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qua, 22 de abr 2026

Itaipu Binacional começa o ano com recorde de produção

Foto: Alexandre Marchetti

Depois de se consagrar como líder mundial de energia elétrica em 2016, com a produção anual de 103 milhões de megawatts-hora, a Itaipu começou 2017 com novo recorde de produção. A usina binacional teve o melhor janeiro de todos os tempos, colocando quase 3% de vantagem sobre o mesmo período do ano anterior, até então o melhor primeiro mês do histórico de quase 33 anos de operação. Foram 8,74 milhões de MWh ante 8,5 milhões MWh.

Toda essa produção seria suficiente para atender o Estado de São Paulo por 23 dias. Já a cidade do Rio de Janeiro seria abastecida por quase seis meses e o Estado do Paraná por três meses e meio.

O diretor técnico executivo, Airton Dipp, explica que o recorde é resultado mais uma vez da excelente performance da usina. O índice de “indisponibilidade forçada” das unidades geradoras em janeiro, por exemplo, foi de apenas 0,01%. “Esse dado é bastante significativo. Ele mostra o tempo que as unidades geradoras não estiveram disponíveis para a produção por alguma falha técnica inesperada. Portanto, quanto menor o seu valor, melhor o desempenho do projeto, das manutenções e da operação da usina.”

O superintendente de Operação, Celso Torino, diz que além da performance da usina, outros fatores são muito importantes para a produção, como o sistema de transmissão dos parceiros binacionais da Itaipu que segue com excelente desempenho, a coordenação da operação interligada entre Itaipu-Brasil-Paraguai, a quantidade de chuvas na região Sul-Sudeste e, por último, e de forma destacada, as altas temperaturas deste verão nas grandes cidades brasileiras e paraguaias. “Quando isso ocorre, a resposta com energia e potência da Itaipu, especialmente nas horas de pico, é determinante.”

Melhor do mundo

Em 2016, a Itaipu superou a marca da usina de Três Gargantas e estabeleceu um novo marco na geração mundial. Itaipu é a maior usina em produção de energia limpa e renovável do mundo. Desde 1984 já contribui para os setores elétricos do Brasil e Paraguai com mais de 2,4 bilhões de MWh.

Agora em 2017, a empresa dará início a um grande projeto de atualização tecnológica para garantir o bom desempenho mostrado ao longo de 32 anos e oito meses de operação.

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A administração de um condomínio alcançou um patamar de complexidade que exige competências típicas de um cargo executivo. Assim, a busca por saber quanto ganha um síndico é uma dúvida frequente tanto para moradores quanto para quem deseja profissionalizar-se na área. 

Atualmente, o gestor é o responsável direto por orçamentos vultosos, pela manutenção de infraestruturas críticas e pelo cumprimento de uma malha regulatória cada vez mais estreita. 

Essa realidade impõe uma rotina de alta responsabilidade, onde cada decisão impacta diretamente o valor do patrimônio e a segurança jurídica de centenas de famílias.

Acompanhando essa evolução, o mercado passa por uma transição em que o conhecimento técnico em finanças, direito e gestão de pessoas se consolida como o principal ativo do gestor. 

Moradores e conselhos consultivos estão elevando o nível de exigência, buscando transparência absoluta e eficiência operacional, o que impulsiona a função para um cenário de profissionalização acelerada. 

Entender a dinâmica financeira que sustenta esse trabalho é fundamental para alinhar as expectativas entre quem gere e quem habita os condomínios brasileiros.

De acordo com o Censo Condominial 2025/26, a média salarial nacional do síndico é de R$ 1.520

Este levantamento considera todos os perfis de atuação — desde síndicos moradores e profissionais até modelos CLT ou informais — e utilizou como base a inteligência de dados da plataforma uCondo, cruzada com indicadores do IBGE e da Receita Federal.

