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seg, 17 de ago 2026

Turismo do Paraná faz 110 anos e tem dedo de Santos Dumont nesta data

Conselho Paranaense de Turismo faz reunião para comemorar os 110 anos de Turismo no Estado numa data que rememora ação de Santos Dumont.

Por Silvana Canal, presidente da Abrajet-PR

 

Como definir uma data comemorativa? Muitas vezes é fácil: o fim de um conflito ou o nascimento de uma pessoa ilustre. Mas e quando se quer estabelecer quando começou o Turismo no Paraná?

A palavra turismo, ou o seu termo, foi oficializada por volta de 1811, segundo pesquisas, e a Wikipédia aponta que existem duas linhas de pensamento nas quais a História do Turismo se divide. A primeira considera o ócio, o descanso, a cultura, a saúde, os negócios ou as relações familiares. Estes deslocamentos se distinguem por sua finalidade de outros tipos de viagens motivados por guerras, movimentos migratórios, conquistas ou comércio.

Não obstante, o turismo tem antecedentes históricos claros e se concretizaria com a Revolução Industrial. A segunda linha de pensamento se baseia em que o turismo realmente se iniciou com a própria Revolução Industrial, visto que os deslocamentos passaram a ter o lazer como intuito. E no Paraná?

O marco inicial nas Cataratas do Iguaçu

Bem, poderíamos pegar a trilha dos Caminhos de Peabiru, que, com mais de 4 mil km de extensão, há mais de três mil anos ligava o Pacífico ao Atlântico, passando pelo Paraná. Será que esses ancestrais faziam turismo? Não foi essa a escolha.

Profissionais do setor se debruçaram sobre a questão e definiram que o turismo no Paraná começou com a visita de Santos Dumont às Cataratas de Foz do Iguaçu.

O aviador estava hospedado na Argentina em abril de 1916 e foi convidado por Frederico Engel — que abriu o primeiro hotel de Foz do Iguaçu em 1915, o Hotel Brasil, com sete apartamentos — para visitar o lado brasileiro. Santos Dumont ficou três dias na então Vila Iguassu e, para chegar às Cataratas, era preciso andar a cavalo por quatro horas. Ele ficou impressionado com o que viu. Ao descobrir que a área pertencia a um uruguaio, indignou-se. Disse, segundo registram várias matérias e autores:

“Posso dizer-lhe, Frederico Engel, que estas maravilhas não podem pertencer a um particular”.

Dumont alterou seus compromissos e foi a cavalo até Guarapuava; dali, pegou um trem para Curitiba. Chegou à capital do Paraná e teve uma audiência em maio com Affonso Camargo, governador do Estado, insistindo para que o governo comprasse a área. As terras foram adquiridas em 1919.

Com a área, veio o Parque; com o Parque, veio o turismo e a definição de que a primeira e única visita de Santos Dumont às Cataratas do Iguaçu seria o marco inicial do Turismo no Paraná.

Evolução histórica e a força do setor

Existem outras datas significativas nessa trajetória: 1969, com a criação da Paranatur (Empresa de Turismo do Paraná) e do Cepatur (Conselho Paranaense de Turismo); 2003, com a criação da Secretaria de Turismo do Paraná, que depois seria extinta por reformas administrativas e unida à Secretaria do Esporte e, em outra fase, à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável; e 2023, quando foi recriada a Secretaria de Estado do Turismo junto ao Viaje Paraná, um serviço social autônomo.

É claro que iniciativas governamentais e, principalmente, orçamento, ajudam e favorecem o turismo no Paraná: o Estado recebeu mais de 1 milhão de turistas estrangeiros em 2025, um recorde, ultrapassou 10 milhões de visitantes e o setor gerou uma receita de R$ 32 milhões. Mas só o Estado não pode tudo. Toda a cadeia do turismo — desde as Instâncias de Governança Regional, guias de turismo, agências de viagens, hoteleiros, restaurantes, comércio, parques até os aeroportos — importa e tem papel fundamental nesses números.

Todos esses segmentos estão, de uma forma ou de outra, representados no Cepatur, que realiza no dia 18 de agosto, às 13h, sua 100ª reunião ordinária, momento em que os 110 anos do Turismo do Paraná serão lembrados. É no Cepatur que se discutem as diretrizes e os rumos que o Turismo no Paraná deve seguir para continuar trilhando o caminho que faz do Estado um dos mais visitados do Brasil.

 

 

Imagem em destaque: Produzida com auxílio de inteligência artificial (I.A)

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O Hospital Itamed, em Foz do Iguaçu, registrou lotação máxima no Pronto-Socorro e nos leitos de internação, levando a Direção da unidade e a Secretaria Municipal de Saúde a emitirem notas oficiais nesta segunda-feira (17). A instituição atua com restrição temporária para novas admissões de pacientes encaminhados pela rede pública de saúde até que a capacidade assistencial seja reestabelecida.

