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sáb, 04 de abr 2026

Mulheres são destaque em áreas de engenharia na usina de Itaipu

No Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, celebrado em 23 de junho, empresa comemora o aumento do número de engenheiras no quadro próprio

Uma das funções mais importantes e desafiadoras na Itaipu, atualmente, é ocupada por uma mulher. A engenheira Renata de Biasi Ribeiro Tufaile é a gerente executiva do Plano de Atualização Tecnológica (PAT) da hidrelétrica, considerado o maior e mais complexo projeto da usina desde a sua construção.

Renata faz parte de um time de 26 mulheres com formação em engenharia que trabalham na Itaipu. Destas, 16 atuam como engenheiras e outras 10 passaram em processos seletivos como técnicas para diferentes áreas da empresa, em outras atividades.

No Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, comemorado nesta sexta-feira (23), Itaipu tem muito o que fazer ainda pela equidade de gênero, mas também muito do que se orgulhar. A empresa tem em seu quadro próprio, na margem brasileira, 1.261 pessoas, das quais 1.006 são homens e 255, mulheres.

Na Área Técnica, 208 empregados têm formação em Engenharia – 192 engenheiros e 16 engenheiras. Historicamente, os homens representam o maior número de ingressos desse ramo na usina de Itaipu – assim como acontece em outros empreendimentos do setor –, mas essa realidade vem mudando gradativamente.

A mudança
Isso se deve a duas questões, basicamente: até bem pouco tempo atrás, esse era um ramo pouco disputado pelas mulheres, considerado um universo de interesse majoritariamente masculino. Além disso, não havia incentivo à contratação de profissionais femininas.

Porém, graças à implantação das políticas de gênero da empresa para fortalecer a carreira feminina, tanto no número cada vez maior de empregadas como na inserção dessas profissionais em cargos de gestão e na liderança de grandes projetos, a situação é cada vez mais favorável às mulheres.

Mais oportunidades
Erika Patrícia de Sousa Davies, coordenadora do Programa de Incentivo à Equidade de Gênero, da Divisão de Iniciativas de Responsabilidade Social da Itaipu, atribui o aumento de mulheres nos quadros de engenharia na usina às políticas implementadas a partir de 2004, voltadas à equidade de gênero, aliadas à ampliação do acesso às universidades e à informação.

Ela faz uma reflexão: “À medida que mais mulheres acessam espaços antes vistos como redutos masculinos, se desmistifica a correlação gênero/profissão e se consolida a realidade de que a diversidade promove o desenvolvimento”.

Projeto desafiador
Desde que se formou em Engenharia Elétrica, com ênfase em Eletrotécnica, em 1998, na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), a engenheira Renata Tufaile conta que sempre teve vontade de trabalhar com sistemas de potência, com geração ou transmissão de energia.

Ela começou a carreira na Itaipu e seu primeiro trabalho na binacional foi na Divisão de Programação e Estatística, onde permaneceu até 2018, quando foi transferida para o gabinete do diretor técnico da época.

Entre 2019 e 2023, a engenheira passou a ocupar o cargo de assistente do diretor-geral brasileiro. Ao voltar para a Diretoria Técnica, sua área de origem, assumiu a gerência executiva do Plano de Atualização Tecnológica.

Para ela, estar à frente de um trabalho tão desafiador como o Plano da Atualização Tecnológica é motivo de orgulho. “Esse é um projeto de extrema importância porque vai garantir a continuidade do alto desempenho da usina”, avalia.

Cuidando das nossas florestas
Outra mulher de grande destaque na Itaipu é a engenheira florestal Veridiana Araújo da Costa Pereira, gerente da Divisão de Áreas Protegidas, onde começou sua carreira na empresa, em 2002.

Formada pela Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz (ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP) em 2000, Veridiana entrou na Itaipu em 2002, pelo programa Trainee, quando estava concluindo o mestrado pela mesma universidade.

A primeira atuação foi na recuperação das áreas degradadas no canteiro de obras da usina, hoje conhecidas como atividades de paisagismo e manutenção de áreas verdes.

Depois, passou a integrar a equipe que cuida da restauração florestal dos refúgios Biológico Bela Vista (RBV) e Maracaju, do Viveiro Florestal do RBV e também de inventários florestais e pesquisas. Mais recentemente, ela passou a coordenar o eixo biodiversidade do Núcleo de Inteligência Territorial (NIT), um convênio entre a Itaipu e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu.

Os trabalhos que mais marcaram a trajetória de Veridiana nesses 23 anos de casa foram a exposição “A floresta através dos sentidos”, em parceria com a Universidade Federal Latino-Americana (Unila), e a “Campanha dos 24 milhões de árvores”, referenciando o trabalho da Itaipu na restauração de seus refúgios e faixa de proteção. “Um verdadeiro trabalho de bioengenharia”, diz.

A engenheira florestal diz que “é uma sorte para a engenharia e para a Itaipu ter mulheres competentes e dedicadas nas diferentes áreas da empresa, pensando, projetando, executando e criando soluções, ou seja, trazendo o seu melhor e quebrando preconceitos”.

