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sáb, 31 de out 2026

Do Samhain aos R$ 75 bilhões: Como Hollywood e o consumo transformaram o Halloween em um fenômeno global

Nascida na Irlanda há dois milênios como um ritual celta de inverno, a festividade ganhou nome cristão, cruzou o Atlântico com imigrantes, virou motor econômico nos Estados Unidos e agora está presente em todo o ocidente.

Na noite deste sábado, 31 de outubro de 2026, milhões de pessoas em todo o lado ocidental do mundo vestem fantasias, decoram fachadas e participam de festas temáticas. Por trás dos monstros de plástico e das abóboras iluminadas, há uma trajetória de duas mil eras que conecta o encerramento das colheitas na antiga Europa a uma indústria que movimenta bilhões de dólares na economia contemporânea.

Segundo estimativas da National Retail Federation (NRF), os consumidores norte-americanos devem movimentar cerca de US$ 13,5 bilhões (aproximadamente R$ 75 bilhões na cotação atual) nesta temporada de Halloween em 2026, superando os US$ 13,1 bilhões registrados no ano anterior.

O caminho que une as fogueiras da antiguidade aos balanços comerciais das grandes corporações revela como uma tradição comunitária foi adaptada, empacotada e exportada globalmente pela indústria de entretenimento dos Estados Unidos.

Origem celta e a transição para a palavra “Halloween”

Há 2.000 anos, nos territórios onde hoje fica a Irlanda, as comunidades celtas celebravam o Samhain. A data marcava o fim do verão, a colheita dos alimentos e a chegada do inverno — período associado à escassez e à sobrevivência. Na visão espiritual da época, a transição de estação tornava mais tênue a fronteira entre o mundo dos vivos e o dos mortos, exigindo rituais e ofertas para afastar maus espíritos.

Com a expansão do cristianismo na Europa, a festividade pagã foi assimilada pelo calendário religioso. O dia 1º de novembro tornou-se o Dia de Todos os Santos (All Hallows’ Day, em inglês). A noite anterior, 31 de outubro, passou a ser chamada de All Hallows’ Eve (Véspera de Todos os Santos), expressão que se contraiu ao longo dos séculos até virar Hallowe’en e, finalmente, Halloween.

A imigração irlandesa e o nascimento da Jack-o’-Lantern

Imagem: Magnific.com

A festividade cruzou o Oceano Atlântico em meados do século XIX. Em decorrência da Grande Fome de 1845, mais de um milhão de irlandeses emigraram para os Estados Unidos, levando consigo suas tradições culturais.

Na Irlanda, era costume esculpir rostos em nabos para criar lanternas sobrenaturais. Em solo americano, os imigrantes encontraram a abóbora — um fruto nativo, abundante e mais fácil de esculpir. Nascia ali a clássica jack-o’-lantern, hoje o maior símbolo visual do Halloween.

Na segunda metade do século XX, com o crescimento dos subúrbios americanos no pós-Segunda Guerra Mundial, a prática do trick-or-treat (“gostosuras ou travessuras”) foi padronizada pelas indústrias de doces e fantasias, consolidando a data no calendário comercial.

Hollywood e a exportação do imaginário cultural

Michael Myers, personagem de Halloween (1978), que ficou eternizado pelo uso de um macacão azul e uma máscara branca inexpressiva. Imagem: Reprodução.

Se a imigração levou o Halloween aos Estados Unidos, a indústria de cinema e televisão foi a responsável por transformá-lo em um código universal.

A partir do lançamento do clássico Halloween (1978), de John Carpenter, e de sucessos infanto-juvenis como E.T.: O Extraterrestre (1982), Abracadabra (1993) e O Estranho Mundo de Jack (1993), além dos tradicionais episódios especiais de séries e desenhos animados, a cultura pop norte-americana ensinou o público internacional a reconhecer os rituais da data.

Sem a necessidade de campanhas publicitárias diretas, o entretenimento audiovisual criou a demanda simbólica em países da América Latina, Europa e Ásia, permitindo que o comércio local passasse a ofertar artigos para uma festa que não fazia parte de suas raízes históricas.

 

VEJA ONDE ACONTECE AS MELHORES FESTA DE HALLOWEEN DA FRONTEIRA NESTE FIM DE SEMANA

A disputa pela autenticidade: a Irlanda retoma o Samhain

Ritual neo pagão de Samhain realizado na Irlanda traz elementos tradicionais da antiga celebração celta, como a fogueira. Foto: Arquivo da Internet.

Diante da hegemonia da versão comercial construída pelos Estados Unidos, a Irlanda vem promovendo nos últimos anos uma forte campanha de turismo e resgate cultural para reapresentar o Samhain ao mundo.

