Foz do Iguaçu FC bate o Cascavel por 3 a 1 na estreia da Copa Paraná 2026
Eficiente nos contra-ataques e firme na defesa, o Azulão supera a pressão da Serpente no Estádio Olímpico Regional e garante os primeiros três pontos na competição.
O Foz do Iguaçu FC começou a Copa Paraná 2026 com o pé direito. Jogando fora de casa no Estádio Olímpico Regional, o Azulão da Fronteira derrotou o FC Cascavel por 3 a 1 no Clássico do Oeste disputado na tarde deste sábado (29). A equipe comandada por Ageu Gonçalves soube suportar a pressão do adversário, que deteve 61% da posse de bola ao longo da partida, e foi letal nas oportunidades criadas.
Após terminar o primeiro tempo em vantagem com gol de Kaká, o Foz voltou para a etapa final pronto para explorar os espaços deixados pelos donos da casa. Aos oito minutos do segundo tempo, Lucas Belém arrancou em velocidade no contra-ataque e ampliou o marcador para 2 a 0.
Reação da Serpente e resposta imediata do Azulão
O FC Cascavel buscou o ataque de forma desesperada. Aos 22 minutos, o técnico da Serpente promoveu a entrada de Hassan no lugar de Lucão. Na primeira oportunidade, o atacante exigiu grande defesa de André Junio. No lance seguinte, aos 23 minutos, a defesa do Foz errou na saída de bola: Cirilo recuperou a posse e serviu Zé Carlos, que descontou para a equipe da casa.
A reação do Cascavel, porém, foi estancada rapidamente. Aos 25 minutos, o goleiro André Luiz cometeu falta dentro da área e o árbitro assinalou pênalti para o Foz. O camisa 8, Tiba, assumiu a cobrança e bateu forte, de perna esquerda, no alto, sem chances de defesa: Foz do Iguaçu 3 a 1.
Tiba, autor do terceiro gol do azulão. Foto: Franz Fleischfresser/ Divulgação Foz do Iguaçu FC.
Solidez defensiva e reta final
Com a vantagem ampliada, o treinador Ageu Gonçalves oxigenou o time com as entradas de Henrique Oliveira, Pablo e Francis. A retaguarda iguaçuense, liderada pela dupla de zaga Vidal e Tyller, segurou as investidas finais da Serpente. Aos 48 minutos, Tyller ainda travou com o rosto um chute perigoso de Robinho, garantindo a tranquilidade até o apito final.
O Foz do Iguaçu FC ainda esteve perto do quarto gol aos 44 minutos, em finalização potente de Felipe Augusto espalmada por André Luiz após lançamento de Francis.
Próximos compromissos
Foz garante seus primeiros 3 pontos na Copa Paraná vencendo o Fc Cascavel fora de casa. Foto: Franz Fleischfresser/ Divulgação Foz do Iguaçu FC.
Com a vitória no clássico, o Azulão soma seus primeiros três pontos e lidera a chave neste início de torneio. Na próxima rodada, o Foz do Iguaçu volta a jogar longe de seus domínios e enfrenta o Azuriz, no próximo sábado (5). Já o FC Cascavel tenta a reabilitação na competição em confronto contra o Paraná Clube, também no próximo sábado (5), às 15h30, na Vila Capanema.
Foto em destaque: Brayan Brandão/Divulgação Federação Paranaense de Futebol
Mesmo após quase quatro anos do terceiro mandato de um governo federal que sempre colocou a erradicação da pobreza e o combate às desigualdades regionais no centro do seu discurso, a realidade dos números insiste em expor uma ferida aberta. A nova ferramenta IMDS – Eleições: Panorama Estadual, lançada pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social, traz à tona um retrato incômodo: a discrepância socioeconômica entre as regiões do país permanece praticamente intacta.
Os dados consolidados pelo instituto revelam uma clara divisão do Brasil em dois blocos. De um lado, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste concentram os melhores indicadores de renda, dinamismo econômico e menor dependência de programas de transferência de renda. No topo do ranking de renda domiciliar per capita em 2025, o Distrito Federal lidera isolado com R$ 4,4 mil, seguido por São Paulo (R$ 2,9 mil), Rio Grande do Sul (R$ 2,8 mil), Santa Catarina (R$ 2,8 mil) e Paraná (R$ 2,7 mil). Na outra extremidade, estados como o Maranhão registram uma média de apenas R$ 1,2 mil, acompanhado por Acre, Ceará, Alagoas, Pará e Amazonas, todos estagnados na marca de R$ 1,4 mil por habitante.