Desafios na área de obras civis
A gerente do Departamento de Obras e Manutenção, a engenheira civil Janine Alicia Groenwold, também está à frente de grandes projetos da Itaipu. Entre eles, o da Ponte da Integração Brasil – Paraguai, sobre o Rio Paraná, ligando Foz do Iguaçu (BR) a Presidente Franco (PY), projeto que serviu também como uma espécie de banco de dados para a construção da futura Ponte Bioceânica, sobre o Rio Paraguai, que vai ligar Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai. Entre as informações de referência estão desembaraço aduaneiro, edital de licitação e definições do projeto, entre outros estudos.

Formada pela Universidade Federal do Paraná em 2010, Janine completa 10 anos de casa no próximo mês de outubro. A primeira função dela foi no Departamento de Obras e Manutenção, onde participou da elaboração do plano binacional de gestão de resíduos.

Mais tarde, teve a oportunidade de trabalhar na Divisão de Infraestrutura e Manutenção, principalmente na elaboração de convênios. Este trabalho resultou em várias parcerias, como a revitalização das áreas públicas de lazer de nove municípios lindeiros ao reservatório de Itaipu e a construção de 320 casas populares em outros 20 municípios da região. Depois, vieram os projetos mais desafiadores, como as obras rodoviárias, entre elas, a segunda ponte sobre o Rio Paraná e acessos.

Tendência
O bom trabalho desenvolvido pelas mulheres em Itaipu, inclusive em áreas que antes eram “redutos” masculinos, indica o acerto das políticas de gênero da usina e aponta para um futuro mais igualitário em número de profissionais de ambos os sexos.

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Em 2015, o Marco das Três Fronteiras era pouco mais que um obelisco histórico em uma área com infraestrutura precária e baixo fluxo de visitantes. Dez anos após a concessão à iniciativa privada, os números falam por si: R$ 483 milhões movimentados, recordes de público e uma revitalização que transformou toda a região Sul de Foz do Iguaçu.

Diante desse cenário de sucesso consolidado, surge a pergunta inevitável para o planejamento urbano da nossa cidade: Será que esse mesmo modelo de gestão não é a solução que falta para o Bosque Guarani?

Do Zoológico ao Abandono: O cenário do Bosque

Cenário de espera: O Bosque Guarani permanece sem data oficial para reabertura após consulta pública finalizada em 2025. Foto: Kaká Souza.

Localizado em um ponto nevrálgico do Centro — ao lado do terminal de ônibus e de hotéis estratégicos — o Bosque Guarani vive um limbo desde o fechamento do seu antigo zoológico em 2021. Embora tenha se tornado uma Unidade de Conservação (Parque Natural Municipal) em 2023, o espaço ainda carece de uma ocupação que combine preservação ambiental com lazer seguro e atrativo para o iguaçuense.

Atualmente, o município finaliza o Plano de Manejo do local. Este documento é o “divisor de águas”. Sem ele, nada acontece. Com ele aprovado, a Prefeitura terá em mãos o mapa jurídico para decidir: manter a gestão direta (com custos elevados de manutenção) ou buscar uma parceria como a que deu vida nova ao Marco.

Ocupação irregular na lateral do Bosque Guarani evidencia o impacto social do abandono da área central de Foz. Foto: Kaká Souza.

Por que o modelo “Marco” faz sentido aqui?

Se olharmos para o que aconteceu no Marco das Três Fronteiras, os paralelos com o potencial do Bosque são evidentes:

  • Segurança e Convivência: Onde antes havia isolamento, o Marco trouxe monitoramento e iluminação. No Bosque, isso significaria devolver o espaço às famílias, afastando a sensação de insegurança que muitas vezes ronda o centro à noite.
  • Investimento Sem Custo Público: No modelo de concessão, a concessionária assume o risco e o investimento em infraestrutura (como os novos acessos e o Espaço das Américas no Marco), enquanto o município recebe outorga e impostos.
  • Turismo de Centro: Imagine o turista que hoje se hospeda no centro ter um “Parque Natural” moderno a poucos passos, com café, trilhas educativas e acessibilidade. Isso retém o visitante por mais tempo no comércio local.

O Desafio da Sustentabilidade

É claro que o Bosque Guarani tem suas particularidades. É uma área de mata nativa densa e proteção rigorosa. Mas a experiência do Marco prova que é possível aliar soberania, história e proteção ambiental com uma operação comercial eficiente.

O Plano de Manejo, que encerrou sua fase de consulta pública ainda em 2025, prevê o zoneamento do parque. É este zoneamento que dirá onde pode haver uma lanchonete, onde deve ser preservação integral e onde podem ser instaladas passarelas de educação ambiental.

A palavra está com você, leitor

A Prefeitura deu o passo técnico com o Plano de Manejo. Agora, cabe a Foz do Iguaçu decidir se quer manter o Bosque como um “quadrado verde” cercado por grades no centro ou se está pronta para transformá-lo em um novo marco de desenvolvimento sustentável, seguindo o exemplo de sucesso que já temos em casa.

