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sex, 03 de jul 2026

Opinião: Além da cor da pele: por que o CEP e a conta bancária definem quem está na mira da violência?

Relatório "Pele Alvo" aponta que 86% dos mortos pela polícia são negros, mas focar apenas no racismo institucional oculta a real engrenagem que abastece o crime organizado.

A divulgação da 7ª edição do relatório Pele Alvo – entre Racismo e Letalidade, o Amanhã, produzido pela Rede de Observatórios do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), trouxe novamente à tona um dado alarmante: em 2025, 86,3% das 4.330 pessoas mortas em ações policiais nos nove estados monitorados eram negras. O estudo conclui, de forma direta, que o racismo é o componente essencial para explicar essa letalidade.

Apresentar a polícia como uma instituição que possui uma “preferência” por alvos negros é o caminho mais simples para a opinião pública. No entanto, essa análise de superfície ignora a engrenagem socioeconômica profunda que atua muito antes do primeiro disparo. O verdadeiro cerne do problema nacional não está na cor da pele impressa no RG, mas sim no saldo da conta bancária e na ausência estrutural do Estado nas periferias.

A vulnerabilidade social como principal vetor de aliciamento

Dizer que a segurança pública falha na contenção da violência extrema é chover no molhado. Contudo, culpar exclusivamente o aparato policial pelo perfil das vítimas blinda o Estado de sua maior responsabilidade: a incapacidade de oferecer oportunidades iguais desde a primeira infância.

As facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) — que o próprio relatório aponta em franca expansão pelo Norte e Nordeste —, não realizam seus recrutamentos baseados em critérios raciais. O crime organizado busca preencher vazios. Ele se alimenta de estômagos vazios, de armários sem mantimentos e, principalmente, da total falta de perspectiva de melhora futura.

Nas grandes capitais brasileiras, a esmagadora maioria da população de baixa renda é negra devido a fatores históricos e fluxos migratórios seculares. Logo, o alistamento de jovens pelo tráfico nessas regiões refletirá essa demografia. Porém, quando se analisa a dinâmica da criminalidade em cidades do interior ou em regiões com composições étnicas distintas, como Foz do Iguaçu, percebe-se que o crime coopta brancos, negros, indígenas e asiáticos com a mesma velocidade. O fator comum entre eles nunca foi a raça, sempre foi a pobreza.

A falácia do debate focado apenas no confronto

Ato contra violência policial, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Arquivo Agência Brasil.

O relatório do CESeC critica duramente o uso de termos como “narcoterroristas” e a normalização do confronto. Por outro lado, secretarias de segurança, como as de Pernambuco e do Rio de Janeiro, defendem que as ações são técnicas e motivadas pela resistência armada de grupos criminosos.

Quem vive aqui na fronteira, e acompanha — mesmo que minimamente — o bloco das notícias policiais nos jornais, portais de notícia e até mesmo na rádio, sabe que o crime organizado vem investindo em armamento cada vez mais letal. Então, como podemos esperar que as secretarias de segurança pública dos estados façam o caminho contrário? Será que dá pra combater armamento de guerra com tasers de choque?

O debate público fica estagnado nessa polarização entre a acusação de racismo institucional e a justificativa do estrito cumprimento do dever legal. Enquanto a discussão se mantiver restrita ao momento do confronto, a raiz do problema continuará intacta. O jovem periférico que morre na favela hoje foi abandonado pelo poder público quinze anos atrás, quando faltou creche, escola em tempo integral, saneamento básico e inclusão digital.

Sem uma política macroeconômica e social que garanta que o cidadão de baixa renda tenha acesso às mesmas ferramentas de ascensão de quem nasceu em berço de ouro, as periferias continuarão sendo um celeiro de mão de obra barata para o tráfico. E, consequentemente, seus moradores continuarão na linha de frente do combate à criminalidade.

É preciso mudar a pergunta

Audiência pública debateu violência contra jovens no plenário da ALEP. Foto: Orlando Kissner/Divulgação Alep.

A pergunta correta a ser feita aos governantes não é apenas por que a polícia mata mais negros, mas sim por que o Estado permite que as crianças e jovens negros e pobres continuem sendo os principais alvos de cooptação das facções.

Tratar a letalidade na periferia apenas sob a ótica racial é dar uma resposta conveniente para um problema inconveniente. O Brasil precisa encarar a desigualdade pelo que ela é: uma barreira econômica que segrega os indivíduos pelo CEP e pela renda. Enquanto a conta bancária determinar o nível de cidadania de um indivíduo, a segurança pública continuará sendo uma ferramenta de contenção de danos de um sistema que falhou na base.

 

Nota do autor: Este é um texto opinativo, e você tem todo o direito de discordar de cada linha. Mas antes que você julgue essas palavras achando que um privilegiado em berço de ouro está por trás delas, permita-me apresentar: eu sou o Kaká Souza. Homem preto, nascido e criado na periferia, que há 48 anos insiste em contrariar as estatísticas de sobrevivência deste país. Não defendo o abuso, mas aprendi que a realidade das nossas quebradas é complexa demais para caber em teses fáceis.