O desafio da valorização real

Mesmo diante da centralidade do cargo para a vida em comunidade, a percepção de valor sobre o trabalho do síndico ainda enfrenta barreiras culturais.

“A função de síndico é pouco valorizada no mercado, apesar da responsabilidade administrativa, financeira e jurídica que recai sobre quem ocupa o cargo”, afirma Léo Mack, cofundador e diretor de operações da uCondo.

Para o executivo, o caminho para elevar o padrão dos profissionais e justificar revisões de remuneração reside na especialização em gestão, finanças e legislação. 

Essa jornada de capacitação não apenas valoriza o passe do profissional, mas reflete diretamente na melhoria dos serviços prestados aos condomínios.

Quando a valorização acontece

Embora os dados do Censo Condominial 2025/26 indiquem que a média nacional de quanto ganha um síndico gravita em torno de R$ 1.520 — valor próximo ao salário mínimo vigente —, esse número esconde uma oportunidade de carreira extremamente lucrativa para quem investe em especialização. 

A média é puxada para baixo pelo grande volume de síndicos moradores que recebem apenas isenções parciais ou ajudas de custo simbólicas. No entanto, a realidade muda drasticamente quando o gestor cruza a fronteira da profissionalização.

Para o síndico que atua como um verdadeiro CEO multicondominal, o teto de ganhos é exponencial. 

Ao atingir um nível de maturidade na gestão, um profissional que atende, por exemplo, cinco condomínios de médio porte, pode alcançar um faturamento mensal entre R$ 15 mil e R$ 25 mil

Esse salto financeiro não é fruto do acaso, mas da capacidade de escalar processos através de tecnologia e de entregar uma gestão técnica que reduz custos para as unidades, justificando honorários mais elevados.

Essa lucratividade atrativa é o que tem oxigenado o setor com profissionais vindos de áreas como Direito, Administração e Engenharia. Eles não buscam apenas uma “ajuda de custo”, mas sim consolidar uma empresa de sindicância profissional.

A era da profissionalização estratégica

O mercado sinaliza que o improviso perdeu espaço. A procura por cursos de especialização no setor registrou um crescimento de 40% em três anos

Hoje, cerca de 15% dos síndicos no Brasil já atuam de forma estritamente profissional, buscando na formação técnica o diferencial necessário para gerir múltiplas unidades com excelência.

Nesse contexto, a educação focada na prática torna-se o divisor de águas. O curso “De Morador a Síndico”, disponível na plataforma CondoEduca, exemplifica essa mudança de mentalidade ao preparar o gestor para os desafios reais do dia a dia. 

Em um cenário onde a transparência é facilitada por sistemas inteligentes e a comunicação é instantânea, estar capacitado é o que permite ao síndico atuar como um líder estratégico, garantindo eficiência, segurança e valorização do patrimônio coletivo.

Quem aproveitou o sol na fronteira deve se preparar para uma mudança no cenário. Segundo o meteorologista Paulo Barbieri, do Simepar, embora a segunda-feira ainda siga com tempo seco, a instabilidade ganha força a partir de amanhã devido ao deslocamento de um sistema de baixa pressão. No Oeste e Sudoeste do Paraná, a previsão é de chuvas isoladas e trovoadas ao longo do dia.

Mudança mais intensa na quarta e quinta

A virada mais significativa no tempo ocorre entre quarta (22) e quinta-feira (23). Nesse período, o sistema dá origem a uma frente fria que se desloca em direção ao oceano, aumentando as chances de pancadas de chuva nas áreas próximas às fronteiras com Paraguai e Argentina.

Apesar da chegada da chuva, as temperaturas não devem cair drasticamente de imediato. A semana será marcada pela amplitude térmica: manhãs com mínimas amenas e tardes com aquecimento gradual.

