Cotação do Dólar:

seg, 16 de mar 2026

Motorista abandona van com 85 quilos de cocaína na Ponte da Amizade e foge a pé

Carga avaliada em US$ 7 milhões estava escondida em fundos falsos; passageiro brasileiro foi detido e liberado após depoimento na Polícia Federal.

Uma fiscalização de rotina na Ponte da Amizade terminou em uma apreensão milionária e uma fuga cinematográfica no último fim de semana. Agentes da Receita Federal, com apoio da Força Nacional, interceptaram uma van de placa paraguaia que transportava aproximadamente 85 quilos de cocaína.

Ao receber a ordem de parada para inspeção, o condutor, um cidadão paraguai, abandonou o veículo repentinamente e fugiu correndo em direção ao Paraguai, conseguindo cruzar a fronteira antes de ser alcançado. No interior da van, permaneceu um passageiro brasileiro, que acabou sendo levado para a delegacia.

Droga escondida no teto e laterais

A descoberta do entorpecente só foi possível com o auxílio de cães farejadores, que indicaram a presença de substâncias ilícitas em pontos específicos da estrutura da van. Após uma vistoria detalhada, os agentes encontraram compartimentos ocultos (fundos falsos) nas laterais e também no teto do veículo.

A droga totalizou 85 quilos, carga que, segundo estimativas das autoridades, possui um valor de mercado ilegal de aproximadamente 7 milhões de dólares.

O passageiro e o “B.O” na Receita

O passageiro brasileiro foi encaminhado à sede da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para prestar esclarecimentos. Apesar do susto e da detenção inicial, o homem foi liberado após as diligências, já que não foi comprovada sua participação ou conhecimento sobre o transporte da droga.

O episódio serve como um alerta contundente para moradores e turistas que utilizam serviços de transporte na fronteira: o barato pode sair caro, especialmente quando o motorista decide “abandonar o barco” e deixar o passageiro para trás diante de uma fiscalização federal.

 

 

Com Informações: Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu
Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu

Conteúdo Patrocinado

O Paraguai consolida sua posição como centro regional de produção de vestuário com a chegada de um investimento estratégico de peso. O ministro de Indústria e Comércio paraguaio, Marco Riquelme, visitou as instalações da DASSTEX, uma aliança que une duas potências do setor: o Grupo Texcin, reconhecido como a maior indústria de confecção têxtil do Paraguai, e o Grupo Dass, a maior operação integrada de gestão e sourcing para marcas esportivas das Américas.

Com um investimento projetado de US$ 40 milhões, a nova planta industrial tem como foco a fabricação de artigos de alta performance para marcas globais como Nike, Fila, Umbro, ASICS e Champion.

Gigantes em operação conjunta

Unidade do Grupo Texcin na cidade e Mariano Roque Alonso. Foto: Arquivo das redes sociais.

A magnitude do projeto é sustentada pelos números das empresas envolvidas. O Grupo Dass possui uma estrutura robusta com mais de 26 mil colaboradores distribuídos em unidades no Brasil e na Argentina. Agora, ao unir forças com a expertise local da Texcin, o grupo busca fortalecer sua capacidade de exportação a partir do solo paraguaio.

“Estamos vendo as primeiras peças da Fila produzidas no Paraguai”, destacou o ministro Riquelme. Inicialmente, a produção será destinada a abastecer o mercado brasileiro, aproveitando a logística facilitada e o ambiente de negócios favorável da região de fronteira. O plano, no entanto, prevê a expansão para diversos países da América Latina.

Tecnologia e capacitação profissional

Além dos 600 novos postos de trabalho, a DASSTEX foca na transferência tecnológica. Jovens profissionais paraguaios estão sendo capacitados em unidades brasileiras para dominar os processos de fabricação das marcas globais.

“A revolução industrial no Paraguai é para os paraguaios, mas damos as boas-vindas aos industriais brasileiros que desenvolvem capacidades em nossa gente e produzem bens de qualidade para o mundo”, afirmou o titular do MIC durante a visita.