Sem disputar o volume do mercado de fantasias industriais ou as bilheterias de Hollywood, o país aposta na autenticidade histórica e nas lendas originais como atrativo para visitantes que buscam vivenciar a essência da festividade em seu local de nascimento.

Hoje, enquanto luzes artificiais e decorações tomam conta de vitrines e telas, a noite de 31 de outubro reafirma a capacidade da cultura de se reinventar: o antigo ritual de proteção contra a escuridão do inverno transformou-se em um dos maiores motores da economia criativa global.

 

 

Imagem em destaque: Produzida com auxílio de inteligência artificial (I.A)

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A Dirección Nacional de Migraciones do Paraguai efetuou, na madrugada deste sábado (31 de outubro de 2026), a segunda expulsão do cidadão norte-americano William Derrick Cromer, de 49 anos, em um intervalo inferior a 10 dias. O homem, envolvido em uma série de episódios de violência, foi conduzido por agentes policiais até a cabeceira da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira com Foz do Iguaçu.

Cromer havia sido expulso do território paraguaio no último dia 22 de outubro após causar estragos em um edifício residencial na capital, Asunción, oportunidade em que se constatou também sua permanência irregular no país.

Reincidência e episódios de violência nas ruas

Apesar do decreto de expulsão original — que previa a proibição de reingresso por no mínimo cinco anos —, as autoridades suspeitam que o norte-americano tenha retornado ao Paraguai de forma irregular pelas fronteiras secas ou fluviais.

Na tarde dessa sexta-feira (30), Cromer voltou a protagonizar agressões sem motivação aparente no centro de Asunción:

  • Agressão a pedestre: Por volta das 16h, o homem atingiu com um golpe nuca de uma mulher que caminhava pela rua, fato registrado por câmeras de segurança locais;
  • Ataque em estabelecimento comercial: Horas depois, invadiu uma cafeteria na tradicional Rua Palma, no centro histórico de Asunción, e desferiu um soco contra um cliente que estava no local.

 

No início do mês, o estrangeiro já havia sido expulso do prédio onde residia temporariamente após agredir fisicamente o porteiro e um operário para forçar a entrada no imóvel.

Proibição de reingresso ampliada para 10 anos

Com a nova detenção e a constatação da reincidência imediata, a Dirección Nacional de Migraciones aplicou uma penalidade mais rigorosa. O cidadão norte-americano agora está formalmente impedido de ingressar no Paraguai pelo prazo de 10 anos, conforme prevê a Lei de Migrações 6.984/2022.

A operação de expulsão foi concluída na fronteira entre Ciudad del Este e Foz do Iguaçu, onde o indivíduo foi entregue às autoridades competentes.

 

 

Foto em destaque: Divulgação/Direción Nacional de Migraciones do Paraguay

A Passarela das Cataratas, que leva ao mirante principal da Garganta do Diabo no Parque Nacional do IguaçuClique para abrir o painel lateral e ver mais informações, foi reaberta para visitação pública às 10h deste sábado, 31 de outubro de 2026.

A estrutura estava interditada preventivamente desde meados de outubro devido ao grande volume de chuvas registrado na bacia do Rio Iguaçu, que elevou a vazão e exigiu a aplicação dos protocolos de segurança do parque.

Redução do volume de água e segurança garantida

O fechamento preventivo ocorreu quando a vazão do rio ultrapassou a marca de 8,5 milhões de litros de água por segundo (L/s), atingindo o pico de 17,7 milhões de L/s na última segunda-feira (26).

Neste sábado, os níveis registraram uma tendência contínua de queda, estabilizando-se em 6,8 milhões de L/s, patamar considerado seguro pelas equipes técnicas.

Antes da liberação aos turistas, profissionais especializados realizaram inspeções na estrutura e concluíram a reinstalação dos guarda-corpos removidos durante a cheia. A concessionária Urbia+Cataratas mantém o monitoramento em tempo real do fluxo hídrico, com previsão de nova avaliação de interdição caso a vazão volte a atingir o limite técnico de 8 milhões de L/s com tendência de alta.

Operação especial para o feriadão de Finados

A reabertura coincide com o início do feriadão de Finados (31 de outubro a 2 de novembro), período em que o parque operará em horário ampliado para atender a alta demanda de visitantes:

Horário especial de feriado: Das 8h às 16h (de 31/10 a 02/11).
Funcionamento regular: Segunda a sexta-feira, das 9h às 16h; sábados e domingos, das 8h30 às 16h.
Ingressos: A compra deve ser feita antecipadamente pelo site oficial com agendamento de data e horário.

