Oito filhotes de aves silvestres nasceram após a Receita Federal apreender 32 ovos em Foz do Iguaçu. A fiscalização ocorreu no sábado (24/10), durante uma abordagem a um ônibus interestadual que seguia para o Rio de Janeiro.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sete filhotes pertencem à família dos tucanos, enquanto o outro pertence à família dos papagaios e das araras. No entanto, os órgãos responsáveis ainda não identificaram as espécies exatas.
Os primeiros três filhotes nasceram no domingo (25/10), apenas um dia após a apreensão. Depois disso, outros cinco também eclodiram. O Ibama recebeu os ovos e ficou responsável pelos cuidados com os embriões e os filhotes.
Ovos estavam escondidos em caixas e roupas
Durante a fiscalização, os servidores encontraram os ovos em caixas térmicas e de papelão adaptadas para funcionar como incubadoras. Além disso, parte deles estava escondida no forro e nas costuras de uma jaqueta.
As caixas continham circuitos eletrônicos, ventiladores e sensores que deveriam controlar a temperatura e a circulação de ar. Entretanto, os equipamentos estavam desligados ou não funcionavam no momento da abordagem.
Um casal de chineses transportava os ovos. Segundo a Receita Federal, os dois informaram que receberam a carga em Foz do Iguaçu e que ganhariam R$3 mil para levá-la até o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.
Ovos poderiam valer cerca de R$ 10 milhões
De acordo com a Receita Federal, cada ovo poderia alcançar até 50 mil euros no mercado europeu. Assim, considerando os 32 ovos apreendidos, o valor potencial da carga chegaria a 1,6 milhão de euros, o equivalente a aproximadamente R$10 milhões.
Até o momento, oito ovos eclodiram. Por outro lado, ainda não há confirmação sobre as condições dos outros 24 nem sobre a possibilidade de novos nascimentos.
Caso será investigado pela Polícia Federal
Após a abordagem, os dois passageiros foram encaminhados à Polícia Federal para os procedimentos cabíveis. Além disso, a Receita Federal informou que enviará representações fiscais ao Ministério Público Federal (MPF). O objetivo é apurar possíveis crimes relacionados ao transporte clandestino dos animais.
Enquanto isso, a identificação das espécies e as informações sobre a destinação dos filhotes dependem de novos esclarecimentos dos órgãos responsáveis.
Foto em destaque: Divulgação/Receita Federal

