva-voz

Conforme as regras do edital, o valor mínimo de outorga fixado pela administração pública era de R$ 37.159.745,00. Os envelopes com as propostas econômicas foram lidos publicamente em ordem decrescente.

O leilão contou com a participação de dois grupos concorrentes:

  • Consórcio Novo PNI Macuco: Apresentou o maior lance inicial, fixado em R$ 79.900.000,00 (ágio de 115,02%);
  • Consórcio Passeio do Iguaçu: Registrou a proposta inicial de R$ 56.669.000,00 (ágio de 52,50%).

 

Como a diferença entre as duas propostas envelope foi expressiva e o regulamento previa a etapa de lances em viva-voz com incremento mínimo de R$ 1 milhão, o leiloeiro abriu a palavra ao Consórcio Passeio do Iguaçu para cobrir a oferta do primeiro colocado. O grupo concorrente declinou do direito de apresentar novos lances, encerrando a disputa de forma rápida e decretando a vitória do Consórcio Novo PNI Macuco pela batida do martelo.

Compromissos, investimentos e tarifas menores

Com a vitória confirmada, o Consórcio Novo PNI Macuco assume a concessão por um período de 15 anos, sob um contrato com valor estimado global de R$ 290,1 milhões. Do total de compromissos previstos no edital, o grupo terá de aplicar entre R$ 76,8 milhões e R$ 85 milhões em melhorias diretas na infraestrutura e nos serviços de atendimento ao visitante.

Além da outorga fixa arrematada na B3, o consórcio repassará obrigatoriamente 6% de sua receita bruta anual ao ICMBio. Entre as obrigações operacionais estipuladas para a renovada gestão estão a frota de veículos elétricos e barcos periodicamente atualizada, normas de segurança chanceladas pela Marinha do Brasil e modernização das bases de embarque.

Para o turista e para a comunidade local, a assinatura do novo contrato trará um alívio financeiro imediato: o edital exige que a concessionária aplique uma redução superior a 20% no teto da tarifa cobrada atualmente pelo passeio de barco, além de prever isenções para cadastrados no CadÚnico e descontos para moradores dos municípios lindeiros ao Parque Nacional do Iguaçu.

 

 

Foto: reprodução/B3

A B3 e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizam nesta quarta-feira (12), às 14h, em São Paulo, o leilão de concessão dos serviços de apoio à visitação do Passeio do Macuco, no Parque Nacional do Iguaçu. O contrato prevê um valor estimado de R$ 290,1 milhões, incluindo cerca de R$ 76,8 milhões a R$ 85 milhões em investimentos diretos na modernização do atrativo ao longo de 15 anos.

O projeto foi estruturado pelo ICMBio e pelo BNDES, com apoio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e do Ministério do Turismo.

Como assistir ao vivo

A disputa de lances entre os participantes terá transmissão aberta em tempo real. O público pode acompanhar todo o processo pelo canal oficial da B3 no YouTube.

 

Regras do leilão e obrigações da futura gestão 

O critério de seleção será a maior outorga fixa oferecida ao ICMBio. Além do valor inicial de outorga, a empresa vencedora repassará obrigatoriamente 6% de sua receita bruta ao instituto durante toda a vigência da concessão.

A concessionária assumirá a responsabilidade pelos passeios terrestres e embarcados, além de novos investimentos em:

  • Modernização das áreas de embarque, centros de atendimento, sanitários e bases operacionais;
  • Renovação periódica da frota de veículos elétricos e embarcações;
  • Segurança aquática sob regulamentação da Marinha do Brasil, com uso obrigatório de coletes homologados e planos de emergência;
  • Possibilidade de explorar novos produtos de ecoturismo, lojas, serviços de fotografia e alimentação.

 

Desconto nas tarifas e novos benefícios 

O edital estabelece uma nova política tarifária favorável ao público. O teto do valor cobrado pelo passeio terá uma redução superior a 20% em relação à tabela atual. O projeto também garante:

  • Isenções e descontos para cadastrados no Cadastro Único (CadÚnico);
  • Tarifas diferenciadas para moradores dos municípios lindeiros ao Parque Nacional;
  • Ampliação das regras de meia-entrada.

 

Transição e capacidade de atendimento 

Com demanda estimada em 387 mil visitantes por ano, o Passeio do Macuco oferece atualmente um trajeto de dois quilômetros em veículos elétricos pela Mata Atlântica, seguido por trilha e navegação de bote inflável até a região das quedas d’água.

O contrato anterior venceu em junho de 2025 e vinha operando de forma prorrogada. Após a homologação do resultado, haverá um período de transição de até 90 dias entre a atual operadora e a nova empresa vencedora.

 

 

 

Foto em destaque: Arquivo/Divulgação Macuco Safari

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