Fonte: Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS).
Pobreza e extrema pobreza mantêm o Norte e o Nordeste na vulnerabilidade
Fonte: Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS).
A análise da pobreza extrema ilustra essa assimetria de forma ainda mais cruel. No ranking dos nove estados com as maiores proporções de pessoas vivendo abaixo da linha da extrema pobreza, todos pertencem às regiões Norte e Nordeste. O Maranhão lidera o índice alarmante com 9,0% de sua população em extrema pobreza, seguido pelo Acre (8,7%), Pernambuco (7,7%) e Alagoas (7,3%). Em contrapartida, estados do Centro-Sul registram taxas substancialmente menores: Mato Grosso registra 1,3%, Minas Gerais 1,4%, Mato Grosso do Sul 1,6%, enquanto Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo mantêm 1,8%.
Fonte: Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS).
Quando observada a taxa geral de pobreza em 2025, a discrepância segue o mesmo padrão estrutural. Enquanto o Paraná registra 5,6% e o Rio Grande do Sul 5,4% de pessoas em situação de pobreza, os percentuais chegam a patamares preocupantes no Acre (25,2%), Maranhão (24,7%) e Pernambuco (23,4%).
Fonte: Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS).
A vulnerabilidade também se estende às novas gerações: na faixa de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos em situação de pobreza, o Paraná contabiliza 10,9%, ao passo que em Pernambuco e no Maranhão esse índice atinge expressivos 39,9% e 38,3%, respectivamente.
Aumento do Bolsa Família X a urgente necessidade de autonomia econômica
Às vésperas de mais um ciclo eleitoral, a resposta governamental a esse cenário volta a se repetir na forma de pacotes de transferência de renda. O governo federal anunciou um reajuste de 15% nos valores do Bolsa Família — elevando o piso do benefício de cerca de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio pago para R$ 777 —, sob a justificativa de recomposição do poder de compra frente à inflação acumulada. Contudo, após mais de duas décadas da criação do programa, no primeiro mandato do presidente Lula em 2003, a medida levanta um questionamento inevitável: até quando o país tratará os sintomas sem enfrentar as causas da dependência econômica?
O assistencialismo cumpriu seu papel inicial, mas o Brasil precisa avançar
Os programas de transferência de renda desempenharam uma função fundamental de socorro e alívio imediato no combate à fome e à miséria extrema no país. No início da década de 2000, quando o modelo do Bolsa Família começou a ser desenhado, o Brasil enfrentava patamares alarmantes de vulnerabilidade social. Embora os dados oficiais do IBGE para 2003 não apresentem uma tabela única e direta de “taxa de extrema pobreza por estado” — já que o estudo de referência do período (Mapa de Pobreza e Desigualdade 2003) cruzou os microdados da POF 2002-2003 com o Censo 2000 focando em unidades municipais —, o cenário nacional era inequívoco. Em nível país, os índices de pobreza extrema eram altíssimos, com uma concentração crítica nas regiões Norte e Nordeste.
A transferência de renda foi decisiva para tirar milhões de brasileiros da indigência naquele momento histórico. Contudo, mais de duas décadas depois, o modelo que serviu como ponto de partida não pode ser o ponto de chegada. O assistencialismo cumpriu sua missão de emergência, mas agora precisa evoluir: sem a integração com políticas públicas de formação profissional, incentivo ao emprego e atração de investimentos regionais, o benefício corre o risco de virar uma armadilha de dependência permanente, em vez de uma ponte para a verdadeira autonomia econômica.
A persistência dos piores indicadores justamente nos estados — que sempre foram o principal foco e onde maior parcela da população ainda depende de auxílios estatais — escancara a insuficiência do modelo atual. Programas de transferência de renda são indispensáveis para o alívio imediato da fome e da miséria extrema, mas não foram concebidos para substituir o desenvolvimento econômico de longo prazo. Quando transformados em política permanente e sem portas de saída reais para o mercado de trabalho, tornam-se um paliativo que perpetua a vulnerabilidade em vez de superá-la.
A verdadeira emancipação social exige reformas estruturais
O Brasil não precisa apenas de atualizações monetárias em benefícios sociais em períodos pré-eleitorais — até porque, o reajuste é irrisório diante do aumento no custo de vida do brasileiro em geral; precisa de um plano concreto e estruturado para a geração de autonomia. Sem reformas que incentivem a atração de investimentos privados para essa regiões, a melhoria da infraestrutura, a qualidade da educação básica e a formação profissional nas regiões mais carentes, a promessa de “igualar o Brasil” continuará sendo um discurso vazio.
