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qua, 17 de jun 2026

SWU: entre erros e acertos

No feriado de Nossa Senhora um festival de música no Brasil levou 164 mil pessoas até a longínqua Itu, no interior de SP.  Foram ofertados 3 dias de rock e 4 de camping, uma espécie de “Itustock”.

O local: Chácara Maeda, contato direto com a natureza para reforçar a ideia de sustentabilidade. O espaço destinado ao evento foi de aproximadamente 200.000 m2. Nele, foram construídos 70 mil m2 de área coberta, entre áreas de alimentação, palcos, tendas e camarotes. Foram mais de setenta atrações musicais em quatro palcos distintos, formato de festival que só se via na Europa até então. Logo, alguns erros de logística eram fáceis de esperar em uma primeira edição. O que surpreendeu foi o grau primário desses erros…

Desorganização – a primeira coisa que chamou atenção era a falta de placas direcionando o acesso a Fazenda Maeda. Depois, foi a falta de orientação interna, com funcionários não sabendo indicar para que servia cada fila e onde ficava cada acesso (bilheteria do show, bilheteria do camping, camping, entrada para os shows, etc). Cada membro do Staff parecia que havia caído de pára-quedas para trabalhar lá e não sabia fazer nada além da sua função (quando pelo menos ela ele o sabia fazer). Certamente não passaram por um treino ou orientação geral, indispensável para um vento desse porte.

Fotos e vídeos: Augusto Conter
Fila de mais de 7 horas para a retirada da pulseira que dá acesso ao Camping Comum em 9/10, por volta do meio-dia

Falta de sacanagem – A maior parte dos mais de 3.000 que acamparam chegou no sábado pela manhã, antes dos shows, e, assim como a família Restart, ficou sem a pulseirinha! As vendas para o camping só ocorreram de forma antecipada e tinham sido finalizadas muitos dias antes do festival, logo, nada justifica o despreparo da organização que não disponibilizou um número suficiente de pulseiras para o público que chegou no sábado pelo fim manhã. Alguns ficaram mais de 7 horas sob o sol forte que fazia. Isso em uma aera que mais parecia um deserto, sem almoço, água ou sombra para amenizar o cansaço e o desconforto da espera.

Foram 6h15m de espera pela mnha credencial para o acesso ao quadradinho de terra comprado para armar a barraca. Palhaçada, uma vez que o mesmo foi adquirido previamente ao mesmo preço de um hotel de luxo na capital. Sem falar que atrapalhou na programação que as pessoas haviam feito para o início do festival. As intermináveis horas de espera na fila da bilheteria me fizeram perder os shows de Brothers Of Brazil, Black Drawing Chalcks, Macaco Bong e The Twelves, além de render algumas queimaduras no corpo.

A saga dos banhos – Uma coisa que não contei acima é que a espera na fila também foi justificada pela falta de vale banhos, outro erro primário, uma vez que eles tinham o número de pessoas que chegariam ao local. Eram 4 vales para cada um que foi acampar. Mas, bem que podiam ser só um… Pois foi esse o número de banhos que a maioria conseguiu tomar. Eram dez chuveiros para a ala masculina e mais dez para a feminina para mais de 3.000 pessoas acampadas. Foram 8 horas por dia de disponibilidade para os banhos, das 10 às 14h e das 0h às 4h. Ou seja, se todos decidissem tomar banho todos os dias, o último da fila levaria um dia e meio para conseguir. Eu só tomei um, com 1h20 de espera em pé em filas que lembravam um matadouro. Foi o suficiente para me manter longe daquele lugar e aderir às garrafinhas de água na nuca e no rosto.

O banho funcionava em um sistema para promover o consumo consciente: apenas 7 minutos de chuveiro ligado. O engraçado é que, mesmo durante o dia, fortes lâmpadas ficavam ligadas interruptamente na frente das tendas reservadas para a higiene pessoal. Estranha forma de promover o gasto consciente… E não era só lá, por todo o camping desperdício de postes de luz ligados mesmo debaixo de um sol de rachar.

A saga dos “Achados e perdidos” – Como não comentar esse fato inusitado. Em um festival desse tamanho com atrações calorosas como Rage Against The Machine e Queens Of The Stone Age era óbvio que muitas carteiras, celulares e demais objetos pessoais seriam perdidos por grande parte do público ali presente. Logo, nada mais natural que um local destinado aos “Achados e perdidos”.