 

 

Foto em destaque: Produzida com auxílio de inteligência artificial (I.A)

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O prêmio principal da Mega-Sena acumulou mais uma vez. Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.026, realizado na última terça-feira. Com isso, a estimativa de prêmio para o próximo sorteio saltou para R$ 33 milhões.

Os números sorteados foram: 14 – 19 – 42 – 45 – 48 – 54.

Embora ninguém tenha levado a bolada principal, a região Oeste do Paraná garantiu premiações nas faixas menores. Na quina, 40 apostas acertaram cinco dezenas e vão receber R$ 37.029,54 cada. Uma delas foi registrada na Lotérica Ibema, no município de Ibema, por meio de uma aposta simples física de seis números.

Foz do Iguaçu fatura na quadra

Já na faixa dos quatro acertos, a Caixa Econômica Federal registrou 2.517 apostas ganhadoras em todo o país, com prêmio individual de R$ 970,00. Um dos bilhetes premiados saiu em Foz do Iguaçu. A aposta simples foi realizada na Brasil Loterias (Lotérica Santa Maria Ltda), localizada no município.

Como apostar no próximo sorteio

Os interessados em concorrer ao prêmio de R$ 33 milhões têm até as 19h (horário de Foz do Iguaçu e Brasília) deste sábado, 4 de julho, para registrar os jogos. As apostas podem ser feitas em qualquer casa lotérica do país, pelo portal Loterias CAIXA ou pelo aplicativo oficial do banco.

A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 6.

 

No universo das apostas esportivas, três palavras circulam o tempo todo e costumam ser tratadas como sinônimos: palpite, análise e promessa de ganho. Na prática, elas representam coisas muito diferentes. Confundi-las é o primeiro passo para criar expectativas irreais sobre o que uma aposta realmente é.

Quem aposta com consciência precisa entender essa distinção. Ela separa o entretenimento informado da ilusão de lucro garantido, e é justamente nesse limite que mora o conceito de consumo responsável.

O que é um palpite?

Um palpite é uma opinião que expressa para onde alguém acredita que um resultado vai tender, com base em percepção, intuição ou leitura de momento. Não carrega obrigação de acerto nem garantia de retorno.

O palpite tem valor quando é tratado pelo que é: um ponto de vista. O problema surge quando ele é vendido como certeza. Frases como “esse jogo é dinheiro na mão” transformam uma simples opinião em algo que ela nunca foi, uma previsão infalível.

Nenhum palpite, por mais embasado que pareça, controla o que acontece dentro de campo. Lesões, expulsões, arbitragem e até o clima alteram qualquer cenário em segundos.

O que é uma análise?

A análise é o estágio seguinte, que parte de dados concretos: histórico de confrontos, desempenho recente, escalações, contexto da competição e estatísticas de mercado. O objetivo não é prometer acerto, mas qualificar a decisão.

Uma boa análise reconhece a incerteza em vez de escondê-la. Ela diz “esse cenário é mais provável”, nunca “esse resultado vai acontecer”. É um trabalho de probabilidade, não de adivinhação.

Por que análise não é garantia?

Mesmo a análise mais cuidadosa lida com eventos imprevisíveis. O futebol é cheio de zebras que desafiam qualquer estatística. Um time tecnicamente inferior pode vencer um favorito histórico, e isso faz parte da essência do esporte.

Pense nas grandes viradas e nas tabelas que parecem escritas para um clube e terminam em desfecho oposto. A história do futebol está repleta desses momentos, e nenhum deles foi “garantido” por análise alguma.

A linha perigosa da promessa de ganho

A promessa de ganho é quando alguém afirma, de forma explícita ou velada, que apostar trará lucro certo. Esse discurso é proibido pela regulamentação brasileira de apostas e, mais do que isso, é eticamente problemático.

Promessas de ganho exploram a vulnerabilidade de quem busca dinheiro rápido, ignoram que toda aposta envolve risco real de perda e que nenhuma plataforma, por mais confiável que seja, pode garantir retorno.

Um conteúdo responsável jamais promete lucro, mas informa, contextualiza e sempre lembra que apostar é entretenimento, com dinheiro que a pessoa pode perder sem comprometer suas contas.

Como o consumo responsável se conecta a isso

Entender essas diferenças é uma ferramenta de proteção. Quem sabe distinguir palpite de promessa não cai facilmente em discursos de “método infalível” ou “esquema garantido”.

O consumo responsável passa por algumas atitudes práticas. Defina limites de tempo e de valor antes de apostar. Nunca aposte para recuperar perdas. E desconfie de qualquer fonte que prometa resultados certos.

A escolha da ferramenta também conta. Usar um app de apostas de futebol que seja licenciado e transparente ajuda a manter o controle, já que plataformas regularizadas oferecem recursos de autoexclusão e limites de depósito previstos em lei.

O papel da informação de qualidade

Conteúdos bem feitos educam em vez de iludir. Quando um portal apresenta histórico de confrontos, estatísticas e contexto, ele entrega análise. Quando promete que o leitor vai ganhar, ele cruza uma linha.

Essa diferença vale para qualquer assunto esportivo, não só para apostas. Um bom material sobre futebol respeita o leitor e prioriza fatos.