Temperaturas na região

Enquanto o Centro-Sul e a Região Metropolitana de Curitiba registram as menores temperaturas do estado em 2026, no Oeste o clima segue um pouco mais quente:

  • Mínimas: No amanhecer, os termômetros em Foz e cidades vizinhas devem variar entre 18°C e 20°C.
  • Máximas: Durante a tarde, as temperaturas no Oeste alcançam marcas entre 28°C e 29°C, antes de uma possível queda mais acentuada com a consolidação da frente fria.

 

A recomendação para quem vai aproveitar o feriado de Tiradentes ao ar livre ou fazer compras no Paraguai é manter o guarda-chuva por perto, já que as pancadas podem ocorrer de forma isolada a qualquer momento do dia.

 

 

Foto em destaque: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O sistema logístico do Paraná vive um momento de forte expansão. Embora o Porto de Paranaguá continue sendo a principal porta de saída do estado, os portos secos de Foz do Iguaçu e Guaíra ganharam relevância no cenário nacional. Juntas, as duas estruturas ultrapassaram a marca de 2,1 milhões de toneladas de mercadorias exportadas em 2025.

Em Foz do Iguaçu, o crescimento foi de 21,2% em comparação a 2018, saltando de 1,66 milhão para 2 milhões de toneladas movimentadas no último ano. Já em Guaíra, a elevação foi de 15,8%, atingindo 128,5 mil toneladas.

O que Foz e Guaíra mais exportam?

A localização privilegiada torna o Paraguai o destino preferencial das mercadorias que cruzam as fronteiras do Oeste. Confira os principais produtos:

  • Foz do Iguaçu: Fertilizantes, cimento e placas para pavimentação ou revestimento.
  • Guaíra: Placas de revestimento, cebolas, amidos e féculas modificadas.

 

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

As estruturas não atendem apenas o Paraná. Elas são fundamentais para o escoamento de produtos vindos de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, reforçando a integração regional.

Novo Porto Seco em Foz do Iguaçu

A expectativa para 2026 é ainda mais otimista com a inauguração do novo porto seco em Foz do Iguaçu, operado pela Multilog. O projeto, que conta com apoio do Governo do Estado e da Receita Federal, prevê:

  1. Dobrar a capacidade de cargas: Após um ano (2025) em que 215 mil caminhões passaram pelo atual terminal, a nova estrutura deve desafogar o sistema.
  2. Melhoria no trânsito urbano: A transferência da operação para o novo local reduzirá drasticamente a circulação de veículos pesados dentro da cidade.
  3. Tecnologia e Vistoria: O pátio terá áreas exclusivas para câmaras frias e docas com controle de temperatura, garantindo maior qualidade no armazenamento.

 

Para Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, esses números refletem a eficiência da malha rodoviária e a robustez da economia paranaense, que segue batendo recordes na balança comercial.

 

 

Foto em destaque: Ari Dias/AEN

Cruzar a fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este tornou-se um desafio no início desta semana. Quem segue pela BR-277 no sentido ao Paraguai encontra o trânsito completamente parado já na altura da ELOG (Porto Seco), totalizando quase 3 quilômetros de retenção.

A situação também é crítica nas principais avenidas que dão acesso à rodovia. Quem utiliza a Avenida JK para chegar à alça de acesso da BR-277 encontra filas logo após o cruzamento com a Avenida Carlos Gomes. No sentido contrário, para quem vem pela Avenida Tancredo Neves, o congestionamento começa logo após o Trevo da Vila A.

Espera chega a 3 horas

Em média, o motorista está levando cerca de 3 horas para completar o trajeto e atravessar a aduana brasileira. O movimento intenso é atribuído à véspera do feriado de Tiradentes, que atraiu um grande número de visitantes à região trinacional interessados nas compras no país vizinho.

A orientação para quem não tem compromissos urgentes é evitar a região da Ponte da Amizade no período da manhã. Para os que precisam cruzar a fronteira, a recomendação é levar água, conferir o combustível do veículo e manter a calma diante da lentidão.

 

Foto em destaque: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu

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