Alguns tênis encontrados logo após o fim do show do Rage Against The Machine

No caso do SWU, era um grande container, sem nenhum balcão ou sequer um membro da organização trabalhando no local. Apenas um grande espaço vazio e sem iluminação onde muitas pessoas deitavam no chão para tirar uma soneca. Uma hora ou outra, aparecia alguém desesperado gritando por algum objeto perdido. Todas as cenas que presenciei, infelizmente eles estavam lá em vão.

Confusão no show do RATM – show foi parado por alguns minutos após barra de ferro da pista VIP ceder, possibilitando a invasão da audiência do setor comum


Alto custo –
Não era permitido entrar no evento portando bebidas e alimentos. Bebidas e lanches eram absurdamente caros (R$ 4,00 uma garrafa de água 300ml, R$6,00 a lata de cerveja, R$6,00 um espeto de carne e R$10,00 o cachorro quente), mas isso é de praxe dos shows de rock no Brasil (nem por isso justificável).

Há mais há se criticar, como trânsito intenso, queda dos sistemas de cartão de crédito e número insuficiente e falta de higiene dos banheiros químicos, mas, se for abordar tudo o que não saiu como deveria dificilmente você terá paciência de seguir até o fim do texto. Enfim, faço essas críticas pois elas precisam ser feitas e, ao meu ver, não estavam sendo! Um portal ou outro abordou o assunto e a Globo, como patrocinadora do evento, fez questão de fingir que não houveram, bem como de cortar o sinal do show do Rage Against The Machine quando Tom Morello colocou o boné do MST.

Rage Against The Machine: show censurado pela Rede Globo

Todas as críticas que pontuei são construtivas e servem apenas para informar os que não tiveram presentes, representar os prejudicados e em prol de um SWU 2011 melhor, mais preparado para o mega evento que é.

Para não dizer que não falei das flores, a pontualidade foi um ponto forte bastante reconhecido pela audiência! O único show que começou com um atraso significativo foi o do Queens Of The Stone Age (mais de uma hora). O restante, quando atrasava era no máximo dez minutos. Trocas de palcos agilíssimas também no Oi Novo Som, que tinha uma escalação tão, mas tão boa, que poderia ser até um festival a parte.

Autoramas: atração calorosa do palco Oi Novo Som

A escalação de atrações no geral foi de primeira classe. Heineken Green Space daria conta de ser uma rave por si só das melhores do Brasil. Há de se aplaudir a iniciativa de trazer para o país tantas atrações juntas há um custo pagável. O preço foi criticado por muitos que gostam de criticar por criticar. Afinal, se for por na ponta do lápis, cada entrada diária (para assistir diversos shows entre atrações internacionais e nacionais) não paga uma apresentação solo de uma atração internacional. Um ingresso para o AC/DC, Green Day ou para o show do Paul McCartney, por exemplo, estão e estavam acima de R$ 200.

MSTRKRFT: atração de primeira linha da tenda eletrônica Heineken Green Space

 

No final das contas, sempre vale uma aventura e economia para ver aquela banda que você ama ao vivo! Eu, pelo menos, faria tudo de novo. Talvez não ficando no mal organizado camping… mas, aí é detalhe perto da experiência única que vivenciei. Viva a música! 

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou na tarde desta quarta-feira (17) a maior apreensão de fuzis da história da instituição. A abordagem ocorreu na BR-277, no município de Santa Terezinha do Iguaçu (PR), região de fronteira. Os agentes encontraram 25 fuzis de grosso calibre e 16 pistolas escondidos na cabine de um caminhão.

Até então, o maior registro de apreensão desse tipo de armamento pela PRF havia ocorrido no Rio de Janeiro, em agosto de 2020. A ação desta semana faz parte das diretrizes operacionais do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça.

Motorista demonstrou nervosismo e confessou o crime

A abordagem aconteceu por volta do meio-dia. Os policiais rodoviários federais pararam o veículo de carga, conduzido por um jovem de 28 anos. O caminhão estava carregado com insumos para ração animal e havia saído da Argentina com destino final programado para o estado de Minas Gerais.

Durante as perguntas de rotina, o motorista demonstrou nervosismo acentuado com a fiscalização. Ao perceber que os agentes realizariam uma vistoria minuciosa na estrutura, o homem confessou que transportava armamentos na cabine. Os policiais iniciaram as buscas no interior da cabine e localizaram o arsenal desmontado junto com farta munição.