Você concorda que a concessão é o melhor caminho para o Bosque Guarani ou o espaço deve seguir sob gestão exclusiva da Prefeitura?

 

Nota da Redação: O Portal Clickfoz tentou contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente solicitando atualizações sobre o cronograma de aprovação do Plano de Manejo — cuja consulta pública foi encerrada em março de 2025 — e a previsão de reabertura do Bosque Guarani. Até o fechamento desta edição, não houve retorno aos nossos questionamentos. O espaço permanece aberto para que a secretaria envie seu posicionamento, que será prontamente atualizado nesta reportagem.

 

 

Fotos: Kaká Souza/Portal Clickfoz

O cenário teatral da Tríplice Fronteira ganha uma oportunidade de formação gratuita na próxima semana. Os projetos de extensão Cote’Coi – Coletivo Teatral e o Grupo de Teatro Universitário, que atuam na região desde 2015, convidam artistas e interessados em geral para a oficina “O corpo, a palavra e a cena”.

Com foco na poética da atuação e na experimentação de diferentes linguagens cênicas, o treinamento é voltado para atrizes, atores, diretores e qualquer pessoa da comunidade que deseje explorar a expressão corporal e a construção da cena.

Programação e Datas

As oficinas serão realizadas de forma presencial em três encontros na próxima semana:

  • Segunda-feira (06/04): das 14h às 18h
  • Quarta-feira (08/04): das 14h às 18h
  • Sexta-feira (10/04): das 14h às 18h

Como participar

As atividades são totalmente gratuitas. Para garantir uma vaga, os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponível na internet. A iniciativa reforça o papel dos projetos de extensão universitária na democratização do acesso à cultura e na formação de novos talentos locais.

Inscrições: Clique aqui para acessar o formulário oficial

Sobre o Cote’Coi

O coletivo é uma referência na região trinacional (Brasil, Paraguai e Argentina) há mais de uma década, desenvolvendo pesquisas contínuas sobre o fazer teatral e promovendo a integração entre a universidade e a comunidade externa por meio das artes cênicas.

O calendário eleitoral de 2026 entra em uma fase decisiva neste mês de abril. Para o cidadão que deseja votar nas eleições gerais de outubro — quando serão escolhidos presidente, governadores, senadores e deputados —, restam pouco mais de 30 dias para regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral. O prazo final é o dia 6 de maio.

A data limite vale para quem precisa tirar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral ou alterar o local de votação.

Como regularizar em Foz do Iguaçu

O eleitor iguaçuense pode resolver suas pendências de duas formas:

  1. Presencial: Procurando o Cartório Eleitoral de Foz do Iguaçu.
  2. Digital: Através do portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no serviço de autoatendimento do eleitor.

 

Vale lembrar que o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos. Jovens que completam 16 anos até a data da eleição já podem solicitar o documento, mesmo que ainda tenham 15 anos no momento do pedido.

“Dança das Cadeiras” na Política

Além do prazo para o cidadão, este fim de semana marca duas datas cruciais para quem pretende se candidatar:

  • Janela Partidária: Encerrou-se nesta sexta-feira (3) o prazo para que políticos mudem de partido sem perder o mandato por infidelidade partidária.
  • Desincompatibilização: Termina neste sábado (4) o prazo para que ocupantes de cargos públicos (como ministros, secretários e diretores) deixem suas funções caso pretendam disputar as eleições. A medida visa evitar o uso da máquina pública para fins eleitorais.

Por que não deixar para a última hora?

Historicamente, os últimos dias do prazo (próximos a 6 de maio) registram longas filas e instabilidade nos sistemas online do TSE devido ao alto volume de acessos. A recomendação da Justiça Eleitoral é que o eleitor aproveite o feriado de Páscoa para conferir sua situação no site oficial e realizar as alterações necessárias o quanto antes.

 

 

 

Foto em destaque: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Sábado de Aleluia (4) pode terminar com um novo milionário no Brasil. A Mega-Sena sorteia hoje o prêmio principal do concurso 2.992, que está acumulado em R$ 10 milhões. O valor, anteriormente estimado em R$ 7,5 milhões, subiu devido ao volume de apostas e ao último sorteio sem ganhadores na faixa principal.

As seis dezenas serão reveladas a partir das 21h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo direto do Espaço da Sorte, em São Paulo, pelos canais oficiais da Caixa no YouTube e Facebook.

Como apostar em Foz do Iguaçu

Para quem quer tentar a sorte na fronteira, as regras são simples:

  • Prazo: As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília).
  • Onde: Em qualquer casa lotérica credenciada, pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo oficial.
  • Custo: A aposta simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

Chance de ganhar

Quem faz a aposta mínima de seis números tem uma probabilidade de acerto de uma em 50.063.860. Já para quem opta pelo limite máximo de 20 números (ao custo de mais de R$ 232 mil), a chance sobe para uma em 1.292.

Além do prêmio principal, a Mega-Sena também premia acertadores da Quina (cinco números) e da Quadra (quatro números), cujos valores variam conforme o total arrecadado.

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