O painel do IMDS cumpre o papel essencial de afastar as narrativas políticas e focar nos fatos numéricos. A fotografia do país demonstra que a verdadeira emancipação social não virá da dependência contínua do Estado, mas sim quando a população mais vulnerável for capacitada e tiver condições de construir sua própria renda e dignidade econômica.
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Um bolão com nove cotas feito em Presidente Venceslau (SP) acertou as seis dezenas do Concurso 3.059 da Mega-Sena, sorteado na noite desta quinta-feira (17). Os apostadores vão dividir o prêmio principal de R$ 101.970.706,13. A aposta foi registrada na lotérica Cantinho da Sorte e continha sete números marcados.
Na faixa de cinco acertos (Quina), 98 apostas foram contempladas em todo o país, recebendo R$ 31.664,29 cada. Cinco dessas apostas foram feitas no Paraná, nas cidades de Colombo, Curitiba, Farol, Paranapoema e Toledo.
Já na quadra (quatro acertos), 6.697 apostas ganharam R$ 763,77. Em Foz do Iguaçu, 12 bilhetes foram premiados:
Casa de Ouro Loterias: 1 aposta simples (7 números) — R$ 2.291,31
Internet Banking Caixa: 1 aposta simples — R$ 763,77
Itaipu Loterias: 1 aposta simples — R$ 763,77
Lotefoz: 2 apostas simples — R$ 763,77 cada
Canais Eletrônicos (site/app): 3 apostas simples — R$ 763,77 cada
Lotérica Itaipu: 2 apostas simples — R$ 763,77 cada
Lotérica Porto Seguro: 2 apostas simples — R$ 763,77 cada
Próximo sorteio
O prêmio estimado para o próximo concurso, que será realizado no domingo (20), é de R$ 28 milhões.
As apostas podem ser registradas até as 22h (horário de Brasília) de sábado (19), em qualquer unidade lotérica credenciada ou pelos canais digitais da Caixa Econômica Federal. O jogo simples, com seis números, custa R$ 6.
Foz Destino Inteligente iniciou uma discussão que ganhou força: “Foz é uma cidade para quem mora ou para quem visita?”.
Uma pesquisa foi lançada para ouvir quem realmente vive na cidade. O levantamento foi apresentado no dia 2 de setembro, em um encontro com lideranças de bairros no Sebrae, e quer entender como os moradores percebem os impactos do turismo no dia a dia. A ideia é descobrir se o crescimento do turismo também é percebido por quem mora aqui e quais são os principais pontos positivos e desafios para a população.
Foto: Urbia+Cataratas/Divulgação.
Foz é referência em turismo:
Com as Cataratas do Iguaçu, Itaipu e a Tríplice Fronteira, a cidade recebe visitantes do Brasil e do mundo e tem o turismo como uma das principais forças da economia local. Em 2026, as Cataratas ultrapassaram 1 milhão de visitantes ainda no primeiro semestre, 13,8% a mais que no mesmo período de 2025. E, em maio, a ocupação hoteleira chegou a 71%, o maior resultado para o mês na história.
Mas será que esse crescimento também é sentido pelos moradores?
E quem mora aqui?
Foz é uma cidade que recebe, acolhe e vive do turismo. Mas, antes de ser destino, também é casa para milhares de pessoas. Quem mora aqui convive diariamente com os efeitos desse movimento, seja no trânsito, nos espaços públicos, nos serviços, no comércio ou na própria infraestrutura da cidade.
E como esse crescimento transforma a vida de quem está aqui todos os dias?
O turismo melhora a cidade?
O turismo movimenta a economia, gera empregos e impulsiona investimentos em infraestrutura, comércio e serviços.
Mas quanto desse desenvolvimento também melhora a vida de quem mora aqui?
Porque uma cidade turística não é feita só dos lugares que aparecem nos cartões-postais, também é feita pelos bairros, pelas ruas e pelas pessoas que vivem aqui o ano inteiro.
E o que os moradores acham?
Para quem vive em Foz, o turismo faz parte da rotina. Ele traz empregos, movimenta o comércio e gera oportunidades, mas também existem pontos que ainda precisam melhorar. É justamente essa percepção que a pesquisa quer entender: como os moradores enxergam o turismo e quais mudanças gostariam de ver na cidade.
Nem tudo que cresce, cresce para todos.