A medida visa garantir a segurança dos pacientes já internados e a qualidade do atendimento. Administrado pela Fundação de Saúde Itaiguapy, o hospital atende a demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de contrato com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA-PR).

Ocupação total da UTI e fila na Central de Regulação

A superlotação atingiu nível crítico, com 100% de ocupação dos leitos de Terapia Intensiva (UTI) e pacientes retidos no Pronto-Socorro aguardando vagas. O quadro foi comunicado formalmente à 9ª Regional de Saúde, ao SAMU e à Central Estadual de Regulação.

Pontos centrais comunicados pelas autoridades municipais e pelo hospital:

  • Transferências urgentes: Pacientes com indicação de UTI já foram cadastrados no sistema estadual e aguardam transferência para outras unidades hospitalares da região.
  • Redirecionamento de novos casos: A orientação às equipes do SAMU e das centrais de regulação é direcionar temporariamente as novas urgências para outros hospitais credenciados.
  • Manutenção do convênio: A Prefeitura reforçou que não há suspensão do contrato com o SUS, tratando-se apenas de um esgotamento operacional momentâneo.

 

Atuação integrada para normalização dos fluxos

Tanto a Secretaria Municipal de Saúde quanto a Fundação Itaiguapy enfatizaram que a restrição é de caráter estritamente assistencial e temporário. Os órgãos municipais acompanham de perto a gestão de leitos para tentar minimizar os impactos no atendimento à população da Tríplice Fronteira.

A retomada normal das admissões no Pronto-Socorro do Hospital Itamed dependerá da liberação de vagas na UTI e da transferência dos pacientes que exigem cuidados de alta complexidade para a rede estadual.

 

Foto em destaque: Arquivo/Divulgação

A 21ª Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu – Festival Literário já tem sua atração de abertura confirmada. A cantora e compositora Roberta Campos sobe ao palco da Praça da Paz no dia 3 de setembro, às 20h, para dar início à programação do evento.

Dona de hits que embalaram trilhas sonoras de novelas brasileiras — como “De Janeiro a Janeiro”, “Todo Dia”, “Minha Felicidade” e “Abrigo” —, a artista acumula ainda uma indicação ao Grammy Latino pelo álbum Todo Caminho é Sorte. A apresentação marca o começo de quatro dias intensos de celebração à literatura e à cultura na fronteira.

Grandes nomes da literatura nacional e cenografia imersiva

A feira segue até o dia 6 de setembro, funcionando diariamente das 9h às 22h, com mais de 80 atividades gratuitas. Um dos destaques visuais deste ano será a ambientação da Praça da Paz, inspirada no universo da escritora infantojuvenil Ruth Rocha, transformando o espaço em um “grande livro aberto”.

A programação literária conta com convidados de destaque no cenário nacional:

  • Felipe Castilho (03/09): Escritor e roteirista de quadrinhos, séries e animações.
  • Cléo Busatto (05/09): Autora premiada com o Prêmio Jabuti e mais de 50 obras publicadas.
  • Tino Freitas (05 e 06/09): Jornalista e contador de histórias com mais de 40 livros lançados, que apresenta um espetáculo misturando música e mediação de leitura.
  • Marina Hadlich (06/09): Conhecida como “A moça da máquina de escrever”, a autora cria contos e poesias personalizados na hora para o público.

 

Espaço para talentos locais e Corredor Cultural

A produção local terá papel de destaque na feira. Por meio do projeto Corredor Cultural, mais de 50 atrações regionais já foram contratadas para apresentações de bandas, oficinas, intervenções circenses e contações de histórias.

Escritores de Foz do Iguaçu e região que desejam expor suas obras no evento podem se inscrever até o encerramento do chamamento público aberto pela Fundação Cultural. O formulário de inscrição está disponível no link bit.ly/autoresFoz.

A 21ª Feira Internacional do Livro é organizada pela Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu e pela Fundação Cultural, com apoio do Itaipu Parquetec e do Marco das 3 Fronteiras.

 

 

Foto em destaque: Divulgação

Um dos nomes mais estratégicos para o turismo de Foz do Iguaçu foi o convidado do terceiro episódio do videocast “Uma Volta com o Véio da Van”. Apresentado pelo empresário Marcelo Valente, o programa trouxe uma conversa leve e cheia de bastidores com Mário Macedo Junior, CEO do Consórcio Urbia+Cataratas, concessionária responsável pela gestão da visitação do Parque Nacional do Iguaçu.

Vestindo a camisa da campanha “Apaixonados por Foz”, Mário abriu as portas de sua casa no bairro Polo Centro e compartilhou detalhes de sua trajetória profissional. O engenheiro civil paranaense, que acumula mais de 15 anos de experiência internacional em projetos de infraestrutura pela América Latina, revelou como o retorno ao seu estado natal para liderar a gestão das Cataratas do Iguaçu foi um reencontro com suas próprias origens.