Arsenal contava com modelos AK-47 e milhares de cartuchos

Após os procedimentos de retirada, catalogação e montagem das peças na delegacia, a equipe policial contabilizou o balanço final da apreensão:

  • 25 fuzis: sendo 22 unidades de calibre 5,56 mm e três de calibre 7,62 mm;
  • 16 pistolas: sendo 14 unidades de calibre 9 mm e duas de calibre .40;
  • Munições: 4.150 cartuchos de calibre 9 mm e 898 cartuchos de calibre 7,62 mm;
  • Acessórios: 127 carregadores para armas de fogo.

 

Entre os fuzis apreendidos, os peritos destacaram a presença de dois modelos AK-47. O armamento de origem soviética é classificado como fuzil de assalto padrão militar e possui alto poder de destruição, sendo uma das armas mais cobiçadas por organizações criminosas devido à sua alta resistência em condições severas de uso.

Encaminhamento para a Polícia Federal de Foz

O motorista recebeu voz de prisão em flagrante no local da abordagem. Os agentes federais conduziram o preso, o caminhão e todo o material bélico para a Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para a lavratura da ocorrência.

O condutor responderá pelo crime de tráfico internacional de arma de fogo de uso restrito. A legislação brasileira prevê pena de reclusão que pode chegar a até 16 anos de prisão para essa tipificação penal.

 

Imagens: reprodução/PRF-Foz

A Paróquia São João Batista promove, entre os dias 19 e 21 de junho, o Arraiá do Padroeiro. O evento celebra o santo padroeiro de Foz do Iguaçu, cuja data oficial é comemorada no dia 24 de junho, feriado municipal. A estrutura montada no pátio da igreja matriz vai receber moradores da cidade e visitantes da região trinacional para uma programação que une religiosidade e cultura popular.

Durante os três dias de festa, o público terá acesso a barracas de comidas e bebidas típicas, apresentações artísticas, dança de quadrilha, forró e samba. O evento conta com o apoio da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, viabilizado por emenda impositiva do vereador Adriano Rorato, e tem a Rede Massa/SBT como canal oficial de divulgação.

Transmissão de jogo e atrações no fim de semana

A abertura do arraiá acontece nesta sexta-feira à noite com o início da quermesse. Uma das novidades desta edição será a instalação de um telão gigante para a transmissão ao vivo da partida da Seleção Brasileira no mundial de futebol, a partir das 21h30.

No sábado, a movimentação no pátio começa a partir das 16h com apresentações culturais, quadrilha e música ao vivo. No domingo, a programação começa cedo com as Santas Missas às 8h e 10h, seguidas pelo corte e distribuição do tradicional bolo de São João Batista. Ao meio-dia, será servida a Feijoada do Padroeiro com roda de samba de raiz. Os convites para o almoço custam R$ 60 e estão à venda na secretaria paroquial.

Programação religiosa e Missa Solene com o Bispo

A preparação espiritual para a festa segue com a Campanha das Talhas, realizada diariamente às 19h até o próximo sábado. O ponto alto das celebrações católicas na fronteira está reservado para o dia 24 de junho (quarta-feira), dia do padroeiro.

Neste dia, o bispo diocesano Dom Sergio de Deus presidirá a Santa Missa Solene às 10h na matriz. A celebração deve reunir fiéis e autoridades de todo o município para celebrar a história e a devoção ao santo que dá nome à paróquia mais antiga da cidade.

Serviço

O que: Arraiá do Padroeiro de São João Batista
Quando: De 19 a 21 de junho de 2026
Onde: Paróquia São João Batista (Centro de Foz do Iguaçu)
Entrada: Gratuita na quermesse
Feijoada do Padroeiro (Domingo): R$ 60,00 (vendas na secretaria da paróquia)

 

A holding paraguaia Southfood S.A. e o Shopping China assinaram o acordo comercial que garante a abertura de um restaurante da rede Taco Bell em Ciudad del Este. O anúncio marca o avanço prático do plano de expansão da gigante norte-americana no país vizinho, que prevê a inauguração de três lojas ainda em 2026.

Com a consolidação do contrato, a capital do departamento de Alto Paraná será uma das primeiras cidades paraguaias a receber a bandeira internacional. O novo estabelecimento representa um investimento financeiro robusto para a economia local da fronteira e vai impactar diretamente na geração de empregos formais para os trabalhadores da região leste.