Uma cidade para todos
Porque Foz não é só um destino para quem visita. É também o lugar onde milhares de pessoas vivem todos os dias.
E para você: o turismo está tornando Foz uma cidade melhor para quem mora aqui?
O Observatório Social do Brasil em Foz do Iguaçu (OSB-FI) reuniu especialistas e representantes de diferentes setores para discutir os principais desafios e como melhorar a saúde pública municipal. O debate ocorreu no último dia 15, durante o Encontro de Voluntários da entidade, e enfocou os indicadores do setor, financiamento e gestão.
O presidente do Observatório, Haralan Mucelini, fez a apresentação do tema. Em seguida, as abordagens foram da sanitarista Larissa Menezes (Secretaria Municipal de Saúde); Pabla Viviana Jungblut (diretora da 9.ª Regional de Saúde); Adnan El Sayed (presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores); Khalid Omairi (presidente do Conselho Municipal de Saúde – Comus); Dr. Sergio Fabriz (diretor-geral do campus da Unioeste/Foz); Flávia Trench (coordenadora do curso de Medicina da Unila); e Dra. Gladys Velez Benito (vice-coordenadora do curso de Saúde Coletiva da Unila).
Um dos pontos de partida do diálogo foi o desempenho de Foz do Iguaçu no Índice Ipardes de Desenvolvimento Municipal (IPDM). A cidade aparece na 117.ª posição no índice geral e cai para a 242.ª colocação em saúde. São considerados na avaliação quesitos como acompanhamento pré-natal, óbitos por causas mal definidas, mortalidade infantil por causas evitáveis e mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis.
Financiamento e a complexidade da fronteira
Ao desempenho no IPDM, o controlador social agregou o financiamento da saúde, chamando atenção para o peso do setor no orçamento e para o desequilíbrio no financiamento tripartite — entre União, estado e município. Haralan Mucelini destacou que a condição de fronteira acrescenta complexidade ao financiamento, já que Foz atende a demandas de pessoas da região e de outros países, propondo mecanismos de financiamento para municípios fronteiriços.
“Ao discutirmos indicadores, baseados em dados e critérios, não caímos na crítica pela crítica. O debate sobre os desafios do setor, com representantes de quem está na linha de frente do atendimento, mostra que precisamos e podemos construir uma agenda única para a saúde, como sendo uma pauta de toda a cidade, e não somente do gestor do momento”, afirmou o presidente do OSB-FI.
Diagnóstico e visões dos especialistas
Painel reuniu expositores que atuam na saúde, em instituições municipais, estaduais e federais. Foto: Erica de Faria/OSB-FI.
Durante o painel, os convidados apresentaram dados e análises sobre o cenário local:
Larissa Menezes: Enfatizou a complexidade da fronteira, destacando que Foz tem menos de 300 mil habitantes, mas registra mais de 450 mil cartões do SUS. Mencionou que o Hospital Regional deverá ser efetivado e que quatro Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão em construção.
Pabla Jungblut: Elencou as ações do Estado, como a abertura de leitos e contratação de serviços hospitalares, apontando a falta de mão de obra especializada como um desafio central.
Adnan El Sayed: Citou a atuação da Comissão de Saúde da Câmara para contribuir com soluções diante da superlotação de leitos hospitalares.
Khalid Omairi: Destacou a importância do controle social e da participação da comunidade na qualificação do SUS, propondo uma parceria permanente com o Observatório Social.
Dr. Sergio Fabriz: Afirmou que os indicadores disponíveis não traduzem com precisão o desempenho da saúde local e apontou que o modelo de Saúde Plena não foi pactuado adequadamente, sobrecarregando a prefeitura com o custeio do hospital.
Flávia Trench: Defendeu que o município deve focar na atenção primária, prevenção e promoção da saúde, deixando as demais complexidades para os governos estadual e federal.
Dra. Gladys Velez Benito: Defendeu maior integração na região trinacional para enfrentar os desafios do setor, destacando o papel estratégico das universidades nesse processo.
Prestação de contas do quadrimestre
No evento, o Observatório Social apresentou seu segundo relatório quadrimestral de atividades (de maio a agosto), como prestação de contas à sociedade. O vice-presidente para Assuntos de Controle Social, Marco Castella, detalhou as ações da entidade no debate sobre o transporte coletivo, na saúde pública, na fiscalização de obras de pavimentação e na apuração de eventual situação de nepotismo em contratações públicas.
O relatório completo da entidade está disponível para consulta no site oficial do órgão (fozdoiguacu.sistemaosb.com.br).