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qui, 13 de ago 2026

Multilog apresenta andamento das obras do novo Porto Seco à ACIFI em Foz do Iguaçu

Com investimento de R$ 240 milhões e previsão de entrega para dezembro, nova estrutura terá 550 mil m² e capacidade para até 2 mil caminhões por dia.

A concessionária Multilog apresentou, nesta quarta-feira (12), o detalhamento das obras do novo Porto Seco de Foz do Iguaçu à diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI). O encontro reuniu empresários, lideranças do setor logístico e investidores para acompanhar os prazos e a evolução da nova estrutura alfandegada na região trinacional.

Com aporte financeiro de R$ 240 milhões via termo de permissão com a Receita Federal do Brasil, o empreendimento tem entrega contratual prevista para o dia 10 de dezembro deste ano. A ampliação busca modernizar o atendimento ao comércio exterior entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Salto de capacidade e integração com a Argentina

A nova estrutura representará um salto expressivo na infraestrutura logística local. A área total do porto seco passará dos atuais 190 mil metros quadrados para 550 mil metros quadrados, elevando a capacidade de pátio para o recebimento de até 2 mil caminhões de carga diariamente. O armazém alfandegado também será ampliado de 2 mil para 7 mil metros quadrados, incluindo áreas climatizadas.

Entre os avanços tecnológicos, a unidade contará com seis gates automatizados de entrada e saída, novo escâner para inspeção de cargas e leitores inteligentes de placas. Outra novidade destacada durante a apresentação é que o complexo abrigará uma aduana integrada com a Argentina, permitindo a unificação dos trâmites operacionais.

Crescimento do fluxo e impacto econômico

A exposição reuniu empresários, operadores e profissionais do setor logístico, além de lideranças da sociedade civil. Foto: Divulgação.

O projeto atende a uma demanda histórica decorrente do aumento contínuo no fluxo de veículos pesados na fronteira. Enquanto Foz do Iguaçu registrou a passagem de 132 mil veículos de carga em 2008, o volume saltou para 215 mil em 2025. Apenas nos primeiros sete meses deste ano, a movimentação já alcançou 120 mil caminhões.

Para a ACIFI, a entrega do novo porto seco trará benefícios diretos à economia regional. A expectativa do setor empresarial é de que o ganho em agilidade na liberação de cargas reduza os tempos de espera, diminua os custos logísticos para importadores e exportadores e impulsione a geração de empregos na cidade.

 

 

Foto em destaque: Divulgação/ACIFI

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Servidores da Receita Federal do Brasil em Foz do Iguaçu apreenderam 148,2 quilos de cabelo humano na noite de quarta-feira (12). A abordagem ocorreu na rodovia BR-277, na altura da comunidade de Nova Roma, em São Miguel do Iguaçu. A mercadoria, avaliada em até R$ 1 milhão, seria transportada até o interior do estado e tinha como destino final São Paulo.

O veículo era conduzido por um brasileiro, proprietário de um salão de beleza em Foz do Iguaçu. Durante a vistoria, os agentes localizaram o material acondicionado em diversas malas e sacolas plásticas espalhadas pelo porta-malas e sobre os bancos traseiros do automóvel.

Origem da mercadoria e irregularidades

À equipe de fiscalização, o condutor apresentou duas notas fiscais (DANFEs) emitidas em nome da sua própria empresa. Ele alegou que costuma adquirir os cabelos diretamente de fornecedores autônomos e de clientes que frequentam o seu estabelecimento comercial em Foz do Iguaçu.

O motorista relatou ainda que pretendia levar a carga primeiramente até Londrina, no Norte do Paraná, para tentar comercializar parte do lote com comerciantes locais, antes de seguir com o restante do material para o mercado paulista.

Os riscos do comércio clandestino de cabelo humano

A entrada e o transporte irregulares de cabelo humano na região de fronteira escondem uma série de infrações que vão muito além da sonegação fiscal. As autoridades alertam para os principais crimes e perigos associados a esse mercado:

  • Crime de Descaminho: Por ser uma mercadoria de altíssimo valor agregado, a introdução do produto no país sem a devida declaração e recolhimento de impostos configura crime de descaminho (Artigo 334 do Código Penal).
  • Falta de Controle Sanitário: Como material de origem biológica, o cabelo exige regras rígidas de procedência, higienização e tratamento sanitário. A entrada clandestina burla a fiscalização da Anvisa, podendo expor consumidores a riscos de contaminação e doenças.
  • Redes Internacionais e Tráfico: Investigações apontam que parcela significativa dos cabelos que ingressam pela fronteira com o Paraguai é originária de países asiáticos, como Índia e Vietnã, muitas vezes alimentando redes ilegais de exploração.
  • Lavagem de Dinheiro: O alto valor de revenda nos grandes centros urbanos faz com que o setor seja utilizado por esquemas criminosos para disfarçar lucros ilícitos por meio de empresas de fachada e notas fiscais simuladas.

 

Encaminhamento e apreensão

Diante das inconsistências fiscais e da irregularidade na documentação e transporte da mercadoria de alto valor, o veículo e toda a carga de cabelo humano foram apreendidos pelos agentes. O automóvel e os materiais foram transportados para o depósito da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu para a formalização do auto de infração e aplicação das medidas legais cabíveis.

 

Agentes da Receita Federal registraram, em um intervalo de poucos dias, o segundo caso de ocultação de medicamentos dentro de calçados na região de fronteira. No flagrante mais recente, um par de tênis modificado com um fundo falso foi encontrado escondido sob as poltronas de um ônibus de turismo que seguia para Florianópolis.

