A abertura do 19º Siren – Encontro Nacional de Repressão a Drogas, Armas, Crimes contra o Patrimônio e Facções Criminosas, realizada nesta terça-feira (2), em Foz do Iguaçu, destacou o papel estratégico da Itaipu Binacional no fortalecimento das ações de combate ao crime organizado. O superintendente regional da Polícia Federal no Paraná, Rivaldo Venâncio, ressaltou que os investimentos da empresa, aliados à cooperação institucional, têm ampliado a capacidade operacional das forças de segurança na fronteira.
O evento reúne cerca de 230 policiais federais de todo o Brasil para alinhamento de estratégias de repressão a crimes transnacionais.
Parceria reforçada pela tecnologia

Durante a cerimônia de abertura, o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, enfatizou que o suporte da Binacional vai muito além da logística.
“Investimos em tecnologia e inteligência para fortalecer a capacidade operacional das forças de segurança, assegurando a integridade da usina e contribuindo para o enfrentamento ao crime organizado”, afirmou.
Entre os investimentos já realizados estão:
- drones de alta performance com visão noturna;
- radares e sistemas avançados de monitoramento;
- suporte à manutenção de veículos;
- fornecimento de combustível para operações integradas.
Essas tecnologias ampliam a vigilância em toda a área do reservatório e zonas de fronteira, essenciais para o combate a ilícitos como contrabando, tráfico e transporte irregular.
A cooperação envolve ainda a Polícia Rodoviária Federal, Marinha, Exército e outros órgãos, fortalecendo redes de inteligência e atuação conjunta. “É essencial trabalhar em rede, trocando informações e somando esforços”, completou Verri.
Parceria estratégica: segurança pública e segurança empresarial

No período da tarde, o chefe da Assessoria de Informações da Itaipu, Marcos Antonio Farias, apresentou a palestra Parceria institucional no combate ao Crime Organizado.
“Itaipu é uma infraestrutura crítica, o que exige cuidado máximo com a segurança. Investir nas forças de segurança é investir na proteção da própria empresa e de seus colaboradores”, destacou.
O encontro segue até quinta-feira (4) com mesas de debate sobre repressão qualificada, rastreamento financeiro e gestão de bens apreendidos. A Itaipu participa como patrocinadora e parceira institucional.
Entre as autoridades presentes também estavam:
- Dennis Cali, Diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF;
- Jalil Rachid, ministro da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai;
- Coronel Washington Alves da Rosa, superintendente de Segurança Empresarial da Itaipu;
- e diversas lideranças de segurança do Brasil e países vizinhos.
Próximos investimentos: R$ 170 milhões para reforçar a inteligência de fronteira
A Itaipu anunciou a implantação de um sistema de monitoramento eletrônico com câmeras e radares ao longo de toda a extensão do reservatório.
A primeira fase, com quatro pontos estratégicos — Foz do Iguaçu, Santa Terezinha, Santa Helena e Guaíra — terá investimento inicial de R$ 30 milhões, dentro de um pacote total de R$ 170 milhões.
O projeto vai:
- reforçar a vigilância em tempo real;
- emitir alertas sobre queimadas e ameaças;
- compartilhar dados com órgãos de fiscalização;
- ampliar a atuação integrada com PF, Marinha, BPFron, Receita Federal e outras instituições.
As ações incluem ainda o Áspide Tecnológico, que incorpora drones aéreos e subaquáticos, sistemas inteligentes e gerenciamento de frota para combater ilícitos transnacionais.
Em paralelo, Itaipu tem fornecido viaturas, embarcações blindadas, câmeras e equipamentos de inteligência, tornando mais eficientes as operações de fiscalização e segurança pública.
Fotos: Rafa Kondlatsch/Divulgação Itaipu Binacional


