Para combater a disseminação do vírus da gripe A (H1N1) em Foz do Iguaçu o governo municipal implementa uma série de ações tanto de prevenção como de tratamento para possíveis casos. Até a manhã desta quarta-feira, 29, a Divisão de Epidemiologia contabilizava 192 registros de pessoas com sintomas, dos quais 44 descartados e 13 casos confirmados da doença.
Todos os pacientes confirmados com a nova gripe apresentaram boa evolução do quadro clínico. Das outras 135 pessoas, a maioria já foi tratada e curada e as demais estão sob tratamento, enquanto aguardam o resultado dos exames. A Vigilância Epidemiológica também está investigando sete óbitos causados por doenças respiratórias nos últimos dias para saber se existe alguma relação com o vírus.
Diante da disseminação mundial da doença, a Secretaria Municipal de Saúde tomou medidas para minimizar os danos à população. Adultos e crianças que apresentarem quadro gripal com febre acima de 38ºC, tosse, falta de ar, acompanhado ou não de dor de garganta e dor no corpo devem procurar atendimento médico na unidade mais próxima de sua casa, de segunda a sexta-feira nos horários de funcionamento normal. À noite, finais de semana e feriados, os atendimentos estão sendo realizados no Pronto Atendimento do Morumbi.
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Para reduzir os riscos de contaminação, o outro pronto atendimento que funciona na avenida Paraná não atende pessoas com sintomas de gripe. “Elegemos o pronto atendimento do Morumbi como unidade referencial para atendimentos suspeitos e estamos com 26 leitos à disposição no Hospital Municipal”, informou o secretário de Saúde Luiz Fernando Zarpelon, em entrevista hoje à Rede Massa. Ele declarou que o município trabalha com a chamada “retaguarda hospitalar”, ou seja, não existe espera de vagas para internação.
O número de atendimentos nas unidades de saúde está sendo monitorado diariamente, assim como todos os casos de doenças respiratórias. De acordo com Zarpelon caso haja a necessidade será feito o redimensionamento da rede de atendimento, entretanto, os números estão dentro da normalidade. “Estamos em discussão permanente sobre todas as questões que dizem respeito à gripe H1N1. Portanto não há motivo para população ficar alarmada, mas sim em alerta e se prevenir”.
O secretário declarou ainda que o município possui capacidade de mobilização caso sejam necessárias novas ações de combate ao vírus, mas por enquanto a principal medida que a população deve tomar é lavar as mãos com freqüência – já que o vírus sobrevive até 10 horas em contato com a superfície, manter os ambientes ventilados e evitar ambientes com aglomeração de pessoas.
Outra orientação é que em casa, no trabalho e no transporte coletivo abra portas e janelas para manter o ambiente ventilado; utilizar lenço descartável para higiene nasal, proteger com lenço descartável nariz ou boca ao espirrar e tossir; não compartilhar objetos de usos pessoais como talheres, pratos, copos, toalhas, mamadeiras e chupetas.