 

 

Fotos: Arquivo das redes sociais

A educação pública no Paraguai entra em estado de alerta nesta terça-feira (17). Diversos sindicatos de professores confirmaram uma paralisação nacional e grandes mobilizações em protesto contra o projeto de reforma da Caja Fiscal (a previdência dos servidores públicos), que volta à pauta na Câmara dos Deputados.

A medida deve afetar escolas e colégios públicos em todo o território paraguaio, incluindo as instituições de ensino em Ciudad del Este e cidades vizinhas da fronteira. Os grêmios estudantis e sindicais confirmaram a suspensão das aulas nos turnos da manhã, tarde e noite.

O impasse: Aumento de descontos nos salários

A principal motivação dos docentes é a proposta de elevação da alíquota de contribuição previdenciária. Segundo Gabriel Espínola, dirigente da OTEP-A, o setor rejeita o aumento do aporte para 19%.

  • Impacto no bolso: Com a mudança, o desconto total destinado à seguridade social chegaria a quase 25% do salário dos trabalhadores.
  • Argumento sindical: Os professores alegam que o projeto representa uma carga excessiva e pedem que o Congresso Nacional não ratifique as alterações que prejudicam a categoria.

Mobilizações e atenção no trânsito

Embora as lideranças não tenham confirmado bloqueios próximos à aduana paraguaia ou Ponte Internacional da Amizade, e nem mesmo na Ruta PY-02 até o momento, as manifestações costumam se concentrar em áreas de grande circulação e praças centrais no microcentro de Ciudad del Este.

Para quem está visitando Foz do Iguaçu e precisa cruzar a fronteira, a recomendação é de cautela. Protestos e caminhadas podem gerar lentidão no tráfego urbano paraguaio, impactando indiretamente o fluxo de veículos que saem da Ponte da Amizade em direção ao microcentro de Ciudad Del Este.

Ações na Justiça

Caso o projeto avance sem as modificações pleiteadas, os sindicatos planejam iniciar uma campanha nacional de coleta de assinaturas para processar o Estado paraguaio por violação de normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O caso da advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, que chocou as redes sociais há dois meses, ganhou um novo capítulo decisivo. A Justiça brasileira marcou para o próximo dia 24 de março o início do julgamento da jovem, acusada de cometer atos de racismo na saída de um estabelecimento em Ipanema, no Rio de Janeiro.

Atualmente cumprindo prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica no Brasil, Agostina enfrenta três acusações de injúria racial. Somadas, as penas podem alcançar 15 anos de reclusão, refletindo o endurecimento da legislação brasileira, que desde 2023 equipara a injúria ao crime de racismo.

Defesa de peso e o histórico de Juan Darthés

A nova advogada de Agostina é Carla Junqueira, profissional que ganhou notoriedade internacional por liderar a acusação no histórico caso de Juan Darthés. O ator argentino-brasileiro foi condenado pela justiça brasileira por estupro contra a atriz Thelma Fardin. O crime ocorreu em 2009, na Nicarágua, durante uma turnê da novela “Patito Feo” (Cúmplices de um Resgate, na versão brasileira), quando a atriz tinha apenas 16 anos. A condenação de Darthés em segunda instância no Brasil foi um marco jurídico e deu a Junqueira o status de especialista em casos de grande repercussão.

Ao assumir o caso de Agostina, Junqueira abandonou a negação dos fatos. “Não vamos mais discutir se ela fez ou não. Ela fez, se equivocou e cometeu um crime”, afirmou. A estratégia agora é focar no arrependimento para evitar a prisão.

O “efeito Carmiña Masi” no Gran Hermano Argentina

O endurecimento contra o racismo não é exclusividade dos tribunais brasileiros; a cultura de entretenimento na Argentina parece também estar vivendo uma virada histórica. No último dia 11 de março, o reality show Gran Hermano expulsou imediatamente a jornalista paraguaia Carmiña Masi após falas racistas inaceitáveis.

