A primavera começa na próxima segunda-feira (22), às 15h19, no hemisfério sul. O início da estação é marcado pelo equinócio, fenômeno astronômico em que dia e noite têm a mesma duração. A partir de agora, os dias ficam mais longos e as temperaturas tendem a subir até a chegada do verão, em 21 de dezembro.
Mais do que um marco da astronomia, a primavera sempre foi cercada de simbolismo. Antigas culturas viam a estação como sinônimo de renascimento, fartura e renovação. Povos do Egito, por exemplo, associavam o início do ciclo às cheias do rio Nilo, que fertilizavam o solo.
O olhar guarani sobre a estação
Na região de Foz do Iguaçu, os guaranis interpretam a primavera de forma distinta: para eles, não há quatro estações, mas apenas duas. O chamado Tempo Novo abrange a primavera e o verão, simbolizando abundância, chuvas e nascimento de novos seres.

No céu, essa percepção é representada pela constelação do Homem Velho, que substitui a da Ema, símbolo do Tempo Velho (outono e inverno). De acordo com a tradição, o Homem Velho foi um ancião colocado no firmamento como guardião desse período de fartura.
Uma celebração que atravessa culturas
Para além da ciência, a primavera carrega um sentido cultural profundo: é quando natureza, mitologia e espiritualidade se cruzam, reforçando a relação ancestral entre os povos e o cosmos.
O Cosmo Iguassu, projeto de divulgação científica da região, explica que essa leitura dos astros ajudava as comunidades a se organizar para plantio, caça e rituais, unindo prática e espiritualidade em um mesmo ciclo. Conheça o Projeto Cosmo Iguassu clicando aqui.
Um chamado à reflexão
Seja pela ciência, seja pela tradição, a primavera marca mais do que o florescimento da natureza. Ela relembra a importância de observar os ciclos — da Terra e da vida.
Publicação baseada no texto de Cosmo Iguassu Foto em Destaque: FOX ^.ᆽ.^/Pexels Foto Homem Velho: Rodrigo Guerra/Cosmos Iguassu