Escolha estratégica pelo maior centro comercial da fronteira

A decisão de instalar a operação dentro do Shopping China baseou-se no posicionamento logístico do complexo e em sua capacidade de atração turística. O centro de compras recebe diariamente um fluxo massivo e ininterrupto de visitantes locais, brasileiros e de diferentes nacionalidades.

A Southfood S.A. já possui um histórico consolidado de sucesso e operação dentro do mesmo espaço comercial. A empresa administra no local as unidades da Pizza Hut e da KFC, marcas que se tornaram pontos de referência gastronômica para os clientes que circulam pelo shopping em Ciudad del Este.

“Estamos muito entusiasmados com este passo. A assinatura deste acordo com o Shopping China representa um marco no processo de introdução do Taco Bell no Paraguai”, manifestou a diretoria da Southfood S.A. em nota oficial.

Plano nacional de expansão no Paraguai

Taco Bell no Paraguai.

A chegada a Ciudad del Este integra um cronograma macro de investimentos da marca em território paraguaio. O planejamento estruturado para o país inclui a abertura de filiais nos principais centros comerciais da capital Assunção, nas cidades que compõem a região metropolitana e em polos econômicos do interior do país.

Fundada nos Estados Unidos, a rede Taco Bell opera atualmente mais de 9 mil restaurantes distribuídos globalmente. A marca atende milhões de consumidores todas as semanas e se posiciona no mercado internacional de alimentação através de cardápios inovadores, preços acessíveis e pratos consagrados com base na culinária mexicana.

Foto em destaque: Divulgação

A Prefeitura de Foz do Iguaçu apresentou à comunidade, na noite desta terça-feira (16), a proposta técnica para a construção do novo viaduto do Trevo do Charrua na BR-277. O encontro ocorreu durante audiência pública realizada no Auditório do Corpo de Bombeiros da Vila A, reunindo moradores, comerciantes e lideranças locais para alinhar os detalhes da futura obra de mobilidade.

O Trevo do Charrua funcionava como uma das principais artérias de ligação entre as regiões Central e Norte do município até ser fechado para conter o índice de acidentes. De acordo com o prefeito General Silva e Luna, o restabelecimento desse fluxo é prioridade máxima para a gestão urbana local.

“Essa é uma das obras de mobilidade urbana mais importantes de Foz do Iguaçu. É esperada desde que aquele trevo foi fechado. A finalidade era nobre, evitar acidentes, mas acabou criando um transtorno para a população que ninguém imaginava. A ligação com a área central ficou comprometida”, afirmou o prefeito.

Sem Trincheira: Projeto prevê pistas elevadas na rodovia e novas marginais

A solução de engenharia apresentada prevê que a BR-277 receba uma passagem elevada (viaduto), permitindo que a conexão entre as avenidas Ranieri Mazzilli e Garibaldi seja feita de forma livre por baixo da rodovia. O plano de infraestrutura contempla ainda a implantação de novas vias marginais, duas semi-rotatórias e alças de acesso estruturadas para garantir a segurança viária dos motoristas.

O desenho inicial foi elaborado pelo corpo técnico do município em cooperação com a empresa Multilog. A iniciativa privada será responsável por custear e doar os projetos executivos finais à administração pública. Com os estudos em mãos, o município buscará a captação de recursos financeiros junto a parceiros como o Governo do Estado do Paraná para abrir o processo de licitação.

Moradores e comerciantes participam com sugestões de ajustes

A audiência serviu como espaço estratégico para colher feedbacks da comunidade antes do congelamento do projeto arquitetônico. O engenheiro civil Andrey Bachixta, coordenador técnico da proposta pela prefeitura, anotou as principais demandas levantadas pelos moradores durante a noite.

Entre os pontos que passarão por estudos complementares da equipe de engenharia estão:

  • Melhorias nos acessos aos bairros Parque Presidente I e II;
  • Facilitação do fluxo de entrada e saída para o complexo do SEST/SENAT;
  • Reavaliação dos retornos desenhados na Avenida Garibaldi, perto do Condomínio Vila A Park.

 

Para o empresário Marcio Nardi, estabelecido há 29 anos na região do trevo, a reabertura vai oxigenar a economia local. “Percebemos que, a partir do momento em que foi fechado, tudo mudou. Eu torço para que organizem todo o fluxo para ficar bom para todos. Nunca para um individual, sempre pelo coletivo”, pontuou o comerciante.

 

 

Imagem em destaque: Divulgação/AMN

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