 

 

Fotos: Eagle Eye/Divulgação Urbia+Cataratas

Aos seis anos, Théo da Silva Rodrigues já sabe muito sobre dinossauros. Apaixonado pelos animais pré-históricos, ele encontrou uma forma criativa de transformar o interesse em um trabalho escolar: com a ajuda da mãe, construiu uma réplica do Vale dos Dinossauros, um dos atrativos do Complexo Dreams Park Show, em Foz do Iguaçu.

O mais curioso é que Théo nunca visitou o parque. Até o momento, conhece o local apenas por fotos e vídeos publicados na internet.

A ideia surgiu quando os professores do Centro de Educação Infantil Inácia de Menezes dos Santos, onde ele estuda, propuseram aos alunos a construção de maquetes sobre a Tríplice Fronteira. Théo teve certeza: iria reproduzir o Vale dos Dinossauros e pediu ajuda aos pais.

Com o apoio da mãe, Sabrina da Silva, que tem habilidade para trabalhos manuais, o menino usou os próprios brinquedos e muita criatividade para montar a miniatura. O resultado chamou a atenção dos colegas e professores, que aplaudiram o trabalho.

“Pesquisamos fotos e vídeos do parque e, a partir dessas imagens, começamos a montar a maquete. Foi uma experiência muito divertida para toda a família”, contou a mãe.

Uma surpresa que virou presente

Orgulhosa do resultado, Sabrina enviou fotos da maquete à equipe do Complexo Dreams Park Show. O que seria apenas uma forma de compartilhar a criatividade do filho acabou se transformando em uma surpresa para a família.

Família Rodrigues. Foto: Arquivo pessoal/Divulgação Assessoria.

Encantada com a iniciativa, a equipe do parque convidou Théo e os familiares para conhecerem pessoalmente o Vale dos Dinossauros no próximo domingo, 1º de novembro.

“Enviamos as fotos porque achamos que a maquete tinha ficado muito bonita. Mas fomos surpreendidos com o convite e ficamos muito gratos. O Théo já havia me pedido para conhecer o Vale dos Dinossauros, mas somos quatro pessoas em casa e, às vezes, as condições financeiras dificultam os momentos de lazer. Parece que Deus ouviu o pedido dele e resolveu nos dar esse presente”, agradeceu a mãe.

Segundo Sabrina, a construção da maquete também teve um significado especial para a família. Há alguns meses, Théo enfrenta um tratamento nos rins, e a atividade ajudou a tornar o período mais leve.

“Foi muito divertido montar a maquete. Tivemos momentos de alegria, criatividade e muita conexão em família”, relatou.

Agora, Théo vai trocar as imagens da internet por uma experiência real. No domingo, 1º de novembro, poderá caminhar pelas trilhas do Vale dos Dinossauros e conhecer de perto as réplicas dos animais pré-históricos que tanto admira.

As atrações

No mesmo parque onde está o Vale dos Dinossauros, tem o Museu de Cera, Maravilhas do Mundo, Bar de Gelo e o Dreams Motor Show. E a Luryx, maior Duty Free de Foz.  Ao lado, tem o Zoo Park Foz.

O Dreams Park Show está localizado na Rodovia das Cataratas. Mais informações no site: www.dreamsparkshow.com.br

 

 

 

Fotos: Divulgação/Assessoria

Pelo segundo mês consecutivo, os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) não terão cobrança adicional na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nessa sexta-feira (30 de outubro) a manutenção da bandeira tarifária verde para o mês de novembro.

A medida traz alívio financeiro para residências, comércios e indústrias, dando sequência ao cenário iniciado em outubro, quando a bandeira verde retornou após cinco meses consecutivos de vigência da bandeira amarela.

Volume de chuvas garante equilíbrio nos reservatórios

Segundo a agência reguladora, a decisão foi viabilizada pelo aumento das precipitações nas regiões onde estão localizadas as principais bacias e usinas hidrelétricas do país.

Com os reservatórios em níveis favoráveis, diminui a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, cuja produção possui custo financeiro substancialmente mais elevado.

Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias

Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza mensalmente aos consumidores o custo real da geração de energia elétrica no país. Os acréscimos por cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos funcionam da seguinte forma:

  • Bandeira Verde: Condições favoráveis de geração. Sem acréscimo na conta de luz;
  • Bandeira Amarela: Condições menos favoráveis. Acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh;
  • Bandeira Vermelha – Patamar 1: Condições mais custosas. Acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh;
  • Bandeira Vermelha – Patamar 2: Condições críticas de geração. Acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.

 

A manutenção da bandeira verde em novembro garante estabilidade nos custos de energia elétrica no início do último bimestre de 2026.

 

 

 Foto em destaque: Tânia Rêgo/Agência Brasil