Investimentos, ampliação e o ‘filtro inteligente’ para o turismo

Um dos pontos altos do bate-papo foi a projeção para o futuro do Parque Nacional do Iguaçu. Mário detalhou que o masterplan da concessão está estruturado para dobrar a capacidade de atendimento da unidade de conservação nos próximos anos.

“Hoje o parque tem uma capacidade para 2 milhões de visitantes por ano. Este projeto é para capacitar o parque a receber 4 milhões de visitantes ao ano”, revelou o CEO.

Entre as obras em andamento, destacam-se a reconstrução total do complexo do Porto Canoas — que passará a contar com restaurante de dois andares e deck ampliado para mil pessoas sobre o Rio Iguaçu — e as readequações no Centro de Visitantes. O CEO também destacou a estruturação de novas trilhas e polos de apoio já entregues ao público, como a trilha da Usina São João e as melhorias no município vizinho de Céu Azul.

Vida em Foz do Iguaçu e amor incondicional pelos cães

Fora dos escritórios, a rotina do executivo em Foz do Iguaçu envolve hábitos simples de morador local. Frequentador da trilha de caminhada da Avenida Paraná e praticante de tênis, Mário não escondeu sua paixão pela gastronomia da fronteira, elogiando estabelecimentos como o Castelo Libanês e o Santo Cupim.

Outra revelação marcante foi a sua dedicação aos animais de estimação. Tutor de três cães de grande porte (incluindo pastores belgas e um husky), Mário contou que os cães o acompanham em todas as suas mudanças de cidade e país ao longo da carreira. “Cão não se abandona. É um amor incondicional” afirmou.

Assista o bate-papo na íntegra

🎬 Assista ao episódio completo: O vídeo na íntegra com a entrevista de Mário Macedo Junior já está disponível no canal do YouTube. Clique no player abaixo para conferir todos os detalhes desta conversa.

Sobre a série “Uma Volta com o Véio da Van”

Idealizada por Marcelo Valente como uma brincadeira bem-humorada que homenageia e provoca o empresário Luciano Hang, a série “Uma Volta com o Véio da Van” utiliza o trajeto a bordo de um veículo da Loumar Turismo para entrevistar personalidades, lideranças e figuras marcantes de Foz do Iguaçu.

O projeto tem conquistado o público ao unir entretenimento, histórias de vida e valorização do ecossistema local. Em episódios anteriores, já passaram pelo banco de passageiros da van nomes como o do ex-jogador de futsal Anderson de Andrade, atual CEO do Mundo do Futsal.

 

 

Fotos: Reprodução/Canal LoumarTV

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) alcançou um marco histórico na área de inovação tecnológica. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu à instituição a sua primeira Patente de Invenção (Carta Patente nº BR 102020004813-9). Expedido em 21 de julho de 2026, o registro é fruto de um trabalho depositado em março de 2020 pelo pesquisador e professor Oswaldo Hideo Ando Junior.

Funcionamento dos equipamentos elétricos pode ser prejudicado pela má qualidade da energia. Imagem: Divulgação/Unila.

A tecnologia patenteada, intitulada “Sistema Automatizado para o Gerenciamento da Qualidade da Energia Elétrica”, resolve um problema crônico do setor: oscilações, ruídos e distorções que causam perdas financeiras, superaquecimento de redes e danos em equipamentos eletroeletrônicos em residências e indústrias.

Como funciona o ‘filtro inteligente’ de energia

Ilustração conceitual do funcionamento do sistema patenteado para detecção e mitigação automática de distúrbios na qualidade da energia elétrica. Imagem: Oswaldo Hideo Ando Junior.

A inovação consiste em um sistema inteligente e reconfigurável capaz de monitorar continuamente a rede elétrica. Ao identificar parâmetros como tensão, corrente e distorções harmônicas, a tecnologia conecta, desconecta ou combina diferentes filtros elétricos de forma totalmente automática para corrigir o fluxo energético em tempo real.

Diferente dos modelos convencionais, que usam filtros estáticos e perdem eficiência quando a demanda da rede muda, a solução criada na UNILA se adapta instantaneamente às oscilações. A tecnologia foi desenvolvida ao longo de sete anos de pesquisas e validada em ambiente de laboratório na universidade.

Impacto para a universidade e aproximação com o mercado

A conquista celebra a consolidação do Núcleo de Inovação Tecnológica e Social (NIT) da UNILA, responsável por dar todo o suporte institucional e jurídico durante os mais de seis anos de tramitação do processo no INPI.

Para a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, o título abre caminhos para que mais cientistas transformem pesquisas acadêmicas em patentes. O próximo passo da equipe é aproximar a tecnologia do setor produtivo e de indústrias interessadas em transformar a patente em um produto comercial disponível no mercado.

 

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