Masi proferiu insultos contra a participante Jenny Mavinga, originária do Congo, referindo-se a ela como “escrava” e dizendo que a colega “parecia ter acabado de desembarcar de um navio”. A produção do programa classificou a conduta como inadmissível, reforçando que o racismo estrutural não pode ser camuflado como “piada” ou “mal chiste”. O episódio mostra que o público e as emissoras do país vizinho estão a ficar alinhados com a tolerância zero que a justiça brasileira já aplica.

“Cometi um erro”, diz Agostina

Decreto de prisão de turista argentina no Rio expõe o choque entre a naturalização do racismo na Argentina e a legislação brasileira. Imagem: Reprodução/Redes sociais.

Em áudio divulgado, Agostina Páez demonstrou arrependimento: “Tive uma reação equivocada, me deixei levar pela raiva e estou pagando as consequências. Peço desculpas a quem se sentiu ofendido”.

Enquanto aguarda a audiência, a advogada denunciou que sua cliente segue recebendo ameaças de morte em suas redes sociais. As capturas de tela foram anexadas ao processo como tentativa de reforçar o pedido de transferência para a Argentina, que até agora segue negado pela Justiça brasileira, que exige a presença da ré em solo nacional para a conclusão do julgamento.

 

Foto em destaque: Arquivo das redes sociais

O empresariado de Foz do Iguaçu já tem sua nova liderança definida para o próximo biênio. Em eleição realizada nesta segunda-feira (16), o empresário Edmilson Iareski foi eleito, por unanimidade, presidente da ACIFI (Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu). Ele encabeçou a chapa “União para o Desenvolvimento”, que também traz João Batista de Oliveira como presidente do Conselho Superior.

A nova gestão assume o desafio de representar uma das maiores associações comerciais do Paraná, consolidando um modelo de governança que reúne 103 diretores e conselheiros de diversos setores da economia local.

Foco na proximidade com o associado

ACIFI consolida o modelo colegiado e participativo, que fortalece decisões compartilhadas e atuação conjunta. Foto: Divulgação.

Ao agradecer a confiança dos membros, Iareski enfatizou que sua gestão será marcada pela continuidade de projetos estratégicos e por uma escuta ativa das demandas do mercado.

“Nosso trabalho será muito perto do empresário associado, buscando soluções em todos os setores, do comércio à indústria, dos serviços à logística, passando pelo transporte e turismo”, destacou o presidente eleito.

Transição e legado

O atual presidente, Danilo Vendruscolo, encerra um ciclo de quatro anos à frente da entidade. Durante a plenária, ele destacou o crescimento e a estruturação da ACIFI, que hoje goza de grande influência e respeito institucional. “Deixo a presidência, mas sigo ombro a ombro com a nova diretoria”, afirmou Vendruscolo, referendando a dedicação de seu sucessor.

A cerimônia oficial de posse dos novos membros está agendada para o dia 27 de abril.

Conheça a nova diretoria executiva (2026–2028)

A composição da nova diretoria reflete a diversidade econômica de Foz do Iguaçu, com nomes de destaque em áreas como turismo, comércio exterior e inovação:

  • Presidente: Edmilson Iareski
  • 1º Vice-Presidente: Gustavo Vargas
  • 2º Vice-Presidente: Altino Voltolini
  • Diretoria Administrativa: Edna Maria Sanches
  • Diretoria Financeira: Elias João Dandolini
  • Diretoria de Turismo e Hotelaria: Mariana de Mattos Leão Hernandes
  • Diretoria de Inovação e Tecnologia: Felipi Sarábia

 

O Conselho Superior será liderado por João Batista de Oliveira, tendo Roni Temp e Valdirlei Baranóski como vice-presidentes, unindo a experiência de dirigentes veteranos com o fôlego de jovens lideranças.

 

 

Fotos: Divulgação/ACIFI

Descubra mais sobre Clickfoz

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading