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Prefeitura e VISAC emitem nota sobre indicativo de greve no transporte público de Foz do Iguaçu

Administração municipal afirma que tomará medidas legais para garantir atendimento à população, caso a paralisação seja confirmada.

A Prefeitura de Foz do Iguaçu e a Viação Santa Clara (VISAC) emitiram, na manhã deste sábado, 5 de abril, notas oficiais sobre o indicativo de greve no transporte coletivo urbano. A paralisação foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários e pode ter início na próxima terça-feira, dia 8 de abril.

Apesar de não participar diretamente das negociações trabalhistas entre a VISAC e o sindicato, a Prefeitura afirmou estar acompanhando com atenção todos os desdobramentos e reafirmou seu compromisso com os milhares de usuários que dependem do sistema de transporte público diariamente.

Segundo a nota oficial, a administração municipal respeita a autonomia das partes envolvidas e valoriza o diálogo. No entanto, destacou que a continuidade do serviço é essencial para o funcionamento da cidade. Por isso, garantiu que adotará todas as medidas legais necessárias, dentro de suas atribuições, para assegurar o atendimento à população, caso a greve seja efetivada.

Além disso, a Prefeitura informou que continuará monitorando a situação e manterá a população atualizada sobre qualquer nova decisão.

VISAC contesta sindicato e detalha pagamento

Em resposta à nota divulgada pelo Sindicato dos Rodoviários, que atribui o indicativo de greve ao não pagamento da cesta básica, a VISAC também se manifestou publicamente.

A empresa esclareceu que efetuou o pagamento do benefício no último dia 4 de abril, sexta-feira, incluindo também o adicional de cobrança referente aos 12 dias de março. O pagamento seguiu o que está previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2024, encerrado em 12 de março, e de acordo com a decisão do Dissídio Coletivo de Greve, publicada pelo relator Eduardo Baracat em 2 de abril de 2025.

De acordo com a nota da empresa, as negociações com o sindicato estão em curso desde fevereiro. A VISAC apresentou propostas, assegurou a data-base e ressaltou a necessidade de formalização de um novo ACT, condição legal indispensável para manter as cláusulas econômicas do acordo anterior.

Porém, as tratativas estariam travadas devido à insistência do sindicato em uma jornada de trabalho reduzida: seis horas diárias com intervalo de 30 minutos, o que, na prática, resultaria em apenas 5h30 de trabalho por dia. A empresa argumenta que essa proposta é inviável do ponto de vista econômico, técnico e operacional.

Sem um novo acordo coletivo assinado, a VISAC afirma que não pode realizar pagamentos salariais por conta própria, pois isso geraria custos legais insustentáveis. Por fim, a empresa reiterou estar aberta ao diálogo, desde que dentro dos limites legais, do contrato firmado com a Prefeitura e da decisão judicial em vigor desde 2 de abril de 2025.

Foto: Divulgação AMN