Na inspeção do objeto, as equipes localizaram 67 ampolas de medicamentos para emagrecimento armazenadas no compartimento clandestino.

Reincidência na região

A apreensão no ônibus não foi um episódio isolado nesta semana. Na última terça-feira, durante uma abordagem de rotina na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, a Receita Federal interceptou um veículo de aplicativo com quatro passageiros que havia saído da rodoviária de Foz do Iguaçu rumo a Curitiba.

Durante a vistoria, os fiscais encontraram medicamentos presos ao corpo de uma passageira e também ocultos no interior do tênis do próprio motorista. O condutor alegou que os produtos seriam para uso pessoal, mas não apresentou a receita médica exigida por lei.

Alerta para o transporte irregular de fármacos

A utilização de fundos falsos em peças de vestuário e calçados evidencia novas táticas para tentar burlar a fiscalização na Tríplice Fronteira.

Além do crime de descaminho ou contrabando, a Receita Federal alerta para o severo risco à saúde pública. Fármacos injetáveis e remédios para emagrecimento sem procedência comprovada carecem de controle sanitário, não possuem garantia de conservação térmica adequada e têm a comercialização proibida sem retenção de receita no país.

Todos os medicamentos, veículos e materiais apreendidos foram encaminhados à sede da Receita Federal para os procedimentos legais e representação fiscal.

 

 

 

Com informações: Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu
Fotos: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu está sediando, entre os dias 12 e 14 de agosto, uma reunião bilateral entre autoridades do Brasil e da Argentina para avançar na implantação do sistema de controle aduaneiro de cabeceira única. O encontro, realizado na sede da Alfândega da Receita Federal, debate um modelo de gestão integrada para o novo Porto Seco do município, previsto para entrar em operação em dezembro de 2026.

A proposta prevê que os procedimentos de fiscalização e despacho das mercadorias de ambos os países passem a ser realizados em um único ponto, no lado brasileiro. A comitiva argentina conta com representantes de órgãos como a Dirección General de Aduanas (DGA/ARCA), Migraciones, CNRT e SENASA, além de delegados dos setores público e privado do Mercosul.

Mais agilidade e menor custo logístico

Atualmente, o processo de exportação e importação entre os dois países exige etapas separadas em cada lado da fronteira. Com a unificação dos procedimentos no novo complexo aduaneiro de Foz do Iguaçu, a expectativa é eliminar rotinas duplicadas, reduzir o tempo de espera dos caminhões e diminuir os custos operacionais para transportadores.

A integração dos sistemas permitirá que as autoridades brasileiras e argentinas trabalhem com compartilhamento de dados e gestão de risco conjunta. Dessa forma, a fiscalização torna-se mais rigorosa para cargas suspeitas e mais ágil para o comércio regular, otimizando o fluxo de mercadorias no principal corredor logístico da Tríplice Fronteira.

Preparativos para a nova estrutura de 2026

A harmonização dos processos ocorre de forma paralela às obras de construção do novo Porto Seco e da nova infraestrutura da Aduana da Ponte Internacional Tancredo Neves. O objetivo das equipes técnicas é deixar toda a operacionalidade alinhada antes da inauguração das novas instalações no final deste ano.

Além do impacto direto no transporte internacional de cargas, a coordenação entre os órgãos deve refletir positivamente no trânsito local. Ao concentrar e organizar o fluxo de veículos pesados em uma estrutura moderna, a medida visa aumentar a fluidez para moradores, trabalhadores e turistas que circulam diariamente entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú.

 

 

 

Foto em destaque: Multilog/Divulgação

O limite entre a sátira na internet e o consumo desatento de informação voltou a ser colocado à prova no Paraná. Nesta semana, a imagem de um suposto veículo blindado de “caçador de tornados” sendo guinchado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) viralizou nas redes sociais como se fosse um fato verídico, obrigando a instituição a emitir um alerta público desmentindo a ocorrência.

A publicação utilizava elementos gráficos que simulavam a estética de um portal de notícias, acompanhada de um texto que afirmava que o veículo especial havia sido apreendido durante uma fiscalização de rotina no estado.

Montagem com IA e o alerta da instituição

Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (13), a PRF esclareceu que a informação é totalmente falsa e que nenhuma ocorrência com essas características foi registrada no estado. A instituição confirmou que tanto o texto quanto a imagem foram gerados por meio de ferramentas de inteligência artificial para criar uma aparência de veracidade.

A polícia alertou para os riscos do compartilhamento automático de conteúdos sem a devida verificação da procedência. Segundo o órgão, o uso indevido de logotipos e layouts jornalísticos tem sido uma tática frequente para conferir credibilidade a publicações enganosas ou humorísticas que acabam fora de contexto.

Sátira, burocracia e desinformação

O caso reflete um fenômeno crescente no ecossistema digital: a dificuldade de parte dos usuários em identificar ironias e críticas sociais. A piada original brincava com o contraste entre um veículo preparado para enfrentar eventos climáticos extremos e a rigorosa fiscalização burocrática das rodovias brasileiras.

No entanto, a rapidez no consumo de conteúdos nas redes sociais fez com que o tom humorístico fosse assimilado por muitos leitores como um fato real. A PRF orienta que os cidadãos denunciem conteúdos falsos nas próprias plataformas digitais e busquem informações sobre operações e ocorrências exclusivamente nos canais oficiais do órgão.

 

 

 

Imagem em destaque: Arquivo das redes sociais

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