Um exemplo dessa abordagem editorial aparece em conteúdos históricos sobre o esporte, como o levantamento sobre os camisas 10 do Corinthians, que reúne nomes como Sócrates, Rivellino e Neto a partir de registros e dados, sem inventar narrativas.

É informação que enriquece o torcedor sem prometer nada além de conhecimento.

Aprendendo a ler com cuidado

Da próxima vez que cruzar com um conteúdo de apostas, faça o teste: ele apresenta dados ou apenas afirma certezas? Reconhece o risco ou esconde a possibilidade de perda? Fala em probabilidade ou em garantia?

Essas perguntas simples revelam rápido se você está diante de uma análise honesta ou de uma promessa vazia. A primeira respeita sua inteligência. A segunda mira sua carteira.

Este conteúdo tem caráter informativo. Apostas envolvem risco financeiro. Em caso de dificuldade no controle do jogo, procure apoio especializado e utilize os recursos de jogo responsável das plataformas licenciadas.

O Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), mantido pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu, recebeu uma onça-parda resgatada em uma área rural do município de Santa Helena. O animal, uma fêmea jovem de 28 quilos, foi capturado por uma força-tarefa composta pelo Instituto Água e Terra (IAT), Polícia Ambiental e pela equipe de Medicina Veterinária da UFPR de Palotina.

Após os primeiros atendimentos e sedação, o felino passou por exames clínicos na universidade. Como o animal apresentava dificuldades para se movimentar, os órgãos ambientais optaram pela transferência para a estrutura da Itaipu para garantir um acompanhamento pós-captura mais detalhado.

No Refúgio Biológico, a onça foi instalada em um recinto amplo. O espaço permite que a equipe médica avalie a locomoção e as condições gerais de saúde do animal. Caso o felino responda bem ao monitoramento, a soltura na natureza será realizada após a autorização oficial do IAT.

Onça-pintada resgatada em Foz segue em observação

A estrutura do RBV também abriga a onça-pintada capturada no bairro Três Lagoas, em Foz do Iguaçu. O macho adulto de aproximadamente 75 quilos recebeu o nome de Tape’ỹ, que significa “aquele que perdeu o caminho” em tupi.

Os exames clínicos apontaram que o animal está saudável, com boa estrutura corporal e dentição completa. A equipe veterinária aguarda apenas os resultados finais dos exames de biologia molecular para descartar vírus sazonais, embora os testes para as principais doenças felinas (FIV e FeLV) já tenham apresentado resultado negativo.

Estrutura de ponta para a fauna silvestre

O acolhimento desses grandes felinos reforça o papel do Refúgio Biológico Bela Vista como centro de referência no atendimento à fauna nativa da região do Oeste do Paraná. O complexo conta com equipamentos de alta tecnologia, cuidadores especializados e equipes de monitoramento preparadas para ações de resgate e reabilitação. O trabalho ocorre de forma integrada com as autoridades ambientais do estado para garantir o bem-estar e o manejo correto das espécies protegidas.

 

 

 

Foto em destaque: Aline Luiza Konell/Itaipu Binacional

O circuito que leva à passarela da Garganta do Diabo, no lado argentino das Cataratas do Iguaçu, está temporariamente fechado nesta quinta-feira, 2 de julho. A Administração de Parques Nacionais da Argentina (APN) e a concessionária Iguazú Argentina (IASA) adotaram a medida como protocolo preventivo de segurança devido à forte elevação na vazão do Rio Iguaçu.

O aumento no volume de água é reflexo das chuvas constantes registradas na bacia do rio nos últimos dias. O monitoramento hidrológico apontou que a vazão saltou de 6.620 metros cúbicos por segundo (m³/s) no fim da tarde de quarta-feira para 7.180 m³/s no início da manhã de hoje. A previsão dos técnicos é de que o fluxo possa atingir a marca de 8.000 m³/s ao longo do dia.

O protocolo de segurança do lado argentino determina o fechamento imediato da estrutura da Garganta do Diabo sempre que o fluxo atinge o patamar de 7 milhões de litros por segundo (equivalente a 7.000 m³/s). A passarela permanecerá interditada até que as equipes técnicas realizem uma nova avaliação das condições estruturais e o nível da água comece a baixar.

Lado brasileiro opera normalmente

No lado brasileiro do Parque Nacional do Iguaçu, a situação é diferente. A concessionária Urbia Cataratas mantém o monitoramento do rio em tempo real e informa que todas as passarelas e mirantes seguem totalmente abertos para o público nesta quinta-feira.

O protocolo técnico aplicado no Brasil é diferente do país vizinho. As grades da passarela principal do lado brasileiro só começam a ser removidas preventivamente caso a vazão ultrapasse os 8.000 m³/s com tendência contínua de alta.

Passeio continua nos demais circuitos

Apesar do fechamento do mirante principal na Argentina, os turistas ainda conseguem aproveitar o passeio na fronteira. Os circuitos Superior e Inferior do lado argentino operam normalmente, oferecendo uma visão panorâmica e impactante das quedas d’água, que estão com volume muito acima da média histórica.

 

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